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Escuta: Projeto de Extensão busca atender demandas das escolas da rede estadual

Os esforços para agregar qualidade à educação desde a formação básica é função da universidade, que tem como um de seus objetivos mobilizar número significativo de docentes das licenciaturas, gestores e professores de escolas da Educação Básica e demais membros da comunidade escolar. Mas como “dar voz” aos envolvidos nesse processo?
             
                  
 
O projeto de extensão “Escola, Currículo e Conhecimento: práticas pedagógicas integradas e integradoras” pertence ao programa “Educação e formação de professores” e trabalha diretamente com os professores da rede Estadual de ensino e indiretamente com todos os alunos pertencentes a três escolas que são parceiras no projeto: Escola Estadual de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha, Instituto Estadual de Educação Básica Guilherme Clemente Kohler e a Escola Estadual Emil Glitz.
 
Segundo a coordenadora do projeto, Julieta Ida Dallepiane, estas escolas, em função dos seus interesses e necessidades de formação, assessoria e trabalho em conjunto, planejam ações integradas com os extensionistas do projeto. “Tudo que se faz na comunidade escolar tem a ver com a formação que realizamos dentro da universidade nos cursos de licenciatura, a extensão e a pesquisa alimentam o ensino. Portanto, é do nosso interesse trabalhar conjuntamente com estas instituições, já que formamos os professores que irão atuar na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio”, frisa.
 
Desde o ano de 2015, a parceria com as escolas foi oficializada na Coordenadoria Regional de Educação. Os educandários participam de seminários e também de atividades realizadas na universidade, com temáticas relacionadas ao ensinar e aprender e na formação de professores nas áreas de conhecimento, referidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e Diretrizes Curriculares Nacionais: Alfabetização, Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza, Matemática, Linguagens e Gestão Escolar. “Procuramos conciliar que é importante que esses professores estudem, planejem, qualifiquem-se, para ter auxílio no desenvolvimento de conceitos e conteúdos trabalhados com seus alunos, aliando às necessidades que cada escola demanda”.
 
Formação
 
As formações com os professores são realizadas a partir da escuta e assim são organizados planejamentos com cada escola. “Não impomos o que elas têm que fazer, mas sim oportunizamos o espaço de debate e estudo. Esse é o nosso objetivo maior com relação aos professores, porque as necessidades são diferentes de cada escola. Atendemos o que realmente precisa, mas com uma continuidade”. Os encontros de formação ocorrem nas escolas, universidade e comunidade.
 
Na universidade os encontros de planejamento e formação ocorrem sistematicamente junto a um grupo de pesquisa. “O projeto contribui para a formação dos estudantes para além das salas de aula. Essa possibilidade de os bolsistas viverem situações em instituições totalmente diferentes da sala de aula, e buscarem referenciais junto aos professores é uma riqueza imensa”, ressalta.
 
Conforme Julieta, nas escolas públicas existem dificuldades quando se trata da participação de todos os professores. “O trabalho em mais de uma escola, as trocas de professores, dentre outros, é um desafio para a articulação de grupos. Acreditamos que todos os alunos são capazes de aprenderem, cada um no seu tempo e é papel do professor, com a nossa assessoria, construir todas as possibilidades e entendimentos para que isto ocorra”.
 
Os participantes do projeto escrevem e publicam em eventos científicos o processo e os resultados obtidos durante as realizações dos trabalhos, nos debates, estudos na forma de resumos expandidos, artigos, capítulos de livros. “A formação é contínua, tem seus avanços, seus recuos. Precisamos trabalhar gradativamente e sistematicamente, porque os resultados não são imediatos e na educação é assim, precisamos ter paciência pedagógica e ir avançando, e isso está acontecendo”, salienta Julieta.
 
Escola Estadual de Ensino fundamental Osvaldo Aranha
 
Nos anos anteriores foram realizados trabalhos na área de alfabetização com todos os professores e também com os alunos que têm dificuldade de aprendizagem. “Desenvolvemos um trabalho com os alunos separadamente em turno inverso e tivemos resultados muito positivos. Assim, tem-se o que dizer aos pais de positivo e não apenas que o aluno não consegue aprender. Em todas as ações realizadas no Osvaldo Aranha, por exemplo, modificamos a forma de trazer os pais para a escola, os professores e equipe diretiva têm se empenhado no atendimento das famílias”.
 
Segundo Julieta, em 2017 a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul (Seduc), via 36ª Coordenadoria Regional de Educação, propôs a construção de uma proposta de alfabetização inovadora. “O Projeto está em construção, já ocorreram algumas reuniões entre os parceiros, estudos, escritas e organização de ações”, conta.
 
De acordo com o Plano Nacional de Educação 2014-2024 e Bases Curriculares Nacionais, a alfabetização inicial ocorre até o final do segundo ano do Ensino Fundamental, com todos os alunos iniciando aos quatro anos de idade na Educação Infantil. “Este é o grande desafio proposto e o Projeto de Extensão “Escola, Currículo e Conhecimento” precisa ter a continuidade nos próximos anos”.
 
Instituto Estadual de Educação Básica Guilherme Clemente Kohler
 
O projeto desenvolveu ações em conjunto com a Escola na construção do Projeto Político-Pedagógico (PPP). No Ensino Médio, modalidade Normal, que atua com a formação de professores, as ações têm continuidade com planejamento coletivo e seminários junto com o curso de Pedagogia da Unijuí, conjuntamente com estágios.
 
Escola Estadual Emil Glitz
 
A escola está reconstruindo a sua proposta curricular e solicitaram apoio dos professores extensionistas, das áreas de conhecimento do projeto de extensão, para debater com os professores os conceitos fundamentais a serem trabalhados desde os anos iniciais até o Ensino Médio. “Nossa intenção é contribuir junto à escola e professores nesta reconstrução com continuidade entre cada etapa e entre as áreas oportunizando um trabalho interdisciplinar”.
 
A 36ª Coordenadoria Regional de Educação propôs um projeto de exposições de curtas construídos pelo público escolar para todas as escolas estaduais. “Na escola Osvaldo Aranha e na Emil Glitz, com a colaboração de professores e bolsistas, estamos contribuindo com  um projeto de assessoria na construção de curtas para a compreensão da elaboração de roteiros”.
 
       

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