Semana passada comentei sobre um dos temas discutidos no Maxi Midia Sat, em Porto Alegre, evento do qual participei. Era o resultado de um estudo realizado pelo IBOPE e a Troiano Marcas sobre o consumo da Classe C. A pesquisa, que constou de 3003 entrevistas e 20 vivências etnográficas com pessoas com renda de 1 a 3 salários mínimos, de 18 a 50 anos residentes em 9 regiões metropolitanas, mostra o que determina a CONFIANÇA deste público em relação a 64 marcas avaliadas, de 4 categorias de anunciantes.
A grande questão que a pesquisa tenta responder é: como fazer negócios com essas pessoas de forma responsável e sustentável? Como atender as necessidades deste público, gerando relacionamentos de confiança?
Pois volto ao tema porque recebi de uma amiga a cópia de uma matéria da EXAME, mostrando como as empresas antenadas, com posturas de criatividade e inovação podem se adequar ao perfil de comportamento de consumo desta classe.
Esta matéria mostra como a Positivo Informática inovou seu produto ao fazer este olhar diferenciado na Classe C. Descobriram que este público trata o computador como a estrela da casa, “decorado com imagens e até com toalhinha de mesa”... A partir dessas informações, uma equipe capitaneada pela minha ex-colega Adriana Flores desenvolveu um computador que permite a “personalização” do gabinete, “onde o usuário pode colocar qualquer material impresso”, fotos, bilhetes, ou o que quiser. Ou seja, o computador pode ficar com a cara do dono!
Agora vamos ver o que outras empresas vão inventar! Quem viver, verá!
Abraços, e uma semana cheia de boas idéias para você, sua empresa e sua família!
PS: e aí, qual foi sua última boa idéia?
Boa idéia da semana: tem coisas que podemos inventar, mas outras...nem tanto... uma dessas coisas em que seguir a regra é a melhor opção é sexo seguro. Em resumo: usar preservativo! Minhas alunas, formandas em Publicidade e Propaganda, criaram um projeto experimental chamado Jovem Consciente – Só vou com camisinha!, que pretende discutir com jovens a importância do uso do preservativo, não só para prevenir a gravidez indesejada, mas também as DST’s, como a AIDS. As meninas organizaram um ciclo de palestras com o Ensino Fundamental e Médio, além de comunidade no Orkut, site, porta camisinha e folder explicativo. Usaram a criatividade para fazer comunicação realmente social. Parabéns!
* Melissa Gressler - Professora do curso de Comunicação Social da UNIJUÍ
Depois de uma semana fora, a colunista volta cheia de gás... participei do Maxi Mídia Sat, em Porto Alegre (a saber, um dos maiores eventos do mercado de comunicação, focado principalmente na área de mídia e veículos). O Maxi Mídia ocorre, na verdade, em Sampa, mas fizeram uma versão via satélite para os pobrecitos, como eu...
Mas enfim, chinelagens à parte (como o bate boca histórico entre Nizan Guanes e Fabio Fernandes, 2 dos mais reconhecidos publicitários da história brasileira), o evento mostrou 3 coisas bem interessantes. Primeiro, a discussão sobre a Web 2.0, e as possibilidades a serem exploradas na indústria da Comunicação e, principalmente, do entretenimento. O exemplo apresentado foi o do seriado Heroes: você assiste o seriado na TV e continua se relacionado com o seriado em diferentes plataformas: web, games, quadrinhos, com um nível bem maior de interatividade do que antigamente. Você quase se sente um mutante com tanta interação!!! Ui!
A segunda discussão legal foi sobre o estudo do poder de compra da Classe C e o que o consumidor deste perfil sente e aspira quando compra. Foi uma pesquisa muito bem feita conduzida pelo IBOPE e pela Troiano Marcas, e patrocinada por 4 grandes anunciantes: um da área de fast food, outro de bebidas, outro de telefonia móvel e o último, de uma financeira. Muitas possibilidades para o mercado!
Por fim, tivemos o prazer de conhecer a Amy Fullen, da Mastercard, que mostrou o desenvolvimento desta campanha vitoriosa que é a priceless, ou melhor, Não tem preço. Apresentaram todo o estudo para chegar a este posicionamento, o impacto para a empresa, e – o mais legal – como este conceito foi sendo adaptado nos mais diferentes países do mundo... E podem ter certeza: a campanha brasileira é uma das mais divertidas e inteligentes. Dá-lhe nós!!!!
E olha, vou dizer uma coisa...escrever para vocês é legal... mas quando vocês me dão um feedback...NÃO TEM PREÇO!!!
Abraços e uma semana PRODUTIVA!!!
PS: e aí, qual foi sua última boa idéia?
Boa idéia da semana: que dúvida, é ir prá Expo-Ijuí!!!
*Melissa Gressler - Professora do Curso de Comunicação Social da UNIJUÍ
Vi na TV, me impressionei, e divido com vocês... o que não inventam neste mundo de Deus? Olha só, o Senai-SP promoveu, entre os dias 2 e 5 de Outubro, uma mostra muito interessante e criativa chamada Inova Senai 2008, apresentando 86 trabalhos inéditos – 17 de docentes e 69 de alunos das escolas técnicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Pêlos de poodle que se transformam em lã, mortadela defumada de filés de tilápia com fibras de colágeno, sapato feminino com salto retrátil e chave de roda para pneus que retira os quatro parafusos simultaneamente são alguns trabalhos na disputa. Para além disso: mochila com alarme antifurto, sorvete de rapadura, lixeira ecológica didática e teclado de computador para pessoas com deficiência motora são algumas das invenções que integram a mostra. Coisas para Professor Pardal nenhum botar defeito!
Quer ver mais o que a criatividade pode fazer? Dá uma olhada na reportagem do Jornal Nacional postada no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=XOgzU_haP2w
Abraços e uma semana inventiva!!!
PS: e aí, qual foi sua última boa idéia?
Boa idéia da semana: se você vier até o Campus da Unijuí em Ijuí, aproveite para conferir as obras participantes do IV Salão Universitário de Arte da UNIJUÍ. Estará aberto à visitação até o dia 07 de novembro, no horário das 9h às 21h, de segunda à sexta-feira, na Sala de Exposições Java Bonamigo, no prédio da Biblioteca Mario Osorio Marques. Novos olhares, novas fontes de informação para novas idéias!
*Melissa Gressler - Professora do curso de Comunicação Social da UNIJUÍ
Semana passada fiz a minha habitual pergunta da coluna. O tema, como você pode ler no título, é sobre negócios. TER NEGÓCIO PRÓPRIO: É UM MAU NEGÓCIO, OU UM BOM NEGÓCIO?
Para este assunto achei interessante buscar a opinião de alguém que já experimentou os dois lados da moeda e que, com certeza, falaria do assunto com propriedade. Falo de um dos proprietários da F5, Fabrício Ramos. A F5 é uma empresa cada vez mais consolidada e que promoveu recentemente a palestra de Gilberto Wiesel, na Sogi, um sucesso de público. Abaixo algumas "falas" do Fabrício.
Aí está o Fabrício ao lado do jornalista Arnaldo Jabor
Tá Ligado: Antes de abrir o seu negócio você trabalhou em outra empresa. Quais são as principais diferenças da experiência anterior com a atual?
Fabrício: Existe uma grande diferença entre ser um colaborador de uma empresa e ser empresário. Isto tudo se resume as responsabilidades, a medida que você é o "dono" do negócio, você assume riscos que, como colaborador, você não possue. Sendo colaborador, faça sol ou chuva, o seu salário no início do mês será depositado. Como empresário, é um pouco diferente, além de atender as demandas diárias, em busca de novos negócios, você é responsável por todas as pessoas que trabalham na empresa, os encargos, os salários, todas as despesas, os custos operacionais. Ou seja, como colaborador, você administra a sua atividade, e o seu salário, as suas responsabilidades pessoais apenas. Já como empresário, você administra as suas atividades, que envolve todo o restante da empresa, salário de todos os colaboradores, despesas que toda a organização gera, contratação, demissão, planejamento de tudo. Quando eu era funcionário, me preocupava com o planejamento das minhas responsabilidades que, na época, era gerenciar a área comercial de uma loja de móveis. Ou seja, eu me preocupava com a loja, com a equipe, com as vendas, com o pós vendas, mas se no final do mês não tivéssemos lucro, quem teria que resolver o problema era meu diretor. Hoje é diferente, se ao final do mês a minha empresa não der lucro, quem precisa resolver os problemas sou eu.
Tá LIgado: Quais são/foram os principais fatores que fizeram com que você torna-se o dono do próprio negócio?
Fabrício: Eu sempre digo, que para se tornar empresário, precisamos ser empreendedores, e gostar de correr riscos. Ao longo da minha trajetória, nunca tive medo, sempre encarei novos desafios, com o objetivo de obter melhores resultados. Os dois grandes fatores que me fizeram a criar a F5 Eventos Empresariais, foram primeiro realizar o sonho de trabalhar no ramo em que sempre sonhei, e segundo buscar melhores resultados. A realização do sonho e a vontade de obter novos resultados, aliados a coragem, fizeram com que a F5 deixasse de ser um sonho e tornou - se realidade.
Para trazer mais informações sobre o assunto, fui falar com outra pessoa, que também entende muito do tema "negócios". Giancarlo Bottega é administrador e presta serviço de consultoria à empresas da região. Ele tem dicas para os dois lados do tema.
CUIDADOS QUE SE DEVE TER AO ABRIR UM NEGÓCIO PRÓPRIO
- Custo operacional, tanto na parte administrativa, fiscal bem como as relações do próprio negócio. Manutenção do custo operacional.
- É ter a consciência que a responsabilidade do sucesso ou fracasso é inteiramente sua. Não é culpa dos outros.
- Conseguir manter dentro dos atuais padrões de exigência empresarial um empreendimento rentável, seguro e tecnicamente viável. Ganhar dinheiro com ele.
LADO BOM DE TER O SEU NEGOCIO
- trabalhar para um negócio que é seu.
- você toma as decisões, que certas ou erradas correspondem com a sua maneura de administrar.
- trabalha na pratica o desenvolvimento da criatividade, principalmente a empreendedora para algo que é seu.
QUERO INFROMAÇÕES, ONDE BUSCO?
Gian - Na UNIJUÍ existe o CRIATEC que é uma incubadora de idéias.
Fora, Sebrae e Senai, que oferecem orientações e acompanhamento.
NÃO QUERO ABRIR NEGÓCIO PRÓPRIO, MAS NO MEU ATUAL/FUTURO EMPREGO QUERO IR BEM. O QUE PRECISO FAZER?
Para ir bem é necessário ter, ou desenvolver algumas habilidades/características. As principais são:
- Ser um profissional pró-ativo. Buscar interação e equilíbrio em suas ações. Sempre ir alem.
- Posicionamento: capacidade de entendimento da sua aptidão individual para com a relação de mercado que ele quer estar.
- ação comportamental: mudar a sua estrutura de maneira dinâmica acompanhando variáveis de mercado e área de ação.
Semana passada escrevi que a criatividade e a música andam de mão dadas, rosto colado, dois prá lá, dois prá cá... pois é...quantos músicos, cantores, compositores criativos, ousados e novos existem? (para um número sem fim de coisas horríveis que agridem nossos pobres ouvidos...). Bueno, mas também tem uma coisa: gosto não se discute, e, embora eu defenda a quebra da mesmice como um ato de criatividade, não posso engolir combinações como Banda Calypso e Paralamas do Sucesso...
E por falar em coisa estranha, você já ouviu falar em John Cage? Pois John Cage é um cara que encomoda..e muito. Porque não faz uma música normal. Segundo a Wikipédia, John Milton Cage (5 de setembro de 1912 - 12 de agosto de 1992) foi um compositor musical experimentalista e escritor norte-americano. É o compositor da famosa peça 4'33", pela qual ficou célebre. Composta em 1952, a peça consiste em 4 minutos e 33 segundos de música sem uma nota sequer. Foi um dos primeiros a escrever sobre o que ele chamava de música de acaso (o que outros decidiram rotular de música aleatória) - música em que alguns elementos eram deixados ao acaso. Também ficou conhecido pelo uso não convencional de instrumentos e pelo seu pioneirismo na música eletrônica.
Quer sair da rotina sonora da sua vida? Sugestão: acesse: http://www.youtube.com/watch?v=mGrhL49-YQw&feature=related, e conheça um pouco sobre esta figura rara... e veja (melhor, ouça) como sirenes, utensílios domésticos e outros objetos podem virar sensações...
Talvez você não goste do old John, como eu não gosto de Calypso com Paralamas...mas, para gostar, tem que conhecer primeiro...Aventure-se neste som, e depois, me manda um post com tuas impressões. Um abraço sonoro, uma semana com o ritmo que você mais gostar!
E antes do acorde final, uma frase célebre de Cage:
“I can't understand why people are frightened of new ideas. I'm frightened of the old ones.”
PS: e aí, qual foi sua última boa idéia?
Boa idéia da semana: não sei se vocês já viram... mas eu acho um barato quadros, relógios ou até mesmo mochilas feitos com discos de vinil antigos... a confecção de um relógio de parede , por exemplo, não é difícil (é só catar no Google o passo-a-passo), e o resultado, bem interessante, customizado, criativo. Faz um, fotografa e me manda... publico aqui (vai que vire um trabalhinho extra?)...
* Melissa Gressler - Professora do curso de Comunicação Social da UNIJUÍ