Tá Ligado
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Carona
Passaporte carimbado: destino Portugal
 
20/08/2008 14:51

Ele está de malas preparadas com destino a Portugal. Nos planos, além da busca pelo conhecimento acadêmico, está a passagem por estádios de futebol (para conferir a Champions League), visita a outros países e claro, todas as atrações que o velho continente proporciona. João Vitor Mousquer, aluno do curso de Direito da UNIJUÍ, é um dos 9 acadêmicos da Universidade que embarcam para a cidade do Porto. Eles, juntamente com mais dois acadêmicos da UNIJUÍ, formam o mais recente time que, em setembro, inicia o intercâmbio e mostra que cada vez mais a UNIJUÍ está aberta para o mundo. Em entrevista ao Tá Ligado ele conta um pouco mais dos seu ponto de vista sobre essa história.

Tá Ligado - Desde quando pensa em fazer intercâmbio?
João Vitor - Desde o Ensino Médio. Me interessei pelo intercâmbio promovido pela AFS(se não estou equivocado quanto ao nome) mas não houve avanço. Desde os 16 anos tenho interesse em participar de um intercâmbio.

Tá Ligado - Por que a escolha pelo país de destino?
João Vitor - Como a intenção é aproveitar o máximo possível(se possível) do estudo realizado no exterior e sendo o período curto, a princípio 6 meses, um país onde a língua fosse idêntica, ou o mais parecida possível, favorece para que o objetivo seja alcançado. Quando me interessei em fazer um intercâmbio pela Unijui, em uma conversa informal com o Uli, da Secretaria de Assuntos Internacionais, havia duas alternativas, Portugal e Alemanha.

Tá Ligado - Qual foi o papel da UNIJUÍ para possibilitar o intercâmbio?
João Vitor - O papel da Unijui foi fundamental, visto que sem ela a possibilidade de ser um intercambista seria bem reduzida. Pelo menos nesse curto período de tempo. Concorremos "apenas" com colegas da Unijui, sem precisar passar por uma seleção internacional. Caso não houvesse a disposição e o interesse da Unijuí em nos proporcionar essa experiência, provavelmente teríamos que fazer uma seleção específica e, talvez, mais minuciosa por se tratar de uma seleção internacional. A Unijui abriu a porta para realizar esse intercâmbio. Ela, como bem se pos, é a gestora disso. Sem a Unijui talvez não conseguiríamos, ou seria muito mais difícil.A Unijuí já conhece seus alunos, mas a Universidade do Porto não. Ela está nos recebendo, de maneira tão rápida e com pouca burocracia, através do aval da Unijuí.

Tá Ligado - Qual é o grande sonho na Europa?
João Vitor - Aproveitar o máximo. Tanto a faculdade como o conhecimento para a vida. O grande sonho na Europa é uma adaptação fácil para viabilizar um possível mestrado e/ou doutorado. O sonho é abrir portas para uma opção futura, abrangendo o mercado de trabalho como um enriquecimento de vida.

Tá Ligado - Planos para depois do intercâmbio?
João Vitor - Terminar o curso e tentar aproveitar, o mais rápido possível, o conhecimento ou as influências conseguidas neste período na Europa. Mesmo sem ter ido ainda, uma possível volta ao exterior não pode ser descartada.

Tá Ligado - O que você deixa aqui no Brasil?

João Vitor - Deixo meu trabalho, meus colegas de aula e de trabalho, meus pais, minha noiva e meu cachorro.



Tá Ligado – O que essa experiência significa para sua vida?
João Vitor - Essa experiência significa a realização de um sonho. Muito provavelmente, se tudo ocorrer conforme o planejado, a concretização de um sonho. Como é antigo o desejo de morar fora do país, por um período, esse intercâmbio vem me fazer crescer mais, vem mudar algumas coisas, firmar outras tantas. Vem satisfazer uma vontade. A vontade de ser eu mesmo, sem nenhum conceito ou preconceito existente e oriundo de qualquer outra forma senão derivado das minhas reais atitudes. Significa a chance de aprofundar meus interesses no curso que escolhi. Significa ter orgulho desse feito e significa, se bem aproveitada e colhido bons frutos, ter um aprendizado que nada nem ninguém vai poder tirar de mim.

PS Final Tá Ligado - O João será um dos correspondentes Tá Ligado na Europa.

Na Carona de... Regina Zanon
 
01/04/2008 16:06

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Após um período de sete meses no exterior, Regina conta como foi a experiência em um país distante, e dá dicas de como se dar bem na Europa

Regina Zanon trancou a faculdade de Psicologia por um semestre, para passar seis meses estudando e trabalhando em Londres e um mês viajando por países da Europa. O “Tá Ligado” conversou com Regina sobre sua viagem que iniciou no dia 13 de março de 2007.

Tá Ligado - Como surgiu a idéia de você passar uma temporada no exterior?
Regina - Meu irmão estava residindo em Londres (Inglaterra) e meu namorado em Bocholt (Alemanha). Acompanhar ambas experiências incitou minha vontade de vivê-las. Também, a intenção de viver coisas diferentes e distantes da minha realidade no Brasil, viver sem muitas garantias e a disponibilidade para isto intensificou minha vontade de passar uma temporada no exterior.

Tá Ligado - Você já tinha domínio da língua inglesa?
Regina - Fiz aulas em escolas de línguas anos antes e aulas particulares nos meses antecedentes a viagem. Eu até me comunicava, mas não dominava a língua inglesa.

Tá Ligado - Qual foram os procedimentos que você tomou para organizar sua viagem?
Regina - A experiência do meu irmão foi referência o tempo todo. Ainda no Brasil, matriculei-me em uma escola de línguas em Londres, na Callan School, aguardei a carta da escola comprovando minha matrícula e juntei com toda a documentação necessária para o pedido do visto de estudante no Reino Unido. Em poucas semanas, recebi retorno positivo da embaixada, sem maiores complicações.

Tá Ligado - Como foi o período de adaptação em um país com pessoas desconhecidas?
Regina - Hoje digo que foi engraçado. Chegando lá tive dificuldade de me comunicar, principalmente pelo acento do inglês. As coisas aconteciam muito rápidas lá, Londres é assim, sempre tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, e a minha rotina também mudava bastante: os afazeres, as pessoas, as palavras, os medos, desafios. Acho que a gente nunca realmente se adapta a país estranho, mas aprendemos a ficar tranqüilo por mais constrangedora que fosse a situação.

Tá Ligado - Você apenas estuda ou trabalhava também? Onde?
Regina - No meu primeiro mês trabalhei no restaurante de duas grandes feiras, no restaurante de dois hotéis, numa corrida de cavalo vendendo cerveja e num escritório. Enquanto isto fui entregando currículo em diversos lugares. No meu segundo mês lá comecei a trabalhar num café, onde fiquei até o dia anterior a minha saída de Londres. Foi uma grande experiência, trabalhar diretamente com o público é muito interessante.

Tá Ligado - Como era sua rotina?
Regina - Variada. Geralmente trabalhava de manhã e a tarde no café, almoçava lá. Depois, quando era liberada na metade da tarde, eu ia à aula. Dificilmente conseguia ir todos os dias da semana à escola, meus horários de trabalho variavam toda semana. E, nos finais de semana, sempre trabalhei.

Tá Ligado - Visitou outros países nesta etapa?
Regina - No meu terceiro mês lá fui visitar meu namorado, em Bocholt, Alemanha, juntamente com meu irmão e um amigo. Considerando a dificuldade de conciliar trabalhos com viagens, eu e meu irmão reservamos um mês, nosso ultimo fora do Brasil, para conhecer outros países. Ficamos 2 a 3 dias em cada lugar, o possível para conhecer os principais pontos turísticos. Visitamos cidades da Itália, França, Holanda, Espanha e Portugal. Ficávamos em albergues ou em casa de amigos.

Tá Ligado - Vale a pena trancar a graduação para tal experiência?
Regina - É uma decisão que precisa ser bem trabalhada. No meu caso, valeu muito. Um momento de parada na universidade foi muito interessante. Só minha experiência de trabalho já valeu a viagem.

Tá Ligado - Como foi o retorno ao Brasil?
Regina - Estranho. Tudo aquilo que eu tanto afirmava lá que sentia saudade daqui, me soou bem estranho. Demorei um tempo maior que o do avião para aterrissar. É inevitável voltar diferente e por isto nos primeiros dias fiquei um pouco perdida frente ao lugar que me esperava aqui. “Minha cabeça” funcionou muito.