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Engenharia Civil expõe trabalho na VI Jornada de Iniciação Científica/Meio Ambiente PDF Imprimir E-mail
Pesquisa
31 de agosto de 2010
O trabalho desenvolvido pelos acadêmicos, Luís César Souza, Moacir Soares e Tâmela Arend Campos, do curso de Engenharia Civil da Unijuí, depois de ter sido apresentado em maio no evento da ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental -, em POA, volta novamente a chamar atenção em segmentos ambientais relacionados ao saneamento básico.

Com o título, “Alternativa para Tratamento de Esgoto no Campus da Unijuí – Ijuí/RS”, a acadêmica Tâmela Arend Campos apresentou a iniciativa na VI Jornada de Iniciação Científica/Meio Ambiente, realizado pela FEPAM em conjunto do CNPq e FZB, nos dias 17, 18, 19 e 20 de agosto, em Porto Alegre.

A pesquisa foi apoiada e orientada pelos professores Giuliano Daronco e Luciano Specht e tem como finalidade utilizar o campus da Universidade como um laboratório experimental, como modelo de desenvolvimento sustentável para as comunidades exteriores, servindo de exemplo de boas práticas e comportamentos ambientais.

Segundo os alunos, a coleta, o tratamento de esgoto e o abastecimento de água potável, são conquistas históricas da humanidade. “É inaceitável que em pleno século XXI, a falta de saneamento ainda cause contaminação, doenças e mortes”, destacou a acadêmica. Dados recentes fornecidos pelo IBGE revelam que mais de 100 milhões de brasileiros não dispõem de rede de coleta de esgoto sanitário e 13 milhões não têm sequer banheiro em casa. Todos os dias, sete crianças brasileiras morrem em conseqüência da falta de saneamento. Para zerar o déficit de saneamento básico e oferecer acesso universal à coleta e ao tratamento de esgoto, o Brasil precisa de investimentos anuais de R$ 10 bilhões nos próximos 20 anos.

A acadêmica ressaltou que a implantação de saneamento básico não deve estar pautada apenas na execução de grandes obras que afastam o tratamento do esgoto da sua fonte, e sim precisam urgentemente adotar outras práticas para o desenvolvimento, que integre as pessoas, o equilíbrio ecológico e a justiça social. “Acredita-se que com esses parâmetros iniciais desenvolvidos na aplicação deste trabalho irão auxiliar num futuro próximo no desenvolvimento do projeto de uma ETE compacta no Campus da Unijuí e que servirá então de alternativa para os bairros que sofrem com o descaso no tratamento de esgoto do município de Ijuí”, salientou.


 
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