
| Indígenas revivem a técnica do trançado tradicional |
| 15 de outubro de 2008 | |
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O projeto de extensão V.I.A. Socult – Visões, Identidades e Animação Sócio Cultural, com sua ação junto aos indígenas do Salto do Jacuí, denominada To Tãn (fortalecer ): identidade e dignidade, venceu mais uma etapa relevante de seu objetivo de construir a etno-sustentabilidade, nos dias 11,12 e 13 de outubro. Em parceria com os indígenas de Irai, o projeto proporcionou o curso de Trançado Tradicional para os indígenas do Salto do Jacui e de Julio Borges. Esse artesanato, esquecido por muitos indígenas urbanos, é de grande beleza mas de difícil confecção, devido à dificuldade de acesso à matéria prima, e é o símbolo da resistência étnico-cultural que os afirma como indígenas. Crianças, adolescentes e adultos reviveram todo o processo de obtenção e beneficiamento da matéria prima da natureza e da confecção dos belos adornos, com o grafismo indígena Kaingang. Do cipó Guaimbé, obtêm as fitas marrons, e da taquara Criciúma, as fitas claras. Tramando sobre fitas de taquara vão desenvolvendo os desenhos mais inusitados para serem desfilados em tiaras, anéis e pulseiras. Com o objetivo de desenvolver a animação sócio-cultural, esses adornos estão sendo objeto de estudo para recriação em outros produtos de forma a fortalecer a aceitação no mercado. Essa é uma forma de preservar a cultura, afirmar a identidade étnica e contribuir para a geração de renda mais próxima das necessidades desses grupos, com cerca de 200 participantes diretos, que ainda não têm área e estão submetidos a várias violações de Direitos Humanos. Segundo as coordenadoras, Armgard Lutz e Dulci Claudete Matte, essa metodologia e a proposta do projeto fazem parte dos debates da Rede Concerto Social, que reúne dez projetos do RS apoiados pelo Instituto HSBC Solidariedade. Os resultados do projeto serão expostos nos dias 29,30 e 31 em mais um encontro da Rede. |