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Análises Semanais
Mercado da Soja - período entr... | Mercado da Soja - período entre 17/10 e 23/10/08 |
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As cotações da soja, durante esta semana, oscilaram entre US$ 8,50 e US$ 9,30/bushel, tendo fechado a quinta-feira (23) em US$ 8,84/bushel. O mercado continua com pressão de baixa, sob influência da interminável crise financeira e seus movimentos especulativos, e a colheita nos EUA, agora projetada em volumes maiores. Para muitos analistas, o novo piso da soja em Chicago passa a ser US$ 7,76/bushel, o que representa um espaço de queda de ainda um dólar por bushel. (cf. Safras & Mercado) Os preços do óleo vieram a 32,82 centavos de dólar por libra-peso, na esteira da forte queda do petróleo no mercado internacional (oscilando entre US$ 65,00 e US$ 70,00/barril na semana). Os registros de exportação por parte dos EUA, na semana encerrada em 09/10, ficaram em 1,028 milhão de toneladas, contra apenas 602.400 toneladas na semana anterior, dando idéia de que, diante de preços bem mais baixos, o mercado consumidor reage favoravelmente. No acumulado do ano comercial o volume atinge 12,07 milhões de toneladas, contra 11,33 milhões no ano anterior na mesma época. Já os embarques semanais estadunidenses, na mesma semana, ficaram em 758.100 toneladas, contra 370.000 toneladas na semana anterior. Porém, o acumulado do atual ano comercial ainda está bem abaixo do ano anterior nesta época, ao registrar 2,07 milhões contra 3,76 milhões de toneladas. Por sua vez, a colheita nos EUA, até o dia 19/10, atingiu a 67% da área total, contra 74% na média histórica. As condições gerais do mercado em Chicago continuam sendo de muita volatilidade, ao sabor das indefinições quanto ao desenrolar da crise financeira mundial. Na Argentina, o mercado continua sem grandes movimentações. A crise mundial atinge em cheio a economia local, com o risco-país já ultrapassando os 3.000 pontos e o governo nacionalizando os fundos de pensão privados em busca de caixa para funcionar. O prêmio em Rosário terminou a semana entre 60 e 80 centavos de dólar por bushel, para novembro. Na Europa, o CIF Rotterdam, para o pellets de soja, encerrou a semana em US$ 345,00/tonelada para o produto brasileiro e US$ 340,00/tonelada para o produto argentino, ambos para outubro. Para o período maio/setembro de 2009, tais valores recuam bastante, se estabelecendo respectivamente em US$ 320,00 e US$ 313,00/tonelada. No Brasil, as cotações da soja oscilaram, no balcão gaúcho, entre R$ 39,00 e R$ 42,00/saco, com a média local encerrando esta semana em R$ 41,89/saco. Nos lotes, o mercado gaúcho trabalhou com preços entre R$ 48,00 e R$ 48,50/saco. Nas demais praças, os lotes oscilaram entre R$ 38,50/saco em Barreiras (BA) e R$ 45,50/saco em Cascavel (PR). O plantio da nova safra brasileira, até o dia 17/10, chegava a 8%, contra 6% na média histórica para esta época. No Paraná e Mato Grosso o mesmo alcança 15%, no Mato Grosso do Sul 7%, em Goiás 6% e em São Paulo 1%. A tendência dos preços locais, neste momento, continua sendo de oscilar nos atuais níveis, não caindo mais devido a forte desvalorização do real, a qual ainda pode ser considerada como um movimento conjuntural. A maioria dos analistas considera que o câmbio, em o processo de crise mundial atingindo o fundo do poço, possa retornar para a casa dos R$ 2,00 no final de 2008. Isso dito, o plantio em algumas áreas brasileiras já estaria atingido pela crise e a falta de crédito junto aos produtores. É o caso do Mato Grosso! Com isso, a área final de plantio, estimada entre 21,7 e 22,3 milhões de hectares, possa não se confirmar. No geral, cerca de 20% dos produtores rurais não havia conseguido adquirir os insumos necessários para a nova safra. Soma-se a isso o risco de que a enorme burocracia brasileira impeça a chegada, aos produtores, dos novos recursos liberados pelo governo. Para piorar a situação, em algumas áreas do Centro-Oeste, como o Tocantins, nortão do Mato Grosso, além do sul do Piauí e outras regiões, assistem a um atraso no plantio devido a falta de chuvas e até mesmo o desenvolvimento de um estado de seca mais prolongado. No Mato Grosso já se considera uma queda de 5% na produtividade das lavouras de soja desta nova safra. |