
Balanço Social
Balanço Social 2005
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A FIDENE/UNIJUÍ vem desenvolvendo um conjunto de políticas ambientais que contemplam, por um lado, ações pontuais em seus processos de trabalho e, por outro, numa dimensão comunitária, procuram expressar a conscientização sobre o meio ambiente na comunidade regional em que está inserida. Controle dos Impactos Internos A preocupação com a ocupação do espaço físico, em especial nas construções a serem feitas e mesmo nas obras de infra-estrutura dos Campi, estiveram presentes ao longo do ano. O Núcleo Patrimonial, responsável pelo planejamento, confecção e execução dos projetos de construções efetivou, em conjunto com a Coordenadoria de Gestão e Desenvolvimento Tecnológico (CGDT), a reconfiguração do mapeamento do plano físico do Campus Ijuí, contemplando todas as redes existentes, sejam elétricas, telefônicas, lógicas, cloacais e de água. O mapeamento permitiu focalizar, com precisão, os locais de passagem de redes, garantindo segurança e proteção às pessoas e ao ecossistema existente no Campus. Também foi desencadeado o inventário das espécies de vegetação existentes no Campus Ijuí, garantindo, desta forma, a correta catalogação das espécies e, por conseqüência, seu manejo e proteção por parte da comunidade acadêmica. O levantamento permitiu também indicar as áreas de preservação permanente a serem consolidadas no espaço institucional e as espécies a serem cultivadas nestes locais. Combustíveis No que se refere à utilização/otimização de sua frota de veículos, a Instituição intensificou a manutenção preventiva, monitorando e executando os prazos determinados para as revisões. O controle da qualidade do combustível e dos óleos lubrificantes utilizados na frota foi monitorado pela Instituição, sendo que as exigências contratuais dos produtos fornecidos determinaram análises do controle de qualidade nos padrões estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo e monitoramento por parte do Laboratório de Combustíveis. Água A FIDENE intensificou sua atuação quanto ao acompanhamento do consumo e também da qualidade da água. Por meio de medidas pontuais, a Instituição buscou a redução do consumo e manteve rigorosamente em dia as análises da qualidade da água, realizando um trabalho de prevenção e efetivando, quando necessário, as medidas saneadoras. O incentivo à diminuição do consumo foi objeto de campanhas internas, em especial entre os colaboradores responsáveis pelas ações de limpeza, manutenção e construção. Energia Em 2005 também se intensificou o trabalho de conscientização, buscando a racionalização da energia elétrica. Foi desenvolvido um trabalho mensal de acompanhamento dos quilowatts consumidos, com vistas à redução da contratação de energia elétrica, o que otimizou o consumo de energia elétrica na Instituição. A aquisição de equipamentos com potencial de consumo menor, mediante orientações das assessorias pertinentes, tornou-se possível novos patamares de economia. Ao mesmo tempo, todas as aquisições de lâmpadas e luminárias para o consumo institucional procuraram contemplar novos materiais, mais econômicos e compatíveis com os padrões de economia exigidos. As lâmpadas queimadas foram devolvidas para os fornecedores dos novos materiais, de forma a cumprir o estabelecido na legislação ambiental vigente. As baterias em desuso dos celulares utilizados pela Instituição foram repassadas aos fornecedores dos equipamentos, conforme acerto entre as partes. Gerenciamento e Tratamento de Resíduos O controle dos produtos químicos utilizados se deu por meio de acompanhamento da Coordenadoria de Gestão e Desenvolvimento Tecnológico (CGDT), a partir da análise dos produtos a serem adquiridos, a composição destes, o licenciamento perante a Polícia Federal, quando necessário, e às entidades anuentes a estes. Os entulhos resultantes dos processos de trabalho foram acondicionados nos locais estabelecidos pelo Poder Público Municipal e pela fiscalização estadual pertinente. Os demais tipos de lixo produzidos são recolhidos pelo Poder Público Municipal, sendo que os mesmos são transportados para os aterros sanitários municipais e lá acondicionados conforme os processos pertinentes. O controle dos resíduos produzidos nos laboratórios obedeceu aos fluxos contidos no Plano de Gerenciamento e Tratamento de Resíduos, da FIDENE/UNIJUÍ. Os laboratórios, por meio das práticas estabelecidas no Plano e em suas rotinas de atividades, reciclam os reagentes, reaproveitando-os sempre que possível. Os não aproveitáveis são acondicionados em recipientes apropriados e encaminhados a empresas devidamente licenciadas para tais trabalhos. Com relação aos papéis recolhidos nos ambientes institucionais, os mesmos são repassados a empresas recicladoras, para processamento e reaproveitamento, conforme os padrões ambientais determinam. Ações do CGDT Em 2005, foi elaborado o Programa de Gestão Ambiental, com base na Norma ISO 14000, capaz de responder à Legislação Ambiental vigente e visando à certificação ambiental da Instituição. A implantação do Programa de Gestão Ambiental permite a centralização das ações ambientais e a concentração de esforços e iniciativas nas mais diversas áreas de atuação intra-institucional como a conservação ambiental, a adequação à legislação, a melhoria contínua e a prevenção à poluição. A Coordenadoria elaborou projeto de infra-estrutura física e administrativa para abrigar as atividades do Programa de Gestão Ambiental da Instituição, que compreendem o Gerenciamento de Resíduos, Prevenção à Poluição, Prevenção de Acidentes (envolvendo produtos tóxicos), Melhoria Contínua e Educação Ambiental. Educação Ambiental Interna Por meio de reuniões junto aos principais setores e departamentos geradores de resíduos, foram apresentadas as técnicas previstas pelo Programa de Gestão Ambiental, com relação à dinâmica do trabalho, técnicas de controle, minimização de impacto, redução e tratamento dos resíduos gerados e, de modo geral, esclarecimentos sobre a legislação ambiental vigente. Também foram prestadas todas as orientações possíveis sobre técnicas de segregação, armazenamento, identificação e tratamento, entre outras, de resíduos gerados junto aos laboratórios de ensino, pesquisa e prestação de serviços. Este trabalho de educação ambiental interno inclui as atividades da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, uma vez que as interfaces entre os programas ambientais e os de higiene e segurança do trabalho são múltiplas e muito importantes. Controle dos Impactos Externos Enquanto uma Instituição ambientalmente responsável, a FIDENE tem desenvolvido programas de ensino, pesquisa e extensão voltados à preservação do meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida da comunidade regional. Neste sentido, foram investidos, em 2005, R$ 666.055,00 em ações voltadas ao meio ambiente. ![]() Desenvolvimento e Educação Ambiental O IRDeR Instituto Regional de Desenvolvimento Rural, mantido pela FIDENE, atuou de forma significativa em 2005, tendo como meta o desenvolvimento do meio ambiente de forma sustentável. Dentre as ações desenvolvidas destacam-se: Viveiro Regional O Viveiro Regional de Produção de Mudas Florestais produziu, em 2005, 86 espécies (75 foram de essências nativas, 03 de eucaliptos e 08 de outras exóticas) totalizando 1.660.588 mudas de essências florestais nativas e exóticas. Deste montante, 1.325.522 mudas foram comercializadas e 6.495 foram doadas. Programa RS Rural 2005 Desenvolvido na Área Indígena da Guarita, junto à comunidade Kaingang, o Programa RS Rural beneficiou 94 grupos de famílias por meio da implantação de módulos agroflorestais, para plantio das seguintes culturas: milho, feijão, batata-doce, mandioca, cana-de-açúcar, amendoim, melancia, abóbora, moranga, melão, pipoca e arroz. O Programa se propõe a desenvolver ações que visam o combate à pobreza, à degradação dos recursos naturais e à melhoria da capacidade produtiva da comunidade indígena. Projeto de Reflorestamento com Espécies Ameaçadas de Extinção Entre novembro de 2004 e dezembro de 2005 foi desencadeado o Projeto de Reflorestamento com Espécies Ameaçadas de Extinção, executado nos municípios da área de abrangência do Conselho Regional de Desenvolvimento do Noroeste Colonial. Na primeira etapa, iniciada em novembro de 2004 e que deve se estender durante o primeiro semestre de 2006, estão sendo identificadas 30 áreas de floresta com tamanho superior a 50 hectares, distanciadas em, pelo menos, 20 quilômetros de distância e que tenham o melhor nível de conservação da biodiversidade arbórea. O objetivo é a marcação de matrizes para coleta de sementes e posterior produção de mudas para estudos genéticos e de diferenças de procedências e progênies. A segunda etapa consistirá na implantação dos Hortos Florestais da Biodiversidade, onde serão plantadas todas as procedências coletadas de 51 espécies florestais nativas de grande interesse comercial e/ou ameaçadas de extinção. Esses hortos serão implantados em diferentes municípios da região do Noroeste Colonial. Consultorias Ambientais A Instituição desenvolveu, ao longo de 2005, consultorias para adequação, aperfeiçoamento e implantação de projetos técnicos de adequação ambiental com ações diferenciadas, conforme a necessidade de cada empreendimento. A Legislação Ambiental Brasileira se enquadra entre as mais modernas e abrangentes em vigor. Em conformidade a isto, ocorre, por parte dos órgãos ambientais, estaduais e federais, um grande esforço para a implantação de dispositivos legais de controle e fiscalização que garantam o cumprimento das leis ambientais. Em decorrência dessa exigência legal e da crescente conscientização ambiental por parte da sociedade produtiva, ocorre um aumento significativo na busca de orientação e assistência técnica capazes de resolver de forma adequada e definitiva as questões referentes à geração, ao tratamento e à disposição final de resíduos, à minimização de geração de poluição e à preservação ambiental dos empreendimentos indo, dessa forma, ao encontro das exigências e orientações disponíveis na Legislação. A coordenação do Programa de Gestão Ambiental da Instituição tem contribuído para a conscientização ambiental e para uma mudança de postura da comunidade produtora, tanto rural quanto industrial, por meio de palestras, cooperações técnicas e consultorias. Projeto de Balneabilidade O Projeto de Balneabilidade, desenvolvido pela Central Analítica, tem como objetivo geral o acompanhamento das alterações de qualidade de água destinada à balneabilidade e à elaboração de previsões de comportamento, bem como o desenvolvimento de instrumentos de gestão com o objetivo de fornecer subsídios para ações saneadoras. O convênio com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) permite que a Universidade contribua com a proteção da saúde dos usuários de balneários durante o verão. Diagnóstico FEPAM Ajuricaba A Universidade firmou, juntamente com mais duas instituições, um Termo de Cooperação Técnica com a Fepam com o objetivo de, por meio da realização de um diagnóstico ambiental da atividade piscícola na região, colaborar com os órgãos ambientais e com a comunidade na elaboração de um modelo de licenciamento ambiental coletivo para a atividade. O diagnóstico permitiu a identificação da situação ambiental atual das propriedades e a realização de um comparativo com as condições ambientais das propriedades antes que se iniciasse a atividade da aqüicultura, identificando, ainda, o impacto causado pela atividade sobre o meio ambiente da região. |