As primeiras impressões da Polônia

No início é difícil de acreditar. Os amigos perguntam “tá tudo certo para a tua viagem?” e os professores “ué, mas você ainda está no Brasil?”. As despedidas se tornam rotina para os últimos dias antes de sair de casa rumo a um semestre de estudos em outro hemisfério. Até que você está no aeroporto, no avião e, quase um dia depois, chega em um país cinza e branco. Tudo está coberto de neve. Aquelas vezes que brincamos de mímica na escola não foram em vão (agora são imensamente úteis na comunicação, hahaha). Então, com uma combinação de sorte, esforço e perseverança, chegamos no destino final. 

     

Por questões de praticidade, os intercambistas da UNIJUI recebidos na UMCS são acolhidos com os estudantes do ERASMUS, um programa de apoio interuniversitário da união europeia. Isso inclui o acompanhamento de um mentor, que normalmente é estudante e nativo da região. No dia seguinte à chegada na cidade, fizemos um tour para conhecer Lublin.

A agenda da primeira semana foi preenchida com eventos de orientação e apresentação da universidade: conhecemos mais sobre o funcionamento da UMCS, transporte público e demais informações pertinentes à permanência na cidade polonesa. No final de cada dia eram apresentadas diferentes propostas de integração para os intercambistas, como patinação no gelo, encontros em pubs, refeições tradicionais polonesas e visitas a museus. No último dia 7 de abril, ocorreu o evento ERASMUS Day, momento em que os intercambistas apresentaram suas universidades aos estudantes poloneses. 

         

Com relação à vida acadêmica, um aspecto que difere os estudos na UNIJUÍ e na UMCS é a forma como os alunos são orientados a respeito do desenvolvimento das aulas durante o semestre. Acostumados com planos de ensino, ementa e materiais disponíveis no portal do aluno, fomos surpreendidos com a necessidade de entrar em contato diretamente com cada professor a fim de discutir os planos de estudo. Talvez essa característica seja específica aos estudantes estrangeiros, uma vez que nem sempre estão em número suficiente para formar uma turma para ensino regular (que aqui é conhecido como “palestra”), sendo necessário que recebam orientação individual. Essa particularidade exige que o aluno exerça suas capacidades autodidatas, seja lendo a bibliografia sugerida ou pesquisando sobre o tema.

A experiência de fazer um intercâmbio tem sido muito enriquecedora, principalmente em seus aspectos culturais, acadêmicos e intelectuais. É uma oportunidade única de aprender um novo idioma, conhecer pessoas com costumes completamente diferentes e claro, estudar em um ambiente novo.