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Agronomia (Bacharelado)

Estudantes de Agronomia visitam propriedades rurais em Ijuí e Augusto Pestana

          

Alunos da disciplina de Fruticultura do curso de Agronomia da Unijuí realizaram visitas técnicas em propriedades rurais do interior dos municípios de Ijuí e Augusto Pestana. Foram visitados pomares de citrus, videira e nogueira, com o objetivo de desafiar os alunos à propor sugestões de melhoria viáveis para os agricultores. A disciplina é ministrada pelo professor Osório Antônio Lucchese, e teve o acompanhamento do engenheiro agrônomo Felipe Esteves Oliveski, do DEAg – Departamento de Estudos Agrários da Unijuí.


Aula prática de produção e tecnologia de sementes

             

No dia três de setembro alunos do curso de graduação em Agronomia da Unijuí, matriculados na disciplina de Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas, coordenada pelo professor Doutor Roberto Carbonera, realizaram uma aula prática na Cerealista Amigos da Terra (CRAT) no município de Ajuricaba, RS. A aula teve o propósito de aprofundar e consolidar os conteúdos abordados na disciplina e verificar como ocorre o processo de produção, recebimento, beneficiamento, tratamento, armazenagem, controle de qualidade e expedição de sementes. A visita foi acompanhada pelos Engenheiros Agrônomos Darci Antônio Lorenzon e Keli Kihel e pelos técnicos Mário Olmírio Bandeira de Mello, que também é aluno da disciplina, e Dyonathan Porazzi.

A cerealista foi criada em 1987 por 56 associados. Atualmente, mais de 80 produtores cooperados produzem sementes de trigo, aveia branca, aveia preta e soja. A empresa tem parceria com obtentores para viabilizar a produção. De encontro ao que e tem enfatizado nas aulas teóricas, “A semente se faz no campo, aqui na unidade de beneficiamento, apenas mantemos a qualidade” destacou Keli, sobre a importância de se buscar materiais com aptidão e potencial produtivo no momento da implantação das culturas destinadas a produção de sementes.

A empresa possui planejamento e sempre busca melhorar a qualidade de produção a cada ano. Segundo o Eng. Agr. Darci Lorenzon, a empresa não busca atingir altas quantidades de produção, mas sim, produzir com qualidade para garantir que as sementes comercializadas aos agricultores tenham elevado potencial de desenvolvimento, com pureza genética, sanidade, germinação e vigor. Registrou, também, que cerca de 40 e 70% das lavouras de soja e trigo, respectivamente, são cultivadas com sementes certificadas e o restante da área são cultivadas com sementes de uso próprio. 

Um dos principais fatores que afetam a qualidade das sementes produzidas é o manejo realizados na lavoura. Devido a isso, há necessidade de acompanhar continuamente o desenvolvimento dos cultivos. Além de realizar as duas vistorias obrigatórias, determinadas pelo Ministério da Agricultura, a empresa sempre foca em realizar o maior número de visitas possíveis como uma forma de garantir que o material que será entregue chegará em bom estado. A colheita, também, é um momento importante, pois o tipo de colheitadeira utilizada pode provocar danos mecânicos às sementes. Devido a isso, recomendam que os agricultores utilizem, preferencialmente, colhedoras do tipo axial, as quais permitem que o material seja colhido mais seco e com menores níveis de danos mecânicos. Ainda na lavoura, as sementes de soja passam pelo teste de tetrazólio para verificar se há danos por percevejo e se estão em níveis aceitáveis ou não para a produção de sementes.

Durante o recebimento, as sementes passam por uma análise prévia e somente as cargas que são aprovadas são descarregadas na moega. Em sementes de soja, realiza-se a análise de pureza e se existem danos, através do uso do teste de hipoclorito, em que é possível verificar a existência de sementes quebradas e verdes, bem como trincas no tegumento. Em sementes de trigo e aveia, os maiores problemas são as misturas de sementes, por isso, é feito uma análise de pureza antes de aprovar ou condenar os lotes entregues. As sementes aprovadas são levadas à Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), caso contrários, as mesmas são destinadas à indústria.

Após o descarregamento das sementes na moega, as mesmas passam pela máquina de pré-limpeza. Esta máquina possui grande capacidade de trabalho e peneiras específicas para cada cultivar, em que retiram-se as impurezas maiores. Após, as sementes vão para um dos 12 silos que são de 5 mil sacas, para armazenamento temporário e secagem, se necessário. O responsável técnico, Darci, comentou que, quando se trabalha com silos de alta capacidade de armazenagem, podem haver problemas devido a dificuldades no processo de secagem das sementes. Muitas vezes são colhidas sementes com 17 % de umidade e o processo de homogeneização da umidade para em torno de 12 a 13 % se torna mais trabalhoso e demorado. Os silos têm sensores que verificam as condições do ambiente e assim permitem que os aeradores se liguem de forma automática, facilitando o processo de secagem do material. 

Após realizada a secagem, as sementes passam pelo processo de beneficiamento. Este consiste em um sistema que envolve um conjunto de máquinas que inclui máquinas de ar e peneira, mesa densimétrica, separador espiral e classificação por tamanho. Posterior a isso, passam pelo tratamento ou serão ensacadas em bolsas ou bags. Após todos estes processos, as sementes ficam armazenadas para serem comercializas.  

Durante todo o processo até a expedição, as sementes passam por vários testes. Ao se trabalhar com as sementes certificadas de primeira geração (C1) e segunda geração (C2), as análises do controle de qualidade (germinação, vigor, pureza...) são realizadas pelo laboratório da entidade certificadora. Enquanto que as sementes não certificadas de primeira (S1) e segunda geração (S2), a coleta e análise do material é feito pela própria empresa. Para ter certeza que o material a ser comercializado possuí elevada qualidade, a empresa costuma fazer as análises a cada trinta dias, pois quando se trabalha com soja, devido à elevada quantidade de óleo na semente, estas perdem em qualidade e diminui o potencial de germinação e vigor com o passar do tempo. No caso do trigo, estas variáveis se mantêm mais estáveis por apresentar maior teor de amido como substância de reserva. 

Além de acompanhar como ocorrem os vários processos na unidade de beneficiamento, os alunos foram visitar, também, a área experimental de cultivares de trigo, próximo à sede. Ao final da visita, percorreu-se uma área de produção de sementes para que os alunos pudessem observar como se dá o processo de verificação da qualidade nas lavouras. Durante a visita, também, foram verificados danos devido à ocorrência de geadas no final de agosto. Estima-se que os danos podem variar de 20 a 30%, mas isso depende de cada cultivar e da data de semeadura. 

Este texto foi preparado pelas alunas Joélen Assmann Cavinatto e Natiane Carolina Ferrari Basso

 


Estudantes de Agronomia participam de desafio nacional

            

Com o objetivo de estimular atitudes empreendedoras entre estudantes universitários de graduação, a Satis, empresa especializada em produtos de nutrição vegetal foliar, organizou a segunda edição do Desafio Work&Play. A Unijuí foi representada no Desafio por duas estudantes do curso de Agronomia: Cilene Fátima De Jesus Avila, orientada pelas professoras Leonir Uhde e Gerusa Massuquini; e Ana Paula Doberstein, orientada pelos professores Emerson Pereira e Fernanda Sanes.

A primeira edição do Desafio havia sido realizada em 2019, através da parceria entre a Satis e instituições educacionais de Minas Gerais, onde é sediada a empresa.  Para esse ano, o Desafio foi expandido e passou a incluir outros estados, além de contar com novos objetivos, como desenvolver competências e aprimorar habilidades dos acadêmicos a partir da criação de soluções práticas na área da agronomia. A participação da Unijuí no Desafio foi construída a partir de um encontro com a Satis em março deste ano, na Expodireto, em Não-me-Toque.

A principal questão proposta aos participantes deste ano foi:“Quais possíveis alternativas de tecnologias em nutrição vegetal para melhorar o efeito do ciclo do nitrogênio na cultura da soja?”A partir dessa indagação, os acadêmicos foram desafiados a desenvolver projetos reais que pudessem ser implementados de forma prática e acessível aos produtores rurais.

Durante o período de isolamento social, as alunas foram orientadas via e-mail, WhatsApp e vídeo chamadas, utilizando a ferramenta Google Meet. Cilene afirma: “Foi muito gratificante, agora aguardamos ansiosas o resultado. De qualquer forma, posso afirmar que mesmo se não obtiver a melhor colocação, essa atividade contribuiu muito para minha interação com as professoras e para revisar e entender melhor alguns conhecimentos adquiridos durante o curso, colocando-os em prática”. 

Durante o desafio, além de apontar a viabilidade prática das suas propostas, os estudantes tiveram de referenciar a base teórica utilizada durante o desenvolvimento do projeto. Sem esquecer que a implementação do projeto deveria ser viável. Segundo Ana Paula: “Neste período de distanciamento social, o desafio da Satis foi muito além do proposto. Era um assunto de extrema importância para a agricultura, e para ser feito, necessitava de um olhar cuidadoso, pois além de desenvolver uma nova tecnologia ou manejo, deveria de ser de baixo custo e acessível para todos os produtores, do pequeno até o grande”.

Dessa forma, a partir do desenvolvimento do projeto foi possível pôr em prática vários conteúdos aprendidos em aula, além de fomentar a busca por novas alternativas e soluções: “O Desafio despertou a curiosidade e a vontade de buscar mais do que é aprendido em aula, fez conciliar as matérias até agora feitas para chegar a uma conclusão. A ajuda e o incentivo dos professores do curso de agronomia da Unijuí foram fundamentais para que a ideia fosse desenvolvida da melhor forma possível”. Conclui Ana Paula.

Os resultados do Desafio serão divulgados até o dia 26 de junho. Os dois primeiros colocados ganharão um estágio de seis meses na Satis. O primeiro colocado também levará para casa um Notebook Dell, e o segundo um Iphone 11.

 Por Giovanni Pasquali, estudante de Jornalismo e estagiário da Agência Experimental Usina de Ideias.


Estudantes de Agronomia realizam Aula Prática de Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas

 

 

No dia 05 de março foi realizada uma aula prática pela disciplina de “Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas” ministrada pelo professor Roberto Carbonera, do curso de Agronomia. A atividade aconteceu na empresa Cerealista Amigos da Terra (CRAT), em Ajuricaba.

A turma foi recebida por Darci Lorenzon responsável pela área de sementes e por Daniel Mariotti responsável pela área comercial. A visita teve como objetivo entender como ocorre a condução de lavouras, os manejos realizados, os cuidados necessários e a realização de vistorias nas áreas de produção, assim como observar os processos executados no recebimento, beneficiamento e armazenamento na unidade de beneficiamento da empresa.

Os trabalhos com a produção de sementes na Cerealista Amigos da Terra Ltda iniciaram-se em 2005 com o apoio de seus cooperados. Inicialmente, a produção era pequena apenas para atender a demanda dos associados. Com o passar do tempo, a demanda por sementes foi aumentando, o que incentivou um acréscimo na produção. Hoje é produzido um volume significativo de sementes de trigo, soja, aveia preta e aveia branca. O ano de 2011 foi marcado pela construção de uma unidade de beneficiamento totalmente nova. A empresa busca constantemente melhorar a qualidade de seus produtos para oferecer aos clientes e associados, tecnologia e confiabilidade.

 

Fotos e texto foram preparados pelas alunas Cilene Fátima de Jesus Ávila e Laura Gebert Martini, do Curso de Agronomia da Unijuí.

 


Professores e estudantes da Agronomia participam da Expodireto

 

Professores e acadêmicos do curso de Agronomia da Unijuí participaram de eventos que ocorreram na Expodireto/Cotrijal na cidade de Não-Me-Toque. As atividades aconteceram no dia 03 de março.

O grupo participou do 5° Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água, de lançamentos de cultivares de soja resistentes a seca. No mesmo dia, uma discussão sobre a fertilidade do solo e nutrição para grandes produtividades, onde a adubação com Fósforo foi abordada e discutida com profissionais da área, produtores, pesquisadores. 

A Expodireto é um dos mais importantes eventos agropecuários do Estado do Rio Grande do Sul em que os acadêmicos podem ter o contato direto com as novas tecnologias que estão sendo trabalhadas no campo, além de participar de eventos técnico científicos que ocorrem simultaneamente durante a feira. 


Professores da Unijuí participam do 6º CropShow

 

Na última quarta-feira,12, os professores do curso de Agronomia da Unijuí, Emerson André Pereira, Fernanda San Martins Sanes e Ivan Ricardo Carvalho, participaram do 6°CropShow, evento da empresa 3 Tentos que acontece anualmente antes do início da colheita da soja.

O evento, com grande expressão para os agricultores da região, reuniu, nos dias 10, 11 e 12, diversas empresas parceiras para discutir assuntos importantes para a agricultura, além de rodadas de negócio e troca de experiências.

De acordo com os professores, foi possível, através das conferências realizadas com profissionais das diversas áreas do Agro, entender o momento do mercado para soja, financiamento, garantias, impactos mundiais atuais.

Para a Unijuí a inserção nestes eventos é extremamente importante, o que possibilita a formação de profissionais atualizados, com senso crítico e em consonância com a dinâmica dos mercados agrícolas.