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Ciência da Computação (Bacharelado)

Ciência da Computação na Unijuí: formação para o desenvolvimento de soluções inovadoras

Com duração de cinco anos, o curso de Ciência da Computação da Unijuí, ofertado nos campi de Ijuí e Santa Rosa, prepara o profissional para propor soluções inovadoras para problemas da sociedade, por meio do desenvolvimento de produtos e tecnologias eficientes e sustentáveis. O estudante é preparado para encontrar e desenvolver novas aplicações para os diferentes sistemas, sejam eles servidores, computadores pessoais, dispositivos móveis e sistemas embarcados, por exemplo.

Com a Graduação Mais, nova metodologia de ensino da Unijuí, há novidades no currículo, conforme explica o coordenador do curso, Edson Padoin. “Os estudantes de Ciência da Computação vão poder cursar disciplinas em três eixos: Eixo de Formação Profissional, que busca o desenvolvimento de competências que complementarão a formação profissional; Eixo de Formação Pessoal, que almeja o desenvolvimento de competências de cunho de enriquecimento do indivíduo; e o Eixo de Formação para Cidadania, que visa o desenvolvimento de competências de formação crítica, relativos à compreensão da sociedade e da ciência”, explicou o professor.

O projeto pedagógico do curso está organizado em módulos, com temas geradores, e orientado na formação por competências. Segundo Padoin, os módulos buscam pensar e resolver problemas a partir de temas como Arquitetura de sistemas e programação básica; Gestão, projeto e desenvolvimento de sistemas; Sistemas interativos e imersivos; Cidades e sistemas inteligentes; Empreendedorismo, ciência e inovação. A Proposta Pedagógica Curricular está em sintonia com as diretrizes curriculares nacionais do Conselho Nacional de Educação e com as orientações da Sociedade Brasileira de Computação.

“Os estudantes contam com o Projeto Integrador, onde podem colocar em prática os conteúdos teóricos estudados nas disciplinas, o que possibilita qualificar ainda mais a sua formação”, comenta Padoin, lembrando que a comunidade regional acaba beneficiada de duas formas: primeiro, por contar com profissionais mais preparados para enfrentar desafios atuais das cidades que estão cada vez mais conectadas e, segundo, com a execução de projetos. “Tais projetos buscam atender demandas da população, permitindo aos estudantes a aplicação dos conteúdos estudados com o acompanhamento e a supervisão dos professores”, completou o professor.

Outro diferencial é que, durante a graduação, o estudante pode colocar em prática os conteúdos estudados no conjunto de laboratórios que a Universidade possui - Laboratório de Hardware, Sistemas Operacionais, Linguagem de Programação, Redes de Computadores, Simulação Digital, Eletrônica Digital, Computação Pervasiva, Laboratório de Robótica Aplicada, Laboratório de realidade virtual e Laboratório de IoT. “Além de toda essa estrutura, os estudantes também contarão com o Espaço Mais Inovação, que será um centro de inovação para o desenvolvimento de projetos que envolvem Inteligência Artificial, Segurança de Dados, Data Science, Internet das Coisas e Cidades Inteligentes”, lembrou o coordenador.

Os estudantes também podem utilizar os softwares que o curso disponibiliza através de convênios com grandes empresas estrangeiras, como a NVidia, Intel, Amazon, Google, Tableau e Qlik para desenvolver soluções, proporcionando mais experiências e uma melhor qualificação profissional.

Para saber mais sobre o curso de Ciência da Computação da Unijuí, acesse o link.


Pesquisa foca no desenvolvimento de sistema para e-commerce utilizando Inteligência Artificial

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do agora egresso do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Gabriel Ullmann, surgiu durante seu estágio curricular em 2019, realizado na empresa GH Branding, em Santa Rosa, onde começou a trabalhar com sistemas de recomendação de produtos e Inteligência Artificial. Sob a orientação do professor doutor Edson Luiz Padoin, a sua pesquisa foi intitulada como “Sistema de sugestão de produtos para e-commerce utilizando Inteligência Artificial''.

“Durante meu estágio, tive a oportunidade de aplicar esses conhecimentos na prática. Foi uma experiência muito interessante e que me motivou a dar continuidade ao estudo dessas áreas em meu TCC”, explicou Gabriel.

O trabalho consistiu no planejamento, criação e treinamento de um modelo de Inteligência Artificial capaz de recomendar produtos para usuários de uma aplicação de comércio eletrônico, levando em consideração somente o histórico de compra de cada usuário e sua região de origem. Com a ideia de que clientes da mesma região recebem recomendações semelhantes, o objetivo de criar esse modelo e aplicá-lo aos produtos de lojas reais foi alcançado no decorrer do estudo.

“Os repositórios Kaggle e UCI Machine Learning foram fundamentais no meu trabalho. Eles oferecem conjuntos de dados públicos que podem ser utilizados para pesquisa em diferentes áreas do conhecimento. No meu estudo, utilizei históricos de pedidos de lojas reais que disponibilizaram seus dados de forma anonimizada nessas plataformas. Fóruns como o Stack Overflow e o Cross Validated são também ótimos locais para buscar respostas para questões específicas de desenvolvimento de software”, ressaltou.

O diferencial do sistema de recomendação proposto no trabalho é que ele consegue gerar recomendações aos compradores mesmo sem saber muitas informações sobre eles. Apenas os históricos de compra dos clientes da loja e suas regiões de origem são considerados pelo algoritmo. Não é necessário que o cliente indique quais produtos mais gosta, o que é exigido em muitos sistemas desse tipo. Através disso, mesmo sistemas de comércio eletrônico que sejam antigos ou muito simplificados podem implementar recomendações utilizando a Inteligência Artificial, permitindo que esse tipo de tecnologia possa beneficiar ainda mais pessoas e empresas.

Para Gabriel, com a criação de bons sistemas de recomendação, tanto consumidores quanto lojistas saem ganhando. “Sugestões precisas permitem que compradores encontrem com maior facilidade os produtos que desejam e que melhor se adaptam às suas necessidades. Para os vendedores há também um ganho, pois passam a vender mais e de forma mais assertiva. Em tempos de pandemia, onde muitos comércios dependem de suas vendas online, esse é um ponto fundamental”, explica o recém-formado.

Gabriel foi selecionado neste ano para receber uma bolsa de estudos no programa de mestrado em Engenharia de Software na Concordia University, em Montreal, no Canadá. “Recebi essa oportunidade após dois anos de estudos e publicações em conjunto com um grupo de pesquisa formado por Cristiano Politowski (egresso da Unijuí, atualmente doutorando na Concordia University), o doutor Fabio Petrillo (UQAC) e o doutor Yann-Gaël Guéhéneuc (Concordia University)”, finalizou.

Por Evelin Ramos, bolsista de Popularização da Ciência da Unijuí


Atuando em grande empresa, egressa da Unijuí atribui êxito às experiências que teve desde a graduação

Egressa do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Gabriela Linck de Jesus está vivenciando uma grande experiência: trabalhar numa das maiores empresas de e-commerce do País, a Dafiti. Atuando como engenheira de software no departamento de Tecnologia da Informação (TI), no time de Order da Dafiti, a profissional tem a atribuição de contribuir para a manutenção e reestruturação do código que trata os pedidos da empresa. A Dafiti hoje tem sede em Barra Funda, São Paulo, mas Gabriela trabalha de forma remota, em Porto Alegre.

Trabalhei em vários projetos até chegar à Dafiti. Comecei como bolsista de Iniciação Científica na Unijuí e, então, fui estagiária em uma empresa de desenvolvimento de sites, onde aprendi o básico da programação e o contexto de uma empresa. Tive a oportunidade de trabalhar em uma startup assim que me formei e foi uma experiência que me ajudou muito a crescer no mercado de trabalho e a entender como a área de TI funciona. Foi uma experiência que me ensinou a ser uma profissional de TI”, afirmou Gabriela, que também teve a oportunidade de trabalhar em um projeto internacional distribuído, e de viajar a trabalho, a partir do projeto de uma empresa Australiana. “Tive a oportunidade de ficar um mês trabalhando na Austrália e foi fantástico. Depois dessa experiência, trabalhei em outro projeto internacional e em um projeto do setor financeiro. Em dezembro de 2020, tive a oportunidade de trabalhar na Dafiti e tem sido uma experiência sem igual”, disse.

Segundo Gabriela, o estágio que realizou foi fundamental para que pudesse ter experiência e para que pudesse buscar uma vaga em Porto Alegre, antes mesmo de estar graduada. “Eu tinha muitos conhecidos em Porto Alegre que me disseram para quais empresas eu poderia mandar currículo, e que me ajudaram com a preparação para a entrevista. Sem isso eu não teria conseguido. Eu estava naquele período onde eu não tinha mais aulas, mas eu ainda não tinha defendido meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)”, conta a egressa, que diz ser uma pessoa privilegiada por ter contado com o apoio dos pais para realizar a mudança à Capital do Estado.

Um dos principais planos de Gabriela é ter conhecimento suficiente para poder ajudar pessoas do interior, que cursam TI, a ter acesso ao mercado de trabalho – retribuindo, assim, a ajuda que teve. “Quero continuar em iniciativas que capacitem mulheres e pessoas LGBTQIA+ na Tecnologia da Informação e ajudem a mudar um pouco o cenário masculino que a TI tem”, disse.


Egresso de Ciência da Computação é aprovado em universidade do Canadá

Recém-formado no curso de Ciência da Computação da Unijuí, Gabriel Cavalheiro Ullmann foi selecionado para receber uma bolsa de estudos no programa de mestrado em Engenharia de Software na Concordia University, em Montreal, no Canadá.

O processo de seleção, conforme conta, possui várias etapas e demanda a elaboração de uma carta de intenções, onde é preciso escrever sobre a experiência na área e sobre como as habilidades que possui permitirão alcançar os objetivos no programa. “É preciso fornecer também um currículo detalhado, certificado de proficiência em Língua Inglesa, histórico de publicações e três cartas de recomendação por parte de pessoas que tenham relação com a área acadêmica. Contudo, o trabalho que desenvolvi em conjunto com um grupo de pesquisa no Canadá, por quase 2 anos, foi o ponto que permitiu tornar esse sonho realidade”, explica Gabriel.

A experiência do jovem na área de Engenharia de Software aplicada ao desenvolvimento de jogos eletrônicos começou em 2019, quando conheceu Cristiano Politowski, egresso da Unijuí que hoje é doutorando em Engenharia de Software na Concordia University. Ele visitou o campus Santa Rosa e deu uma breve palestra aos alunos de Ciência da Computação, contando sua experiência de estudos no exterior e convidando estudantes para participar de um grupo de pesquisa.

Aceitei o convite e, a partir daí, comecei a trabalhar em conjunto com o grupo remotamente, auxiliando-os a selecionar e analisar dados de postmortems, que são artigos escritos por desenvolvedores de jogos nos quais eles fazem uma retrospectiva do que deu certo ou errado em seus projetos, e que lições foram aprendidas a partir disso”, contou. O primeiro artigo que publicou em conjunto com o grupo, intitulado “Dataset of Video Game Development Problems”, foi apresentado na International Conference on Mining Software Repositories (MSR) de 2020 e descreve uma análise dos problemas mais comuns descritos em 200 postmortems. 

O trabalho seguinte, intitulado “Game Industry Problems: an Extensive Analysis of the Gray Literature”, discorre de forma mais profunda sobre os problemas descritos nesses mesmos 200 documentos, dividindo-os em categoria e subcategorias, além de propor maneiras de solucioná-los. Este estudo foi publicado em fevereiro de 2021 no volume 134 da revista Information and Software Technology (IST), editada pela Elsevier. “Essas publicações foram de grande importância para que eu pudesse ser aprovado no programa com bolsa, visto que a produção acadêmica do candidato é levada em consideração pela universidade durante o processo de aprovação. O artigo na IST foi muito importante, já que se trata de uma revista bem conhecida e conceituada.”

Gabriel conta que sempre teve vontade de estudar no exterior, mas que a questão financeira sempre foi a principal limitação. Assim que iniciou a graduação, começou a trabalhar como desenvolvedor e isso permitiu fazer economias. “Em 2018, investi essas economias em um intercâmbio de um mês para a cidade de Vancouver, no Canadá, onde estudei inglês em uma escola internacional. Embora eu já falasse inglês fluentemente na época, a experiência foi uma ótima oportunidade para praticar a língua estrangeira, bem como ter contato com pessoas e culturas do mundo todo. Ao voltar para o Brasil, me senti ainda mais motivado a me aperfeiçoar tanto no âmbito acadêmico quanto profissional, visando possíveis oportunidades no exterior que pudessem surgir no futuro. Felizmente, esse esforço deu resultado”, afirmou.

Gabriel, que ainda trabalha na GH Branding, de Santa Rosa, iniciará as aulas em Montreal no mês de setembro. O curso tem duração de dois anos.


Experiência durante o curso de Ciência da Computação motiva aluno a seguir mestrado no exterior

O acadêmico de Ciência da Computação, Gabriel Cavalheiro Ullmann, de 24 anos, está na reta final da graduação e já iniciou o processo de inscrição em programas de Mestrado em instituições do Canadá.

Durante o curso, o estudante teve experiência no mercado de trabalho e também na área de pesquisa. Já trabalhou como desenvolvedor na empresa Tecnicon Sistemas Gerenciais, de Horizontina, e atualmente desempenha a mesma função na GH Branding, de Santa Rosa.

“Durante a graduação, tive trabalhos publicados no Salão do Conhecimento. O primeiro foi em 2018, com o tema ‘Desenvolvendo um indie game: processos e conceitos’; e o segundo neste ano, inspirado no projeto de estágio desenvolvido na GH Branding, com o tema ‘IA aplicada a sistemas de recomendação’”, explicou o egresso, lembrando que, neste ano, também publicou dois trabalhos em conjunto com um grupo de pesquisa canadense formado por Cristiano Politowski, pelos doutores Fábio Petrillo e Yann-Gaël Guéhéneuc, além de outros acadêmicos.

“Foi em 2019 que conheci o Cristiano Politowski, egresso da Unijuí, que hoje é doutorando em Engenharia de Software na Concordia University de Montreal, Canadá. Ele visitou o campus Santa Rosa e deu uma breve palestra aos alunos de Ciência da Computação, contando sua experiência de estudos no exterior e convidando estudantes para participar de um grupo de pesquisa focado no estudo de Engenharia de Software aplicado ao desenvolvimento de jogos eletrônicos. Aceitei o convite e, a partir disso, comecei a trabalhar em conjunto com o grupo remotamente, auxiliando-os a selecionar e analisar dados de postmortems, que são artigos escritos por desenvolvedores de jogos nos quais eles fazem uma retrospectiva do que deu certo ou errado em seus projetos, e que lições foram aprendidas a partir disso”, explicou.

O primeiro artigo publicado em conjunto com o grupo, intitulado “Dataset of Video Game Development Problems”, foi apresentado na International Conference on Mining Software Repositories (MSR), de 2020, e descreve uma análise dos problemas mais comuns descritos em 200 postmortems.

“Ter a oportunidade de estudar tópicos do meu interesse, em conjunto com um grupo de pesquisa internacional, foi uma experiência gratificante, que me motivou a seguir na área acadêmica. Em 2021, assim que concluir a graduação, pretendo estar num programa de mestrado em uma universidade canadense. Possuo as qualificações necessárias e apoio para seguir meus estudos em outro país”, destacou.

Gabriel conta que, tanto em suas escolhas profissionais quanto acadêmicas, sempre buscou seguir as áreas que têm interesse. “Acredito que esse seja o melhor caminho. Creio que a paixão pelo que fazemos é o que nos motiva a seguir em frente e sermos bons profissionais, independente da área de atuação. Valorizo muito as oportunidades de estudo e formação que tive e tenho consciência de que esse é um grande privilégio, especialmente em um mundo onde a maioria das pessoas não têm acesso ao Ensino Superior”, finaliza.


Egresso de Ciência da Computação da Unijuí lança livro de ficção

Rodolfo Berlezi assina o livro de fantasia Power Heart

Power Heart dá nome ao livro de fantasia lançado pelo egresso do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Rodolfo Berlezi. A saga conta a história de Krian Heart, que habita um mundo de fantasia onde as criaturas místicas não têm o mesmo direito de viver dos humanos.

Segundo Rodolfo, as ideias para o livro surgiram no final do Ensino Médio. Na época, ele costumava anotar as que mais gostava em um bloquinho e criava personagens. “Quando iniciei a faculdade, eu já tinha alguns rascunhos que poderiam engajar uma história, mas só terminei a primeira parte após quatro anos do início. Além de deixar a história descansando e fazer pausas longas, eu tinha que focar no TCC e no estágio”, destaca o jovem. “Quando a minha vida estava estável, depois que me formei, voltei para a história. Avaliei que ela estava muito amadora e quis profissionalizá-la. Comecei a estudar sobre narrativas, porque eu nunca havia estudado sobre isso antes, e foi ali que percebi formas de melhorar meu texto”, completa.

Para o escritor, a parte mais difícil foi criar uma história que fizesse sentido, tanto para ele, que estava escrevendo, quanto para os leitores. “Eu sou muito exigente comigo mesmo. Refiz o início umas cinco vezes até eu achar que estava bom, mas segui em frente e fui lapidando a história. Minha inspiração veio dos animes e mangás, tanto que minha ideia inicial era fazer um mangá. Porém, eu não tenho habilidade em desenho, então decidi fazer essa mistura que, de certo modo, é uma inovação, que é escrever uma história narrada como se fosse um mangá. Hoje eu tenho muito orgulho do que produzi”, conclui o escritor.