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Estudantes de Pedagogia desenvolvem projeto na Sabeve de Ijuí

O Serviço de Amparo e Bem-Estar da Velhice/Sabeve recebeu, na última sexta-feira, 06, a sistematização final e confraternização do trabalho desenvolvido na disciplina Práticas Educativas em Espaços Não-Escolares, do Curso de Pedagogia, pelas acadêmicas Greici Tais Real Ulsenheimer e Patrícia Garcia do Nascimento.

A proposta do componente, segundo a professora Lídia Inês Allebrandt “é oportunizar que as acadêmicas conheçam instituições que promovem trabalhos sociais, culturais e/ou educativos, bem como todos os sujeitos que integram a instituição. Para, então, ouvir suas expectativas e propor o desenvolvimento de um projeto que prevê práticas e interação entre as acadêmicas e as pessoas que ali convivem” comenta a professora.

Greici e Patrícia, com a intenção de conhecer melhor o universo dos idosos, aprender e interagir com eles, escolheram a Sabeve, para desenvolver o projeto “Quando as Brincadeiras Acontecem... as Memórias Renascem...”. Para elas os sujeitos escolhidos compõem o que conhecemos como “Melhor Idade” que brincaram e ainda brincam. “No entanto, quando pensamos em brincadeiras logo remetemos nosso pensamento às crianças e à infância, desconsiderando que essa prática pode (e deve) estar presente em todas as fases de nossa vida” destacam.  

O tema do projeto nasceu do pressuposto que a memória pode emergir a partir de diversos contextos, dessa forma as brincadeiras escolhidas são como molas propulsoras para as observações. O objetivo é resgatar acontecimentos passados e lembranças, pensando que as memórias dos idosos servem como mediação entre essa geração e os relatos do passado.

Diante disso, aconteceram durante os meses de agosto, setembro e outubro encontros semanais para o desenvolvimento de ações que os fizessem remeter suas memórias ao passado. Para as acadêmicas a memória é viva e a todo instante deixa lembranças ou sequelas “quando nos deparamos com fatos já ocorridos e que não fazem parte mais do nosso presente, a tarefa de retomar ao passado se torna mais concreta, simplesmente ao observarmos um conteúdo ou objeto que carrega em si uma gama de interpretações e um valor significativo das circunstancias do tempo. A memória pode estar desde cicatrizes à experiência do cheiro na vida, da poeira às ranhuras produzidas nos móveis”.

Como culminância do projeto e uma foram de instigar ainda mais os aprendizados e as memórias em questão, foi proposto uma prática que envolvesse duas gerações tão distintas: crianças e idosos. Para isso, as acadêmicas convidaram o grupo de dança expressiva da educação infantil do Centro de Educação Básica Francisco de Assis - EFA, coordenado pela professora Eduarda Virgínia Burckardt, para interagir com os idosos e vivenciar o que desde o início se estava se questionando: “Se a criança ao brincar para no tempo, será que o idoso volta a infância com o brincar?”. 

A professora Eduarda, explicou que as crianças apresentaram na coreografia escolhida uma forma de construir amor e laços de amizade com o outro. Demonstram por meio dos movimentos que o amor não se mede e que esse pode vir da família, da escola, dos amigos, dos colegas e todos que vivem contigo. O Coral da Sabeve também preparou as músicas ‘Se essa rua fosse minha’, ‘Ciranda cirandinha’ e ‘Alecrim dourado’ para apresentar às crianças e demais convidados na festa de encerramento do projeto.

Para as estudantes a infância e a velhice são fases de passagem de mudanças e transformações “A criança é um vir a ser e o velho é o que foi, mas na verdade infância e velhice se cruzam”. Diante disso, as acadêmicas agradeceram à diretoria da Sabeve pelo espaço cedido e apoio nas atividades, em especial à Vanderluza Antunes Soares Pereira, recreacionista da instituição e também acadêmica do Curso de Pedagogia da UNIJUI, por ter compartilhado e ajudado no desenvolvimento do projeto, bem como à professora orientadora Lídia Inês Allebrandt e aos demais professores da Unijuí que apoiaram e colaboraram no desenvolvimento desta prática.

Para Elizete, integrante da Sabeve, a prática desenvolvida pelas acadêmicas de Pedagogia a UNIJUI contribuiu de forma significativa para ações e aprendizado coletivo dos idosos que puderam ao brincar reverenciar momentos do passado.

A professora Lídia, destacou ainda, que a proposta do componente curricular é abordar conhecimentos e refletir acerca de práticas na área de educação na perspectiva da formação profissional em diversas instituições da sociedade civil para além da escola. Destaca o espaço de atuação do pedagogo pode ocorrer em outras realidades, contextos e práticas pedagógicas e possam desenvolver seu trabalho em educação popular junto aos movimentos sociais, organizações não governamentais e demais instituições filantrópicas, religiosas e públicas que atuem e se preocupem com a qualidade de vida das pessoas, sua educação, seus direitos sociais e humanos. Informou, ainda, que muitos outros projetos estão sendo desenvolvidos em Ijuí e na região e que essas experiências são únicas e marcam a formação acadêmica das futuras professoras que atuam em campos escolares e não escolares e têm como princípio a formação humana.


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