Especial 50 Anos EFA

POR ONDE TUDO COMEÇA: A aprendizagem da Língua Estrangeira - Inglês

Por Carlos Eduardo Echart Montano, professor de Inglês do 6º do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

Oficina de língua estrangeira com intercambistas

           A Língua Inglesa hoje não é, não deve e nem pode mais ser considerada como um “luxo” ou apenas àquele curso que as pessoas fazem apenas quando querem viajar. Hoje o domínio de um segundo idioma, especialmente a Língua Inglesa, por ser universal se faz presente em todos setores da sociedade. E nas escolas, principalmente. Conforme o professor Carlos Eduardo, a EFA como uma escola visionária em várias iniciativas, no ano de 2017 efetuou uma parceria juntamente com a UNIJUI, com o intuito de desenvolver atividades extras para alunos do ensino médio junto ao LELU (Laboratório de Ensino de Línguas) no campus de Ijuí, sendo que as aulas nesse local são diferenciadas, com vídeos, leituras, desenvolvimento de escrita, audição e, principalmente, fomentar a conversação em língua inglesa. Esse projeto é uma extensão dos já realizados em sala de aula, onde o ensino segue um plano de ensino mais tradicional, mas onde também são realizados trabalhos diferenciados para incentivar o estudo da língua inglesa. E o resultado, para o primeiro ano desse projeto, de nome “Qual é o seu idioma”, tem sido satisfatório, sendo que desde o primeiro encontro há o comparecimento de alunos na procura de aprimorar seus conhecimentos e adquirirem outros. Dessa forma, posso afirmar, como docente da EFA há dois anos e tutor junto ao LELU, que a escola está, repito, à frente das outras, preocupada com o aprendizado dos seus alunos, com seu corpo docente, sempre procurando apoiar os projetos que surgem e surgirão ao longo dos anos, e com a equipe diretiva dando todo suporte para que essas demandas e realizações realmente sejam efetivadas. Concluindo, como professor EFA, sinto orgulho de fazer parte de tão distinta e diferenciada escola, onde me encontrei aprendi, estou aprendendo e irei aprender muito como professor, como colega e principalmente, como ser humano em constante crescimento. É um orgulho fazer parte dessa escola prestes a completar 50 anos de uma gloriosa, brava e competente existência.


A UNIJUI, O MADP, A RÁDIO FM 106.9 E A EFA: O DIFERENCIAL DA ESCOLA

Precisamos nos sentir seguros,

apoiados e reconhecidos por outras pessoas para que a coragem

diante de novos desafios seja maior do que o medo que nos paralisa.

Gabriel Carneiro Costa

 

            A EFA tem um grande diferencial em relação às outras escolas, faz parte de uma instituição que mantém também, uma universidade, um museu e uma rádio FM. Ouvi durante muito tempo que algumas pessoas tinham medo de trabalhar na EFA. Encarar o movimento, o dinamismo da vida é o mais relevante. Não dá para estagnarmos. O movimento exige coragem para mudar, dialogar, defender ideias. Se este é o medo a que se referem, acredito que o gera gera a satisfação é o medo superado. Os desafios que a vida nos permite usufruir por ousar buscar o novo, o diferente. Os desafios de um planejamento ousado, que extrapola o ambiente da sala de aula, que promove a aprendizagens em diferentes ambientes.

              O encantamento mora, de fato, no olho da gente e nas possibilidades que temos de ver grandeza onde quase ninguém vê, nos pequenos momentos do cotidiano. Por vezes, nos acostumamos a não reconhecer a riqueza do universo educativo da FIDENE, nossa mantenedora e tudo o que ela abarca de possibilidades dos diferentes campus da UNIJUI e ambientes das demais mantidas.

            Por vezes, deixamos de nos assombrar com as pequenas cenas do dia-a-dia, como se, para ser extraordinária, uma cena precisasse sempre ser escandalosa, espetacular e cheia de holofotes. A sala de aula é qualquer ambiente que permita aprendizagens múltiplas intencionais. E olha ela lá: nos laboratórios, nos auditórios, no pátio, nas caminhadas, na sala de multimeios, nos corredores, numa palestra, num teatro, no ginásio, dentro de um ônibus, num jogo, numa apresentação, num canto, num recital, uma escrita, numa boa conversa, nas muitas leituras!

            Quantos e ricos ambientes de aprendizagens. Aprender a ver na rotina, a oportunidade, o jeito novo de fazer e pensar sobre os diferentes objetos do conhecimento. Aprender a latejar nas superfícies menos reparadas, menos comentadas, menos tocadas, menos aparecidas, mais óbvias da rotina. Aprender a valorizar o que se tem, para que estas práticas se voltem para nós ainda mais fortes, brilhosas e renovadas é nosso propósito. Educação com ou sem encantamento é uma escolha que a gente faz todos os dias. Escolher o caminho mais fácil ou o mais criativo e por isso, mais exigente. O poeta Mario Quintana escreveu que um lugar só é bom quando a gente pode fugir para outro lugar. Assim é o trabalho na EFA.  Um dia nunca é igual ao outro. As salas de aula são muitos lugares. Lugares no próprio prédio, no campus, ou em qualquer lugar que possa oferecer aprendizagens. 

Sobre as mantidas: A UNIJUI/Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS,  representa a maior mantida e a essência da fundação, pelo caráter do ensino, da pesquisa e da extensão. Com sede em Ijuí, atua também em Santa Rosa, Três Passos e Panambi.  A EFA/ Centro de Educação Básica Francisco de Assis atende a educação infantil, ensino fundamental e médio e a educação profissional. Atua em Ijuí e Três Passos. O MADP/Museu Antropológico Diretor Pestana que abarca todo o acerco cultural da região e a RTVE, Rádio Educativa UNIJUI 106.9 FM que funciona junto a Biblioteca Mario Osorio Marques no campus da UNIJUI em Ijuí.

 

 

 

 

 

 

 

 


EFA: Do Anexo I para a Sede Acadêmica

          No mês de fevereiro de 2013, o Centro de Educação Básica Francisco de Assis- EFA, realizou a transferência definitiva de suas atividades escolares para o prédio da FIDENE- Sede Acadêmica. A estrutura física da fundação mantenedora foi remodelada interna e externamente para acolher os diferentes segmentos escolares, em respeito às características de cada etapa de ensino, dado que na época a EFA ofertava Educação Infantil (a partir de três anos de idade) até o Ensino Médio.

         A equipe diretiva da EFA, representando a gestão 2011-2013, organizou fóruns de conversas com os pais e responsáveis envolvidos, com o Conselho de Pais, com a Pró-Reitoria de administração da Instituição, com os professores, promovendo a participação dos envolvidos nessa transição importante. Na função de diretora da época articulamos além dos reparos físicos, outro importante aspecto: o fortalecimento da identidade da EFA nessa nova estrutura. Nesse sentido, sempre houve preocupação em promover ações de humanização do ambiente, que levassem os atores sociais- a comunidade escolar- a despertar o sentimento de pertença para com o novo espaço. Diversas ações foram desenvolvidas em aulas, reuniões, eventos, estudos, de modo a alicerçar esse fortalecimento identitário, construindo significantes e significados que garantissem a continuidade da história da EFA, então com 45 anos de fundação. A EFA e sua identidade, imbricadas com a tradição e com a inovação, chegaram ao fim de 2013 fortalecidas. Parabéns a todos e todas que escreveram essa parte da história.

Lisiane Goettems – Doutoranda em Educação- Diretora da EFA na gestão 2011-2013


A investigação como foco do Ensino

            Nascida da inquietude de um grande educador e pensador a EFA propõe um aprendizado que estimula a inquietude, a curiosidade e a criatividade no estudante. Aqui todos passam a ser pesquisadores, os professores e os estudantes, as famílias e os funcionários. A escola quer os pais e a comunidade perto, se dá responsabilidades aos pequenos da mesma forma em que se dá importância ao pensar e ao argumentar em fez da mera repetição e exposição de conteúdo.

           Provocar impacto positivo no cotidiano. Criar formas e estratégias de produzir ensino pelo encantamento sempre foi foco das direções, coordenações pedagógicas e professores. Articular, valorizar, criar espaços e situações que propiciem o diálogo, o trabalho em conjunto, as modalidades de organização do ensino, estimulando a família e a comunidade a se engajar. Com isso, o clima escolar tem melhora significativa, os estudantes e professores aprendem mais e de forma mais qualitativa, o fortalece a integração dos diversos setores da escola, assim como dos laços e mecanismos de compartilhamento de interesses e objetivos. Isso se reflete, por exemplo, no aumento da assiduidade e do interesse dos alunos pela Escola, resultando na intensificação do sentimento de pertencimento.          

              Os professores mediam a construção do conhecimento de forma dialogada, interativa, momentos em que o saber ouvir e saber o momento de perguntar passa a ser fundamental. Para os menores, sem menos relevância ao processo educativo, está a brincadeira, o lúdico como parte determinante das aprendizagens. Os jovens e as crianças interagem não só com colegas de turma, interagem estudantes de outras turmas, incentivados a pensar por si, a desenvolver-se de forma autônoma, a buscar soluções e a compartilhar com os demais, permeados por valores democráticos e éticos. Segundo a professora, mãe de ex-alunos, e ex-diretora Marisa Frizzo,

a investigação como foco do ensino é a pesquisa enquanto um instrumento de produção e apropriação dos conhecimentos, que desafia e estimula os alunos, no contexto da escola, para a compreensão dos saberes sistematizados. A investigação na educação constitui um sujeito que pergunta, questiona, analisa e reflete sobre as dimensões teóricas e práticas de uma temática numa visão interdisciplinar. Educar é um ato humano, solidário, compartilhado a muitas mãos, e a pesquisa investigativa possibilita a construção da autonomia e emancipação dos sujeitos.

           Assumir compromissos e arcar com as consequências é a melhor forma de aprender a valorizar e a participar das decisões da vida em comunidade. É preciso resgatar o valor da criatividade para que ao se tornar adulto estes não sejam desprovidos dos processos imaginários e de não ter medo de errar ou explorar possibilidades.  As rodas de conversa podem acontecer no chão, em cadeiras, em cadeiras e mesas ou em salas preparadas para que todos possam se ver e conversar. No dia-a-dia, o trabalho em duplas é frequente, pois favorece a troca e a circulação de informações.

           Para o presidente do GECOM – Grêmio Estudantil Chico Mendes - João Gabriel da Silva Veiga, a EFA, é hoje a melhor escola que ele poderia estudar. “Um lugar que, a cada dia propõe aos alunos novos desafios. Seus professores são diferenciados, pois, preocupam-se com a aprendizagem integral de cada educando, respeitando-os na sua singularidade”. Ainda destaque que,

 há um projeto bem específico nos estudos que privilegia a pesquisa na construção dos conhecimentos. Além disso, criam-se círculos afetivos, oferecendo a todos acolhimento com dedicação e entusiasmo. EFAmília é a EFA constituída de muito amor. Sou grato a essa escola, pela grande oportunidade que me proporcionou em ser presidente do GECOM. Esta experiência tem sido desafiadora e gratificante já que me oportuniza entender e responder os interesses dos alunos, conciliando-os com os da instituição escolar assim como, levar à direção novas ideias e propostas que irão agregar-se ao processo ensino aprendizagem. Na EFA os alunos são a prioridade. É um orgulho pra mim fazer parte desta história.

           O planejamento no cerne do trabalho pedagógico, as produções com sentido para o estudante, o diálogo, a problematização, o professor como mediador do processo, a busca pela autonomia intelectual. Os conteúdos/conceitos como estratégias de conhecer a diversidade de textos que circulam socialmente, suas funções e procedimentos adequados para interpretá-los e produzi-los. O aprender fazer, a pensar, a problematizar, a socializar conhecimentos e aprendizagens. A interdisciplinariedade e intercomplementaridade dos saberes. Os planejamentos coletivos, os projetos, os eventos.


NAS TRILHAS DO APRENDIZADO: A integração Escola e Família

          Há alguns anos atrás, o projeto “Minha Identidade: história de vida” teve premiação nacional pelo mérito de pertinência ao aprendizado. A intenção desta ideia é desafiar os alunos a contar a sua história de vida e de sua família.  É um tempo de grandes aprendizagens e trás as memórias, as narrativas e a nova significação da vida de cada um na família e na sociedade como estratégia de estudos e de investigação. Explica o processo a professora Dulcinéia Montagner:primeiramente buscam em fontes escritas e de imagens suas marcas pessoais, nas lembranças de família e nos fatos relevantes de sua vida para registrarem a sua autobiografia. Posteriormente realizaram entrevistas, pesquisas em documentos, álbuns e outros registros sobre seus familiares e com isso, também resgataram a história de seus familiares como pais, irmão(s), avós e até bisavós. Esta trajetória se transformou em um livro denominado “História de Vida”. Os principais objetivos deste trabalho foram resgatar a própria história de vida, desde o nascimento, ou até mesmo antes, até os dias atuais, resgatando fatos marcantes e relevantes; conhecer a história de vida da sua mãe, do seu pai, de seus avôs maternos e avôs paternos, desde a infância até a vida adulta, fazendo comparações com os dias atuais e perspectivas futuras, reconhecendo seus familiares como referências para sua vida; retratar a história de vida de irmãos (quando há); compreender a sequência de fatos e acontecimentos familiares ao longo dos anos; entender e valorizar as diversas etapas da vida humana.

Como recursos para concretização destes estudos foram realizadas pesquisas em álbuns fotográficos e de bebê, em vídeos, em registros escritos sobre acontecimentos de sua vida e de sua família; construção de linha de tempo de fatos relevantes da sua vida; pesquisa e resgate de documentos familiares, como certidões de nascimento, de casamento, lembranças de batizado, certidões de óbito, certificados (...); entrevistas com pais, irmãos, avós paternos, avós maternos e bisavós; construção de uma árvore genealógica da família; resgate de fotografias pessoais e familiares. A partir dos dados coletados e informações obtidas em diferentes fontes foram produzidos textos que, juntamente com cópias de documentos e registros fotográficos, foram organizados em um caderno, formando então, o livro “História de Vida”.

De forma concomitante e interligada, trabalha-se com o projeto “O lugar onde moro: Ijuí”. Neste, relacionamos o estudo sobre o município e sua formação social, espacial, econômica e cultural com a história pessoal e de suas famílias, suas origens e trajetória, para que percebam que elas também foram e são agentes importantes na construção do espaço que moramos ou de outros lugares semelhantes, portanto são autores históricos. Aprofundamos a história do município de Ijuí, valorizando seu patrimônio e fortalecendo a cidadania. Como culminância temos a exposição dos cadernos/livros com textos, fotos, documentações que retratam a história da vida de cada um e dos seus familiares. Assim temos a oportunidade de conhecer e descobrir as vivências dos antepassados e entender a atualidade. Entendendo esta historicidade, nos percebemos como sujeitos que constroem e reconstroem fatos, espaços e tempos. Algumas famílias contribuem também com objetos que enriquecem a biografia familiar. Também preparamos uma encenação para apresentarmos nossos estudos aos familiares. Dividimos a turma em dois grupos: um representará uma Família de Antigamente e outro representará uma Família dos dias atuais. As ideias para compor estas encenações partiram das pesquisas que fizeram para este projeto, de histórias que ouvem, de livros, filmes e até novelas.