Especial 50 Anos EFA

NAS TRILHAS DO APRENDIZADO: Os projetos coletivos e a especialidade de um saber

O professor de Geografia Gilmar A. Walker acredita que o processo educativo na EFA por ser baseado em projetos construídos no coletivo, busca através do ensino pela pesquisa e projetos de estudos, viagens tanto virtuais, como “in loco” e estas constituem-se em práticas pedagógicas indispensáveis para a formação de mapas mentais e conceituais.

 Na disciplina de Geografia destacam-se vários projetos ao longo desses 26 anos. Na lógica da aula de “Horizontologia” no horizonte promoveram-se inúmeras viagens de estudos; entre as quais citam-se: city tour na cidade de Ijuí e Curitiba, as trilhas ecológicas em diferentes lugares, Usina de Itaipu, Cataratas do Iguaçu, Canyons em Cambará do Sul, Parque Estadual do Turvo, Jhon Deere em Horizontina, Indústria de refrigerantes FRUKI, minas em Ametista do Sul, Jardim Botânico em Porto Alegre, etc. Todas essas viagens são/foram pensadas visando reforçar a compreensão de conceitos geográficos ensinados em sala de aula; como por exemplo: espaço urbano, espaço natural, elementos cartográficos, geopolítica, fontes energéticas, elementos que formam o espaço natural, o setor industrial, produção primária, economia urbana e rural, entre outros.

Além desses projetos pedagógicos, também participei, enquanto educador e representante da EFA, do projeto elaborado pelo Museu Antropológico Diretor Pestana sobre os 120 anos do município de Ijuí, que se constituiu de uma Mostra Fotográfica de Ijuí, institulado: “diVERsidade urbana de Ijuí”, o qual tinha como grande objetivo homenagear a existência de nossa cidade, evidenciando, através de imagens fotográficas, mapas e gráficos o desenvolvimento e as transformações que ocorreram no espaço urbano no decorrer do tempo, utilizando-se de diferentes olhares sobre a paisagem.

Outro projeto que participei, foi do monitoramento da Trilha ecológica do Rio Potiribú junto ao Parque de Exposições durante a Expo-Ijuí – trabalho realizado juntamente com os alunos, os quais mostravam um pouco de seu conhecimento ao público em geral.

As experiências práticas vivenciadas pelos educandos marcam a VIDA de quem passa pela EFA. É por isso que se diz: “EFA: conhecimento para a VIDA”.

Para o Professor de Ciências Naturais Claudio Rogério Trindade,

Viajar!!!!

Conhecer algo que foi pouco explorado, voltar a ele para olhar sempre de novo, com novos olhares e novas percepções, aprender com a repetição, com o estudar mais um pouco. Um recanto “perdido” no meio de tudo. Conhecer e reconhecer os tipos de ambientes, o que a natureza nos presenteou e o que estamos fazendo com o nosso planeta em termos de preservações, modificações, os descasos, prioridades políticas, as mudanças dos diferentes tempos, a certeza de que investigar os ambientes naturais é um grande conteúdo escolar. Pela oportunidade do encontro, da reflexão e pela lembrança que nosso cérebro insiste em não nos fazer esquecer. E muitas vezes o tempo que não é o meu e sim o seu tempo. Buscar um conhecimento fora da escola? Não. A escola é que muda de lugar em instantes para colocar um novo significado na vida de muitas pessoas. O conhecer lugares, indústrias, minas, represas, bosques, matas, cânions,... faz a diferença na hora de expressar o que se pensa, aquilo que está no interior e é só sentimento, se transformar em texto magnífico, ou então na locução grandiosa que poderá trazer a tona o que ainda não foi dito. Viajar no espaço terrestre que podemos, buscar imagens e conhecimento, nos trás a diferença de crescer no sentido amplo da palavra ou apenas em estatura e ser vazio por dentro.

 


NAS TRILHAS DO APRENDIZADO: Jornadas de pesquisa na EFA

            “Pesquisar é um ato cognitivo, porque ele nos ensina a pensar num nível mais elevado”. (Kincheloe,1997)1, sem dúvida, o Centro de Educação Básica Francisco de Assis comunga com esta afirmação de Joe Kincheloe. A investigação promove o desafio à aprendizagem, quando nos movemos a buscar, estamos nos permitindo o esclarecimento, a diminuição de nossas ignorâncias, a renovação das nossas concepções. Conforme a professora e coordenadora pedagógica Rosana Barros, o estudo pela pesquisa é proposta curricular da/na EFA e tem se efetivado na rotina pedagógica da escola, todavia, o ano de 2015, especialmente, iniciou-se num percurso de Jornadas de Pesquisa, seguindo-se até este ano de 2017. As Jornadas têm sido eventos que envolvem a construção de conceitos advindos dos Planos de Trabalho e realizadas a partir de uma busca específica pelo grupo de alunos, orientados pelos professores. Conceitualmente, uma Jornada implica a realização de um percurso, uma caminhada processual, um trajeto. Esta foi a intenção e, por conseguinte, a efetivação das Jornadas de Pesquisa Escolar na EFA. Desde o início do ano letivo possibilitou-se aos alunos instigar, em sala de aula, para questões problema que os provocassem num estudo inquiritivo. As temáticas a serem desenvolvidas partiram algumas das proposições conceituais dos planos de trabalho e outras conforme o interesse dos grupos docentes.

Quando o professor entende que a escola não é só o lugar da instrução institucional, marcada pelo conteudismo, nascem proposições de trabalho pedagógico que se aliam ao pensamento cultural de que o meio escolar é lócus de construção coletiva. Entender que o ensino tradicional é intencionalmente a serviço do privilégio ao poder e que, segregador, não possibilita a todos as mesmas oportunidades, faz a diferença necessária para o trabalho na educação que se quer libertadora. O projeto EFA permite um diálogo permeado por uma posição que desnuda a neutralidade. A escola tem o compromisso com as questões que se entremeam à vida da sociedade, desafiando seus alunos a questionarem a ordem imposta, reverberando sobre a história antiga e atual, apontando novos caminhos. Efetivamente, o estudo democrático se realiza. Assim, por esta vereda, deu-se o período de elaboração dos trabalhos de pesquisa.


NAS TRILHAS DO APRENDIZADO: A riqueza dos eventos

Fique esperto

Isso é certo

Movimento é expressão

De coração, eu indico

Mexa-se, remexa-se

Dance, balance

Verá que o hoje e também o amanhã

Serão de muito esplendor

(Lisiane Goettems)

 

           Ao ler e reler a trajetória da Escola, os eventos que marcam o projeto EFA, sem dúvida são encontros festivos que se destacam por sua singularidade, seu fazer parte de um projeto maior, não é simplesmente uma data comemorativa, um momento de reunir a comunidade escolar para registro de dia letivo. Os eventos têm histórias, tem conteúdos, tem ensino, tem aprendizagens significativas.

O projeto de Judô teve seu início em 2006, em toda a sua trajetória tem por objetivo oportunizar aos alunos da EFA e da comunidade externa os ensinamentos e as vivências dessa modalidade esportiva. Através do judô esporte olímpico, se proporciona atividades educativas, recreativas e competitivas que possibilitam o desenvolvimento integral dos alunos, preparando-os para os obstáculos que surgirão no decorrer de sua vida. O projeto através de um árduo trabalho de parcerias, obteve nas competições no decorrer dos últimos anos, vários títulos estaduais, nacionais e internacionais, elevando não só o nome das entidades apoiadoras, mas também o nome de Ijuí e da região. (Jean veiga é Professor de Educação Física e de Judô é o responsável Técnico da equipe e dos projetos).

         Nossa memoria escolar é marcada por eventos que se mantem, redimensionam e são significados a cada nova edição. São fortalecidos e constituem-se em grandes referências internas e modelos para outras experiências educativas. A criatividade é levada a sério, as crianças e jovens são estimulados desde cedo a expressar-se não só para as Noites Artísticas, mas nas aulas diárias, nos diferentes projetos de Dança, de Música, de Arte, de Língua Estrangeira, das atividades físicas, nos Festidances, nas Festas de Natais e em suas escolhas de manifestação, sejam de fala ou de expressão. Meninas e meninas sem distinção, jogam, brincam, dançam, cantam, trabalham e estudam e produzem orientados pelos professores. Para a professora Eduarda Virginia Burckardt, na EFA a grandeza dos saberes que se refere às possibilidades de Movimento Humano aparece na Educação Física como uma oportunidade de ampliar o conhecimento de si e do mundo. Assim, o envolvimento com a dança e a expressão corporal são marcas no projeto da escola, desde as turmas da Educação Infantil até o Ensino Médio, com eventos como Festidance e a Noite Artística, tematizam e exploram de acordo com a faixa etária e as possibilidades, considerando a singularidade dos sujeitos para então produzir novos sentidos e debates. Tendo para além destes o projeto de dança de forma optativa, que desenvolve a dança como uma linguagem expressiva e cheia de significados que por meio da consciência corporal, é resgatado e re-significado diferentes formas de movimento.

          Viver a infância e a juventude em sua plenitude sempre foi motivo para criar situações cotidianas e eventos em que o lúdico estivesse presente. A EFA tem conseguido ao longo destes 50 anos conciliar o ensino de qualidade como o ser escola de forma que associe aprendizado cognitivo e aprendizado estético com aprendizado de valores fundamentais a vida. Como diz a mãe e avó Marli Basso:

         Sou mãe do Maircon Cristiano e do Giancarlo Basso, ex-alunos e avó dos atuais alunos Bruno R. Basso e Júlia R. Basso. Estamos fazendo parte da família EFA desde 1987 quando do ingresso do Maircon na pré-escola. A EFA sempre teve excelentes professores em seu quadro e um rico plano curricular.  Nossos filhos sempre foram educados com esmero, com responsabilidade, mas com liberdade em relação às suas escolhas e desejos.  A escola os ensinou a ter gosto pela leitura, pela pesquisa,  a serem lideres, mas também ensinou  os limites e o respeito que cada um deve ter com o outro.  Proporcionou muitos trabalhos em grupo, viagens de estudos onde se vive aquilo que está se aprendendo em sala de aula.  Lembro com carinho das festas de São João, do Folclore e tantas outras nas datas comemorativas onde o lanche sempre foi coletivo.  E como não falar do orgulho de ver nossos filhos e netos se apresentando no Festidance e Noite Artística, onde se trabalha a arte, a dança, os movimentos, o trabalho em grupo.

         Em 1972 tivemos a Iª Festa da Criança, assim como a primeira edição da Feira do Natal e em 1975, a Festa da Criança passa a ser comemorada como Semana da Criança e a Feira do Natal como Festa do Natal, ambas até os dias atuais fazem parte da programação anual. O Coralito coordenado por Yara Bogger, hoje grupos de música.  Em 1976 é lançado o 1º Livro de Poesias, este lançamento de livro intercala entre 02 a 03 anos e é uma de nossas marcas fortes.

       Tivemos durante um bom tempo as Feiras de Livros, sendo a primeira em 1981, assim como as Feiras do Livro que sempre se teve preocupação em trazer bons autores: Josué Guimarães,  Angela Lago, hoje estamos na 11ª edição dos livros. A Festa de Jogos foi se modificando em suas edições, como primeira em 1982, esta festa se constitui de jogos e brincadeiras e faz parte das atividades anuais de toda a escola.  Teatro sempre foi um forte na EFA, em 1986 tivemos a 1ª Mostra de Teatro envolvendo várias escolas, com lançamento de livros intitulados alunos mostram o que fazem e alunos analisam o que fazem, depois houveram mais duas grandes mostras. As artes visuais sempre acompanharam os eventos, seja em exposições ou como parte das atividades. A estética da apresentação dos eventos sempre foi preocupação da escola. Muitas viagens de estudos a Bienais seja em Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, as Mostras de Arte.

      O Mosaico veio para inovar as linguagens artísticas. Arrojado, foi uma experiência muita rica, pois envolveu a comunidade escolar e a externa com evento interdisciplinar. Parcerias também sempre foram o forte da Escola. Exemplo disso é a Mostra de brinquedos junto com o MADP- Museu Antropológico Diretor Pestana, envolvendo toda a comunidade escolar ao longo das décadas. A EFA teve em 1986 o privilégio de receber o Coral da UNICAMP, evento em parceria com o curso de educação física da UNIJUI. Evento rico na interligação das linguagens artísticas. O canto, a dança, a musicalidade, o teatro e as artes plásticas encantaram o publico. Caminhadas, corridas, pedaladas, jogos...tantos foram e são os eventos em parceria com o curso de Educação Física. Festas de São João, especialmente no anexo foram muitas as festanças, agora sendo substituídas pela Festa do Folclore. Eventos da Páscoa, da Semana da Pátria, da Semana Farroupilha, dos Acantonamentos, dos Acampamentos, das viagens, das semanas da escola,  criança, dos chá EFAmilia, DAS integrações na AFFI, DOS CARRETEIRO DOS PAIS CONSELHEIROS, DAS GINCANAS DO GECOM!!!!!!!


Túnel do tempo

          Um certo dia, em uma “cidade distante”, turmas de estudantes vivenciavam conhecimentos ao ar livre e entendiam como interagir harmonicamente com o ambiente. Buscando sempre a preservação do meio, principalmente dos arredores escolares, buscando diferentes possibilidades de melhorar o local onde interagiam. Nesse dia, estagiários chegaram para iniciar os trabalhos docentes.  

Entre saídas a campo, práticas pedagógicas para estimular a observação e a escrita, foram se encaminhando, melhorando diariamente a integração, socialização com novas práticas, novas maneiras de abordar os temas estudados,...

Numa manhã outonal, ao terminar o intervalo do recreio, percebeu-se que na Igreja ao lado da escola, os responsáveis cortavam as árvores que estavam em frente à paróquia/seminário. Como bons educadores (estagiários), levaram seus estudantes para fazer uma “pequena“ manifestação, se colocando favorável ao ambiente, ou seja, tentando impedir que derrubassem todas as árvores. Os estudantes abraçaram a causa e as árvores, subindo em uma figueira enorme, que seria “a próxima vitima”.

Imagina: estagiários (recém-chegados), início de carreira, fazer um ato como esse há mais de 30 anos, foi uma exposição, tanto para a Escola como para os professores titulares e também, é óbvio/claro, para os estagiários. As turmas tinham aproximadamente 50 estudantes. Com estes estudantes agarrados ao tronco, sobre os galhos da figueira, nenhum “motosserrista” chegou perto. A figueira foi poupada.

Esse episódio chamou atenção da imprensa falada e escrita, sendo a tentativa de derrubada das árvores, notícia em diferentes meios de comunicação, provocando a ira dos religiosos e a satisfação das turmas dos estagiários. Estes por sua vez, ficaram na berlinda justamente pela decisão, pelo ímpeto e o impulso de tomar a frente de um ato “político-pedagógico” que mudou a maneira de compreender e ver dos estudantes.

Nas diferentes formas de ver o mundo e as situações, foi proporcionado aos estudantes uma nova maneira de posicionar-se com responsabilidade e muita criticidade, pois o ato teve consequências, como diversas conversas, com os estudantes, para entender o que foi feito e porque foi tomada tal medida. Neste sentido, as turmas tornaram-se mais críticas e mostraram um entendimento correto deste ato.

O mais importante é que a figueira continua em pé, dando frutos, sombra e sendo um local de pouso para diferentes aves (como o tucano, sabiás,...) e proporcionando local para que uma diversidade de plantas epífitas se desenvolvam, como orquídeas, samambaias,... Sem deixar de ser um refúgio nos dias de sol escaldante.

Sem dúvida foi um ato em favor da vida vegetal, e por esse motivo valeu todo o sufoco, a ira, a insegurança de tomar ou não a decisão. A figueira continua seu ciclo, e cada dia mais frondosa, mais magnífica.

O “túnel do tempo” não para, explode em velocidade, cresce em conhecimento, aumenta a experiência, facilita a comunicação, estabelece novos desafios, outras maneiras de ver o mundo. Enfim, provoca o amadurecimento coletivo e individual.

 

Claudio Rogério Trindade


A formação Profissional: O curso técnico em Enfermagem

Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.

Fragmento do poema “Cantares” de Antonio Machad.

 

                Era 26 de agosto de 1999. Uma comissão se reúne para elaborar proposta para oferta de cursos técnicos na EFA. Participaram professores da escola, da UNIJUI, da comunidade local. A escola recebeu assessoria da área da economia assim como de carta consulta ao PROEP- Progroma da educação profissional, para criação de cursos nas áreas da saúde. Em 2001, com pioneirismo, ofertamos o Curso Técnico em Enfermagem na cidade de Ijuí. De lá pra cá, 17 anos se passaram e nossas ofertas ampliaram-se e reduziram-se. Chegamos a ter mais de 600 alunos, com a educação básica e a profissional, em Ijui, Três Passos e Santa Rosa com cursos de qualificação e cursos técnicos. Hoje nossa Escola tem cerca de 400 alunos entre estudantes de Ijuí e de Três Passos. em 2011 por ocasião da revista dos 10 anos, o lema era: Há 10 anos construindo caminhos de sucesso. De fato, com o trabalho integrado e coeso com a instituição mantenedora e especialmente com a UNIJUI, nossos alunos e professores tem a ampla oportunidade de acesso aos bens patrimoniais, educativos e culturais. [...] Nesta trajetória a EFA se colocou a ter objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar. O conjunto destas aspirações, bem como os meios para concretizá-las é o que buscamos [...] junto a FIDENE, UNIJUI e parcerias municipais e regionais. (Revista dos 10 anos da Educação profissional/2011, pag. 09)

A EFA trabalha entendendo a complexidade dos saberes e do ensino na perspectiva de formação profissional. Para Edgar Morin,

“Uma cabeça bem feita é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos e, com isso, evitar sua acumulação estéril” (2001, p.24).

De agosto de 2001 a janeiro de 2014 tive o privilégio de trabalhar na EFA como supervisora da Educação Profissional. Foi uma experiência maravilhosa e gratificante. Iniciamos com o Curso Técnico em Enfermagem que se tornou o “carro chefe” da Educação Profissional. Enfrentamos o desafio de implementar uma nova proposta elaborada de acordo com a legislação vigente após a LDBEN de 1996. Para tanto, priorizamos a formação continuada dos professores, desenvolvendo os famosos Ciclos de Estudos de Verão e de Inverno, adequando-os às necessidades pedagógicas e horários dos docentes da Educação Profissional. Expandimos, em 2005, o Curso Técnico em Enfermagem para Três Passos, sob a minha supervisão pedagógica também.  Nesses 12 anos trabalhamos com afinco, assessorando os professores no seu fazer pedagógico, incentivando-os ao estudo e à formação pessoal e profissional, com o propósito de fazer um ensino de qualidade, marca esta da EFA.

Odete Maria Zandoná Schneider. Atuou como Supervisora Escolar da Educação Profissional de 2001 a 2014.

 

Uma grande oportunidade. Como aluna do Curso Técnico em Enfermagem, vejo o curso como uma grande oportunidade para crescimento tanto profissional, como pessoal. Mas tudo isso se dá devido à dedicação dos professores que tem toda a paciência para nos ensinar, bem como os exemplos que eles nos dão em sala de aula, das suas próprias vivências dentro de hospitais e postos de saúde, para que assim possamos ter maior abrangência de como é a rotina quando formos para Estágio e quando nos formar. Agradeço por fazer parte desta história. Parabéns EFA, pelos 50 anos de história!

Jessica Carine Schöninger Aluna do Curso Técnico em Enfermagem- Unidade Profissional de Três Passos

 

Há 16 anos construindo caminhos de Sucesso. Saber, fazer, aprender e levar conhecimento para toda vida, é assim que descrevo o ambiente em que vivo e me realizo profissionalmente, oportunidade de escolha e reconhecimento. Oportunidade de conviver juntamente com pessoas que buscam o conhecimento, onde a essência principal é o cuidado humano. Ensinar, cuidar, promover melhoria na saúde do individuo é o que fizemos acontecer na formação de profissionais de nível médio, oferecer ao mercado de trabalho técnicos de enfermagem capazes de transformar o seu futuro com a vivencia do conhecimento adquirido em todo o curso, melhorando a qualidade de vida dos seres humanos.

Sandra Leticia Righi Furini- Coordenadora Técnica e docente do Curso Técnico em Enfermagem. Enfermeira Intensivista-Especialista em Educação em Saúde, Administração Hospitalar e em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)-Adulta, Pediatrica e Neonatal.

 

Educação profissional: A maturidade da EFA se deu com a ampliação da oferta de ensino básico. Em 2001 a Escola reafirmou seu compromisso com a educação e com a qualificação da comunidade regional, ao implantar o Ensino Técnico. Foram ofertados cursos técnicos: em Enfermagem, em Gestão e Promoção turística, em Desenvolvimento Web e Hipermídia e em Higiene Bucal. Ofereceu inúmeros cursos de qualificação nas áreas da Moda, do Turismo, da Informática e da Saúde. A EFA contribuiu de forma significativa em Ijuí, Três Passos e Santa Rosa. No momento, o ensino técnico está centrado somente em Três Passos, junto ao campus da UNIJUI, em parceria permanente com várias instituições locais e regionais, especialmente com o hospital do município e de Tenente Portela, Postos de Saúde, Prefeitura Municipal e a própria UNIJUI através de sua pró-reitora Fátima Marlise Marroni Rosa Lopes com o Curso Técnico em Enfermagem sob a coordenação técnica da enfermeira Sandra Letícia Righi Furini e a direção da professora Maria do Carmo Pilissão.

O Curso técnico em Enfermagem

Para a enfermeira e docente Sandra Leticia Righi Furini, pensar o curso técnico em enfermagem é pensar nas práticas de cuidado na saúde, é pensar nos diferentes estágios e no desempenho de cada aluno.

Praticar enfermagem é mais do que saber dos conteúdos e conhecimentos da saúde, é mais do que “algo que só se viu nos livros”, é o exercício de sensibilidade e do humanismo de olhar no olho do paciente enfermo, que pede carinho e atenção, ajuda, e a nossa mão. Ser humano que tem medo, medo do desconhecido, medo do que pode acontecer com ele. Pior do que já estar enfermo? Enfermagem é isso, é dedicação, é vivencia, é amor, é paixão pelo que se faz. Enfermagem é a arte do cuidar, é respeito ao próximo, é magia, é saber cuidar, é olhar e entender que no silêncio o paciente fala com você e demostra o que está sentindo, Enfermagem. Mais que cuidar é acalentar e minimizar a dor daquele que só quer o nosso olhar de atenção.

 Ao longo de 12 anos ensinando alunos, também vivi, aprendi e transformei meus ensinamentos, meus cuidados com o outro, aprendi que a vida não é feita de valores financeiros, mas de valores como amor, carinho e atenção para aqueles que mais necessitam, também fomos (o grupo de alunos de estágio) ensinados com os exemplos de vida recebidos de cada paciente, desde o neonato, o lactante, a criança, o jovem, o adulto e os idosos, seres humanos dotados de espíritos de luz que em sua existência precisam se curvar diante da equipe de enfermagem que são os que realizam o cuidado, cuidado esse que encanta, que recebe elogios, agradecimentos através de frutas e chocolates, ou com aquilo que cada um pode oferecer.

 Encantamento pela prática de ensinar alunos do Técnico em Enfermagem, de poder conduzí-los e ensiná-los que enfermagem é cuidado, é organização, é agilidade, é acima de tudo amar a si e ao outro. Enquanto professora de estágio fico feliz de saber que a prática traz e transforma alunos em seres humanos cuidadores de excelência. A EFA proporciona uma prática de estágio voltada para a visão de um todo, mostra que o cuidar do outro está embasado em teorias que comprovam que o toque, o olhar, um sorriso, vale mais do que a aplicação de uma “dipirona endovenosa”, pois a dor nem sempre é física e sim a dor da alma, que trata com uma pitada de amor e dedicação, por isso finalizo com as palavras daquela que tornou a enfermagem uma arte.