Volta às aulas em meio a pandemia é tema de debate no Rizoma

Diante do cenário de incertezas gerado pelo novo coronavírus, o Rizoma Temático desta quinta-feira, dia 25 de fevereiro, foi ao ar pela Unijuí FM com uma discussão sobre a Pandemia e a Volta às Aulas. Para participar deste debate, foram convidados a reitora da Unijuí, professora Cátia Maria Nehring; a titular da 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Eveline Eberle; e o coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação (Smed), José Augusto Fiorin, que expuseram o retorno das atividades após a entrevista concedida pela neurocientista da UFRGS, Mellanie Dutra.

Mellanie não vê como possível um retorno seguro às aulas, em razão da transmissão descontrolada do novo coronavírus neste momento, e em razão de um novo fator, que ainda não se sabe o quanto impactará: as variantes emergentes, como a P1 e P2. “Elas carregam algumas alterações no seu material genético, que é o que chamamos de mutações, que podem estar associadas a um aumento na transmissão”, completou.

A reitora da Unijuí, professora Cátia Nehring, explicou que as instituições de ensino, e especialmente as de ensino superior, estão seguindo as determinações dos governos desde o ano passado, quando a pandemia explodiu. E lembrou que a Portaria 1.038 do Ministério da Educação, de 7 de dezembro de 2020, determina que as aulas retornem no ensino superior a partir de 1º de março. “A comunidade precisa entender que nós, enquanto gestores, estamos fazendo o acompanhamento das decisões, cumprindo com as medidas e, ao mesmo tempo, exercendo nossas funções. Não está sendo um movimento fácil, porque, a cada dia, há um movimento diferente”, afirmou.

Titular da 36ª CRE, Eveline Eberle explicou que cada uma das escolas possui um Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coe) e que toda a rede está preparada para a retomada, atendendo às medidas de segurança. “Existe uma necessidade de retorno. Temos, sim, a pandemia, mas em muitos casos, o estudante está mais protegido dentro da escola, que acaba sendo um ‘cinturão de proteção’ contra casos de violência doméstica e com cuidados de saúde e alimentação”, destacou a coordenadora.

A observação também foi feita por Fiorin, que recordou que a escola tem mais do que a função pedagógica. “Precisamos nos preparar para garantir a segurança dos alunos contra a covid-19, mas também nos preparar para receber estes estudantes, que estão há um ano longe da escola física. Em que condições eles vão voltar? Há casos de depressão, de ansiedade, de violência doméstica”, explicou.

Confira o debate completo no podcast abaixo:

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