Comunidade de Ijuí é beneficiada com pesquisas sobre a saúde da população idosa

Foto ilustrativa: Divulgação do Vestibular Unijuí

          A UNIJUÍ, através de seu processo formativo na Graduação, das pesquisas institucionais e dos projetos de extensão universitária, tem tornado os acadêmicos mais próximos da comunidade, acompanhando as mudanças e buscando desenvolver soluções para problemas ou desafios da sociedade.

          No contexto da pandemia, a área da saúde tem realizado inúmeras ações que resultam em intervenções junto à comunidade, como é o caso dos projetos vinculados à pesquisa institucional “Atenção Integral à Saúde do Idoso”.

          Trata-se de um estudo que acompanha idosos usuários da atenção primária, nos bairros Thomé de Souza e Pindorama, em Ijuí e que tem como objetivo avaliar as condições de saúde da população idosa e propor medidas de promoção à saúde, prevenção de doenças, assistência e reabilitação, na busca da manutenção das capacidades físicas, funcionais e cognitivas na perspectiva de uma velhice com dignidade.

          Natália Carvalho, acadêmica do 10º semestre do curso de Fisioterapia, da Unijuí, desenvolve um dos trabalhos, avaliando os fatores de risco ambientais para quedas em idosos. Ela explica que as quedas são uma grande ameaça ao bem-estar deste público e podem ocasionar consequências temporárias ou permanentes, influenciando na qualidade de vida, independência e autonomia. “Nossa pesquisa conta com uma visita na residência dos idosos para uma breve avaliação na moradia, para identificar fatores de riscos ambientais para quedas. Acreditamos ser muito relevante identificar, avaliar e reconhecer esses fatores e com esse conhecimento as quedas podem diminuir, sendo esse nosso principal objetivo”, divulga, lembrando que a partir deste dados será produzida uma cartilha digital voltada aos cuidados domiciliares para prevenção.

          Ainda focando na saúde dos idosos e que são usuários da atenção primária em saúde de Ijuí, o projeto denominado “Avaliação do risco de fratura por fragilidade óssea em idosos residentes na comunidade” está sendo desenvolvida pela estudante de Fisioterapia, Bruna Meiger, que também é bolsista de Iniciação Científica CNPQ. Através de um instrumento de coleta de dados que visa abordar questões quanto à presença dos fatores de risco para fraturas em idosos, a pesquisa foca no planejamento de ações de prevenção e estratégias de cuidado, conforme explica a estudante. “Com o envelhecimento ocorre a perda de massa óssea, fazendo com que os ossos se tornem mais frágeis e porosos, aumentado o risco de fraturas. Estima-se que essa situação possa piorar nos próximos anos devido à tendência global de envelhecimento da população e pelo aumento da expectativa de vida. Por isso é essencial projetar estratégias e medidas terauticas para limitar essas consequências”.

          Já a pesquisa sobre o “Programa Inovador de Exercício Multicomponente para Idosos no Espaço Domiciliar”, que integra o Trabalho de Conclusão de Curso da acadêmica em Fisioterapia Rúbia de Oliveira Henicka também vai auxiliar na saúde dos idosos ao oferecer uma diretriz para prescrição de exercícios físicos. Segundo ela, o programa utilizado aborda treinamentos voltados ao exercício de força, equilíbrio, marcha, flexibilidade e resistência aeróbica, por meio de exercícios cardiovasculares. “Esse tipo de intervenção tem por objetivo manter constante a capacidade funcional durante o envelhecimento e também possui eficiência para retardar o declínio cognitivo e a depressão, que é bastante frequente nessa população”, resume Rúbia.

          Para saber mais sobre estes projetos que tem intervenção junto à comunidade local, ouça as entrevistas com as acadêmicas, dando o play na playlist abaixo: