Nos anos 90, quando os três Beatles remanescentes começaram a mexer oficialmente no próprio passado, com o projeto Anthology, ficou combinado que a série de relançamentos incluiria três CDs duplos com raridades da história da banda e que cada disco viria com uma música inédita retrabalhada por Paul, George e Ringo. Os volumes 1 e 2 de Anthology seguiram essa premissa (recriando velhas demos de John Lennon como “Free as a Bird” e “Real Love”, em cada disco respectivo), mas o terceiro CD duplo veio sem música inédita. Os três não chegaram a um consenso sobre a música escolhida – entre “Grow Old with Me” e “Now and Then” – e a desculpa oficial dizia respeito à qualidade da gravação. As duas faziam parte de uma fita que Yoko Ono entregou para Paul McCartney que vinha com a anotação “for Paul” (“para Paul”) e talvez indicasse uma possível retomada da parceria da dupla. Gravada no mesmo 1980 em que John Lennon foi assassinado, esta fita nunca veio a público de forma oficial, embora hoje, depois da morte de George Harrison, Paul admita que o guitarrista foi responsável pelo veto da música. E que talvez ele mesmo regrave a canção em um disco próprio, compondo letras para esta que seria a última parceria entre John e Paul. Eis a versão demo de “Now and Then”: E esta regravação, feita por um fã, reúne elementos de outras gravações dos Beatles e circulava como sendo a versão que deveria ter saído no terceiro Anthology. Mas esta versão nunca aconteceu: “Grow Old with Me” também tem uma versão retrabalhada circulando online, que mostraria que os três Beatles gravaram sobre a demo original de John. Mas, da mesma forma, é uma versão feita por fãs, sem nenhum envolvimento dos Beatles. Fonte: Trabalho Sujo |
A banda paulista de rock psicodélico BIKE divulgou na última sexta-feira, o primeiro videoclipe de sua carreira, e a música escolhida para tal foi "A Vida é Uma Raposa", presente em seu álbum de estreia, "1943", lançado em julho deste ano. O vídeo, uma animação em stop motion, Julito Cavalcante (vocal e guitarra), Diego Xavier (guitarra e voz), Gustavo Athayde (bateria e voz) e Hafa Bulleto (baixo e voz) se transformam em guaxinins, gatos e cachorros, cercados de animais marinhos, elefantes e naves espaciais. As ilustrações são de Juli Ribeiro, e edição por Natália Martins – as duas dirigem e roteirizam a produção. Sobre o vídeo, o quarteto comenta:
Tentamos criar um pequeno universo imagético com uma linguagem simples e recursos acessíveis, mas que conversasse com o conceito do álbum e principalmente da faixa. Escolhemos então a técnica de stop motion com desenhos em aquarela. Divertidos e com o aspecto de um universo espacial submerso. Contamos com os poucos recursos que tínhamos e com equipamentos emprestados de amigos queridos." Julito Cavalcante define o disco como uma grande viagem lisérgica. Os nomes do trabalho e da banda, aliás, são inspirados no Dr. Albert Hoffman, médico suíço que criou o LSD, em abril de 1943, e deu uma volta de bicicleta ao tomar a primeira grande dose da substância.
Assista abaixo o clipe de "A Vida É Uma Raposa".
Fonte: Bota Pra Tocar |
Antes dos Ramones e dos Sex Pistols existiu uma banda que foi precursora do que viria a ser o punk, essa banda se chama Death. Talvez a banda nunca chegasse aos ouvidos do público se não fosse por alguns colecionadores de vinil do naipe de Jello Biafra que estavam atrás de alguma coisa nova e se depararam com um vinil da banda cotado em 800 dólares no e-bay, gravações da banda eram tão raras que nem jornalistas especializados na cena punk conheciam o grupo e graças ao acaso eles foram descobertos em meados dos anos 2000 pelas novas gerações. Eu assisti ao documentário que conta as origens da banda e a sua história que daria um filme e já recomendo que assistam A Band Called Death de 2012. Trailer do documentário: O Death foi formado no início dos anos setenta na cidade de Detroid pelos irmãos Hackney, David na guitarra, Bobby no baixo e vocais e Dannis na bateria, naquela época se você era negro e queria ganhar a vida com música tinha que tocar com a Motown, mas os irmãos queriam mesmo era tocar o seu rock n’ roll com influências do The Who e Jimmy Hendrix. O que causava a irritação dos vizinhos e os comentários de que eles estavam fazendo música de branco. O nome Death surgiu após a morte do pai deles em um acidente de carro, David, que era o líder da banda e principal motor criativo, criou o conceito espiritualizado por trás do nome, mas esse nome foi uma das causas do mau recebimento que a banda teve. “Ninguém ia querer ver uma banda chamada Death” era o que diziam os irmãos de David, mas ele se manteve fiel a mensagem que queria passar com a banda e ao que acreditava. Os Death estavam muito a frente do seu tempo e essa foi uma das causas da rejeição que a banda teve. Eles quase chegaram a assinar contrato com uma gravadora com a condição de que mudassem o nome do grupo, mas David se manteve impassível e no fim das contas eles não conseguiram lançar o álbum. No entanto eles ficaram com as fitas masters e lançaram um single de 500 cópias tentando promover a banda com os amigos. Nos anos seguintes eles se mudaram para Vermont e tentaram lançar a banda por lá, quando David começou a colar cartazes com o nome da banda a polícia chegou a pará-lo e falar que eles não queriam gangues na cidade, de novo o nome da banda causou problemas. Eventualmente eles mudaram o nome do grupo para The 4th Movement e gravaram dois discos de rock fortemente influenciados pelo gospel e pela espiritualidade que David trazia, o que também não foi bem recebido pela crítica especializada. Com o tempo a banda acabou se separando, quando David voltou para Detroid seus irmãos continuaram em Vermont e criaram uma vida por lá. Para se manterem fazendo música os dois continuaram ensaiando enquanto aguardavam a volta de David, e como a base era só baixo e bateria eles acabaram se envolvendo com o reggae formando o Lambsbread e foram tocando a vida. Em 2000 David faleceu de câncer no pulmão, mas antes de morrer ele profetizou que um dia o mundo iria atrás da música do Death e pediu que seus irmãos guardassem as fitas masters. Oito anos depois da morte de David um dos filhos de Bobby ouviu uma música com a voz do pai em uma festa de música alternativa que tocava raridades desconhecidas. A partir daí eles se engajaram em espalhar o trabalho da família deles e formaram o Rough Francis, pseudônimo que o seu tio David usava na carreira solo, fazendo um tributo ao Death nos seus shows. Em 2009 o Death finalmente lançou o seu álbum: Death – For the Whole World to See. Trinta e cinco anos depois a banda finalmente recebeu o reconhecimento que merecia e David, visionário que era, previu que isso aconteceria. Seus irmãos ficaram relutantes em voltar com a banda sem David, mas, em honra ao irmão, decidiram seguir em frente com o guitarrista Bobbie Duncan, que tocou com eles no Lambsbread. Mais de três décadas depois eles foram reconhecidos e a sua música foi espalhada graças a internet, que possibilitou as pessoas escolherem o que querem ouvir e tirou das grandes gravadoras esse privilégio. Esse ano o Death lançou um disco novo chamado N.E.W e a banda segue em turnê até que a morte os separe.
Fonte: Vishows |
Após a seleção das 12 redações do concurso “Reescrevendo um Conto Infantil na Perspectiva Ambiental”, atividade que integra o projeto “Ações Sustentáveis nas Escolas: O Rádio como Ferramenta de Educação Ambiental”, a UNIJUÍ FM recebeu alunos, professores e representantes das escolas de Ensino Fundamental que participaram de uma Oficina de Radionovela. A ideia era mostrar aos participantes de que forma um texto é adaptado para o rádio, abordando elementos como linguagem, roteiro, trilha, efeitos sonoros, locução, entonação de voz, recursos de edição, entre outros. Os integrantes das oficinas puderam participar da produção de uma radionovela gravando diálogos e narrações, além de sugerir efeitos e recursos para a adaptação dos textos selecionados. Estiveram presentes na Oficina de Radionovela as escolas: Ijuí, Rui Barbosa, Imeab, Anita Garibaldi, Polivalente, São Geraldo, Joaquim Nabuco, Soares de Barros e Dr. Ruy Ramos. A Rádio UNIJUÍ FM cumpre agora a etapa da transformação dos textos dos alunos em radionovela e na sequência visita novamente as escolas para ouvir o material na companhia dos alunos.
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O cantor e compositor Filipe Catto divulgou recentemente a música Dias e Noites, novo single de Tomada, seu segundo álbum de estúdio. A faixa conta com a produção de Alexandre Kassin e foi lançada em parceria com o projeto Natura Musical. Ela também está disponível para download gratuito no site do projeto. Lançado pela Agência de Música, o projeto inclui ainda a gravação do disco e shows de lançamento, contemplado pelo primeiro edital do Rio Grande do Sul. Fonte: A Gambiarra |
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