Em entrevista, a professora Rosemara Unser, docente do curso de Direito da Unijuí - Campus Santa Rosa, abordou os desafios relacionados ao direito à desconexão diante das transformações provocadas pela tecnologia nas relações de trabalho. Segundo a professora, a hiperconectividade tem tornado cada vez mais tênues os limites entre a jornada profissional, os períodos de descanso e a vida pessoal do trabalhador. A chamada conexão permanente (always-on) permite que empregados e empregadores permaneçam em contato por meio de dispositivos eletrônicos mesmo fora do expediente, criando uma espécie de sobrejornada invisível. O cenário também está relacionado aos impactos do estresse laboral. Dados do International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) apontam que o Brasil é o segundo país com mais casos de Síndrome de Burnout no mundo. Segundo o levantamento, 72% dos trabalhadores sofrem sequelas de estresse laboral e 32% apresentam sintomas de esgotamento emocional crônico. Para Rosemara, o direito à desconexão surge nesse contexto como uma importante ferramenta de proteção à saúde física, mental e existencial do trabalhador. “A tecnologia deve ser uma ferramenta de trabalho, e não um mecanismo de disponibilidade permanente. O trabalhador precisa ter assegurado o seu período de descanso e o direito de usufruir da vida para além das obrigações profissionais”, destaca. A professora explica que, em regra, o trabalhador não é obrigado a responder mensagens, e-mails ou chamados profissionais fora do horário de expediente, já que os períodos de descanso representam momentos de suspensão do contrato de trabalho. Na prática, entretanto, a chamada “tele pressão”, o imediatismo e o receio de retaliações podem fazer com que o empregado permaneça disponível mesmo fora da jornada. De acordo com a docente, o direito à desconexão encontra amparo indireto na Constituição Federal, a partir dos princípios da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e das garantias relacionadas à saúde, ao lazer e à intimidade. No caso dos aplicativos de mensagens, o simples recebimento de uma comunicação fora do expediente não caracteriza, por si só, jornada extraordinária. Porém, quando a mensagem exige resposta imediata ou a realização de uma tarefa, o período pode ser considerado “tempo à disposição do empregador”, conforme o artigo 4º da CLT, podendo gerar o pagamento de hora extra, com acréscimo mínimo de 50%. Registros de conversas, como prints, também podem ter valor probatório na Justiça do Trabalho. A professora Rosemara também chama atenção para as diferenças entre a simples comunicação fora do expediente e o
Em entrevista, a professora Rosemara Unser, docente do curso de Direito da Unijuí - Campus Santa Rosa, abordou os desafios relacionados ao direito à desconexão diante das transformações provocadas pela tecnologia nas relações de trabalho. Segundo a professora, a hiperconectividade tem tornado cada vez mais tênues os limites entre a jornada profissional, os períodos de descanso e a vida pessoal do trabalhador. A chamada conexão permanente (always-on) permite que empregados e empregadores permaneçam em contato por meio de dispositivos eletrônicos mesmo fora do expediente, criando uma espécie de sobrejornada invisível. O cenário também está relacionado aos impactos do estresse laboral. Dados do International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) apontam que o Brasil é o segundo país com mais casos de Síndrome de Burnout no mundo. Segundo o levantamento, 72% dos trabalhadores sofrem sequelas de estresse laboral e 32% apresentam sintomas de esgotamento emocional crônico. Para Rosemara, o direito à desconexão surge nesse contexto como uma importante ferramenta de proteção à saúde física, mental e existencial do trabalhador. “A tecnologia deve ser uma ferramenta de trabalho, e não um mecanismo de disponibilidade permanente. O trabalhador precisa ter assegurado o seu período de descanso e o direito de usufruir da vida para além das obrigações profissionais”, destaca. A professora explica que, em regra, o trabalhador não é obrigado a responder mensagens, e-mails ou chamados profissionais fora do horário de expediente, já que os períodos de descanso representam momentos de suspensão do contrato de trabalho. Na prática, entretanto, a chamada “tele pressão”, o imediatismo e o receio de retaliações podem fazer com que o empregado permaneça disponível mesmo fora da jornada. De acordo com a docente, o direito à desconexão encontra amparo indireto na Constituição Federal, a partir dos princípios da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e das garantias relacionadas à saúde, ao lazer e à intimidade. No caso dos aplicativos de mensagens, o simples recebimento de uma comunicação fora do expediente não caracteriza, por si só, jornada extraordinária. Porém, quando a mensagem exige resposta imediata ou a realização de uma tarefa, o período pode ser considerado “tempo à disposição do empregador”, conforme o artigo 4º da CLT, podendo gerar o pagamento de hora extra, com acréscimo mínimo de 50%. Registros de conversas, como prints, também podem ter valor probatório na Justiça do Trabalho. A professora Rosemara também chama atenção para as diferenças entre a simples comunicação fora do expediente e o
Uma experiência desenvolvida nos meses de julho e agosto aproximou os estudantes dos cursos de Gestão da modalidade EaD da Unijuí da prática da pesquisa científica. A atividade foi realizada nas disciplinas de Projeto Integrador: Introdução à Pesquisa Aplicada e integrou ensino, pesquisa e extensão ao envolver os acadêmicos em todas as etapas de uma investigação sobre valores humanos, atitudes e crenças socioculturais. A pesquisa foi realizada nas regiões de atuação dos campi da Unijuí e dos polos EaD, com entrevistas a 438 pessoas de mais de 50 municípios. Durante o processo, os estudantes tiveram contato com classificação da pesquisa, mensuração, escalonamento, amostragem, elaboração de instrumentos de coleta, aplicação de questionários e análise de dados. Para a investigação, foi utilizado um questionário adaptado do World Values Survey (WVS), estudo internacional que aborda valores humanos e diferentes dimensões da vida social, econômica e cultural. O instrumento contemplou temas como valores sociais, atitudes e estereótipos; raça e gênero; felicidade, bem-estar e trabalho; identidade nacional; ideologia e política; confiança, participação social e organizações voluntárias; valores econômicos, corrupção, ciência e meio ambiente, além de informações sociodemográficas. A partir dos dados coletados, cada acadêmico desenvolveu uma análise com base em diferentes blocos temáticos do questionário, relacionando os resultados aos conhecimentos trabalhados nas disciplinas. Segundo o professor Luciano Zamberlan, responsável pelo Projeto Integrador, a experiência amplia a compreensão dos estudantes sobre o papel da pesquisa. “Quando o estudante participa de todas as etapas, ele deixa de compreender a pesquisa apenas como um conteúdo metodológico e passa a perceber sua utilidade como ferramenta para compreender a realidade, identificar problemas e produzir conhecimento”, destaca. Além do aprendizado metodológico, a atividade contribui para o desenvolvimento de competências como pensamento crítico, capacidade analítica, interpretação de dados, argumentação e tomada de decisão. A realização da pesquisa também aproxima a Universidade das comunidades onde os estudantes estão inseridos, produzindo informações sobre valores, atitudes, percepções e comportamentos da população pesquisada. A iniciativa evidencia, assim, a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Os conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas são aplicados em uma situação concreta, gerando dados e novos conhecimentos que ampliam a compreensão da realidade social. Como etapa final, os estudantes estão elaborando resumos científicos a partir das análises realizadas, seguindo critérios de produção acadêmica. A expectativa é de que os trabalhos possam ser submetidos ao Salão do Conhecimento da Unijuí 2026, proporcionando aos acadêmicos uma primeira experiência com a produção e divulgação científica. A experiência reforça a proposta de formação dos
No próximo dia 11 de setembro, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) completa 36 anos de existência. Sancionado em 1990, pela Lei nº 8.078, o CDC representou uma profunda transformação na forma como as relações de consumo passaram a ser compreendidas e reguladas no país. Passadas mais de três décadas de sua entrada em vigor, caso não tivéssemos o CDC, provavelmente, estaríamos diante de um mercado de consumo mais marcado pela desigualdade entre consumidores e fornecedores, no qual a publicidade poderia encontrar menos limites, as informações essenciais poderiam ser omitidas com maior facilidade e o consumidor, individualmente considerado, teria mais dificuldades para reivindicar seus direitos diante do poder econômico, técnico e informacional das empresas. O CDC partiu de uma premissa fundamental: o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo. Esse princípio, longe de significar fragilidade absoluta ou incapacidade do consumidor, reconhece que, nas relações de consumo, existe uma desigualdade estrutural que precisa ser juridicamente considerada. Afinal, quem adquire um produto ou contrata um serviço, em regra, não possui o mesmo conhecimento técnico, poder econômico ou acesso às informações daquele que o fornece. A partir dessa compreensão, o Código estruturou uma verdadeira Política Nacional das Relações de Consumo, estabelecendo princípios, objetivos e instrumentos voltados à proteção e à defesa do consumidor, sem ignorar a importância dos fornecedores e do desenvolvimento equilibrado do mercado. Também foi a partir desse novo paradigma que se consolidou e fortaleceu, em todo o país, uma ampla rede de proteção e defesa do consumidor, formada por diferentes instituições e órgãos, entre eles os Procons, o Ministério Público, a Defensoria Pública, as entidades civis de defesa do consumidor e o Poder Judiciário, além de estruturas e iniciativas acadêmicas comprometidas com a educação e o tratamento dos conflitos de consumo, como são os Balcões do Consumidor instalados em Universidades. Nesse contexto, ganha relevância o trabalho desenvolvido pelo Balcão do Consumidor da Unijuí, projeto de extensão universitária vinculado ao Curso de Graduação em Direito e desenvolvido a partir de uma rede de cooperação institucional envolvendo o Ministério Público, o Poder Público estadual e municipal e a Universidade. O Balcão atua diretamente no atendimento a consumidores envolvidos em conflitos de consumo, buscando não apenas o tratamento das demandas apresentadas, mas também a prevenção de conflitos e a promoção da educação para o consumo. Por meio de técnicas de negociação e conciliação, procura contribuir para a construção de soluções adequadas e para a
A Unijuí marca presença na 16ª edição da Feira Estadual da Agroindústria Colonial (Fecolônia), que acontece no Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, em Panambi. A Feira teve início nesta quinta-feira, 10 de setembro, e segue até o dia 13, e a Universidade conta com uma programação especial em seu estande. Durante os quatro dias de evento, a Unijuí levará mostra de cursos, fará interações com o público, distribuição de brindes, tira-dúvidas sobre processos seletivos e cursos, além de atividades criativas e outras iniciativas junto ao público que visita a Feira. Visite nosso estande e conheça mais sobre a Universidade.
A Unijuí realizou, de forma inédita, nesta quarta-feira, 9 de setembro, a primeira edição do Profissional do Futuro Unijuí no Campus Panambi. O evento reuniu mais de 225 estudantes, 20 professores e representantes de oito escolas do município. A iniciativa é voltada especialmente aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio e tem como objetivo aproximar os jovens dos cursos de graduação, além de apresentar diferentes possibilidades de formação profissional e de carreira. Conforme a vice-reitora de Graduação, professora Bruna Comparsi, a primeira edição noturna do Profissional do Futuro em Panambi demonstrou a importância de criar diferentes oportunidades para aproximar os jovens da Universidade. “Os estudantes puderam conhecer os cursos da Unijuí por meio de experiências práticas e participativas, com desafios, experimentação e contato direto com professores e acadêmicos. Mais do que apresentar profissões, buscamos despertar a curiosidade dos jovens e contribuir para que façam escolhas mais conscientes sobre seus projetos de futuro. A iniciativa também reforça a importância de ampliar essa experiência aos estudantes do turno da noite”, destaca. Durante o evento, os visitantes conheceram os cursos de graduação oferecidos pela Unijuí, com destaque para aqueles disponíveis no Campus Panambi. A programação contou com oficinas, bate-papos com profissionais, jogos interativos e outras atividades voltadas à experimentação e à descoberta de novas possibilidades, com momentos de integração, lazer e entretenimento. Além da programação em Panambi, o Profissional do Futuro teve início com as edições diurnas realizadas nos campi Ijuí e Santa Rosa. A programação segue com outras três edições noturnas: no Campus Ijuí, em 22 de setembro; no Campus Santa Rosa, em 24 de setembro; e, encerrando a programação, no Campus Três Passos, em 30 de setembro. Anterior Próximo
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