Planetinha 02 - Unijuí
Destaques do Comunic@

O curso de Direito da Unijuí – Campus Santa Rosa promoveu, na noite desta segunda-feira, 24 de agosto, sua aula inaugural, com o tema “O ‘True Crime’ e o fascínio pelo crime: os contrastes entre o cinema e a realidade penal brasileira”. O evento foi realizado na sala A112 e contou com a participação de estudantes do curso de Psicologia. Em sua saudação, a coordenadora do curso de Direito, professora Fernanda Serrer, destacou que a presença de acadêmicos de diferentes cursos amplia e qualifica o debate, uma vez que compreender o crime exige diferentes olhares sobre o ser humano, a sociedade e as instituições. “A nossa aula inaugural nos propõe uma temática extremamente atual: o fenômeno do true crime e o fascínio pelo crime, especialmente os contrastes entre aquilo que o cinema e as séries nos apresentam e a realidade brasileira. O questionamento que fica é: por que o crime nos fascina tanto? Em que momento a curiosidade sobre um fato criminoso se transforma em entretenimento? Na realidade brasileira, o crime produz vítimas, famílias destruídas, vidas interrompidas e também pode revelar as fragilidades e os erros das próprias instituições responsáveis por fazer justiça”, destacou. Para debater o tema, foi convidada a advogada, terapeuta ocupacional e coautora da obra autobiográfica Malleus: Relatos de Injustiça, Tortura e Erro Judiciário, Beatriz Cordeiro Abagge. Ela foi acusada, juntamente com outras pessoas, pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, encontrado em 6 de abril de 1992, no município de Guaratuba, no litoral do Paraná. O corpo da criança apresentava mutilações, e a principal hipótese levantada na época era de que ela teria sido vítima de um ritual satânico. Beatriz e sua mãe, Celina Abagge, estavam entre as pessoas acusadas pelo crime. “Nós sempre lutamos pela verdade. Mas essa busca sempre esbarrava no fascínio que as pessoas tinham pelo crime. É muito mais fácil acreditar no mal do que no bem. Passei 34 anos da minha vida brigando pela minha inocência. Éramos sete acusados, mas muitos não se pronunciaram. Tinham medo. Eu não. Sempre que podia, utilizava a mídia para que o caso voltasse à tona e para provar que as acusações eram infundadas”, relatou Beatriz. Beatriz, sua mãe e outros cinco acusados foram posteriormente inocentados. O caso ganhou novos contornos após a descoberta das fitas originais dos interrogatórios, que evidenciaram a ocorrência de tortura durante os procedimentos de investigação.   Anterior Próximo


O curso de Direito da Unijuí – Campus Santa Rosa promoveu, na noite desta segunda-feira, 24 de agosto, sua aula inaugural, com o tema “O ‘True Crime’ e o fascínio pelo crime: os contrastes entre o cinema e a realidade penal brasileira”. O evento foi realizado na sala A112 e contou com a participação de estudantes do curso de Psicologia. Em sua saudação, a coordenadora do curso de Direito, professora Fernanda Serrer, destacou que a presença de acadêmicos de diferentes cursos amplia e qualifica o debate, uma vez que compreender o crime exige diferentes olhares sobre o ser humano, a sociedade e as instituições. “A nossa aula inaugural nos propõe uma temática extremamente atual: o fenômeno do true crime e o fascínio pelo crime, especialmente os contrastes entre aquilo que o cinema e as séries nos apresentam e a realidade brasileira. O questionamento que fica é: por que o crime nos fascina tanto? Em que momento a curiosidade sobre um fato criminoso se transforma em entretenimento? Na realidade brasileira, o crime produz vítimas, famílias destruídas, vidas interrompidas e também pode revelar as fragilidades e os erros das próprias instituições responsáveis por fazer justiça”, destacou. Para debater o tema, foi convidada a advogada, terapeuta ocupacional e coautora da obra autobiográfica Malleus: Relatos de Injustiça, Tortura e Erro Judiciário, Beatriz Cordeiro Abagge. Ela foi acusada, juntamente com outras pessoas, pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, encontrado em 6 de abril de 1992, no município de Guaratuba, no litoral do Paraná. O corpo da criança apresentava mutilações, e a principal hipótese levantada na época era de que ela teria sido vítima de um ritual satânico. Beatriz e sua mãe, Celina Abagge, estavam entre as pessoas acusadas pelo crime. “Nós sempre lutamos pela verdade. Mas essa busca sempre esbarrava no fascínio que as pessoas tinham pelo crime. É muito mais fácil acreditar no mal do que no bem. Passei 34 anos da minha vida brigando pela minha inocência. Éramos sete acusados, mas muitos não se pronunciaram. Tinham medo. Eu não. Sempre que podia, utilizava a mídia para que o caso voltasse à tona e para provar que as acusações eram infundadas”, relatou Beatriz. Beatriz, sua mãe e outros cinco acusados foram posteriormente inocentados. O caso ganhou novos contornos após a descoberta das fitas originais dos interrogatórios, que evidenciaram a ocorrência de tortura durante os procedimentos de investigação.   Anterior Próximo


Ao longo do mês de agosto, a Unijuí integrou a programação do Agosto Lilás em Santa Rosa, campanha nacional de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Em parceria com a Assessoria de Políticas para as Mulheres, vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, a Universidade participou de diferentes atividades realizadas em grupos, clubes de mães e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. A programação contou com a participação de professores de diferentes áreas da Universidade, levando conhecimento, orientação e momentos de acolhimento para mulheres de diferentes comunidades. As ações reforçaram a importância da informação, do autocuidado, da promoção da saúde e do conhecimento sobre os direitos das mulheres como ferramentas para o fortalecimento e o enfrentamento de situações de violência. As atividades iniciaram no dia 5 de agosto, com o Grupo do Amor, na Timbaúva. Na oportunidade, a professora Cleide Vieira conduziu a oficina “Equilíbrio e Vitalidade: Estratégias Práticas de Autocuidado”, enquanto a professora Eloísa Bohrer desenvolveu a oficina de dança circular “Corpos em Roda, Mulheres em Rede”, proporcionando um momento de cuidado, movimento e integração. Na sequência, o curso de Direito foi representando pelas professoras Rosemara Unser e Fernanda Serrer, que estiveram em diferentes espaços do município com a atividade “Mulheres que se Fortalecem: Conhecer para Romper o Ciclo da Violência”. As ações foram realizadas no Clube de Mães Lar Esperança, no bairro Jardim Petrópolis; no CRAS Aldi Pedro Brandão; e, encerrando a participação da Universidade na programação, nesta segunda-feira, 24 de agosto, no CRAS Vó Maria Pedrazza. Os encontros abordaram a importância do conhecimento sobre direitos e dos caminhos para romper o ciclo da violência. A programação também contemplou a saúde da mulher. No dia 19 de agosto, as professoras Cassiana Siebert e Bruna Xavier conduziram, no Clube de Mães Fraternidade, a atividade “Saúde da Mulher em Foco: seu melhor cuidado começa por você”. O encontro trouxe orientações sobre exames de rotina e uso racional de medicamentos, reforçando a importância da prevenção e do cuidado contínuo com a saúde. Para a coordenadora da Unijuí – Campus Santa Rosa, professora Taciana Paula Enderle, a participação na campanha representa o compromisso da Universidade em colocar o conhecimento produzido dentro da instituição a serviço da comunidade. “Por meio da atuação de nossos professores, conseguimos levar informação, cuidado e conhecimento para diferentes espaços de Santa Rosa, fortalecendo essas mulheres e contribuindo para que conheçam seus direitos e os caminhos para buscar


O Auditório da Unijuí, no Campus Três Passos, recebeu na última sexta-feira, dia 21 de agosto, o 5º Sarau Cultural, evento que reuniu diferentes linguagens artísticas em uma única noite. Com o tema "Um palco com múltiplas expressões culturais", a programação teve entrada gratuita e contou com casa cheia, reunindo estudantes e comunidade em geral. Entre as atrações da noite estiveram a apresentação da Banda Equalize, do Projeto Cante e Encante, a peça teatral "Thiltapes: Volta ao Mundo" e uma mostra de artes, que juntas compuseram uma programação diversa e voltada a públicos de diferentes idades e interesses. Na abertura do evento, o coordenador do campus, professor André Giovane de Castro,  destacou a importância da parceria entre a universidade, a Casa de Cultura Professor Orestes Luiz Colombo e a Prefeitura Municipal de Três Passos na realização do Sarau. Em sua fala, a representação da instituição lembrou que a Unijuí está prestes a completar 70 anos de existência, sendo 34 deles de presença consolidada em Três Passos, e reforçou que iniciativas como essa nascem do compromisso da universidade com a comunidade regional. "Quando nós, enquanto universidade, juntamente com o poder público municipal, por meio da Casa de Cultura, produzimos este evento, nós estamos efetivamente construindo algo que se destina à nossa comunidade", afirmou.     Anterior Próximo


O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD) da Unijuí, a partir do curso de Doutorado em Direitos Humanos, promoveu a aula inaugural aberta do seminário “Circuitos do Feminicídio e das Violências de Gênero: cenários, desafios e enfrentamento nos 20 anos da Lei Maria da Penha”. A atividade contou com a participação da professora Alice Bianchini, que é uma das principais referências nacionais nos estudos e na atuação jurídica relacionados à violência contra as mulheres. Na conferência “Avanços e compromissos nos 20 anos da Lei Maria da Penha”, Alice Bianchini abordou as transformações produzidas pela Lei nº 11.340/2006, os desafios que permanecem para sua efetivação e os compromissos que devem orientar o Estado, o sistema de Justiça, as políticas públicas, as universidades e a sociedade no enfrentamento às violências de gênero.  A aula foi aberta à comunidade acadêmica, aos profissionais que atuam nas redes de atendimento e proteção, aos integrantes do sistema de Justiça e da segurança pública, aos movimentos sociais e a todas as pessoas interessadas no tema. O seminário, ministrado pelas professoras doutoras Joice Graciele Nielsson e Joana Mattia, conta com o apoio do Grupo de Pesquisa Biopolítica e Direitos Humanos da Unijuí. A programação seguirá até o mês de novembro e contará com diversas aulas abertas, sempre com a participação de pesquisadoras convidadas de reconhecida trajetória no cenário nacional. Em cada encontro, serão debatidos diferentes aspectos da prevenção e do enfrentamento às violências de gênero, promovendo a aproximação entre a produção científica, a experiência institucional, as políticas públicas e as práticas desenvolvidas pelas redes de proteção. A proposta é oferecer à comunidade acadêmica e ao público externo um espaço qualificado e permanente de formação, reflexão crítica e construção de estratégias para o enfrentamento das violências contra as mulheres.A realização do seminário assume especial relevância em 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa duas décadas. Reconhecida como um marco jurídico e político na proteção dos direitos humanos das mulheres, a legislação contribuiu para tornar visível a violência doméstica e familiar, ampliar os mecanismos de proteção e estabelecer responsabilidades para o poder público e para a rede de atendimento.  Os 20 anos da lei constituem, ao mesmo tempo, um momento de reconhecimento das conquistas alcançadas e de avaliação crítica dos desafios ainda existentes. A persistência dos feminicídios, das diferentes formas de violência de gênero e das dificuldades de acesso à proteção demonstra que a existência de uma legislação avançada precisa


A exposição “Mulheres do Titanic - Figurino, Pesquisa e Recriação de uma Época”, do Designer de Moda e Artista Visual Dener Dalla-Rosa, chega ao Museu Antropológico Diretor Pestana (MADP) nesta terça-feira, 25. A mostra permanece aberta à visitação até 18 de setembro e, posteriormente, deverá circular por outros espaços da cidade, a serem divulgados. A exposição integrou a programação do Campus Fashion, promovido pela Rádio UNIJUÍ FM, na noite de abertura da edição 2026, quando o público também conferiu a palestra Pós-NRF. Moda, cultura, pesquisa e diferentes formas de expressão artística marcam a proposta do evento. A exposição ganhou vida a partir de uma pergunta do artista: “como nasce um figurino de época?” A partir dela, Dener apresenta croquis inspirados em mulheres reais que viajaram a bordo do RMS Titanic, em 1912. O trabalho combina pesquisa histórica, documentação, biografias e referências da moda do início do século XX para transformar informações sobre estas personagens em propostas de figurino. O ponto de partida para o desenvolvimento do projeto foi o livro Titanic – Minuto a Minuto, de Jonathan Mayo, que reconstrói as últimas horas do navio a partir das histórias de seus passageiros. Com base nas narrativas, o artista aprofundou a pesquisa sobre a vida, a personalidade e o contexto social de algumas passageiras da primeira classe. Mais do que reproduzir peças utilizadas naquele período, os desenhos procuram imaginar como essas mulheres poderiam ter se vestido em diferentes momentos da viagem, levando em consideração seus gostos, posições sociais e identidades. Entre os trabalhos estão propostas de trajes de embarque, vestidos para chás, roupas de passeio e vestidos de gala, desenvolvidos a partir das silhuetas, materiais, cores e códigos de elegância característicos do período. A exposição também apresenta ao público uma etapa pouco conhecida do trabalho de criação de figurinos: o processo de pesquisa que antecede a confecção de uma peça. Os croquis demonstram como documentos históricos e informações biográficas podem ser transformadas em criação artística, resultando em interpretação do passado baseada em referências e evidências. Formado em Design de Moda pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) em 2017, Dener Dalla-Rosa atua como Designer, Artista Visual, pesquisador independente e Diretor Cultural da Associação de Artistas Visuais de Ijuí (AAVI). Seu trabalho reúne moda, história, arte, mitologia e patrimônio cultural, com pesquisas voltadas especialmente à Belle Époque, à moda do início do século XX, à história LGBTQIA+, à mitologia e à cultura material. Como desenhista de


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