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Professores usam tecnologias e criatividade para adaptar o ensino durante a pandemia

                 

Imagem de uma transmissão feita diretamente do Laboratório de Análise de Sementes

O ensino durante a pandemia, que ocorreu neste primeiro semestre aos estudantes dos cursos presenciais de graduação, aos alunos da EFA e também aos estudantes de Pós-Graduação, por meio de ferramentas online, foi muito desafiador. Por isso, muitos professores buscaram usar da criatividade para criar alternativas e apresentar novas ferramentas, tudo isso com o objetivo de garantir a qualidade já desenvolvida na formação.

Para a presidente da Fidene e Reitora da Unijuí, professora Cátia Nehring, a adaptação e a criatividade dos docentes na utilização das ferramentas online de ensino são uma das marcas deste semestre. “O trabalho a partir do uso das tecnologias exigiu muito de todos os professores, que trabalharam com qualidade, empenho e organização de grupos e de ajuda mútua”, afirma. Ela percebe que, mesmo com o cansaço provocado por essas mudanças, os professores conseguiram aprender, colaborar e ensinar e afirma que essas ferramentas vieram para ficar, pois foram efetivas para melhorar a intervenção pedagógica. “O que marca esse semestre é que não teve um professor que não planejou novamente a sua intervenção. Usar a tecnologia exige isso, mas ela é um instrumento, ela não substitui o professor, ela não substitui a mediação do professor, e principalmente a intencionalidade desse professor”, conclui.

Vamos relembrar alguns exemplos, dentre tantos que foram utilizados na Instituição, em todos os níveis de ensino:

No Centro de Educação Básica Francisco de Assis - EFA, o professor de História, Gian Ruschel, utilizou um jogo de videogame para explicar alguns conceitos da Primeira Guerra Mundial. Ao vivo ele explorou, pelo Youtube, a temática da “histórias de guerra”, em especial da 1ª Guerra Mundial, jogando um conhecido game, o Battlefield One. Assim, ele explorou diferentes facetas do conflito mundial a partir da visão de personagens fictícios, utilizando de tecnologias como aviões, tanques e armas para participar das trincheiras da Primeira Guerra, além de realizar missões no deserto com personagens como Lawrence da Arábia. “Os jogos são riquíssimos em possibilidades de aprendizagem. Hoje eles possibilitam não só uma brincadeira, mas uma imersão em um universo que é cuidadosamente preparado para fazer com que o jogador se sinta na pele do(s) personagem(s). Além disso, são produzidos com grandes equipes focadas na questão artística, cultural, social e histórica”, afirma.

                 

Na Universidade, o professor de Agronomia e do Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade, cursos vinculados ao Departamento de Estudos Agrários (DEAg), Roberto Carbonera, realizou, ao vivo, a primeira transmissão de imagens diretamente do Laboratório de Análise de Sementes. De acordo com ele, foram recebidos recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, a partir do Projeto do Centro de Inovação Tecnológica em Produção e Saúde Animal, com os quais foram adquiridos um estereomicroscópio e uma câmera para captar e transmitir as imagens para o computador.Foi possível transmitir imagens de patógenos, fungos que provocam doenças em sementes e que podem ser transmitidas para as lavouras, bem como imagens de sementes analisadas pelo teste de tetrazólio, plântulas normais e anormais, além de imagens de sementes de diferentes espécies que são estudadas nas análises de pureza”, explica.

Segundo o professor, a ideia surgiu a partir da dificuldade de realizar aulas práticas - em razão dos Decretos específicos que regulamentam o distanciamento social durante a pandemia - na disciplina de Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas. “Em um primeiro momento, a equipe do laboratório gravou pequenos vídeos com a rotina do laboratório, que inclui recebimento, homogeneização, preparo e divisão de amostras, realização da análise de pureza, germinação, vigor, teste de tetrazólio e análise de sanidade de sementes. Diante da dificuldade de fazer as aulas presenciais com 32 estudantes, utilizamos os recursos de transmissão online”, conclui. A experiência, além de nova, foi muito bem recebida pelos estudantes, que, segundo o professor, avaliaram a aula como muito positiva.

Por Manuela Joana Engster, acadêmica de Jornalismo e estagiária da Agência Experimental Usina de Ideias

 


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