
O Museu Antropológico Diretor Pestana (Madp), por meio da Associação de Amigos do Museu Antropológico Diretor Pestana (AAMADP), leva ao Paraná a exposição "Saberes e Sabores – Memórias Alimentares Tradicionais de Comunidades do Noroeste do Rio Grande do Sul". A mostra foi inaugurada no dia 10 de setembro, na Casa da Cultura Góes Artigas, em Inácio Martins (PR), onde permanecerá aberta à visitação até 10 de outubro.
A itinerância integra o projeto "Patrimônio à Mesa – Itinerância da Exposição Saberes e Sabores em Inácio Martins/PR", contemplado pelo Edital Sedac nº 06/2026 – FAC RS Mobilidade, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa é realizada pelo Madp e AAMADP em parceria com a Casa da Cultura Góes Artigas e o Centro de Desenvolvimento e Educação dos Sistemas Tradicionais de Erva-mate (CEDErva).
A chegada da exposição a Inácio Martins cria um espaço de encontro em torno da alimentação, das memórias e dos saberes tradicionais, aproximando instituições e públicos de diferentes territórios e estimulando a troca de conhecimentos sobre as práticas culturais relacionadas aos alimentos.
"Inácio Martins integra o território do Sipam Erva-mate, sistema reconhecido pela FAO como patrimônio agrícola de importância mundial, onde cerca de 400 famílias produzem erva-mate sob a araucária. A exposição chega, portanto, a uma comunidade que já sustenta um sistema alimentar tradicional reconhecido internacionalmente. O intercâmbio se dá entre dois territórios que preservam saberes equivalentes", afirma Laureen Silva, presidente do CEDErva.
Produzida pelo Madp, a exposição apresenta memórias alimentares de comunidades do Noroeste do Rio Grande do Sul e evidencia como os modos de preparar, produzir, compartilhar e transmitir conhecimentos relacionados à alimentação fazem parte do patrimônio cultural. Fotografias, objetos, registros e conteúdos expositivos revelam práticas que atravessam gerações e ajudam a compreender as relações entre alimentação, memória, identidade e território.
A abertura, no dia 10 de setembro, será marcada por uma programação que amplia a experiência de visita à exposição. A partir das 9h, o público será recebido com café da manhã e degustação de preparações tradicionais, seguido da abertura oficial e de uma visita mediada à mostra. A programação também contará com a roda de conversa "Memórias alimentares, patrimônio e território", almoço compartilhado, oficina educativa "Bingo do Patrimônio: Saberes, Sabores e Memórias" e café da tarde com degustação, encerrando-se às 17h15.
A circulação da exposição amplia a visibilidade do trabalho desenvolvido pelo Madp nas áreas de pesquisa, preservação e difusão do patrimônio cultural. O encontro em Inácio Martins permite que as experiências registradas pelo Museu sejam conhecidas por um novo público e favorece o diálogo com os conhecimentos e práticas culturais presentes no Paraná, levando para além do Rio Grande do Sul uma produção museológica dedicada às memórias e aos saberes que constituem a diversidade cultural brasileira.
A exposição "Saberes e Sabores – Memórias Alimentares Tradicionais de Comunidades do Noroeste do Rio Grande do Sul" poderá ser visitada na Casa da Cultura Góes Artigas, em Inácio Martins, até 10 de outubro de 2026.
Serviço
Exposição: Saberes e Sabores – Memórias Alimentares Tradicionais de Comunidades do Noroeste do Rio Grande do Sul
Abertura: 10 de setembro de 2026, das 9h às 17h15
Local: Casa da Cultura Góes Artigas – Inácio Martins/PR
Visitação: até 10 de outubro de 2026
Realização: AAMADP/Madp, Casa da Cultura Góes Artigas e CEDErva
Projeto: Patrimônio à Mesa – Itinerância da Exposição Saberes e Sabores em Inácio Martins/PR


A Unijuí participou, neste sábado, dia 12 de setembro, da 10ª Corrida e 6ª Caminhada do Coração, realizada pelo Hospital de Clínicas Ijuí (HCI), no Complexo Poliesportivo de Ijuí. A iniciativa reuniu participantes em dois percursos, de 3 quilômetros para a corrida e 1 quilômetro para a caminhada, com o objetivo de incentivar a prática de atividades físicas como forma de prevenção às doenças cardiovasculares e promoção da saúde.
Como apoiadora do evento, a Unijuí esteve presente com ações voltadas à saúde e ao bem-estar dos participantes. Acadêmicos e professores do curso de Enfermagem realizaram testes de glicemia. Antes da largada, o curso de Educação Física também conduziu exercícios de alongamento e preparação para a atividade.
A programação contou ainda com a participação do reitor da Unijuí, professor Dieter Siedenberg, que esteve presente na entrega das medalhas aos participantes.


A Unijuí lançou nesta segunda-feira, 14 de setembro, o processo seletivo para os cursos de Mestrado e Doutorado com ingresso em 2027. Com o tema “O pensar é ver além”, a campanha busca conectar conhecimento, prática e novas perspectivas, incentivando a formação acadêmica e a produção de conhecimentos capazes de contribuir para a transformação da realidade.
A Universidade conta com Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, com inscrições já abertas em diferentes áreas do conhecimento, voltados a profissionais que desejam ampliar sua formação e atuação acadêmica e profissional. O Mestrado é destinado a graduados que buscam aprofundar conhecimentos e desenvolver pesquisas em uma área específica, enquanto o Doutorado representa uma etapa mais avançada da investigação científica, com foco na produção de conhecimentos originais e inovadores.
Para o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Daniel Knebel Baggio, a Pós-Graduação Stricto Sensu representa uma continuidade da formação acadêmica, mas também uma oportunidade de estabelecer uma relação mais ampla com a pesquisa e com os diferentes campos de atuação profissional. “O Mestrado e o Doutorado são importantes para o egresso, porque permitem a especialização em um determinado conhecimento, relacionando teoria e prática e estabelecendo uma relação mais avançada com a universidade, com o mercado e com a área de estudo”, destaca.
Segundo o professor, além da formação acadêmica, os programas de Pós-Graduação têm ampliado a atenção para o impacto das pesquisas desenvolvidas e sua contribuição para a sociedade. Essa perspectiva está diretamente relacionada ao conceito de “pensar além” proposto pela campanha. “Os programas de Mestrado e Doutorado estão cada vez mais preocupados com impacto. O pensar além da nossa campanha leva a isso: impactar, pensar em um mundo melhor, refletir sobre esse mundo que queremos e sobre como podemos contribuir para isso a partir dos estudos que desenvolvemos”, explica.
A Unijuí possui programas de Pós-Graduação com cursos de Mestrado e Doutorado recomendados pela Capes. Os programas constituem um espaço consolidado de formação acadêmica e científica de alto nível na região Noroeste do Rio Grande do Sul. Para o processo seletivo 2027, estão disponíveis os cursos de Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos, Educação nas Ciências, Atenção Integral à Saúde, Desenvolvimento Regional e Modelagem Matemática e Computacional. Também está disponível o curso de Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade.
Cada Programa de Pós-Graduação possui critérios específicos para o processo seletivo, que podem envolver etapas como análise de projeto de pesquisa, entrevista e apresentação de memorial acadêmico. Os procedimentos buscam conhecer os candidatos, seus interesses de pesquisa e as linhas de estudo que pretendem desenvolver ao longo da formação. Mais informações acesse www.unijui.edu.br/estude/mestrado-e-doutorado.

A Unijuí, por meio da Coordenação da Comissão Própria de Avaliação (CPA) e do Setor de Regulação, esteve representada nesta semana em uma reunião que marcou a retomada oficial do Programa de Avaliação Institucional das Universidades Comunitárias Gaúchas (Paiung). O encontro reuniu representantes de instituições comunitárias e reforçou o Programa como espaço de cooperação, interlocução e compartilhamento de experiências entre as CPAs e os procuradores institucionais.
Durante a reunião, o coordenador do Paiung, Marcos Casa, apresentou a proposta de retomada do histórico programa de autoavaliação das instituições comunitárias, onde resgatou a trajetória de atuação conjunta e propôs a construção de uma agenda de trabalho voltada a pautas de interesse comum das Instituições de Ensino Superior (IES). Entre as possibilidades discutidas, está a realização de encontros presenciais com a participação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ampliando a interlocução das instituições comunitárias com o órgão responsável pelos processos avaliativos.
Um dos temas centrais do encontro foi as mudanças nos instrumentos e procedimentos de avaliação da Educação Superior e a preparação das instituições diante das novas diretrizes. Os participantes compartilharam experiências, dúvidas e iniciativas que vêm sendo desenvolvidas para acompanhar esse processo.
As discussões evidenciaram que ainda existem questões em definição relacionadas à implementação dos novos instrumentos de avaliação, à formação dos avaliadores, ao novo formulário de autoavaliação institucional, à operacionalização dos sistemas e à avaliação por áreas. Também foram debatidos aspectos relacionados à atuação das CPAs, à abordagem dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à organização das evidências que deverão subsidiar os processos avaliativos.
Diante desse cenário, as instituições participantes relataram iniciativas de preparação, como a revisão de seus Planos de Desenvolvimento Institucional (PDIs), de processos internos e indicadores, além da organização das evidências institucionais. O compartilhamento dessas experiências reforçou a importância da atuação articulada das IES comunitárias diante das mudanças em curso na avaliação da Educação Superior.
Para a coordenadora da CPA da Unijuí, Magna Dalla Rosa, a retomada do Paiung fortalece um espaço historicamente relevante para a autoavaliação das instituições comunitárias e amplia as possibilidades de diálogo, troca de experiências e construção conjunta de estratégias para o acompanhamento das políticas e dos processos nacionais de avaliação.
A Universidade seguirá participando das discussões e dos encaminhamentos do Paiung, acompanhando as novas definições do Inep e do Ministério da Educação e contribuindo para o fortalecimento dos processos de avaliação institucional.

A Unijuí participa neste sábado, dia 12 de setembro, da 10ª Corrida e 6ª Caminhada do Coração. O evento tem como objetivo incentivar a prática de atividades físicas como forma de prevenção a doenças cardiovasculares e de promoção da saúde.
Com participação livre, a programação contará com dois percursos: corrida de 3 km e caminhada de 1 km. A largada será no Complexo Poliesportivo de Ijuí, a partir das 15h. Os participantes devem chegar com uma hora de antecedência para realizar o check-in.
O evento é uma realização do Hospital de Clínicas Ijuí (HCI). Como apoiadora, a Unijuí estará presente com ações de orientação, aferição da pressão arterial e testes de glicemia, realizadas pelo curso de Enfermagem, além de exercícios de alongamento antes da prova, conduzidos pelo curso de Educação Física.


Com a proposta de atender ao crescimento da instituição, aos novos cursos e aos cursos da área da Saúde da Universidade, possibilitando maior infraestrutura e espaço para as aulas e práticas acadêmicas, a Unijuí deu início às obras de ampliação estrutural do Complexo 2 da Saúde. O novo prédio será construído junto ao atual prédio do complexo, na rua Professor Waldir Bussmann, no campus Ijuí, e terá área de aproximadamente 2 mil metros quadrados.
A estrutura contará com novas salas de aula, espaços de convivência, auditório e laboratórios de prática, que serão utilizados por estudantes dos cursos atuais e novos que serão abertos nos próximos anos.
A ampliação contará com diversas etapas de execução, que iniciam com terraplenagem, fundação, estrutura, telhado e acabamentos. Neste momento, cada uma das etapas está em fase de orçamento para a sua viabilização. A intenção com a ampliação é atender o crescimento da Instituição
“O novo prédio qualificará a estrutura já existente, possibilitando a concentração de atividades de ensino, pesquisa e convivência na área da saúde. A obra também evidencia o compromisso e a capacidade institucional com uma oferta de ensino e serviço de alta qualidade. Estamos demonstrando mais uma vez que a Unijuí foi, de fato, a melhor escolha possível para oferta do curso de Medicina e tem condições de contribuir de forma substantiva e efetiva no desenvolvimento social da região”, destaca o reitor da Unijuí, professor Dieter Rugard Siedenberg.
A nova estrutura se juntará ao prédio atual, também com cerca de 2 mil metros quadrados, que foi inaugurado em 2020, correspondente à primeira etapa da obra, a qual teve valor estimado em investimento de mais de R$ 8 milhões entre infraestrutura e equipamentos. Esta estrutura conta com um conjunto de laboratórios e salas, equipados com equipamentos de alta tecnologia de simulação realística, e é utilizado pelos estudantes dos cursos da Saúde da Universidade, em especial de Medicina.

Em entrevista, a professora Rosemara Unser, docente do curso de Direito da Unijuí - Campus Santa Rosa, abordou os desafios relacionados ao direito à desconexão diante das transformações provocadas pela tecnologia nas relações de trabalho. Segundo a professora, a hiperconectividade tem tornado cada vez mais tênues os limites entre a jornada profissional, os períodos de descanso e a vida pessoal do trabalhador.
A chamada conexão permanente (always-on) permite que empregados e empregadores permaneçam em contato por meio de dispositivos eletrônicos mesmo fora do expediente, criando uma espécie de sobrejornada invisível. O cenário também está relacionado aos impactos do estresse laboral. Dados do International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) apontam que o Brasil é o segundo país com mais casos de Síndrome de Burnout no mundo. Segundo o levantamento, 72% dos trabalhadores sofrem sequelas de estresse laboral e 32% apresentam sintomas de esgotamento emocional crônico.
Para Rosemara, o direito à desconexão surge nesse contexto como uma importante ferramenta de proteção à saúde física, mental e existencial do trabalhador. “A tecnologia deve ser uma ferramenta de trabalho, e não um mecanismo de disponibilidade permanente. O trabalhador precisa ter assegurado o seu período de descanso e o direito de usufruir da vida para além das obrigações profissionais”, destaca. A professora explica que, em regra, o trabalhador não é obrigado a responder mensagens, e-mails ou chamados profissionais fora do horário de expediente, já que os períodos de descanso representam momentos de suspensão do contrato de trabalho. Na prática, entretanto, a chamada “tele pressão”, o imediatismo e o receio de retaliações podem fazer com que o empregado permaneça disponível mesmo fora da jornada.
De acordo com a docente, o direito à desconexão encontra amparo indireto na Constituição Federal, a partir dos princípios da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e das garantias relacionadas à saúde, ao lazer e à intimidade. No caso dos aplicativos de mensagens, o simples recebimento de uma comunicação fora do expediente não caracteriza, por si só, jornada extraordinária. Porém, quando a mensagem exige resposta imediata ou a realização de uma tarefa, o período pode ser considerado “tempo à disposição do empregador”, conforme o artigo 4º da CLT, podendo gerar o pagamento de hora extra, com acréscimo mínimo de 50%. Registros de conversas, como prints, também podem ter valor probatório na Justiça do Trabalho.
A professora Rosemara também chama atenção para as diferenças entre a simples comunicação fora do expediente e o regime de sobreaviso, previsto na Súmula 428 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Para caracterizá-lo, é necessária a existência de restrição da liberdade de locomoção por meio de escala organizada de plantão e prontidão imediata. A simples inclusão em grupos corporativos ou o recebimento de mensagens informativas, portanto, não é suficiente.
Ela destaca ainda que a Lei nº 14.442/2022 estabelece que o uso de meios telemáticos fora da jornada habitual de teletrabalho não constitui, automaticamente, tempo à disposição. Ainda assim, situações de exigência tácita de disponibilidade contínua vêm sendo analisadas pela Justiça do Trabalho. Em decisão da Terceira Turma do TST, por exemplo, a Telefônica Brasil S.A. foi condenada por cobrança de metas via WhatsApp fora do expediente. Na ocasião, o ministro relator Alexandre Agra Belmonte destacou que essas abordagens invadem a privacidade e podem gerar ansiedade e insegurança, reconhecendo o dano moral presumido.
A interferência no período de férias também pode gerar consequências trabalhistas. Conforme explica Rosemara, quando o trabalhador é acionado durante o descanso, pode haver violação do artigo 134 da CLT, com possibilidade de pagamento de horas extras, invalidação do período de repouso, concessão em dobro e indenização. Em situações mais graves, quando a interferência do trabalho compromete relações familiares, sociais e projetos pessoais, pode ser caracterizado o dano existencial. Em um caso analisado pela 7ª Turma do TST, um analista da HP acionado constantemente durante as noites recebeu indenização de R$ 25 mil. Atualmente, porém, existe controvérsia jurisprudencial sobre o tema. Enquanto decisões regionais reconhecem o dano existencial presumido diante de jornadas extenuantes, o TST entende ser necessária a comprovação concreta do prejuízo às relações sociais do empregado.
Como perspectiva de mudança, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 4.044/2020, que busca regulamentar formalmente o direito à desconexão no país, estabelecendo limites para comunicações telemáticas e medidas específicas para períodos de férias e teletrabalho. Até a aprovação de uma legislação específica, a professora ressalta que as organizações podem adotar medidas preventivas, como códigos de uso responsável de aplicativos, orientação de gestores e garantia da voluntariedade na participação em grupos corporativos. “Preservar o tempo de descanso também significa reconhecer que o trabalhador possui uma vida para além do ambiente profissional”, conclui.

Uma experiência desenvolvida nos meses de julho e agosto aproximou os estudantes dos cursos de Gestão da modalidade EaD da Unijuí da prática da pesquisa científica. A atividade foi realizada nas disciplinas de Projeto Integrador: Introdução à Pesquisa Aplicada e integrou ensino, pesquisa e extensão ao envolver os acadêmicos em todas as etapas de uma investigação sobre valores humanos, atitudes e crenças socioculturais.
A pesquisa foi realizada nas regiões de atuação dos campi da Unijuí e dos polos EaD, com entrevistas a 438 pessoas de mais de 50 municípios. Durante o processo, os estudantes tiveram contato com classificação da pesquisa, mensuração, escalonamento, amostragem, elaboração de instrumentos de coleta, aplicação de questionários e análise de dados.
Para a investigação, foi utilizado um questionário adaptado do World Values Survey (WVS), estudo internacional que aborda valores humanos e diferentes dimensões da vida social, econômica e cultural. O instrumento contemplou temas como valores sociais, atitudes e estereótipos; raça e gênero; felicidade, bem-estar e trabalho; identidade nacional; ideologia e política; confiança, participação social e organizações voluntárias; valores econômicos, corrupção, ciência e meio ambiente, além de informações sociodemográficas.
A partir dos dados coletados, cada acadêmico desenvolveu uma análise com base em diferentes blocos temáticos do questionário, relacionando os resultados aos conhecimentos trabalhados nas disciplinas. Segundo o professor Luciano Zamberlan, responsável pelo Projeto Integrador, a experiência amplia a compreensão dos estudantes sobre o papel da pesquisa. “Quando o estudante participa de todas as etapas, ele deixa de compreender a pesquisa apenas como um conteúdo metodológico e passa a perceber sua utilidade como ferramenta para compreender a realidade, identificar problemas e produzir conhecimento”, destaca.
Além do aprendizado metodológico, a atividade contribui para o desenvolvimento de competências como pensamento crítico, capacidade analítica, interpretação de dados, argumentação e tomada de decisão. A realização da pesquisa também aproxima a Universidade das comunidades onde os estudantes estão inseridos, produzindo informações sobre valores, atitudes, percepções e comportamentos da população pesquisada.
A iniciativa evidencia, assim, a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Os conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas são aplicados em uma situação concreta, gerando dados e novos conhecimentos que ampliam a compreensão da realidade social.
Como etapa final, os estudantes estão elaborando resumos científicos a partir das análises realizadas, seguindo critérios de produção acadêmica. A expectativa é de que os trabalhos possam ser submetidos ao Salão do Conhecimento da Unijuí 2026, proporcionando aos acadêmicos uma primeira experiência com a produção e divulgação científica.
A experiência reforça a proposta de formação dos cursos de Gestão EaD da Unijuí, baseada na articulação entre conhecimento, prática e realidade. Ao participar de todo o processo de investigação, os estudantes assumem protagonismo na produção do conhecimento e desenvolvem uma postura mais crítica e investigativa, aprendendo a utilizar dados e informações para compreender fenômenos sociais e apoiar processos de decisão.

A Unijuí marca presença na 16ª edição da Feira Estadual da Agroindústria Colonial (Fecolônia), que acontece no Parque Municipal Rudolfo Arno Goldhardt, em Panambi. A Feira teve início nesta quinta-feira, 10 de setembro, e segue até o dia 13, e a Universidade conta com uma programação especial em seu estande.
Durante os quatro dias de evento, a Unijuí levará mostra de cursos, fará interações com o público, distribuição de brindes, tira-dúvidas sobre processos seletivos e cursos, além de atividades criativas e outras iniciativas junto ao público que visita a Feira. Visite nosso estande e conheça mais sobre a Universidade.

A Unijuí realizou, de forma inédita, nesta quarta-feira, 9 de setembro, a primeira edição do Profissional do Futuro Unijuí no Campus Panambi. O evento reuniu mais de 225 estudantes, 20 professores e representantes de oito escolas do município.
A iniciativa é voltada especialmente aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio e tem como objetivo aproximar os jovens dos cursos de graduação, além de apresentar diferentes possibilidades de formação profissional e de carreira.
Conforme a vice-reitora de Graduação, professora Bruna Comparsi, a primeira edição noturna do Profissional do Futuro em Panambi demonstrou a importância de criar diferentes oportunidades para aproximar os jovens da Universidade. “Os estudantes puderam conhecer os cursos da Unijuí por meio de experiências práticas e participativas, com desafios, experimentação e contato direto com professores e acadêmicos. Mais do que apresentar profissões, buscamos despertar a curiosidade dos jovens e contribuir para que façam escolhas mais conscientes sobre seus projetos de futuro. A iniciativa também reforça a importância de ampliar essa experiência aos estudantes do turno da noite”, destaca.
Durante o evento, os visitantes conheceram os cursos de graduação oferecidos pela Unijuí, com destaque para aqueles disponíveis no Campus Panambi. A programação contou com oficinas, bate-papos com profissionais, jogos interativos e outras atividades voltadas à experimentação e à descoberta de novas possibilidades, com momentos de integração, lazer e entretenimento.
Além da programação em Panambi, o Profissional do Futuro teve início com as edições diurnas realizadas nos campi Ijuí e Santa Rosa. A programação segue com outras três edições noturnas: no Campus Ijuí, em 22 de setembro; no Campus Santa Rosa, em 24 de setembro; e, encerrando a programação, no Campus Três Passos, em 30 de setembro.
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