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Fisioterapia (Bacharelado)

Curso de Fisioterapia qualifica práticas e estágios aos estudantes com habilitação do CER III

O curso de Fisioterapia da Unijuí está em constante qualificação dos seus espaços de práticas aos estudantes, ao mesmo tempo em que amplia os atendimentos à comunidade. Desde o mês de janeiro, a Unidade de Reabilitação Física (Unir) realiza atendimentos como um Centro Especializado em Reabilitação (CER) III, atendendo à Portaria nº 3.653, de 21 de dezembro de 2020, publicada pelo Ministério da Saúde.

Até então, a Unir prestava atendimentos na modalidade de reabilitação física às regiões de abrangência da 17ª e 9ª Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Com a habilitação, foram incluídas duas modalidades: além da física, visual e intelectual. “Já contamos com  23 profissionais contratados, ampliando a interação do nosso acadêmico com uma equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar. No ano de 2020, foi ampliada a estrutura física para os atendimentos, e agora teremos uma nova reestruturação após a aprovação do CER III. A chegada do Centro tem impacto positivo na qualificação do ensino aos estudantes da Unijuí, além de proporcionar um serviço de referência em saúde para a comunidade”, explicou a coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Simone Zeni Strassburger.

Conforme destaca a docente, a prática é uma realidade aos acadêmicos de Fisioterapia desde o primeiro módulo do curso - experiência que ganha ainda mais evidência com a Graduação Mais, novo modelo de cursos de graduação da Unijuí. 

A prática acontece por meio de laboratórios qualificados, que contam com o que há de mais moderno no mercado. Por meio da Clínica Escola de Fisioterapia, que somente no ano passado realizou 1.700 atendimentos, e pela Unir, que contou com média de 16 mil atendimentos, os estudantes têm contato com uma diversidade de situações clínicas, que necessitam de reabilitação. “Os acadêmicos atendem, por exemplo, pacientes com amputações de todos os níveis, que realizam o treinamento para a utilização da prótese, quando indicado. Realizamos também, atendimentos na área de fisioterapia cardiovascular e respiratória, que acabaram se intensificando neste período, pela necessidade de reabilitação de pessoas com sequelas da covid-19; experiências em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs); fisioterapia pélvica, neurofuncional e traumato-ortopedia. São diferentes experiências que preparam o estudante para atuação no mercado de trabalho”, destaca a professora.

O curso possibilita que os acadêmicos tenham práticas e estágios nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) do Meio Rural e Thomé Souza, onde os usuários são atendidos na própria unidade ou em domicílio. 

O curso de Fisioterapia da Unijuí oportuniza aos estudantes participação em projetos de pesquisa e projetos de extensão, na condição de bolsistas ou voluntários.

“A fisioterapia é uma profissão que faz a diferença na vida das pessoas. A comunidade necessita da nossa profissão e independente do motivo pelo qual somos procurados, sempre podemos devolver qualidade de vida, pois utilizamos métodos, técnicas e recursos evidenciados cientificamente. Resgatamos a esperança e mostramos que eles podem recomeçar, e isso é extremamente gratificante. Nossos estudantes levam da Unijuí muito mais do que o conteúdo. Nossos espaços oportunizam uma formação humanizada, ética e proativa, atitudes essas indispensáveis aos profissionais da saúde", finaliza a coordenadora.

 


Jornada do curso de Fisioterapia debate técnicas e cuidados com pacientes

Na tarde desta quinta-feira, dia 20 de maio, o curso de Fisioterapia da Unijuí realizou a sua jornada dentro da programação do 8º Congresso Internacional em Saúde. O evento foi transmitido pelo Youtube e  contou com quatro palestras, com os temas: Avaliação funcional; eletrotermofototerapia em oncologia; O poder das competências atitudinais para os fisioterapeutas; e o  Treino de força em populações neurológicas.

Os mediadores do evento foram o doutor Eduardo Matias dos Santos Steidl, mestra Simone E. Bigolin, doutora Daniela Zeni Dreher e mestra Elenita Costa Beber Bonamigo. A jornada contou com a participação do doutor Eduardo Wüst, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul / Laboratório de Ensaios em Biomecânica do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos - IBTeC; da  doutora Laura Rezende da UNIFAE - Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino; doutora Luciana Ribeiro Bilitário da Universidade do Estado da Bahia; e da especialista Alana Thomas, da Clínica Espaço Interdisciplinar. 

À frente do tema “Avaliação funcional”,  Eduardo Wüst explicou a importância de fazer a avaliação dos pacientes, o que levar em consideração em cada uma, e também destacou a diferença entre o método de avaliação e a anamnese, ressaltando que as duas devem se conciliar. Conforme o convidado, um bom caminho é montar uma metodologia de avaliação funcional respondendo às perguntas: de quem, quando e por quê?, para entender o que é mais importante para cada caso, tendo cuidado para entender o estado de cada paciente. O investimento em equipamentos traz diversos resultados positivos, mas é preciso utilizar exatamente aquilo que usou na primeira avaliação, durante e após.

A palestra “Eletrotermofototerapia em oncologia” foi apresentada por Laura Rezende , que  iniciou falando sobre  o uso racional da eletrotermofototerapia, sendo que o método não pode ser usado em todos os pacientes, além dos cuidados com os pacientes oncológicos. Laura ressaltou, ainda, o uso de métodos com testes científicos comprovados. “Passamos muitos anos com medo de fazer pesquisas científicas em pacientes oncológicos, mas fomos avançando e  melhorando. Com o uso desses métodos, atualmente buscamos a qualidade de vida aos pacientes, pensando na segurança.”

Dando seguimento à jornada, Luciana Ribeiro Bilitário abordou a temática “O poder das competências atitudinais para os fisioterapeutas”. A palestrante conceituou as competências de um fisioterapeuta em: conhecimentos, habilidades e atitudes; e explicou a diferença entre  Hard Skills e Soft Skills, ressaltando a importância do profissional olhar para si e desenvolver aquilo que ainda precisa. Segundo Luciana, as habilidades de comunicação são extremamente valorizadas no mercado de trabalho, independente da área. “As pessoas são contratadas pelas competências que aparecem no currículo, as habilidades as mantêm no cargo pela demanda da empresa, a demissão ocorre pelas atitudes”,  salienta a  consultora. 

A fisioterapeuta Alana Thomas, da Clínica Espaço Interdisciplinar, finalizou o debate com o tema “Treino de força em populações Nnurológicas”. A convidada destacou que por muitos anos o treino de força esteve especificamente voltado para os profissionais de Educação Física, mas que atualmente essa técnica tem se tornado uma realidade para os fisioterapeutas.  Também abordou a importância de treinar a força dos pacientes, o que é necessário para aplicar o treino, qual a forma e os conceitos usados. “A força muscular é a capacidade mãe. Qualquer movimento do nosso corpo só existe porque conseguimos gerar força muscular. O treino de força em populações neurológicas é muito importante para os pacientes e somos capazes de entregar um bom resultado, estudando e buscando conhecimento”, finalizou.

Por Evelin Ramos, acadêmica do curso de Jornalismo


Clínica de Fisioterapia da Unijuí realiza reabilitação de pacientes pós-covid-19

Com 39 anos, Júlio Cézar Beal Junior não imaginava que ficaria 33 dias num hospital, em decorrência da Covid-19. Os primeiros sintomas da doença apareceram no dia 20 de janeiro e, poucos dias depois, ele recebeu a confirmação do diagnóstico. No dia 27, precisou ser internado, e após três dias já estava intubado com 92% do pulmão comprometido. “Fiquei 12 dias intubado, tive que realizar uma traqueostomia, permaneci 20 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e perdi mais de 15 kg”, relatou o jovem, que é portador de asma.

Assim como ele, Jamir Antônio Marques, de 49 anos, que é hipertenso, permaneceu 26 dias no hospital: foi intubado e chegou a ficar 10 dias em coma. Ele conta que, quando saiu da UTI, não conseguia falar e nem mexer o lado direito do corpo. Inês Alves Paz, de 49 anos, por sua vez, permaneceu 11 dias hospitalizada por complicações da Covid-19.

Esse é o relato de três pacientes que necessitaram de reabilitação por sequelas da Covid-19, o que hoje vem sendo chamada de Síndrome Pós-Covid. Sintomas que permanecem de forma variável em frequência e em intensidade, como fadiga, falta de ar, dores musculares, dificuldades de linguagem, raciocínio e memória podem ser evidenciados desde os casos mais leves até aqueles que necessitaram de internação e de tratamento intensivo. 

A Clínica Escola de Fisioterapia da Unijuí realiza desde o ano passado atendimento a pacientes que necessitam de reabilitação, com o objetivo de restaurar funções físicas, respiratórias e cardiovasculares, devolvendo a eles qualidade de vida. “Muitas pessoas que deram alta hospitalar e precisaram dar sequência ao tratamento nos procuraram. Foi uma demanda que surgiu e que atendemos por meio do estágio final do curso de Fisioterapia e de projetos do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde”, destacou a professora supervisora do estágio na Clínica Escola de Fisioterapia, na área de reabilitação cardiorrespiratória, e também docente no Programa de Pós-Graduação, professora doutora Eliane Roseli Winkelmann.

Os atendimentos começaram em pequeno número no primeiro semestre de 2020, aumentaram no final do ano e tiveram uma alta significativa no início de 2021. Atualmente, são 35 pacientes em reabilitação. Muitos ainda contam com tratamento multiprofissional, realizado pela Unidade de Reabilitação Física de Ijuí (Unir). “Atendemos pessoas de diferentes idades, que apresentam alterações respiratórias e muita fraqueza muscular. Elas são encaminhadas por hospitais, pela Secretaria Municipal de Saúde de Ijuí (referenciadas pelo SUS), a partir da indicação de um médico ou por iniciativa do próprio paciente”, explicou a educadora, lembrando que, para atender à demanda, a Clínica de Fisioterapia se reinventou: projetos foram criados e estudantes preparados para a nova realidade. Isso porque, até o início do ano passado, a maioria dos pacientes atendidos tinha outras patologias, como insuficiência cardíaca, pós-infarto agudo do miocárdio, doença renal e pós-operatório.

“Muitos pacientes deixaram de realizar o atendimento de forma presencial, em razão do risco de contrair a Covid-19. Por isso, não tivemos um aumento no número de pessoas atendidas presencialmente. Para aqueles que necessitam, nós também realizamos o teleatendimento”, comenta Eliane.

Segundo a coordenadora do curso de Fisioterapia, professora doutora Simone Zeni Strassburger, a pandemia evidenciou a importância do profissional fisioterapeuta, desde o ambiente hospitalar, onde é um dos profissionais de referência no manejo respiratório do paciente internado, até o nível ambulatorial, reabilitando e restabelecendo uma condição de vida funcional aos pacientes. O curso de Fisioterapia da Unijuí também reforça sua importância à comunidade, oferecendo um serviço de qualidade para atender essa demanda.

A evolução positiva de Júlio, Jamir e Inês já é evidente. Eles seguem na luta pela recuperação total e retomada de todas suas atividades, que serão conquistadas com empenho e dedicação e com o auxílio do serviço de reabilitação pós-covid da Clínica Escola do curso de Fisioterapia da Unijuí.


Depoimento de pacientes é destaque em aula inaugural do curso de Fisioterapia

Acadêmica do 4º semestre do curso de Farmácia, Vanessa Hoffmann foi uma das convidadas da aula inaugural do curso de Fisioterapia da Unijuí, realizada na noite da última terça-feira, dia 27 de abril. Isso porque, além de estudante, Vanessa é paciente da Unijuí Saúde.

“Em 2018, no dia 30 de dezembro, sofri um acidente de motocicleta com o meu namorado. Tive uma fratura em duas vértebras e, desde então, me tornei paraplégica. Foi uma mudança bastante complicada no início. Passei a depender de outras pessoas para fazer praticamente tudo”, relatou a jovem, que compartilha o seu dia a dia em um canal no Youtube.

Vanessa conta que, ainda no hospital, ouviu falar da Unidade de Reabilitação Física (Unir) da Unijuí, para onde foi transferida posteriormente. O processo de reabilitação teve início em fevereiro de 2019 e permitiu que ela voltasse a realizar atividades cotidianas.

“Quando eu cheguei na Unijuí, não conseguia fazer nada. Não conseguia sair da cadeira. E logo no início, os profissionais fizeram uma força-tarefa para realizar a minha reabilitação. Esse processo foi de extrema importância, especialmente porque contou com o trabalho de uma equipe multiprofissional”, contou Vanessa.

Segundo a acadêmica Carolina Figueiró da Silva, formanda do curso de Fisioterapia e uma das organizadoras da aula inaugural, Vanessa foi convidada a palestrar exatamente porque sentiu na pele a importância do trabalho de diferentes profissionais na reabilitação. Também, pela jovem ter se mostrado comprometida em todo o processo.

A aula também contou com depoimentos de pacientes assistidos pela Unijuí Saúde e de fisioterapeutas atuantes no enfrentamento à covid-19.

Para acompanhar o evento na íntegra, acesse:


Curso de Fisioterapia promove estágios ambulatorial e extracurricular

Projeto Fisioterapeuta por um Dia também é realizado pelo curso

Grupo de Estágio Ambulatorial

Não são apenas os estágios ambulatoriais que acontecem, neste momento, no curso de Fisioterapia. Durante o período de férias, alguns acadêmicos também participam de estágios extracurriculares.

“Como temos a Unidade de Reabilitação Física (Unir), que passará a ser um Centro Especializado em Reabilitação (CER) III, conseguimos proporcionar aos nossos estudantes o estágio extracurricular, a partir do 6º semestre, quando o Crefito – Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, permite. Então, no período de férias, os alunos se inscrevem, fazem uma carga horária, e utilizam essa experiência como atividade complementar, que acaba, consequentemente, auxiliando bastante na formação”, explicou a coordenadora do curso de Fisioterapia, Simone Strassburger.

O curso também tem recebido pessoas interessadas em conhecer mais sobre a profissão, por meio do projeto Fisioterapeuta por Um Dia. “Há pessoas que estão em dúvida se realizam o vestibular ou não. Por meio desta iniciativa, nós proporcionamos que elas acompanhem, em um turno ou dia, a Clínica de Fisioterapia e a Unidade de Reabilitação Física, onde o professor responsável explica o andamento, o currículo do curso, e apresenta informações sobre a atuação profissional”, reforçou a coordenadora.

Fisioterapeuta por Um Dia


Protocolo a pacientes com lesão medular é trabalhado em TCC da Fisioterapia

A paixão pelo atendimento a pacientes com lesão medular, reconhecida no último ano do curso de Fisioterapia da Unijuí, durante os estágios, levou a acadêmica Thainara Chaves de Matos a desenvolver seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na área. “Dentro da vivência acadêmica, fomos expostos a diversas áreas de atuação da Fisioterapia, que despertaram interesse e afinidade. E foi justamente no último ano da graduação que descobri minha paixão por esta temática”, contou a jovem, que desenvolveu o TCC com o título “Avaliação da independência funcional em lesados medulares após intervenção da Terapia Restaurativa Baseada em Atividade (TBA)”.

De acordo com Thainara, o projeto visou o desenvolvimento de um protocolo de tratamento que tivesse como foco o restabelecimento das funções motoras de lesados medulares em um curto espaço de tempo. A aplicação do protocolo mostrou aprimorar o processo de reeducação funcional e a aquisição de habilidades motoras, proporcionando ao indivíduo uma maior autonomia e independência, além de demonstrar ser uma possibilidade de instrumento terapêutico para intensificar a evolução motora após uma lesão medular. “Esse protocolo contribuiu para melhora da capacidade física, aumento de força de membros superiores, velocidade da marcha e controle tóraco-lombar, proporcionando maior independência funcional na realização das atividades de vida diária dos pacientes que participaram do estudo”, destacou a jovem.

Após a conclusão da graduação, Thainara pretende seguir com os estudos: quer realizar cursos de aperfeiçoamento na área de Fisioterapia, além de uma pós-graduação.

Para quem deseja cursar Fisioterapia, estão abertas as inscrições para o Vestibular Contínuo, até o dia 26 de fevereiro. Neste link, é possível ter acesso a informações sobre o processo seletivo.