A EFA - Centro de Educação Básica Francisco de Assis celebrou, no dia 15 de julho, seus 58 anos de uma trajetória marcante e de profunda atuação educativa. Idealizada pelo professor Mario Osório Marques (Frei Matias) e guiada desde 1968 pelos valores franciscanos, a instituição mantém firme o seu propósito de priorizar um ensino voltado para a formação básica e profissional de sujeitos capazes de interagir no mundo em suas diferentes dimensões, sempre buscando a melhoria da qualidade de vida de modo sustentável. Aliando tradição e inovação, a EFA reafirma também seu compromisso com a formação científica dos estudantes, estimulando o pensamento crítico, a pesquisa e a produção do conhecimento, além de oferecer uma preparação sólida para o ENEM e os vestibulares, ampliando as oportunidades de acesso ao ensino superior. Na EFA, os estudantes vivenciam no dia a dia valores humanos e aprendizagens significativas que fazem toda a diferença na construção de seus projetos de vida.
Para comemorar quase seis décadas de história, a comunidade escolar vivenciou um mês repleto de momentos especiais e de sensibilidade. Um dos pontos altos das comemorações foi a partilha do tradicional bolo de aniversário, um carinhoso presente do Conselho de Pais oferecido a todos os estudantes, professores e funcionários da instituição. Nesse dia, o desejo de sentir o calor e a união da comunidade escolar se materializou em um gesto inesquecível: um emocionante abraço coletivo. De mãos dadas, crianças, jovens, docentes e colaboradores contornaram a estrutura física da escola, simbolizando o afeto, a parceria e a força coletiva que sustentam a trajetória da EFA.
A programação festiva de aniversário também contou com o tradicional Chá EFAmília, promovido no início do mês pelo Conselho de Pais e pela equipe diretiva. O evento reuniu funcionários, professores, estudantes e seus familiares em uma tarde repleta de integração, alegria e manifestações artísticas que encantaram a plateia com apresentações expressivas. A tarde contou ainda com as belíssimas coreografias do projeto de Balé da EFA e do Grupo de Patinação Artística, além de uma calorosa recepção para as famílias realizada pelo Grupo de Iniciação Circense.
Ao celebrar 58 anos de história, a EFA não apenas olha para o seu passado de conquistas, mas reafirma seu compromisso contínuo com o futuro. Ao unir ciência, valores humanos, cultura digital e arte, a escola segue firme em sua missão educativa de formar cidadãos proativos, conscientes e preparados para construir uma sociedade mais justa, solidária e sustentável.
Os estudantes da turma B41 dos Anos Iniciais da EFA, sob a orientação da professora Raquel, aceitaram um grande desafio pedagógico: desenvolver um Plano de Gestão de Presidente da República Mirim.
Muito além de compreender apenas a teoria da organização política nacional, a turma vivenciou o processo democrático na prática. Divididos em grupos, os pequenos criaram propostas reais para melhorar o país, definiram os nomes de suas campanhas, distribuíram os cargos administrativos e apresentaram suas ideias para os colegas. O projeto culminou em um momento emocionante: a votação secreta realizada diretamente na urna.
Como a EFA é uma instituição de inspiração franciscana, a atividade trouxe uma reflexão profunda sobre o conceito de que liderar é, fundamentalmente, servir. Nesse processo, os estudantes compreenderam que a verdadeira liderança se constrói com diálogo, humildade, responsabilidade e um compromisso genuíno com o bem comum.
Dando continuidade aos estudos e com o objetivo de ampliar os conhecimentos sobre cidadania e o funcionamento da administração pública, as turmas de 4º ano (B41 e B42), acompanhadas das professoras Raquel e Danuse, realizaram uma visita à Prefeitura Municipal de Ijuí. A atividade integrou os estudos sobre os Três Poderes, permitindo que as crianças compreendessem, de perto, o papel do Poder Executivo e a responsabilidade do prefeito na gestão do município.
Durante o encontro com o prefeito Andrei Cossetim, os estudantes tiveram a oportunidade de dialogar diretamente com o chefe do executivo, esclarecer dúvidas e fazer perguntas sobre o trabalho desenvolvido pela administração municipal. Curiosos e participativos, os jovens demonstraram grande interesse em compreender como são tomadas as decisões que impactam a vida da comunidade e de que forma o poder público atua para atender às necessidades da população.

A visita também foi marcada por um importante exercício de participação comunitária. Após observarem as ruas e os bairros onde vivem e refletirem sobre aspectos que poderiam ser melhorados, as crianças elaboraram e entregaram ao prefeito uma série de reivindicações autorais. Cada proposta foi acompanhada de uma sugestão de solução, evidenciando que, mesmo na infância, é possível analisar a realidade, identificar desafios e pensar em alternativas para transformá-la.
Essa experiência reforçou a importância de formar cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com o bem coletivo. Ao compreenderem o papel dos Três Poderes e vivenciarem esse momento de diálogo com o Executivo Municipal, os estudantes perceberam que a participação da comunidade é fundamental para a construção de uma cidade mais justa e acolhedora.
Mais do que uma visita institucional, o encontro representou uma valiosa oportunidade de aprendizagem significativa. A iniciativa fortaleceu o protagonismo infantil ao mostrar às crianças que suas ideias, opiniões e propostas têm valor real e podem contribuir ativamente para a construção de uma sociedade cada vez melhor.
Na manhã do dia 7 de julho, os estudantes da turma 211 do Ensino Médio participaram de uma atividade interdisciplinar que uniu cinema, História e argumentação em um grande Tribunal Histórico de Alexandria, inspirado no filme Ágora (2009). A proposta teve como tema gerador a pergunta: "O que acontece com uma sociedade quando o conhecimento é perseguido?"

Após o estudo e a análise da obra cinematográfica, os alunos investigaram um dos períodos mais marcantes da Antiguidade Tardia, refletindo sobre as transformações do mundo romano, a ascensão do cristianismo, as disputas pelo poder político e religioso, o papel da ciência na Antiguidade e os impactos históricos da censura e da destruição do patrimônio cultural e científico.
Para aprofundar essas discussões, a turma foi organizada em grupos que representaram diferentes atores históricos presentes na Alexandria do século IV: pagãos, cristãos, autoridades romanas, filósofos e comerciantes. Cada grupo escolheu advogados de defesa e acusação, enquanto um corpo de jurados ficou responsável por analisar os argumentos apresentados durante o julgamento.
O tribunal foi estruturado em diferentes etapas. Na abertura, cada grupo apresentou sua posição sobre duas questões centrais: se Alexandria poderia ter evitado a destruição de seu patrimônio científico e cultural e quem seria o principal responsável pela ruptura entre ciência, política e religião retratada no filme. Em seguida, os estudantes apresentaram evidências históricas para sustentar seus argumentos, utilizando mapas, imagens, documentos, trechos do filme, citações de historiadores, linhas do tempo e dados arqueológicos.
Durante o interrogatório cruzado, os grupos formularam perguntas entre si, exercitando a capacidade de argumentar, responder a críticas e defender diferentes interpretações dos acontecimentos históricos. Ao final, nas alegações finais, cada equipe sintetizou suas conclusões antes da deliberação do júri, que avaliou a consistência dos argumentos, a qualidade das evidências apresentadas e a capacidade dos participantes de diferenciar opiniões de interpretações fundamentadas.
Mais do que reconstituir um episódio da História, a atividade proporcionou aos estudantes uma experiência de investigação histórica, estimulando competências essenciais como análise crítica de fontes, argumentação baseada em evidências, comunicação oral e empatia histórica. Ao assumir diferentes perspectivas sobre um mesmo acontecimento, os alunos compreenderam que a História é construída a partir da análise crítica das fontes e da complexidade das relações humanas, políticas, culturais e religiosas.
A iniciativa reforça o compromisso da escola com metodologias ativas de aprendizagem, nas quais os estudantes ocupam o papel de protagonistas na construção do conhecimento, desenvolvendo habilidades fundamentais para a formação acadêmica e cidadã.
No dia 4 de julho, o Centro de Eventos São Geraldo foi palco de mais uma edição do tradicional Chá EFAmília, um evento que reúne a comunidade escolar da EFA - Centro de Educação Básica Francisco de Assis, em um momento de confraternização e celebração. Promovido pelo Conselho de Pais e equipe diretiva, o Chá EFAmília contou com a participação de funcionários, professores, estudantes e seus familiares, criando um ambiente acolhedor e cheio de alegria.

A tarde de sábado foi marcada por diversas atrações que encantaram a todos os presentes. As crianças da Educação Infantil e dos Anos Iniciais subiram ao palco para apresentações contagiantes, demonstrando todo o seu talento e criatividade. O projeto de Balé e de Patinação Artística da EFA também abrilhantou o evento com coreografias elegantes e bem ensaiadas.
O momento de espiritualidade e reflexão da tarde ficou por conta da ilustre presença do Frei Clair, da Paróquia São Geraldo Magela, que proferiu uma bênção especial a todos os presentes, ressaltando os valores franciscanos de paz, bem e fraternidade que guiam a proposta educativa da escola.
O Chá EFAmília se consolida como um evento tradicional da escola e marca o aniversário da EFA, que este ano completa 58 anos de dedicação e compromisso com a ciência, a educação e a formação de futuros cidadãos. Ao promover a integração de toda a comunidade escolar e celebrar os valores da instituição, a edição deste ano consagrou-se como um grande sucesso, deixando memórias afetivas marcantes em todos os participantes.
A última sexta-feira (03.07), foi movimentada por muita interatividade e inovação no Espaço de Convivência da EFA. Em uma atividade totalmente prática e dinâmica, as turmas C61, C62 e C82 do Ensino Fundamental transformaram o componente curricular de Computação em uma mostra de projetos autorais. O evento promoveu uma rica troca de conhecimentos, onde os jovens puderam apresentar suas criações e interagir com as demais salas da escola que passaram para prestigiar.

Sob a orientação da professora de Computação, Ieda Zimmermann, a iniciativa transformou o ambiente escolar em um verdadeiro laboratório de experimentação, provando que o aprendizado tecnológico se consolida quando gera engajamento e protagonismo.
Para os estudantes das turmas C61 e C62, o desafio uniu robótica criativa e reaproveitamento de materiais. Por meio do projeto Baratinhas da Copa, integraram recursos tecnológicos a materiais caseiros do cotidiano para dar vida a protótipos móveis.
Essa metodologia faz total diferença na formação básica, pois estimula diretamente o raciocínio lógico e a capacidade de solução de problemas. Ao planejar e testar os componentes das "baratinhas", os estudantes aprenderam a expressar suas ideias e a construir soluções originais para desafios mecânicos e de design.
Já os jovens da turma C82 deram um passo além no universo da cultura digital, deixando de ser apenas consumidores de tecnologia para se tornarem desenvolvedores de softwares. Utilizando os Chromebooks da escola e a plataforma de programação Scratch, a turma criou jogos educativos totalmente interativos.
Durante a mostra, os desenvolvedores colocaram seus jogos à disposição dos colegas de outras turmas, coletando feedbacks em tempo real e observando como os usuários interagiam com os comandos e narrativas criadas por eles. A experiência consolidou conceitos de programação de forma lúdica, contextualizada e altamente significativa.
Além de desenvolver competências técnicas, a mostra proporcionou um forte ambiente de pertencimento, onde a construção colaborativa, a criatividade e a autonomia foram incentivadas a cada passo. O trabalho em equipe e a socialização dos projetos reforçaram a autoconfiança de cada estudante envolvido.
Com práticas inovadoras como essa, a EFA demonstra como as diretrizes da BNCC Computação (Base Nacional Comum Curricular) saem do papel e ganham vida. A escola reafirma sua missão educativa de formar estudantes proativos, criativos e plenamente preparados para compreender, utilizar e transformar o mundo real por meio da tecnologia consciente.
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