Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, celebrado em 28 de abril, o Centro de Educação Básica Francisco de Assis (EFA) e a Biblioteca Universitária Mario Osorio Marques (Bumom) promoveram uma programação especial voltada ao incentivo à leitura e à valorização do universo literário. As atividades envolveram estudantes de todas as etapas de ensino, transformando a data em um momento de integração, aprendizado e ludicidade.
Para os estudantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais, o Auditório da EFA foi palco de um "teatro mágico" com a encenação da peça "A Sopa de Pedra". Inspirada no clássico conto folclórico brasileiro de Pedro Malasartes, a história encantou as crianças ao abordar, de forma divertida, valores fundamentais como a generosidade e a partilha. O elenco foi composto por colaboradoras da Biblioteca: Lenice Ines Schulz Gutterres, no papel de Pedro Malasartes; Rosane Fetter Arones, como a velha avarenta; Helena Beatriz dos Santos Barnasque e Noemi Beatriz Novaski, como figurantes; além de Cristina Libert Wiedtkenper, responsável pela narração do texto. Ao final da peça, a experiência literária ganhou um sabor especial: as crianças puderam provar a sopa mencionada no conto, vivenciando a magia da história na prática.
A celebração também reservou momentos de reconhecimento para os leitores assíduos. Durante as atividades com os Anos Finais, no dia 28 de abril, três estudantes foram premiados por apresentarem o maior número de retiradas de livros na biblioteca em 2025 — uma iniciativa que visa estimular a formação leitora desde os primeiros passos acadêmicos. Já para os estudantes do Ensino Médio, o foco foi a interatividade por meio de um Quiz Literário conduzido por Laura Dalpiaz, coordenadora da Biblioteca. A dinâmica desafiou os conhecimentos dos jovens sobre obras e autores, contando com a entrega de brindes para os participantes.
Com essa programação, a EFA e a Biblioteca Universitária da Unijuí reforçam o compromisso de tornar a leitura uma prática prazerosa e presente no cotidiano escolar. Ao unir teatro, brincadeiras e premiações, a escola reafirma que o livro é, acima de tudo, um passaporte para a criatividade e para o desenvolvimento do pensamento crítico em todas as idades.
No dia 16 de abril, os estudantes da turma 221 do Ensino Médio do Centro de Educação Básica Francisco de Assis (EFA) participaram de uma imersão cultural e arquitetônica pelas ruas de Ijuí. A atividade consistiu em um City Tour guiado por acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, permitindo que os jovens olhassem para o patrimônio histórico da "Capital das Etnias" sob uma nova perspectiva.
O roteiro incluiu marcos fundamentais da identidade ijuiense, abrangendo diferentes estilos arquitetônicos que contam a história de 133 anos da colonização local. Entre os locais visitados, destacaram-se a Igreja Católica (1927), de estilo Neogótico, e a Igreja Evangélica (1914), com inspiração Românica e seu relógio de torre alemão em pleno funcionamento. Os estudantes também exploraram prédios administrativos e residenciais históricos, como a Prefeitura Municipal (1932), o Club Ijuí (1923), a Antiga Intendência (1903) e a Antiga Residência da Família Hocevar. O percurso ainda contemplou instituições de ensino e civis, como a Escola Rui Barbosa (1933) e o prédio do Tiro de Guerra (1917).
A atividade contou ainda com a participação especial do vice-prefeito Marcos Barrichello e do secretário do Meio Ambiente, Yuri Pilissão, que contribuíram com conhecimentos e informações sobre gestão pública e desenvolvimento social, enriquecendo o debate sobre o funcionamento da máquina pública e o planejamento urbano.
De acordo com o professor de História da EFA, Josei Fernandes Pereira, a caminhada pelo centro é apenas o ponto de partida para uma investigação mais profunda. “Nossa intenção, além desta city tour, é encaixar isso dentro de um projeto maior, que é um projeto de estudo do futuro das cidades, e com uma viagem de estudos que a gente fará no segundo semestre com essa turma, visitando Curitiba, Foz do Iguaçu e também fazendo a volta por esta região e fazendo comparativos entre diferentes realidades urbanas, suas infraestruturas e as condições de vida nas grandes cidades no século XXI", explicou o docente.
Esta imersão faz parte do Projeto CONEXÕES, uma iniciativa consolidada há quatro anos pela EFA que visa possibilitar que os estudantes vivenciem práticas formativas e experiências em diversas áreas do saber. O objetivo central é apresentar aos alunos as múltiplas possibilidades profissionais, auxiliando-os em suas futuras escolhas de carreira por meio do contato direto com acadêmicos e profissionais de diferentes campos.
A proposta pedagógica da EFA para o Ensino Médio busca uma formação crítica, centrada no protagonismo dos estudantes. Ao conectar os jovens com a realidade que os cerca e relacionar conceitos científicos a espaços históricos e sociais, a escola promove um aprendizado que estimula a proposição de soluções sustentáveis e embasadas. Mais do que um passeio, o City Tour representou uma aula prática de cidadania, onde a arquitetura e a gestão pública serviram de ponte para compreender o passado e projetar o futuro da comunidade.
Fugindo das telas e mergulhando no raciocínio lógico, a turma C62 dos Anos Finais da EFA vivenciou uma experiência diferenciada durante a aula de Computação nesta semana. Sob a orientação da professora Ieda Zimmermann, os estudantes exercitam a chamada “Computação Desplugada”, uma metodologia que ensina conceitos de programação e lógica sem a necessidade de dispositivos eletrônicos.
A proposta consistiu em jogos físicos que desafiam os estudantes a resolverem problemas, criarem sequências de comandos e compreenderem o funcionamento dos algoritmos de forma tátil e colaborativa. Segundo a professora Ieda, essa abordagem é fundamental para que as crianças compreendam a lógica por trás da tecnologia antes mesmo de acessarem o código no computador.
A atividade faz parte do currículo inovador da EFA, que busca integrar o desenvolvimento do pensamento computacional desde a Educação Infantil. Ao estimular o raciocínio estratégico por meio do brincar, a escola prepara os estudantes não apenas para lidar com algoritmos, mas para enfrentar desafios complexos da vida cotidiana com criatividade e autonomia.
A EFA vem transformando as aulas de Educação Física em um importante suporte para o desenvolvimento intelectual dos estudantes dos primeiros anos do Ensino Fundamental. Sob a orientação da professora Silvana, alunos dos 1º e 2º anos dos Anos Iniciais estão sendo introduzidos ao universo do xadrez por meio de metodologias que conectam o esporte ao processo de alfabetização.
Diferente da abordagem técnica tradicional, a metodologia aplicada utiliza a contação de histórias como recurso lúdico. Através de narrativas, as crianças conseguem memorizar e identificar com maior facilidade o movimento de cada peça no tabuleiro, transformando símbolos abstratos em representações mentais com significado — um passo essencial que facilita a transição da linguagem falada para a escrita.
Para a EFA, o xadrez atua como uma ferramenta multidisciplinar. Além do ganho intelectual direto, como o aumento da concentração, do raciocínio lógico e da memória, a prática estimula a criatividade por meio da criação de estratégias lúdicas.
A atividade também cumpre um papel social fundamental. "No xadrez, é possível trabalhar as diferenças e estimular a cooperação", destaca a professora. No tabuleiro, os estudantes aprendem a lidar com regras e limites, desenvolvendo o respeito mútuo e a compreensão de que cada indivíduo possui ritmos e estímulos diferentes para o aprendizado.
Ao integrar o jogo à rotina escolar desde cedo, a EFA reforça seu compromisso com a formação de cidadãos críticos e preparados, unindo o desenvolvimento das habilidades cognitivas ao fortalecimento dos valores éticos e da cidadania.
No último dia 11 de abril, os estudantes do curso Técnico em Enfermagem da EFA vivenciaram uma intensa jornada de aprendizado prático nos laboratórios da Unijuí. A atividade foi planejada para proporcionar uma visão multidisciplinar da saúde, permitindo que os futuros profissionais conectassem os conteúdos teóricos da sala de aula com a prática.
A programação teve início pela manhã, com visitas exploratórias às áreas de Fonoaudiologia, Nutrição e Gastronomia. Durante o percurso, os estudantes puderam compreender como essas especialidades se integram ao cuidado do paciente, ampliando a percepção sobre a importância de uma assistência humanizada e colaborativa no ambiente hospitalar e clínico.
No turno da tarde, o foco voltou-se para a alta complexidade e a precisão técnica. No Complexo de Saúde (Medicina), os estudantes tiveram contato com a simulação realística, observando manobras e protocolos fundamentais para o cotidiano da enfermagem. A imersão seguiu para o Laboratório de Anatomia, onde a riqueza de detalhes das peças e a visualização da estrutura real do corpo humano consolidaram conhecimentos essenciais sobre a fisiologia e o funcionamento dos sistemas biológicos.
Para a coordenadora do curso, Sandra Furini, momentos como este são pilares fundamentais da formação. Ter a oportunidade de observar de perto a anatomia e as práticas de atendimento faz toda a diferença para quem está se preparando para a missão de cuidar vidas. Através dessa parceria com a Unijuí, a EFA reafirma seu compromisso em entregar ao mercado de trabalho profissionais técnicos seguros, capacitados e familiarizados com o que há de mais moderno na saúde.
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