Dando continuidade às ações do Projeto Conexões, os estudantes do 2º ano do Ensino Médio da EFA mergulharam, na tarde do dia 19 de março, em um debate sobre as Cidades Inteligentes e os desafios da mobilidade urbana. A atividade ocorreu no Espaço Mais Inovação da Unijuí, ambiente que serviu de laboratório para que os jovens pudessem conectar teoria acadêmica, tecnologia e o desejo de transformação social.
O encontro contou com a participação especial de Ana Marina Cavalheiro Fiuza Kelm, Maria Carolina Dalberto e Tamires dos Santos, acadêmicas do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí e integrantes do GTEC. As palestrantes trouxeram reflexões valiosas sobre como os centros urbanos podem evoluir de forma sustentável, integrando soluções tecnológicas que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos sem comprometer o meio ambiente. A abordagem instigou os estudantes a pensarem a cidade não apenas como um conjunto de prédios e ruas, mas como um ecossistema vivo e conectado.
Após a fundamentação teórica, os estudantes foram provocados a assumir o papel de protagonistas. Divididos em grupos, eles receberam o desafio de identificar problemas reais na infraestrutura e na logística da cidade e, a partir de então, desenvolver soluções inovadoras. A tarde encerrou-se com uma socialização empolgante, onde cada equipe apresentou propostas que revelaram um olhar atento e crítico sobre a realidade local, demonstrando que o futuro da mobilidade já começa a ser desenhado dentro do ambiente escolar.
Para a coordenação do projeto, momentos como este reafirmam o papel da escola como um espaço essencial de pensamento crítico. Ao unir a educação básica à pesquisa acadêmica e à prática de inovação, a instituição fortalece seu compromisso em formar cidadãos capazes de propor mudanças concretas para a sociedade.
No dia 12 de março, o Cine Globo de Ijuí tornou-se palco de uma importante atividade interdisciplinar promovida pelo Projeto Conexões da EFA, reunindo estudantes das turmas de primeiro ano do Ensino Médio e o corpo docente da instituição para uma tarde de imersão cultural e reflexiva, centrada na exibição do filme "Coach Carter: Treino para a Vida". A escolha da obra não foi casual: o longa-metragem serviu como fio condutor para debates profundos sobre o papel transformador da educação, a importância da disciplina e o valor do respeito mútuo no ambiente escolar.
A sessão de cinema foi muito além do entretenimento, servindo de base para a apresentação oficial das diretrizes que nortearão o Projeto Conexões ao longo deste ano. Inspirada na narrativa do filme — em que o treinador Carter exige excelência acadêmica e comportamento ético de seus atletas —, a atividade culminou no momento mais emblemático do encontro: a entrega e assinatura do Contrato de Compromisso Pessoal. Este instrumento pedagógico visa estreitar o senso de responsabilidade dos estudantes em relação às suas próprias metas de aprendizagem e de convivência social.
Ao transpor a sala de aula para o cinema, a EFA reforça seu compromisso com as chamadas metodologias ativas, que buscam conectar a teoria à prática e à cultura contemporânea. Segundo a coordenação do projeto, a iniciativa é fundamental para o desenvolvimento de competências socioemocionais, incentivando os jovens a serem protagonistas de suas trajetórias. Através desse pacto simbólico e prático, a escola e os estudantes iniciam o ciclo letivo com o foco renovado na construção de uma rede de cuidado, esforço e evolução coletiva.

Na EFA, a teoria ganha vida por meio de metodologias criativas que conectam o currículo acadêmico à realidade prática. Um exemplo claro dessa integração entre o "saber" e o "fazer" foi a atividade protagonizada pelas turmas B31 e B32 dos Anos Iniciais. Ao unir a Língua Portuguesa ao Pensamento Computacional, os estudantes transcenderam o papel e a cozinha, transformando o projeto "Livro de Receitas" em uma experiência de sistematização lógica e expressão textual.
Em sala de aula, os alunos exploraram as características do texto instrucional. Para elevar o nível do aprendizado, as professoras introduziram conceitos de Pensamento Computacional. "Ao montar o passo a passo de um sanduíche, os estudantes aprendem a escrever um texto e a estruturar algoritmos. As crianças precisam definir uma ordem lógica e uma sequência de ações para que o resultado final seja atingido corretamente", explicam as professoras regentes Juliana Faria e Deisi Boelter.
A atividade culminou em um momento prático, no qual cada estudante contribuiu com um ingrediente para a montagem dos sanduíches. Além do lanche coletivo, a ação foi uma oportunidade para abordar a alimentação saudável. Integrar a nutrição ao cotidiano escolar traz benefícios valiosos para a formação integral da criança, como o desenvolvimento cognitivo, a consciência alimentar e a socialização.
Para a EFA, ao transformar o aprendizado em uma experiência tangível, o aluno se torna protagonista da própria construção do saber. O projeto do "Livro de Receitas" segue em desenvolvimento, consolidando o entendimento de que a escrita e a lógica são ferramentas essenciais para a vida.
O início do ano letivo na EFA foi marcado por momentos de diálogo, proximidade e boas-vindas. Nos dias 18 e 19 de fevereiro, a escola realizou encontros especiais de acolhida dedicados aos novos estudantes dos Anos Iniciais, Finais e Ensino Médio que passaram a integrar a família EFA em 2026.
Os encontros promoveram um bate-papo fundamental sobre a proposta pedagógica da instituição. O objetivo foi ambientar os estudantes, detalhando como a escola organiza seus espaços de descoberta e como o conhecimento será construído ao longo deste ano.
Um dos pontos altos da acolhida foi a apresentação dos valores franciscanos, que formam o alicerce ético da EFA. Inspirada em seu patrono, São Francisco de Assis, a escola reafirmou seu compromisso com uma educação que vai além do conteúdo acadêmico, focando na formação humana integral.
Entre os pilares destacados durante a conversa, os estudantes foram convidados a vivenciar a Fraternidade, que propõe o olhar para o outro como um irmão por meio do respeito e da empatia; a Paz e o Bem, fundamentada no compromisso com o diálogo e em ações que construam uma convivência harmoniosa; e o Cuidado com a Criação, que desperta a consciência socioambiental ao ensinar a enxergar a natureza e o ambiente escolar como nossa "casa comum".
"Desejamos que esta nova jornada seja repleta de conhecimento, mas, acima de tudo, de conquistas pessoais. Que cada novo estudante se sinta em casa e pronto para florescer em nosso ambiente educativo", destaca a equipe diretiva.
Sejam todos muito bem-vindos!
Com o objetivo de implementar em seu currículo as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), acrescidas pela BNCC Computação — que torna obrigatória a oferta gradativa em todas as escolas a partir de 2026, desde a Educação Infantil —, o Centro de Educação Básica Francisco de Assis (EFA) deu continuidade à formação de seus educadores.
O documento estabelece competências em pensamento computacional, cultura digital e tecnologia que, na EFA, integram o currículo tanto de forma transversal — na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental — quanto como componente curricular, nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Ao priorizar o Pensamento Computacional como pilar indispensável da aprendizagem e reafirmar seu papel na construção de novos horizontes educativos, a EFA deu sequência, no dia 18 de fevereiro, à jornada de formação de seus docentes. O objetivo foi promover uma imersão em estratégias pedagógicas que integrem o raciocínio computacional à rotina escolar, fortalecendo o pensamento lógico, a resolução de problemas e a criatividade desde os primeiros anos da vida acadêmica.
A formação, conduzida pela cientista da computação e professora doutora Camila Martins, envolveu os docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. A iniciativa visa capacitar os professores para que atuem não apenas como usuários de tecnologia, mas como agentes ativos na condução do processo de aprendizagem. Ao dominarem as bases dessa linguagem, os estudantes tornam-se aptos a compreender o mundo digital, criar soluções inovadoras e resolver desafios cotidianos com autonomia e criticidade.
A diretora da EFA, Sandra Nunes, enfatiza que a iniciativa reflete a visão estratégica da instituição: "A Escola consolida um ambiente de aprendizado no qual a tecnologia e o desenvolvimento humano caminham lado a lado, preparando os estudantes para os desafios e oportunidades da atualidade."
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