Sob mediação da Psicopedagoga da EFA, Juliana Sfalcin, as turmas B41 e B51 receberam na última sexta feira, a mãe, professora e pesquisadora, Sirlei Rigodanzo, para uma conversa sobre o atravessamento da mídia no universo infantil, dialogando com o grupo sobre o enorme poder da imagem sobre os seres infantis e as consequências dos excessos.
Segundo Sirlei a conversa teve como objetivo de trazer a discussão de temas que hoje permeiam a escola, a família e a sociedade contemporânea. Tecer a teia, criar uma rede, entrelaçar os assuntos relacionados as tecnologias buscando problematizar as transformações que estão ocorrendo com nossas crianças mediadas pelos artefatos da mídia, pelo poder da imagem, pelos estímulos a criação de uma cultura focada no consumo infantil.

O atravessamento da mídia no universo escolar e as possíveis consequências desse processo foi pauta do bate, momento de proporcionar uma leitura do tema na atualidade e gerar a escuta, mediando dúvidas ou certezas que estes trazem para a escola, auxiliando a desvendar o universo do uso das tecnologias e o enorme poder da linguagem visual sobre os sujeitos.
A Psicopedagoga da EFA, Juliana, Sfalcin, conta que muitas vezes, o uso excessivo das novas tecnologias acabam sendo obstáculos nas relações sociais e familiares. Sendo assim, entende ser necessário promover momentos de reflexão sobre o uso consciente das mesmas. “É importante auxiliar as crianças a encontrar um ponto de equilíbrio entre o estilo de vida atual, cada vez mais marcado pelo uso destas tecnologias. Manter o diálogo, orientando-as para o uso da internet, evita, por exemplo, conversas em chats com desconhecidos e divulgação de dados pessoais”. Esclarecer dúvidas e explicar os motivos pelos quais é preciso usar com cautela as novas tecnologias, é uma das finalidades desse tipo de trabalho realizado pela escola, finaliza Juliana.


“Diferentes olhares, diversos saberes artísticos” foi o tema da vigésima edição do Festidance da EFA, que foi realizado na última quarta-feira, 12 de setembro, no salão de atos do Argemiro Jacob Brum (Campus).

Junto ao tradicional evento de danças da EFA, aconteceu uma mostra de arte, que foi coordenada pela professora Vivian Lunardi. A ideia de uma Mostra das diferentes linguagens da arte, envolvendo ambientes diversos e o princípio que norteia as práticas artísticas: a criação pelo constante processo de ler, reler, fazer, refazer, criar, recriar, estudar, aprimorar, envolver-se e encantar-se com a produção das diferentes linguagens, por diversos saberes artísticos, que se deu a ideia de promover esta Mostra Interativa de Arte em consonância ao Festidance.








No próximo sábado, 25 de agosto, a EFA realizará no seu ginásio, mais uma edição da tradicional Festa do Folclore. Esse que evento conta com o envolvimento e participação de todas as turmas da Escola e também da comunidade escolar, promete agitar o sábado letivo com muita alegria, interação, brincadeiras e aprendizados em relação ao Folclore.
Também no sábado, a partir das 10h, o Museu Antropológico Diretor Pestana estará aberto para visitação das famílias. A exposição em destaque mostra as crenças e superstições no imaginário sul-rio-grandense, tema que vai de encontro aos estudos que a turmas estão realizando, e também com a festa do Folclore. O custo para a visitação é de R$ 5,00.
Confira abaixo a organização e planejamento da festa:

Na última sexta feira, 18/08, os estudantes do quinto ano da EFA, receberam o Agrônomo, Alexandre Voltz, pai da aluna Isabela, para uma conversa sobre Agrotóxicos.

No bate papo os alunos conheceram os tipos de agrotóxicos e sua classificação conforme o nível de risco que o produto oferece a saúde humana.
Segundo Alexandre, o uso excessivo desses produtos pode causar doenças ao ser humano, mesmo sabendo que é comum o uso de agrotóxicos na agricultura não somente no nosso país, como no mundo todo. Geralmente usados para evitar algum tipo de praga em uma plantação, esses produtos acabam sendo utilizados inadequadamente, gerando riscos à saúde das pessoas.
Os riscos são grandes e podem ocasionar problemas em curto, médio e longo prazo, dependendo da substância utilizada e do tempo de exposição ao produto. A intoxicação por agrotóxicos pode ocasionar tonturas, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, tremores, irritações na pele, nariz, garganta e olhos; convulsões, desmaios, coma e até mesmo a morte. Além dos problemas graves gerados aos trabalhadores rurais, agrotóxicos podem ser encontrados nos alimentos, prejudicando assim outras pessoas. Apesar de todos os cuidados do consumidor, que lava o alimento muitas vezes até com água sanitária, os agrotóxicos não são totalmente removidos dessa maneira. Algumas vezes, essas substâncias penetram nos tecidos vegetais, fazendo com que a lavagem remova apenas partes delas. Já a água sanitária é bastante útil para matar alguns micro-organismos, mas não é eficaz na eliminação de agrotóxicos, conta Alexandre.
Para diminuir o consumo dessas substâncias, deve se optar por comprar produtos orgânicos. Esses alimentos caracterizam-se por não serem produzidos com a utilização de agrotóxicos..
A professora da turma, Zaida Bortolan Sacon destaca que esse trabalho faz parte do projeto "Construindo valores e sabores", onde o estudante tem como principal objetivo discussões fundamentada e contextualizada no nosso dia a dia que estimule pensar, refletir, pesquisar e adotar práticas ecologicamente corretas na busca de estilos de vida saudáveis, proporcionando assim mais qualidade de vida.
A EFA mais uma vez se destacou no tradicional concurso de redação do Jornal da Manhã/Rotary Club de Ijuí. Nesse ano, o concurso que está em 11ª edição teve como tema “ética, nossas escolhas cotidianas” e contou com a participação de estudantes do 6º ano ao 3º ano do ensino Médio.
Orientadas pela professora Elita Bianch Tessari, as estudantes do segundo ano, Bárbara Arbo e Nathália Albrect, conquistaram respectivamente o segundo e quinto lugar.

Confira abaixo as redações:
A construção ética cultural do homem
A ética é uma escolha. É com ou sem ela que se constroem os valores de uma sociedade. O homem conquista e adquire seu caráter pelo hábito, então não nasce com ele. Isso significa que o homem pode aprender a ser ético. No Brasil, a violação das regras morais e legais tem sido cada vez mais recorrente e salta aos olhos o fato de que o jeitinho brasileiro está culturalmente impregnado na sociedade. Subornar autoridades, estacionar em vagas específicas aos deficientes físicos, roubar milhões em verbas públicas, etc. Seja o que e como for, esse descaso com a postura civil dos cidadãos em geral torna-se um péssimo hábito que corre o risco de ser seguido pelas futuras gerações. O filósofo inglês Thomas Morus, no século XVIII, afirma que "Nenhum homem é uma ilha". Compreende-se então que a vida humana se faz essencialmente pelo convívio. É na convivência que o ser se humaniza, se torna sujeito, que se realiza como um ser ético que contribui para o bem comum. A construção dos valores éticos de cada indivíduo se constitui, em primeiro lugar, no meio familiar para depois ir para a prática no coletivo. Tem-se como exemplo uma criança. Essa percebe seus pais desrespeitando regras de trânsito ou desmoralizando a classe educacional. Quando a mesma frequenta a escola, conhece regras a serem cumpridas. Porém, o que se espera de uma criança que conviveu com atitudes antiéticas vindas de seus pais? Uma vasta tradição de pensadores abona essa ideia, pois pautam o fato de que os valores são culturalmente construídos e se tornam um aprendizado durante toda a vida, nos dando a oportunidade da mudança.
Portanto, para que haja uma sociedade harmoniosa, de acordo com os princípios e valores éticos, cada indivíduo deve contribuir para a melhoria das boas ações, desenvolvendo atitudes e sentimentos como a empatia. Isso é possível aprender pela educação familiar e escolar, que, por sua vez, sensibilizem as novas gerações, implantando novos projetos e debates, repreendendo atitudes antiéticas, investindo na construção de uma convivência social melhor. Se o homem adquire a ética pelo h[abito, o homem pode aprender a ser ético e é o homem que pode mudar essa realidade.
Bábara Arbo - 2º ano
A voz que o povo (não) tem
Recentemente a Rede Globo lançou uma campanha chamada "O Brasil que eu quero", que consiste em gravar um vídeo de até 15 segundos, dizendo o nome, a cidade de onde está falando, o Brasil que quer para o futuro e enviar para o site da emissora. Posteriormente, o vídeo é transmitido em rede nacional pela Globo. Ao ouvir os apelos registrados nesses vídeos, constata-se que o maior desejo é de um país livre de corrupção e funcionando conforme planejado.
Deve-se assumir que esse é o desejo de todos, mas o que de fato é feito por cada cidadão para tudo funcionar da forma mais limpa possível? As pessoas se sentem confortáveis com a ideia de que estão isentos e que os problemas são com os outros. Mas não se deve apontar a falta de ética somente dos políticos, uma vez que não se perde uma oportunidade de aplicar o famoso "jeitinho brasileiro" para o benefício próprio. O professor e historiador Leandro Karnal, afirma que "não existe governo corrupto numa nação ética; e não existe nação corrupta com governo transparente e democrático". E de fato a corrupção e a falta de ética é um mal social e não exclusividade de um determinado grupo. Temas como esse reforçam a discussão da ética nas ações cotidianas. O Brasil que se quer, deve ser um país reconstruído por todos, com cooperação ética e moral, onde todos cumpram seus deveres e usufruam seus direitos. É nas pequenas ações do dia a dia que fazemos a diferença e conquistamos um país melhor e mais justo. Autoavaliar-se contribui para que cada cidadão ofereça a seu país algo e não somente extraia o que ele tem a oferecer. Se é possível desejar, é possível ajudar na construção desse desejo.
Nathália Albrect 2º ano










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