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Discussões emergentes em aulas e atividades online movimentam a FIDENE/UNIJUÍ

              

Todos os dias o tema Coronavírus está em pauta: na mídia, nas conversas em grupos de aplicativos, postagens de amigos em redes sociais. Questões de saúde, prevenção, combate e tratamento aos infectados são destaque. E não tem como ser diferente, em razão da gravidade desta pandemia. Porém, do tema COVID-19, diversas outras temáticas emergem e começam a ser discutidas nas diferentes áreas do complexo Fidene e suas mantidas: Unijuí, Museu, EFA e Rádio UnijuíFM.

O conhecimento coloca toda a Instituição em movimento, de forma online enquanto não for possível o contato presencial, e, entre os temas que vem ganhando espaço, estão: questões jurídicas em razão de decretos e Leis que estão passando a vigorar, cenário econômico, gestão de pessoas, tecnologia, comunicação, ações comunitárias, entre muitos outros. Na EFA, por exemplo, na disciplina de História para alunos do sexto ao nono ano, o professor Gian Ruschel fez uma provocação, trabalhando sobre a transição da Europa medieval: “propus assistirmos vídeos sobre este período histórico, os alunos e suas famílias, para responderem questões relacionadas, entre elas: como a humanidade recebeu a peste negra, bem como outras epidemias e surtos no passado? Estavam preparados? Podemos nos preparar melhor, hoje em dia, para lidar com tais problemas? De que forma?”, relata.

Estas discussões vêm ocorrendo no espaço de aula ou em eventos, de forma exclusivamente online, utilizando as ferramentas do Google, em especial nas salas de bate-papo em vídeo, proporcionadas pelo Google. “Nossa transformação, enquanto professores e também gestores, está ocorrendo dia após dia. Agora quando preparamos nossas aulas estamos colocando um novo elemento para além dos conceitos, que são os recursos tecnológicos. Mesmo mantendo, o turno e o dia da semana do calendário presencial as inúmeras ferramentas disponíveis, começam a fazer nosso cotidiano de sala de aula, como por exemplo o Coggle, como sistematizador dos conceitos trabalhados. Além disso, enquanto gestores, estamos mantendo ou ainda ampliando a quantidade de reuniões, sendo elas completamente online, muito mais sistemáticas e propositivas. O google meet, tem nos auxiliado muito neste sentido" observa a Reitora, professora Cátia Nehring.

Muitas discussões, inclusive, foram abertas para qualquer pessoa com acesso a internet participar, não apenas para estudantes.

Confira alguns exemplos do que está acontecendo nos espaços online da FIDENE/UNIJUÍ:

Painel: “Liderança, Inovação e Empreendedorismo em tempos de crise”

Promotor de dois painéis abertos nesta semana sobre temas da atualidade, conforme destacado nos links abaixo, o  prof. Pedro Luís Büttenbender, vinculado ao Dacec, destaca que "a Unijuí foi e é inovadora e diferenciada, comprometida com os seu público. O ambiente on-line possui algumas limitações frente ao presencial físico, porém abre um universo de possibilidades de qualificação, de interatividade, de aceleração dos processos de aprendizagem e de ofertas adicionais para os estudantes e toda a comunidade. Há muito incentivada e proposto, o on-line promove uma nova forma de construir universidade, de fomentar o conhecimento e ser maior parceira dos processos de desenvolvimento". 

          

Confira também o Painel “Comportamento Humano e Gestão de Pessoas em tempos de crise”

“Comunicação em um cenário de incertezas”

Na noite desta quarta, dia 1º de abril, na aula online da disciplina Criação e Produção em Meios Digitais, ministrada pela professora Márcia Almeida, os alunos participaram do painel “O desafio para profissionais e marcas pensarem sobre sua comunicação em meio a todo este cenário de incertezas”, com a jornalista e especialista em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais Marla Delóss Dziobczenski.

Para Marla, o momento em que vivemos é único, histórico, desafiador e de muitas mudanças que impactam diretamente no modo de vida e consumo de todos, e por isso, é necessário pensar a responsabilidade que comunicadores e profissionais de Marketing possuem neste cenário. “Se alguns meses atrás pensávamos que o futuro ainda era distante para nós, brasileiros, gaúchos e moradores de cidades do interior, a velocidade como as coisas estão acontecendo nos mostra que é preciso agir rápido e adaptar-se da melhor forma possível”, afirma. Por isso, ela acredita que é hora de pensar estratégias e posicionamento, saber comunicar, vender e dialogar. “Pensar no bem social, na economia, na saúde, na ordem e até em um possível caos… Nunca o futuro esteve tanto em jogo. E ele já chegou”, finaliza. 

Painel: Impactos Econômicos: alternativas para enfrentar a crise do Coronavírus
Promovido pela Incubadora de Empresas de Inovação Tecnológica - CRIATEC, o painel foi desenvolvido pelo professor Dr. Argemiro Luís Brum. O professor nos encaminhou um resumo da sua palestra:

"A economia mundial, desde 2018, já vinha dando sinais de fraqueza. Desde então indicava-mos que uma nova recessão econômica mundial se desenhava para algum momento entre 2020 e 2024. O advento do coronavírus acelerou este processo e, já no início de 2020, colocou o mundo de joelhos, indicando que a recessão já está em processo de ocorrer. As bolhas especulativas, nas diferentes bolsas de valores, estouraram indicando que a economia real igualmente está fortemente atingida. Neste contexto, o Brasil, que ainda vinha penando para avançar após a recessão de 2015 e 2016, é atingido diretamente pelo problema e igualmente caminha para uma recessão aguda neste ano em função das medidas impostas para fazer frente a pandemia. Hoje, um PIB entre 0% e -4,5% não é mais impossível. E o tombo pode ser maior dependendo de quanto tempo durar os efeitos da quarentena horizontal que estamos adotando. Dito isso, nossa economia aguenta sem estourar, no máximo até meados de maio próximo. O risco é voltarmos às atividades normais a partir daí e termos uma recaída da pandemia por aqui. Aí o custo será ainda maior do que o de ter ficado relativamente parado entre março e maio. A crise que se instalou pegou o Brasil ainda muito fragilizado, com o país não tendo os instrumentos suficientes para fazer frente ao tamanho do desafio. O ajuste fiscal e a correção da eficiência do Estado demorou muito para iniciar, está sendo feita com dificuldades e, as vezes, incompleta socialmente falando, fato que deixa o país à mercê da crise atual. Esta, está sendo considerada, em termos mundiais, a pior crise desde a 2ª Guerra Mundial, o que dá a dimensão do que ainda está por vir em termos econômicos. Além disso, o governo brasileiro demorou a reagir na área econômica, atrasando as medidas de socorro às empresas e ao emprego. Igualmente, a grande burocracia e o despreparo oficial, com perda de tempo em torno de picuinhas políticas, está atrasando a chegada das medidas até a ponto final (a população), o que agrava os efeitos da crise. Mesmo que a saída desta crise venha a ser mais rápida do que a de 2007/08, como julgamos, teremos de dois a três anos muito difíceis pela frente. Neste sentido, todo o ajuste fiscal que vinha sendo feito, bem ou mal, fica congelado e atrasará mais ou menos neste dimensão de tempo. Além disso, o governo central está saindo fragilizado da situação, além de rachado. Não se sabe exatamente que consequências virão daí para a retomada do ajuste fiscal pós-coronavírus. Isso dito, o importante agora é sobreviver economicamente ao processo, gastando somente o necessário, preparando estratégias para, quando a economia retomar, estarmos inteiros como empresários para conquistarmos os espaços que a crise deixará (e certamente irá deixar, pois infelizmente muitos irão quebrar, como sempre ocorre). Apesar das dificuldades inerentes à crise e à quarentena, pois não há solução clara à vista para o desafio posto, é preciso continuar se programando para o futuro que virá, especialmente os empresários que estão incubando novas empresas. A soma de esforços é um instrumento decisivo nesta hora. Não há solução mágica, a não ser muita cautela, discernimento e informação confiável".

 

 


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