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Rizoma Temático propõe reflexão sobre a saúde mental pós-pandemia

Diante da importância de se debater ações voltadas à prevenção do suicídio e sabendo dos impactos psicológicos causados pelo isolamento social durante a pandemia, o Rizoma Temático desta quinta-feira, 22 de setembro, propôs uma discussão com o tema “Setembro Amarelo: nossa saúde mental pós-pandemia".

Foram convidados para o programa o professor doutor do curso de Psicologia da Unijuí, supervisor do Instituto de Terapias Cognitivo-Comportamentais (InTCC) e colaborador no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trauma e Estresse (NEPTE), Marcelo Rigoli; o professor do curso de Medicina e médico psiquiatra Bruno Guidolin, que esteve acompanhado do estudante de Medicina, Artur Zucolotto Keller; a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Márcia Amaral; e a coordenadora da Unidade de Saúde Mental do Hospital Bom Pastor, Luciane Mucelini.

Segundo o professor Bruno Guidolin, percebe-se uma mudança a respeito da saúde mental depois da pandemia. “A população deu mais importância à saúde mental. Isso se deve ao aumento no número de casos de depressão, ansiedade, pânico e até mesmo ao impacto psíquico causado pela covid-19”, relatou.

De acordo com Márcia Amaral, houve um aumento “extraordinário” na procura por atendimentos psicológicos no segundo semestre de 2021. “Também é necessário salientar que crianças e adolescentes foram muito afetados por inúmeras questões. Hoje a gente observa uma grande procura por atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, e por internações, principalmente pelos jovens”, afirmou.

Além do aumento no número de casos, é perceptível a sobrecarga nos pacientes e a utilização dos serviços de saúde por pessoas que antes eram consideradas saudáveis. “O que a gente percebe na internação é a cronificação de algumas patologias, justamente em razão deste período que não acessaram o serviço. Outro fator observado é o surgimento de novos pacientes com associação de sintomas", contou Luciane Mucelini.

O professor Marcelo acredita que a pandemia foi um grande "estressor" que todos tiveram que passar. “Essas predisposições que a gente tem, sejam elas ambientais ou genéticas, afloraram. Então, de repente, a pessoa já tinha uma inclinação para ser mais ansioso ou preocupado, algo que acabou explodindo diante da pandemia”, salientou.

Acadêmico do sétimo semestre, Artur afirma que diversos colegas e amigos começaram a procurar por este auxílio profissional, em razão da instabilidade gerada pela pandemia e pela angústia diante do período pós-pandêmico. “Notamos, sim, uma piora na questão da saúde mental, ocasionada também por perdas. Foram muitas mudanças que ninguém previa, que aconteceram de forma muito rápida”.

Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí

Para conferir o Rizoma na íntegra, acesse:


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