Projeto Integrador leva futuros professores de Matemática a enfrentar a diversidade em sala de aula - Unijuí

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Ensinar matemática nem sempre começa pelos números. Às vezes, começa pelo olhar atento ao outro, pelas diferenças presentes em sala de aula e pela escuta das histórias que atravessam o processo de aprender. Foi a partir dessa compreensão que o Projeto Integrador: Educação, Diversidade e Movimento, do 2º módulo do curso de Matemática, se desenvolveu ao longo do semestre.

Com a orientação da professora Viviane Roncaglio Oizimas, o PI trouxe para o centro do debate temas sensíveis e indispensáveis à formação docente, como gênero, cultura, religião, classe social e inclusão. Como destaca Viviane, trata-se de pensar a inclusão de forma ampla, “não apenas considerando os alunos da educação especial, mas no sentido de incluir todos, independentemente de suas diferenças”. Essa reflexão ganhou sentido prático a partir da parceria com o Colégio Estadual Modelo, que apresentou a demanda de atender estudantes com dificuldades em matemática, muitos deles sem diagnósticos fechados ou fora do atendimento da sala de recursos. 

Diante dessa realidade, os acadêmicos acompanharam turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, planejando e desenvolvendo sequências de ensino voltadas às necessidades reais dos alunos. Para a acadêmica Rafaela Guth Trevizan, a experiência aproximou a Universidade da escola e deu sentido à formação: “Nos colocou em contato direto com a realidade escolar, permitindo que a teoria estudada ganhasse sentido prático. O PI também evidenciou a importância de olhar os alunos na sua singularidade, respeitando seus ritmos e suas limitações”, relata, ao destacar também o engajamento e a dedicação da turma diante do desafio.

O envolvimento dos grupos resultou em práticas bem recebidas pela coordenação e pelos professores do colégio e provocou mudanças significativas na forma como os futuros docentes compreendem o ensino. “Eles entraram no PI com uma concepção do que é ensinar e saíram com outra completamente diferente, com um olhar mais humano em relação ao outro”, avalia a professora Viviane. Para ela, os estudantes entenderam que “o processo de ensino e aprendizagem não é linear” e que considerar as diferenças é parte essencial do fazer docente,  um aprendizado que ultrapassa a matemática e marca profundamente a formação de quem estará à frente de uma sala de aula.


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