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A Associação de Artistas Visuais de Ijuí (AAVI) apresenta, no mês de abril de 2026, a exposição coletiva “Vestígios”, em cartaz no Museu Antropológico Diretor Pestana (MADP), em parceria institucional com o museu.
Reunindo cerca de 20 artistas com diferentes formações, trajetórias e linguagens, a mostra propõe uma reflexão sensível e contemporânea sobre as marcas deixadas pelo tempo, pela memória e pela experiência humana. A temática parte da ideia de vestígio como rastro, aquilo que permanece quando algo já não está mais presente. Elementos como pegadas, manchas, objetos esquecidos, móveis fora do lugar, cicatrizes, registros digitais e fragmentos da paisagem tornam-se metáforas visuais para pensar o que desaparece e o que resiste.
A exposição investiga a tensão entre efemeridade e permanência, abordando vestígios físicos, emocionais, sociais e simbólicos. As obras dialogam com questões como memória individual e coletiva, transformações urbanas, relações humanas, passagem do tempo e processos de apagamento. Ao explorar a presença construída pela ausência, os artistas convidam o público a refletir sobre como toda existência deixa marcas visíveis ou invisíveis, que revelam histórias, identidades e pertencimentos.
Com linguagens variadas, incluindo pintura, fotografia, escultura, instalação e outras expressões contemporâneas, “Vestígios” reafirma o compromisso da AAVI com a diversidade estética e a pluralidade de olhares. A mostra evidencia a potência da produção artística local ao promover o encontro entre diferentes gerações e percursos criativos, estimulando o diálogo entre artistas autodidatas e acadêmicos, bem como entre a tradição e a experimentação.
No contexto cultural contemporâneo, marcado por constantes transformações tecnológicas e sociais que alteram a relação com o tempo e a memória, a exposição assume relevância ao propor uma pausa reflexiva. Ao tratar de rastros, arquivos, apagamentos e permanências, “Vestígios” convida o público a reconsiderar a própria experiência cotidiana, ampliando a compreensão sobre como são construídas narrativas pessoais e coletivas a partir daquilo que permanece.
A parceria com o MADP reforça o papel do museu como espaço de mediação cultural e produção de conhecimento, aproximando a comunidade de reflexões estéticas e antropológicas que atravessam diferentes campos do saber. Destinada ao público em geral, a exposição busca proporcionar uma experiência acessível, sensível e crítica, fortalecendo o vínculo entre arte, memória e sociedade.
Por meio desta iniciativa, a AAVI reafirma sua missão de fomentar a criação artística, promover intercâmbios institucionais e contribuir para o desenvolvimento cultural da região, consolidando a arte como instrumento de reflexão e permanência no tempo.