COMUNICA

PORTAL DE NOTÍCIAS DA UNIJUÍ

Cultura

História do rock é contada em série na UNIJUÍ FM

O conteúdo tem o objetivo de divulgar o espetáculo “Na Onda do Rock”, em 19 de agosto, na UNIJUÍ

              

Marcando o Dia Mundial do Rock, estreia nesta sexta-feira, na programação da UNIJUÍ FM, o material de divulgação do espetáculo “Na Onda do Rock”, em que o Coral UNIJUÍ e Cia Cadagy sobem ao palco com convidados no dia 19 de agosto. A série no rádio, que leva o mesmo nome, vai trazer a história deste gênero musical em diferentes décadas e cenários, além de curiosidades sobre músicas e músicos escolhidos para compor o repertório, e vai ao ar às 7h30, 11h, 14h30, 18h e 21h. 

No espetáculo, Elvis Presley e Beatles vão representar o rock dos anos 50 e 60, que também terá representantes nacionais, como Cely Campelo, Raul Seixas, Rita Lee, Lulu Santos e Roupa Nova, que atingem o auge do sucesso na década de 80. Segundo Helena Sala, regente do Coral UNIJUÍ e idealizadora do “Na Onda do Rock”, a apresentação encerra com o rock gaúcho dos anos 90. “O repertório atravessa vários subgêneros, como o rock mais voltado para o country, o rock pop até o rock’n’roll. Escolhemos diversos músicos e compositores por questões do trabalho vocal com o Coral, mas teria muito mais para mostrar”, explica. 

A ideia é intercalar narrativas, fotos, vídeos, canto coral, banda e performances artísticas. E, para isso, entra em cena a Cia Cadagy. A professora do curso de Educação Física da UNIJUÍ e idealizado do espetáculo, Eloísa Borkenhagen, explica que as performances se basearam em dois elementos de criação, entre eles, a própria história do rock. “Estudamos quais foram as principais características dessa história que se inicia na década de 50 e para isso nos debruçamos num estudo dos estilos, o que se vestia, o que se dançava, como se dançava. E numa segunda perspectiva de criação buscamos nos inspirar no enredo que criamos junto com a história do rock, já que os personagens do palco vão ter suas performances embaladas pelas canções e sensações que estas canções produzem ao serem ouvidas”, conta. 

Para a apresentação, o “Na Onda do Rock” também vai receber convidados: Conjunto Instrumental do CEAP, e os músicos Lucas Prauchner, Carlos Eduardo Echart Montano, Oséias Machado e João Pedro Pacheco Van Der Sand. Será no dia 19 de agosto, às 19h, no Salão de Atos Argemiro Jacob Brumm, com ingressos vendidos ao valor promocional de R$ 15,00 valor social de R$ 10,00 e ingresso normal a R$ 20,00, que podem ser adquiridos com integrantes de ambos os grupos culturais ou nos caixas da Unijuí.


UNIJUÍ FM comemora 17 anos ao vivo com Mariana Marques e convidados

A programação também marca os dois anos do programa Canto das Fronteiras na emissora.

               

Mariana Marques apresenta ao vivo neste sábado, o Canto das Fronteiras, a partir das 12h, com participação de convidados que representam a música latinoamericana, vindos da Argentina e Paraguai. A programação marca os 17 anos da UNIJUÍ FM, comemorados em 20 de julho, e os dois anos do programa da cantora na emissora. 

Música, bate-papo e interação com os ouvintes devem marcar o Canto das Fronteiras, que recebe Los Alonsitos, da Argentina, e Marcelo Rojas, do Paraguai, que também sobem ao palco do Sesc com Mariana Marques nesta sexta-feira, 13 de julho, para o lançamento de Latinoamericana, novo trabalho da cantora. 

Mariana destaca que vai mostrar neste trabalho canções que fazem parte do cancioneiro brasileiro, mostrando elementos de nossa formação cultural e a integração entre os países. “Los Alonsitos estão com mais de 30 anos de carreira musical, são figuras muito conhecidas pelo chamamé, e que também abriram espaço para a música latina. Na Argentina, o Ariel, o Marcelo e o Marco são como o Zezé di Camargo e Luciano no Brasil. E o Paraguai é outra figura muito importante dentro desse cancioneiro, tendo o Marcelo Rojas como um grande harpista, que ganhou inúmeros festivais e faz turnês na Europa tocando este instrumento que, para mim, é um dos mais lindos. Nas minhas veias sempre correram sangue muito mais latinos do que de um só lugar, eu sou latinoamericana”, afirma. 

No programa desta sábado, Mariana Marques compartilha ao vivo sua nova música de trabalho, “Melodías em Flor”, em que divide os vocais com Los Alonsitos. Além de acompanhar essa grande comemoração pelas ondas do rádio, a UNIJUÍ FM vai promover uma LIVE a partir das 12h, pelo facebook.com/radiounijuifm.

                


Na onda do Rock: apresentação vai mostrar diversas fases do gênero musical na Unijuí

                 

Elvis Presley, The Beatles, The Rolling Stones, Raul Seixas e Rita Lee, entre outros artistas, vão invadir o Salão de Atos Argemiro Jacob Brum no mês de agosto. O gênero vai ganhar espaço no Projeto “Na onda do Rock”, apresentação que vai reunir o Coral Unijuí, a Cia. Cadagy e convidados no dia 19 de agosto, às 19h.

O valor promocional do ingresso é R$ 15, também é possível adquirir o ingresso com valor social, por R$ 10, já o ingresso normal pode ser adquirido por R$ 20, com integrantes de ambos os grupos culturais ou nos caixas da Unijuí.

O enredo do espetáculo vai percorrer diversas fases do gênero musical, contadas a partir da década de 50. Tudo vai começar em uma canção de Elvis Presley, um dos precursores do Rock, iniciando uma mostra que traça, em retrospectiva, intercalando narrativas, fotos, vídeos, canto coral, banda e performance artística sobre a história do rock.

Segundo os grupos culturais da Unijuí, organizadores do Projeto, a apresentação permitirá ao público emergir no gênero musical que transformou o mundo da música e possui um legado de histórias e memórias, além de muitas curiosidades. Recortes serão projetados nos telões sobre os programas/curtas feitos pela Unijuí FM. O objetivo é resgatar músicas marcantes em diferentes décadas de história.

Para a apresentação, o “Na Onda do Rock” vai receber como convidados o Conjunto Instrumental do CEAP, Lucas Prauchner, Carlos Eduardo Echart Montano e João Pedro Pacheco Van der sand.

Mais informações: cultura@unijuí.edu.br ou fone: (55) 3332-0346.


Projeto executado no MADP digitaliza o acervo fotográfico doado pela comunidade de Ijuí

                

Com o objetivo de digitalizar o acervo fotográfico doado pela comunidade de Ijuí, custodiado pelo MADP, tendo como destaque os conjuntos de autoria da Família Beck e Eduardo Jaunsem, a Associação de Amigos do Museu Antropológico Diretor Pestana, juntamente com o Museu Antropológico Diretor Pestana, tiveram o Projeto "Difusão da memória social de Ijuí e região noroeste do Rio Grande do Sul: acesso eletrônico ao acervo fotográfico das atividades econômicas registradas no período 1900-1990", contemplado.

O projeto, no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), é financiado pela Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e do Pró-cultura RS FAC e já está em fase final de realização.

A partir da reprodução de uma parte dos arquivos e coleções (aproximadamente 2000 unidades) estão sendo geradas matrizes digitais com qualidade de preservação, viabilizando-se derivadas de acesso para a difusão na internet, por meio de guia dos acervos iconográficos, seguido de catálogos das doações de Ijuí e dos fotógrafos mencionados.

Para a digitalização dos originais fotográficos, foi prevista a aquisição de scanner, computador e de servidor de processamento e armazenamento dos representantes digitais.

                    


Semana de cinema no Museu: confira as atrações do Cine AIPAN

O Museu Antropológico Diretor Pestana – MADP e a Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural - AIPAN, com o apoio do Sinpro Noroeste e o SindiComerciários Ijuí promovem durante todo o ano, o CINE AIPAN, através da exibição de filmes com temática socioambiental. Os filmes são exibidos, gratuitamente, às 19h30min, no Auditório do Museu. 

Confira as próximas sessões: 


4 de julho de 2018 (quarta-feira) - Nascidos na China 

Uma jornada épica pelas selvas da China, das montanhas frígidas ao coração da floresta de bambu. Três espécies de animais e seus momentos mais íntimos. Urso panda. Uma mãe guia seu bebê, que está crescendo, e começa a explorar e a procurar a independência. Macaco dourado. Um de apenas dois anos se sente deslocado pela irmã ainda mais nova e se junta com um grupo de animal de outra espécie. E leopardo da neve. Uma mãe leopardo enfrenta o drama de criar seus dois filhotes em um dos ambientes mais duros e implacáveis do planeta. 

Tempo de duração:  95 min 

6 de julho de 2018 (sexta-feira) - As Aventuras de Ozzy

 A vida de Ozzy, um adorável beagle, está prestes a mudar completamente. Quando sua família, Susan, Ted e sua filha Paula, decidem fazer uma longa viagem e não podem levá-lo junto, Ozzy acaba hospedado em um conceituado spa canino chamado Hotel para Cães, que os seus donos acreditam ser uma espécie de hotel cinco estrelas para cachorros. Porém, a aparência perfeita do lugar na verdade é só uma fachada inventada pelo proprietário, o Sr. Robbins. Ozzy logo descobre que Hotel para Cães é uma prisão. Uma vez lá dentro, ele terá de evitar o perigo que o cerca e encontrar forças e aliados para acompanhá-lo nessa aventura e tentar a qualquer custo voltar para casa sã e salvo.

Tempo de duração:  90 min 

Museu Antropológico Diretor Pestana - MADP

Rua Germano Gressler, 96, Bairro São Geraldo (ao lado da Sede Acadêmica da UNIJUÍ)

Mais informações: telefone (55) 3332-0257 / e-mail madp@unijui.edu.br.


Professores Neyta e Dinarte Belato realizam o lançamento de duas obras na Unijuí

                 

O Hall da Biblioteca Mario Osorio Marques, em frente ao novo espaço da Editora Unijuí, recebeu, na noite desta quinta-feira, o lançamento de duas obras de professores seniores da Unijuí: a socióloga Neyta Oliveira Belato e o historiador Dinarte Belato lançaram obras frutos de pesquisas.

Os livros têm como títulos “Memória Familiar: histórias das famílias Oliveira, Ávila, Almeida, Brum e Moreira” e “Legado Franciscano: contribuição dos freis capuchinhos na educação de filhos de colonos italianos do Rio Grande do Sul, 1950-1970”. O lançamento foi realizado por meio do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) e do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação (DACEC), com colaboração da Editora Unijuí. 

Sobre a obra “Memória Familiar”, a professor Neyta abordou a motivação de pesquisa: “é um trabalho que começa após o nascimento da minha neta, a Júlia. Quando ela nasceu, eu me dei conta de que não sabia quase nada da história da minha família. Por isso, decidi escrever, para que ela possa ter um pouco mais de identidade e conhecimento da história familiar. Esta memória não quer simplesmente trazer a árvore genealógica das pessoas, ela é dirigida aos netos, para que entendam a história e o processo de desenvolvimento da região”, comentou a professora.

De acordo com Dinarte Belato, o livro “Legado Franciscano” significa o encontro de 17 colegas que entraram em um Seminário em 1953 e, 50 anos depois, se reencontraram. “Decidimos que todos os encontros eram momentos de reflexão para reconstruir a nossa história. É, de fato, uma construção coletiva deste grupo, com a colaboração importantíssima das nossas esposas, tanto do ponto de vista teórico, quanto da participação nos debates e com relatos pessoais. Dividimos a obra em três capítulos, representando os tempos distintos da nossa trajetória”, complementou o professor.  

O Vice-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Fernando Jaime González, que esteve presente no lançamento, comentou sobre a importância do lançamento. “Fomos apresentados a duas obras que permitem entender o porquê desta região ter se desenvolvido da forma como se desenvolveu, permitem compreender o porquê desta região ser diferente, com Instituições como a Unijuí, os Coredes, que aqui nasceram, além do trabalho comunitário de base”, observou.

Confira mais detalhes das obras:

“Memória Familiar: histórias das famílias Oliveira, Ávila, Almeida, Brum e Moreira”, de Neyta Oliveira Belato e Dinarte Belato: é um livro de resgate das histórias de vida das famílias, num entrelaçamento de suas origens, raízes, com a vida do trabalho, numa perspectiva que estabelece relações com o lugar, os processos de ocupação e uso da terra, a produção e o trabalho com as demais instâncias da vida, como a educação, a arte, o lazer, a solidariedade, num tempo-espaço, onde estes sujeitos são atores sociais da história local/regional. Uma trama de memórias coletivas, produzindo história que é referência para o presente e o futuro.  

Legado Franciscano; contribuição dos freis capuchinhos na educação de filhos de colonos italianos do Rio Grande do Sul, 1950-1970”, com redação de Dinarte Belato: é o relato de um grupo de 15 ex-seminaristas e de frei Antoninho Pasqualon, filhos de colonos, em sua quase totalidade descendentes de imigrantes italianos, que ingressaram no seminário da Província dos freis capuchinhos em 1953. É importante salientar que o texto contou sempre com a colaboração das esposas, que ativamente participaram de sua construção. O livro compõe-se de três capítulos. De um ponto de vista histórico, segundo Dinarte Belato, em resumo fornecido pela Diagrama Editorial, é importante salientar que a “sociedade dos colonos” e a “sociedade dos capuchinhos”, tal como nelas vivemos e aqui descrevemos, não mais existem, transformadas que foram pelos movimentos de renovação e aggiornamento (atualização) da Igreja Católica, e transformações pelas quais passou a sociedade brasileira, que erradicaram as antigas estruturas originárias da ocupação colonial por imigrantes europeus de parcelas significativas do território do Rio Grande do Sul.

O livro está disponível em e-book, pelo link: www.diagramaeditorial.com.br/legado


Unijuí lança duas obras de professores seniores

                 

O Hall da Biblioteca Mario Osorio Marques, em frente ao novo espaço da Editora Unijuí, será local, no início da noite desta quinta-feira, do lançamento de duas obras de professores seniores da Unijuí: a sociológica Neyta Oliveira Belato e o historiador Dinarte Belato. O evento inicia às 19h30min.

Os livros têm como títulos “Memória Familiar: histórias das famílias Oliveira, Ávila, Almeida, Brum e Moreira” e “Legado Franciscano: contribuição dos freis capuchinhos na educação de filhos de colonos italianos do Rio Grande do Sul, 1950-1970”.

Na Unijuí, o lançamento será realizado por meio do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) e do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação (DACEC). 

Confira mais detalhes das obras:

“Memória Familiar: histórias das famílias Oliveira, Ávila, Almeida, Brum e Moreira”, de Neyta Oliveira Belato e Dinarte Belato: é um livro de resgate das histórias de vida das famílias, num entrelaçamento de suas origens, raízes, com a vida do trabalho, numa perspectiva que estabelece relações com o lugar, os processos de ocupação e uso da terra, a produção e o trabalho com as demais instâncias da vida, como a educação, a arte, o lazer, a solidariedade, num tempo-espaço, onde estes sujeitos são atores sociais da história local/regional. Uma trama de memórias coletivas, produzindo história que é referência para o presente e futuro.  

Legado Franciscano; contribuição dos freis capuchinhos na educação de filhos de colonos italianos do Rio Grande do Sul, 1950-1970”, com redação de Dinarte Belato: é o relato de um grupo de 15 ex-seminaristas e de frei Antoninho Pasqualon, filhos de colonos, em sua quase totalidade descendentes de imigrantes italianos, que ingressaram no seminário da Província dos freis capuchinhos em 1953. É importante salientar que o texto contou sempre com a colaboração das esposas, que ativamente participaram de sua construção. O livro compõe-se de três capítulos. De um ponto de vista histórico, segundo Dinarte Bellato, em resumo fornecido pela Diagrama Editorial, é importante salientar que a “sociedade dos colonos” e a “sociedade dos capuchinhos”, tal como nelas vivemos e aqui descrevemos, não mais existem, transformadas que foram pelos movimentos de renovação e aggiornamento da Igreja Católica, e transformações pelas quais passou a sociedade brasileira, que erradicaram as antigas estruturas originárias da ocupação colonial por imigrantes europeus de parcelas significativas do território do Rio Grande do Sul.


Unijuí recebeu Concerto Internacional do Quinteto da Orquestra da Georgia

A UNIJUÍ recebeu na noite de domingo, 10 de junho, a apresentação do Quinteto da Orquestra da Universidade da Georgia, vindo dos Estados Unidos. A atração internacional, que lotou o Salão de Atos Argemiro Jacob Brum, foi realizada por professores da University of Georgia que são: Levon Ambartsumian, violino, Shakhida Azimkhodjaeva, violino, David Starkweather, cello e Evgeny Rivkin, piano. O Quinteto conta ainda com o professor da Southwestern Adventist University, Rogério Nunes, único brasileiro do grupo, na viola. O recital apresentou os Quintetos de Brahms e Schumann.

Confira imagens da apresentação:

 


Neste domingo a Unijuí recebe show do Quinteto da Universidade da Georgia

                      

Neste domingo, às 19h30min, a música clássica vai ganhar o palco do Salão de Atos Argemiro Jacob Brum, no Campus Ijuí. A Universidade recebe o Concerto Internacional do Quinteto da Universidade da Georgia (EUA), que traz a apresentação de professores de Violino, Viola, Violoncelo e Piano para o Recital com os Quintetos de Brahms e Schumann.

O Quinteto é formado por professores da University of Georgia que são: Levon Ambartsumian, violino, Shakhida Azimkhodjaeva, violino, David Starkweather, cello e Evgeny Rivkin, piano e o brasileiro Rogério Nunes, professor da Southwestern Adventist University que toca viola.

O Concerto Internacional tem o apoio da Prefeitura Municipal de Ijuí, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo de Ijuí, e Fecomércio/RS Sesc.


"Se Educação de qualidade é apenas para alguns, teremos cada vez mais injustiças sociais"

Attico Chassot, professor, pesquisador e escritor é um dos autores que publicam pela Editora Unijuí. Uma das obras em circulação, intitulada “Para que (m) é útil o ensino?”, trata-se de uma provocação, nas palavras do próprio autor, observando que a obra procura trazer alternativas para um ensino mais útil na busca da cidadania. A Universidade lançou, também, a obra “Alfabetização Científica: questões e desafios para a educação” mais recentemente. Chassot concedeu entrevista para o site da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) em que comenta as aspectos das suas obras. Confira a seguir:

                   

- O seu livro publicado pela Editora Unijuí busca apresentar alternativas de ensino que sejam estimulantes para alunos e proveitosas para professores, de modo a criar um ambiente educacional mais produtivo para todos. Mas no título sua obra traz uma espécie de provocação: "Para que(m) é útil o ensino?". Poderia comentar sobre a escolha dessa pergunta diante dos temas abordados?

Por primeiro parece oportuno referir que Para que(m) é útil o ensino? (1995, 1ed) é um dos meus seis livros ora em circulação. Honro-me em destacar que destes, quatro são de editoras universitárias. Este livro foi tecido com excertos de minha tese de doutorado na Ufrgs, em 1994, Para que(m) é útil ensino de Química? Esta é uma quarta edição ampliada. Quase um quarto de século pode parecer muito tempo, especialmente se nos dermos conta que entre nós a gênese dos estudos no ensino das Ciências é da última década do Século 20. Os livros envelhecem (ou, talvez, maturam) com velocidades muito diferenciadas. Mesmo podendo ser colocado em suspeição, ouso afirmar que este livro é ainda atual.

Está bem-posta a afirmação de que o título traz uma espécie de provocação. Não foi confortável constatar, depois de já ter sido professor há mais de três décadas, que a maioria do que se ensinava acerca da Química na Educação Básica era inútil ou não tinha serventia. Este livro traz alternativas para um ensino mais útil na busca da cidadania. 

- Hoje, se perguntarmos a qualquer cidadão ou representante político estes dirão que a educação é certamente uma área de suma importância para a formação de uma sociedade mais igualitária, desenvolvida e digna. Este discurso é um típico lugar-comum dito pelas pessoas: a educação é algo positivo para o crescimento de um país e ninguém nega este fato. No entanto, por que continuamos a ter problemas crônicos na educação brasileira, na infraestrutura de escolas e na condução de pesquisas mesmo no Ensino Superior? Há uma hipocrisia na forma com que tratamos a educação?

É quase um senso comum que a Educação é muito importante para a construção digna de uma sociedade mais justa. Provavelmente há consenso nisso. Mas, lamentavelmente isso é uma utopia. Hoje, com a Educação transformada em mercadoria –- e uma mercadoria muito bem valorizada e muito apetecível ao mercado –- ela promove exatamente o contrário: um mundo mais injusto. Se Educação de qualidade é apenas para alguns, teremos cada vez mais injustiças sociais. Hoje parece mais atual a afirmação que coloquei na portada do sexto capítulo: A (re)produção do conhecimento químico: Se a educação que os ricos inventaram ajudasse o povo de verdade, os ricos não dariam dessa educação pra gente (Frase que recolhi afixada em um cartaz, na Fundep/DER, em Braga, RS).

- Por fim, gostaríamos de saber o que ainda o impele a ser um professor tão atuante até hoje, mesmo com mais de 50 anos lecionando e com presença em diversas instituições de ensino

Vou tentar trazer respostas a esta pergunta –- que tem sido muito recorrente ao professor que no próximo ano (2018) se fará octogenário –- em duas dimensões. Numa sou o receptor das ações e em outra sou o doador.

Tenho dito (e ainda escrevi recentemente em mestrechassot.blogspot.com) que há ações –- como estar a quase cada semana em estado diferente do Brasil dando palestras –- que tonificam ou revitalizam meu ser professor. Metaforicamente é a dopamina que preciso para potencializar necessidades a um pleno funcionamento de meu cérebro. Envolvo-me há mais de cinco anos na REAMEC (Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática) em um (ex)(in)tenso voluntariado que inclui ministração de seminários nos estados amazônicos, presença em atividades docentes e orientação de teses doutorais. As semanas que não tenho viagem sinto uma abstinência ‘dessa dopamina’.

A segunda dimensão à resposta desta pergunta está referida ao contexto onde está inserta esta entrevista: Associação Brasileira das Editoras Universitárias. Tenho brincado que se um dos critérios para um bom lugar no paraíso (que parafraseando Gaston Bachelard, deve ser uma imensa biblioteca) for o número de livros transportados, eu só perco para livreiros. Tenho orgulho de eu já ter disseminado livros em cada uma das 28 unidades da federação. Sinto-me um mascate levando sempre uma mala de livros. Posso dizer que para centenas de jovens brasileiros eu oportunizei terem um primeiro livro autografado. Não é sem a minha contribuição física que A Ciência é masculina? É, sim senhora! (Editora Unisinos) chegou a 8ª edição em 2017 ou que Alfabetização científica: questões e desafios para educação (Editora Unijuí) terá seu relançamento em Belém em junho de 2018. Devo dizer que de todos os livros que escrevi este é o meu preferido. Talvez porque desde a primeira edição, em 2000 os direitos autorais de todas edições são destinados ao Departamento de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

Estas são as duas dimensões: numa sou o receptor porque o meu ser professor é revitalizado pelas minhas ações e na outra sou o doador, pois com o semear livros ensejo que meus leitores se envolvam na construção de um mundo mais justo.

Mais sobre o autor

Foi professor na Educação Básica em diversas Escolas (Jacob Renner, em Montenegro; São José e Pedro Schneider em São Leopoldo; Concórdia, Israelita Brasileiro e Júlio de Castilhos em Porto Alegre) cursos pré vestibulares (IPV, Arquimedes, CAFDR) e de Universidades como a PUC-RS, FAPA, UFRGS (coordenador do Curso de Química e diretor do Instituto de Química) ULBRA, UNISINOS (Coordenador do Mestrado e Doutorado em Educação; do Centro Universitário La Salle, em Canoas; do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) no Campus de Frederico Westphalen e do Mestrado Profissional de Reabilitação e Inclusão do Centro Universitário Metodista – IPA. Foi professor visitante na Aalborg Universitete na Dinamarca. É Orientador de doutorado na REAMEC - Rede Amazônica Ensino de Ciência.

Confira as obras no site da Editora Unijuí.