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Projeto vai acompanhar pacientes renais da pré-cirurgia até 10 anos após o transplante

               Confira uma nova matéria do Projeto Popularização da Ciência.

                       

Com o objetivo de acompanhar doentes renais crônicos submetidos a transplante renal, desde o momento da pré-cirurgia até 10 anos após o procedimento, a Unijuí desenvolve um estudo que vai permitir uma coleta de dados extensa e importante para a região, a partir da análise de procedimentos realizados em um hospital de grande porte no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. O projeto “Acompanhamento de Pacientes Desde a Lista de Espera Até Após o Transplante Renal”, é realizado pelo Departamento de Ciências da Vida (DCVida), com a coordenação da professora Eliane Roseli Winkelmann.

O acompanhamento dos indivíduos será realizado mediante avaliações periódicas sobre fatores de risco para doenças cardiovasculares, complicações associadas, mortalidade, exames laboratoriais, medidas antropométricas (verificação do peso corporal, de altura e circunferência abdominal), força muscular respiratória, capacidade funcional máxima e submáxima, resistência de membros inferiores, qualidade de vida e aferição do cronotipo (ritmo corporal).

Na região noroeste do Estado há vários centros de hemodiálise, sendo que um deles localiza-se no município de Ijuí, no qual também são realizadas cirurgias de transplante renal. Embora os pacientes possuam um acompanhamento clínico após o transplante, ainda não existe uma análise das variáveis laboratoriais, físicas e de qualidade de vida que possam mostrar o impacto do tratamento com transplante na doença renal.

 “A pesquisa tem fundamental contribuição à sociedade, pois este é o único projeto com esta população realizada em nossa região. Isto permite termos dados de nossa realidade regional, e, a partir disto, constituir fonte de informação para as intervenções, quando necessárias”, observa a professora Eliane Roseli Winkelmann.

Este projeto de pesquisa terá 10 anos de duração (2017-2027) e conta com um grupo formado pela professora Dra. Eliane Roseli Winkelmann (Fisioterapia), professor Dr. Matias Nunes Frizzo (Farmácia), professora Dra. Maristela Borin Busnello (Nutrição), e os médicos nefrologistas Douglas Prestes Uggeri e Maria Leocádia Bernardes Amaral Padilha. Também participam do projeto médicos voluntários, estudantes de graduação e pós-graduação, que estão cursando especialização ou o Mestrado em Atenção Integral à Saúde.   

Saiba mais sobre Transplante Renal

Segundo a professora Eliane Roseli Winkelmann, o transplante renal é considerado a mais completa alternativa de substituição da função dos rins, melhorando a qualidade de vida, pois esse transplante garante mais liberdade na rotina diária do paciente. Esse tipo de transplante está indicado para pacientes que apresentam doença renal crônica avançada. A indicação do transplante de rim é feita após o médico nefrologista avaliar o paciente. 

Segundo estudos realizados no Brasil, o tempo médio de permanência em lista de espera pelo transplante renal é de dois anos para receptores de doador vivo (ou seja, pessoas que doam um dos seus rins em vida para outra pessoa) e um ano e meio para receptores de doador cadáver (doação do rim pela pessoa que já morreu). Após o transplante renal espera-se uma melhora significativa em todos os sistemas, porém a recuperação pode ser lenta. “Atualmente há um aumento global no número de pacientes em diálise, e também redução da taxa de mortalidade destes indivíduos”, afirma a professora Eliane.


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