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Renovado convênio para execução do programa Rede Leite

Por mais cinco anos, programa envolverá instituições de ensino, Emater e Embrapa em atividades que visam fortalecer a agricultura familiar e, principalmente, a pecuária leiteira.

                 

Foto de arquivo da Rede Leite

O Diário Oficial da União, do dia 4 de novembro, traz uma boa notícia para Ijuí e região: a renovação do termo de cooperação entre a Unijuí, Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Instituto Federal Farroupilha, Emater/RS-Ascar e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A parceria tem o intuito de unir esforços para execução de trabalhos de pesquisa e extensão agropecuária, em torno do Programa em Rede de Pesquisa-desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira na Região Noroeste do Estado, Rede Leite.

“A renovação é muito importante porque fortalece o trabalho da Rede Leite e, consequentemente, a agricultura familiar e aqueles que atuam na pecuária leiteira. O convênio prevê ações de pesquisa-desenvolvimento entre as instituições signatárias e junto a agricultores familiares de 45 municípios pertencentes à abrangência da Emater Regional de Ijuí, que envolve os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) das regiões Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí”, explicou o professor do curso de Agronomia e do mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade da Unijuí,  coordenador substituto da Rede Leite, Roberto Carbonera.

Conforme explica o docente, o trabalho teve início em 2005 e existe, formalmente, desde 2008. São mais de 15 anos de ação, onde as instituições de ensino e pesquisa atuam conjuntamente com a extensão rural para a solução de problemas vinculados à agricultura familiar, em uma relação triangular: pesquisa, extensão e agricultores.

“O projeto desenvolve ações que perpassam pela produção, comercialização e condições onde ocorrem os processos produtivos, que visam a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida dos agricultores”, explicou Carbonera.

O professor salienta que o projeto terá grandes desafios pela frente, como a busca por respostas sobre quais os caminhos para o desenvolvimento da agricultura familiar. Como será o futuro da produção de leite e se essa produção, à base de pastagem, terá viabilidade, ou o caminho será o confinamento da produção. Estão abertas questões sobre como incluir novos segmentos à atividade, tendo em vista o processo de redução ou a exclusão de agricultores; e quais são as propostas dos agricultores, da extensão, instituições de ensino e da pesquisa para a agricultura familiar.

“Com a renovação, o projeto está programado para acontecer por mais cinco anos. Pensando nisso, já está sendo programada uma reunião entre as instituições, para que possamos realizar o planejamento estratégico do próximo período”, completou o professor.

A coordenação atual do projeto está sob a responsabilidade do engenheiro agrônomo João Schommer, da Emater/RS-Ascar. Assume como secretário-geral o pesquisador Gustavo Martins da Silva, da Embrapa Bagé; e a coordenação substituta, o professor Roberto Carbonera.


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