COMUNICA

PORTAL DE NOTÍCIAS DA UNIJUÍ

Comunicação Social - Jornalismo (Bacharelado)

Estudantes participam de workshop sobre Jornalismo Digital

                  

Na quarta-feira, 20 de março, os estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda participaram do workshop Jornalismo digital: tendências e desafios na era da desinformaçãoO evento realizado no Centro de Eventos da Unijuí, contou com o jornalista e editor assistente da Editoria Rural do Correio do Povo Danton José Boatini Júnior e a professora de Jornalismo Marizandra Rutilli que fez a mediação da conversa.

O advento das novas tecnologias, em especial as redes sociais digitais e os dispositivos móveis, provocaram uma reconfiguração no fazer da comunicação e jornalístico. O objetivo do workshop era de compartilhar experiências sobre a pesquisa acadêmica, seus desafios e horizontes e, além disso, debater sobre a prática profissional a partir de um contexto digital e multimídia.

“Eu sou da opinião de que a principal ferramenta de trabalho do jornalista é a mesma desde o início da profissão que é a língua portuguesa. Se o profissional não domina o seu idioma ele não consegue trabalhar em mídia nenhuma e fora isso a questão da perspicácia, saber procurar a notícia, ver onde ela está. Hoje em dia quando o repórter sai para pauta ele tem um bloquinho, caneta e também com o smartphone para fazer imagens, vídeos. Então se exige uma intimidade com as tecnologias” explica Danton.

Segundo Danton, vivemos em um momento que a circulação de matérias sem checagem nenhuma é muito maior, por isso é preciso que os jornalistas façam uma autocrítica sobre o material que é produzido “Precisamos olhar para o tipo de jornalismo que estamos fazendo, será que é um jornalismo que continua conectado com a sociedade, será que tem condições ou legitimidade e credibilidade para dizer o que é uma Fake News? ”. Estas foram algumas discussões realizadas pelos alunos e o Jornalista na noite.

Texto: Giuli Ana Izolan, estudante de Jornalismo


Diversão e interatividade marcam a recepção dos estudantes

                   

Na última quarta-feira, 13 de março, ocorreu a recepção dos acadêmicos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unijuí. A noite foi marcada por diversão e muita interatividade resultado do Jogo de Tabuleiro, onde os alunos jogavam o dado para andar casas e realizar as atividades proposta em cada número. Por meio da ação os estudantes puderam conhecer os laboratórios de áudio, vídeo, foto e a Agência Experimental dos cursos - a Usina de Ideias. O evento também promoveu a interação entre veteranos, calouros, professores e funcionários.

Para a coordenadora dos cursos, professora Rúbia Beatriz Schwanke, a recepção teve uma boa adesão por parte dos acadêmicos. “Nós propusemos uma atividade de interação em que eles montaram equipes, com os calouros e veteranos, e participaram de interações com o curso nos laboratórios. Pela movimentação e demonstração de alegria percebe-se que o evento surtiu o efeito que nós buscávamos, pois ele tinha como finalidade esta questão da integração e colaboração mútua entre eles e para que os alunos que entraram agora também pudessem reconhecer os espaços. Foi um evento bem positivo, uma noite muito produtiva que culminou com o trote que os veteranos realizaram com os acadêmicos. Acho que a gente começa com energia muito boa para tocar o semestre todo”, comenta.

A recepção teve muita música que foram selecionadas no Spotify antes do evento pelos acadêmicos para a playlist interativa. Mas a programação da recepção continua, na quarta-feira, dia 20 de março acontece a palestra com o jornalista Danton José Boatini Júnior. O evento acontece no Centro de Eventos, às 19h30 e tem como objetivo compartilhar experiências sobre a pesquisa em jornalismo digital e a sobre prática profissional. Apresentar cases de reportagens multimídia e abordar o seu processo de produção.

Por Giuli Ana Izolan, estudante de Jornalismo.

Foto: Marjory Mayer 

 


Redação K1 inicia nova temporada

Projeto do curso de Jornalismo da Unijuí reestreia como webjornal com publicação permanente de conteúdo

                      

Notícias e reportagens sobre aspectos locais das regiões Noroeste Colonial, Missões, Celeiro e Fronteira Noroeste. É isso que o leitor vai encontrar no site www.redacaok1.worpress.com, novo endereço do projeto do curso de Jornalismo da Unijuí que já existe desde 2012.

O projeto leva o nome da sala, K1, em que são desenvolvidas várias das aulas de redação do curso no campus Ijuí. A proposição na nova fase é consolidar-se como um webjornal com notícias sobre a realidade local. Ao mesmo tempo em que possibilita aos acadêmicos e acadêmicas de Jornalismo um espaço de formação profissional, o projeto contribui com o jornalismo local. Para a professora de Redação Jornalística I, Marizandra Rutilli, o K1 é uma oportunidade para que os estudantes possam perceber os contextos locais e colaborar socialmente por meio do texto escrito.

Todas as quintas-feiras será publicada uma nova reportagem em profundidade, sobre temas da região, ou com um olhar regional para temas mais amplos. Nas terças-feiras serão publicadas as notícias. As reportagens foram produzidas na disciplina de Redação Jornalística III, ministrada pela professora Lara Nasi e as notícias na disciplina de Redação Jornalística I, a cargo da professora Marizandra Rutilli, no primeiro semestre de 2018.

“Nossa expectativa é que o site, agora como projeto permanente do curso de Jornalismo, traga uma pluralidade de fontes para aprofundar o debate sobre diferentes temas sociais na região, seja em notícias, reportagens e até em outras linguagens”, finaliza Lara.

As produções do Redação K1 também podem ser acompanhadas na fanpage do projeto, no endereço: https://www.facebook.com/redacaok1.


Projeto Entre Nós resgata a história indígena da região

Projeto é o último desenvolvido pelas disciplinas da ênfase II, de Jornalismo, e traz à tona desde a herança, até as demandas contemporâneas dos indígenas que vivem na região Noroeste Missões.

                

Com objetivo de valorizar a cultura indígena, a última turma das disciplinas da ênfase em Jornalismo desenvolveu o projeto Entre Nós. Ele busca, por meio de produções em texto, fotografia, áudio e vídeo, resgatar desde a herança, o legado e as demandas contemporâneas dos indígenas que vivem na região Noroeste Missões. O projeto foi desenvolvido em cinco disciplinas da ênfase II do Jornalismo: Produção Multimídia II, Produção de Texto II, Produção de Áudio II, Produção de Vídeo II e Produção de Foto II, com orientação das professoras Lara Nasi e Vera Raddatz, e do professor Celestino Perin.

Para desenvolver a proposta, muitos acadêmicos visitaram as Aldeias da região e tiveram a oportunidade de vivenciar a realidade do povo indígena. Foi dessa experiência que surgiram as pautas que abordam a luta pela demarcação de terras, a educação básica indígena, os jovens nas aldeias, entre outros aspectos. "Tivemos a ajuda de uma indígena egressa da Unijuí, a Leda Sales, que hoje atua na Secretaria Especial de Saúde Indígena e nos passou o contato de diversas lideranças indígenas da região", acrescenta a professora de Jornalismo Lara Nasi. Os trabalhos podem ser conferidos pelo site www.entrenosunijui.wixsite.com/entrenos ou na página do Facebook www.facebook.com/entrenosunijui/.

Questionada sobre o que este último trabalho desenvolvido pela ênfase deixou de legado, a professora cita a importância desses projetos, não só o Entre Nós, mas os outros trabalhos como o Ambiente-se, que abordou a questão ambiental, e o Plurais, desenvolvido pelo curso de Publicidade e que permanece em atuação, como espaços que despertam a sensibilidade dos acadêmicos para temas sociais. “Jornalistas precisam defender os direitos humanos, como consta em nosso Código de Ética. E penso que os jornalistas em formação, que saem com essa experiência de trabalhar com profundidade temas sociais tão sensíveis e complexos, ganham muito, para a prática profissional, para a vida. Como também ganha a comunidade, que terá jornalistas mais sensíveis às questões sociais. Acho que é nisso que devemos focar também no novo currículo, essa atenção aos temas contemporâneos e a profundidade na abordagem e envolvimento. Ver o engajamento dos estudantes nesses projetos é incrível”, finaliza.


Empreendedorismo Social é tema da Semana Acadêmica da Comunicação

Culturas digitais, consumo e iniciativas de comunicação independentes e colaborativas são algumas das discussões que acontecem entre os dias 10 e 17 de maio

                 

 O evento está acontecendo em dois momentos: na quinta e sexta-feira a programação contemplou o lançamento do Desafio Empreendedor, em conjunto com os demais cursos do Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação (Dacec). Para motivar os alunos na proposição de empreendimentos sociais, ocorreu a conversa com Fernando José Stanck, gestor do Parque Científico e Tecnológico da Incubadora Tecnológica da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e a apresentação de um caso de inovação, a Plataforma Gorila, desenvolvida por uma empresa incubada na Criatec. Na sexta, 11, foi realizado um workshop de Criatividade e Inovação, ministrado pela professora Márcia Almeida.

Já na próxima semana, de 14 a 17 de maio, as atividades são específicas dos cursos da área da Comunicação e acontecem no Centro de Eventos. A temática é o empreendedorismo social, em consonância com a proposta do departamento no Desafio Empreendedor. Para isso, na segunda-feira, 14, a palestra foi realizada pela professora Sandra Rubia da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM. Ela vai abordar Culturas digitais, consumo e diversidade: problematizando os estudos sobre a internet no campo da comunicação. A partir de terça, as atividades são dedicadas ao estudo e à apresentação de casos. Na terça-feira, 15, a diretora da Agência RDV de Porto Alegre e editora do portal Meu Bairro, Letícia Demoly, fala sobre a importância das parcerias para os resultados nos negócios. Na quarta, 16, será a vez de conhecer A experiência da TV OVO: mídia independente e colaborativa, com um dos fundadores do grupo, Alexsandro Pedrollo de Oliveira. Por fim, na quinta-feira, a Semana Acadêmica abre espaço para o projeto ZH na Faculdade e recebe o jornalista e editor de esportes do grupo, Diego Araújo, que apresenta o caso: GaúchaZH: o produto de uma integração.

“Na Semana Acadêmica da Comunicação a temática do empreendedorismo social será aprofundada a partir da realização de palestras. A intenção é mostrar como as práticas da área da comunicação perpassam as discussões acadêmicas e também na realidade do profissional no mercado de trabalho”, explica a coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, Rúbia Schwanke.

                     


Professora Sandra Rubia da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM


Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: uma reflexão!

                

Na quinta-feira, 3 de maio, é comemorado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Essa data celebra o direito de todos os profissionais da mídia de investigar e publicar informações de forma livre. No ano de 1993, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) criou a data com o intuito de alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados por apurar e tornar públicas as informações. 

Nesse ano, o Brasil assumiu o 102º lugar no Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa produzido anualmente pelo Repórteres Sem Fronteiras – subindo uma posição comparado ao ano de 2017. O primeiro lugar do ranking ficou com a Noruega, em segundo lugar a Suécia e em terceiro Países Baixos. Segundo a pesquisa “World trends in freedom of expression and media development”, realizada pela Unesco, entre os anos de 2012 e 2016, foram 530 jornalistas mortos, uma média de duas mortes por semana. No Brasil, em 2016, foram cinco jornalistas mortos por exercer sua profissão.

A liberdade de imprensa ganhou força no Brasil quando, em 1988, a Constituição Brasileira reservou um capítulo específico para a comunicação social. Trata-se dos artigos 220 a 224, que regulam a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a censura, a propriedade das empresas jornalísticas e a livre concorrência. Para o professor do curso de Direito, Gilmar Antonio Bedin, “o ganho foi imenso, pois o princípio da liberdade de imprensa estabelece um ambiente social e institucional no qual, sem censura ou medo, várias opiniões e ideologias podem ser apresentadas e debatidas, materializando o princípio constitucional do pluralismo político”.

Segundo o professor, o principal direito assegurado pela Constituição é o direito da ampla liberdade de expressão, sem censura prévia, e a garantia do sigilo das fontes jornalísticas quando necessário, além do direito de cobertura de todos os acontecimentos políticos e sociais do país, sem necessidade de autorização prévia dos poderes constituídos. “Mas também é necessário um limite. A Constituição de 1988 assegura, como um dos direitos fundamentais a liberdade de imprensa, mas também estabelece que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”, ressalta.

Para o jornalista Gabriel Garcia, egresso da Unijuí, a liberdade de imprensa é uma segurança para o profissional. “Temos que poder levar ao nosso público a notícia clara e verdadeira. Independentemente do que seja e de quem atinja. Nosso papel é noticiar”, comenta.

O jornalista destaca ainda, para os futuros jornalistas, a importância e responsabilidade da profissão: “Ouvir, checar e confirmar um fato. Precisamos constantemente nos manter firmes em nossas decisões editoriais. Por mais importante que seja a notícia ou o alcance que ela terá, nosso compromisso é com as pessoas”. 

Tem interesse na história da imprensa no Brasil? Seguem abaixo algumas dicas: 

Jornalismo, Ética e Liberdade, do autor Francisco José Karam. Com base em teoria e filosofia do jornalismo, faz um balanço de diversos códigos de conduta jornalísticos vigentes no país e no exterior.

Ética no Jornalismo, do autor Rogério Christofoletti. Até que ponto o jornalista pode ir para fazer sua matéria? Esse questionamento é respondido no livro, utilizando da ética do jornalismo.

Imprensa e o dever da Liberdade, do autor Eugênio Bucci. O livro mostra que a liberdade de imprensa é dever para o jornalista na mesma medida em que os serviços públicos são direitos para o cidadão.

História da Imprensa no Brasil, da autora Ana Luiza Martins e Tania Regina de Luca. Este livro mostra como a imprensa começou no Brasil e como ela vem atuando.

História dos Jornais no Brasil. Da Era Colonial à Regência (1500-1840), do autor Matias Molina. É apresentada uma pesquisa que recupera história dos jornais no Brasil de 1500 a até 1840.

O Nascimento da Imprensa Brasileira, do autor Isabel Lustosa. Desde o surgimento do primeiro jornal até o início do Império, o livro mostra como a imprensa influenciou o processo de independência. 

Giuli Ana Izolan, estudante de Jornalismo.