
Ocorreu na manhã desta sexta-feira, dia 29 de outubro, a palestra “Ciência é a liberdade”, com o professor doutor Alberto Antonio Rasia Filho, que atualmente atua na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A palestra, promovida pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Atenção Integral à Saúde, foi transmitida pelo canal da Unijuí no YouTube e faz parte do cronograma de atividades do Salão do Conhecimento 2021.
Ao longo de sua fala, Alberto exemplificou personalidades da história que contribuíram para a evolução científica da saúde, como o médico Ignaz Semmelweis, precursor de procedimentos antissépticos. “Semmelweis percebeu que lavando as mãos antes do parto, a chance de infecções puerperais diminuía. Mesmo assim foi criticado, hostilizado e demitido. Ciência é liberdade, não preconceito, como neste caso ocorreu”, comentou.
O palestrante ainda explicou que a ciência é livre e não faz mal a ninguém, mas seu uso indevido sim. “Foram os homens que levaram a ciência pelo mau caminho. Existem animais que possuem toxinas como autodefesa, agora, se eu retirar a toxina deste animal para machucar outras pessoas, eu que fiz mau uso da ciência”, acrescentou.
Alberto encerrou sua fala lembrando uma frase do filósofo chinês Confúcio, que disse que “se ao longo do caminho encontrar duas pessoas, uma de bom proceder e outra de mau proceder, ambas são mestres, uma do que fazer e outra do que não fazer”. “É por isso que vamos tomar a ciência como liberdade, mas somente a belíssima aplicação dela, com respeito, ética e com os melhores propósitos”, finalizou.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí
A Unijuí participou do X Simpósio Iberoamericano de Desenvolvimento e Integração Regional, uma realização da Rede de Cooperação Interuniversitária para o Desenvolvimento e a Integração Regional - Rede Cidir. Neste ano, o evento aconteceu online e foi organizado pela Universidade Gastón Dachary (UGD) e pela Universidade Nacional Misiones (UNaM), da Argentina.
A participação da Unijuí se deu, especialmente, por meio do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu - Mestrado e Doutorado - em Desenvolvimento Regional. A temática geral do evento foi “Comércio Internacional, desenvolvimento e integração regional. Desafios de paradigmas emergentes". Em dois dias de evento, foram apresentadas pesquisas e painéis sobre: comércio regional e desenvolvimento sustentável de fronteiras; inovação e empreendedorismo; cidades e territórios inteligentes; integração, saúde e educação; e práticas de desenvolvimento sustentável.
A Unijuí é uma das fundadoras da Rede Cidir, criada em 15 de dezembro de 2006. Entre as edições já realizadas, concentra o maior número de estudos e pesquisas submetidos e apresentados, entre as Universidades participantes. Neste ano, seis trabalhos foram submetidos e aprovados, por professores e estudantes da Unijuí:
Turismo e desenvolvimento: possibilidades e repercussões em Território Missioneiro - RS: Luciana Scherer e Sandra Beatriz Vicenci Fernandes;
Ecologia política: uma visão do sul global: Marjorie Reis Muller, Sandra Beatriz Vicenci Fernandes, Leonir Terezinha Uhde, Sparemberger Cristão;
Gestão do conhecimento e inovação em cooperativas: um estudo de caso em cooperativa do segmento saúde: Pedro Luís Büttenbender, Claudia Adriana Biczuk, Luciano Zamberlan e Ariosto Sparemberger
Caminho das Missões Internacional: uma experiência de desenvolvimento transfronteiriço e construção de um bem viver: Luciana Scherer e Sandra Beatriz Vicenci Fernandes
Cidades Inteligentes: Planejamento e ações no município de Horizontina-RS: Maicon Rafael Hammes, Argemiro Luis Brum, Maria Margarete Baccin Brizolla, Marcela Hammes Teixeira e Fabrício Desbessel;
Ocupação territorial para o desenvolvimento da agricultura no Brasil: as políticas governamentais e as consequências ambientais: Maria Anastácia Johann Deckmann, Sandra Beatriz Vicenci Fernandes e Marjorie Reis Muller.
O professor da Unijuí, Pedro Luís Büttenbender, que é um dos fundadores da Rede e também ex-presidente, destaca que as atividades se consolidam como um espaço de cooperação entre as Universidades. “Especialmente neste ambiente transfronteiriço, promove o desenvolvimento científico, tecnológico e territorial. O Simpósio contribui com a articulação de projetos estratégicos de cooperação, intercâmbios acadêmicos e fortalecimento das instituições. Agora, os novos passos podem ser avanços para maior cooperação interuniversitária latino-americana, com a Europa e outros continentes, o que também converge com as prioridades do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unijuí e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional”, acrescenta o docente.
Durante o Simpósio, o professor Pedro foi o responsável pela Reunião da Comissão de Pós-Graduação da Rede Cidir, também realizou um pronunciamento de encerramento para o evento, que está disponível neste link. O professor Daniel Rubens Cenci, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Humanos da Unijuí também participou de reuniões das Comissões de Pós-graduação e de Pesquisa.
No encerramento também foram encaminhados temas, que devem integrar um novo acordo de cooperação internacional entre as Universidades, a ser oficializado durante o ato comemorativo aos 15 anos da Rede Cidir, em dezembro:
- Obter o reconhecimento de disciplinas e seminários entre os cursos de Pós-Graduação das instituições participantes;
- Promover eixos temáticos de pesquisa que formem núcleos de fortalecimento do conhecimento em rede;
- Gerar cursos de Pós-graduação cooperativos, e obter graus conjuntos, em modalidades a definir;
- Promover a formação de estudantes em outras Universidades da rede;
- Expandir e fortalecer os programas de integração e mobilidade acadêmica (professores e estudantes);
- Ampliar e fortalecer a rede internacional de incubadoras de negócios e inovação das Universidades integrantes da Rede Cidir.

A Unijuí recebeu na tarde desta sexta-feira, 29 de outubro, representantes da Secretaria Municipal de Educação (Smed) para discutir a aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica - SAME. A Universidade foi escolhida para executar, aplicar e compilar os dados da avaliação que traçará um raio-x da educação da rede municipal de Ijuí durante o período de pandemia: 2020 e 2021. O trabalho acontece por meio da Agência de Inovação Tecnológica (Agit) e Escritório de Relações Universidade-Comunidade.
Pela Unijuí, participaram da reunião a reitora, professora Cátia Maria Nehring; o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, professor Fernando Jaime González; e Graciele da Rosa Bertoldo, analista de projetos, responsável pelo Escritório de Relações Universidade-Comunidade. Pela Smed, participaram o secretário, Cláudio de Souza; o coordenador pedagógico, José Augusto Fiorin; e a assessora de Comunicação, Lisiane Feigel.
Conforme explicou o secretário, Cláudio de Souza, a Resolução nº 6 do Conselho Nacional de Educação trouxe a orientação para que as redes municipal, estadual e federal de ensino realizassem avaliações diagnósticas para medir a aprendizagem nestes dois anos de pandemia. No mês de agosto, houve um movimento regional, entre os municípios que compõem o Conselho dos Secretários Municipais de Educação da Região da Associação dos Municípios do Planalto Médio (Amuplam), e outras cidades. A partir daí, ficou definido que farão parte do Sistema de Avaliação, além de Ijuí, Coronel Barros, Nova Ramada e Bozano.
“Nós sabemos que ficaram lacunas na aprendizagem dos alunos neste dois anos, e precisamos pensar em estratégias para serem desenvolvidas em 2022. Por isso, buscamos a Unijuí para nos ajudar neste processo. A Universidade tem expertise, história e experiência na área da educação para não só planejar e aplicar a avaliação, mas também nos auxiliar no diagnóstico final”, explicou o secretário.
Mais de 3,6 mil alunos, do 2º ao 9º Ano do Ensino Fundamental, realizarão a prova no dia 23 de novembro, nas áreas de Matemática e Língua Portuguesa. Para conhecer a realidade de cada escola, também serão aplicados questionários às direções e aos professores dos educandários. “Para nós, da Secretaria Municipal, será muito importante termos essas informações para a tomada de decisão em 2022”, completou Cláudio de Souza.
Durante a reunião, a reitora, professora Cátia Maria Nehring, agradeceu à equipe da Smed pela confiança depositada na Unijuí para organizar e aplicar esta avaliação em toda a rede de ensino. “Toda a educação ganha com este movimento, com este diagnóstico, e principalmente os professores, que terão subsídios para guiarem suas ações”, reforçou.


Secretário adjunto de Ciência, Inovação e Tecnologia destaca parceria com a Universidade

Na manhã desta sexta-feira, 29 de outubro, estiveram visitando a Unijuí o secretário adjunto de Ciência, Inovação e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SICT), Ricardo Bastos, o diretor de Ambientes de Inovação, Everaldo Daronco, e o integrante da equipe da SICT/RS, Diego Silva. Além do grupo de reitoria, os integrantes visitaram a Incubadora de Empresas da Universidade - Criatec. A atividade, que contemplou visitas aos grupos empresariais do município, como ACI, e também a Prefeitura de Ijuí, se deu pela coordenação do Projeto Inova RS - voltado à inovação das regiões a partir da criação e fortalecimento dos ecossistemas de inovação.
Para Ricardo Bastos, secretário adjunto da SICT/RS, a Universidade estar engajada como um pilar para o desenvolvimento da comunidade é fundamental para que as boas ações obtenham resultados. "Criar formas de pensar e viabilizar a inovação aberta por meio de uma parceria que contemple governo, universidade, empresas e sociedade civil é o diferencial para que as regiões prosperem", destaca.
O vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, professor Fernando Jaime González, ressaltou que a Universidade está conectada a essas necessidades de reposicionamento para o crescimento da região e já tomou a iniciativa da criação e fomento das hélices a partir do anúncio de uma parceria que vai desenvolver, em especial, as regiões em que seus quatro campi estão inseridos. "No entanto, é importante frisarmos ainda duas frentes: a capacitação dos setores contábeis das empresas às questões de inovação que, por muitas vezes, geram dúvidas e temores a essas ideias; bem como a criação de uma legislação consistente que promova o incentivo dessas empresas à adesão dos projetos de inovação", destaca.
Durante a visita, os integrantes do ecossistema de inovação Noroeste Missões receberam um certificado e medalha em reconhecimento ao empenho e engajamento, demonstrado a partir de ações realizadas no âmbito do Programa Inova RS e apresentados no Evento Anual de Avaliação e Reconhecimento ocorrido em dezembro do último ano.
As áreas prioritárias da região Noroeste Missões, coordenada pelo professor da Unijuí Daniel Knebel Baggio, são: geração de energia, agronegócio e eletrometalmecânico. "Nós fizemos quatro projetos que terão um financiamento de aproximadamente R$ 500 mil para execução. A partir disso, se criaram dois comitês, um estratégico - para pensar e conduzir as ações, e outro técnico - que é quem faz o mapeamento das questões voltadas à inovação na região. Há ainda uma outra instância a qual chamamos de Mesa e que envolve todos os atores que fazem parte do Inova como convidados e que estão envolvidos na quádrupla hélice, ou seja, governo, sociedade, instituições de ensino e empresas", explica.
A partir dessa visita, será implementado o Programa Avançar, lançado pelo governo do Estado e que tem a previsão de lançamento de editais de incentivo que superam R$ 30 milhões.


O objetivo é aumentar a inovação no setor eletrometalmecânico
Na noite da quarta-feira, dia 27, a Unijuí participou do lançamento do MetalOn, um desafio que busca encontrar soluções inovadoras para o setor eletrometalmecânico, nas regiões Noroeste e Missões do Rio Grande do Sul. Na organização do evento, além da Unijuí, estão outras Instituições de Ensino Superior (IES), Fahor e URI, também o Sebrae, Fapergs e Inova RS. Também estão envolvidas na organização do evento, outras entidades ligadas à inovação e ao empreendedorismo, como a Criatec.
O vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Dr. Fernando Jaime González, representou a Universidade no lançamento do MetalOn. Para ele, um desafio apoiado e com a presença do setor produtivo, certamente gera resultados e ideias mais assertivas. “Não fizemos inovação para nós mesmos. Precisamos de empresários inovadores, de pessoas que se atrevam a investir parte de sua energia para fazer o novo”, afirmou o vice-reitor.
O desafio será Híbrido , com atividades previstas entre os dias 19 e 27 de novembro, com oficinas, mentorias, apresentação de Pitch, entre outras. As inscrições podem ser realizadas até o dia 17 de novembro e estão convidados a participar da iniciativa estudantes do Ensino Superior, startups, especialistas, e demais interessados na temática, desde que sejam maiores de 18 anos. O formulário de inscrição para equipes e mentores, bem como o regulamento completo, estão disponíveis neste link.
Os quatro melhores projetos receberão uma premiação, para ser utilizada exclusivamente no desenvolvimento do negócio proposto: 1º colocado - R$ 10.000,00; 2º colocado - R$ 6.000,00; 3º colocado - 4.000,00 e o 4º colocado - R$ 2.000,00. Além disso, as equipes vencedoras terão uma vaga de pré-incubação em uma das Incubadoras de Empresas das entidades organizadoras.
O MatalOn tem como objetivo estimular soluções inovadoras para o setor eletrometalmecânico, melhorar sua competitividade e criar negócios inovadores e que impactam positivamente o setor. Além disso, também desenvolver as ideias com potencial de negócios promissores e os projetos com potencial para incubação e aceleração.
As empresas que acreditam e patrocinam a iniciativa são: Siltec, DuFrio, Fratelli, Artefacto, GTP, São José Industrial, Mira Labs e SR Máquinas.
O lançamento na íntegra está disponível no YouTube da Criatec.
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No segundo dia do Salão do Conhecimento 2021, debates acerca da relação entre o empreendedorismo, a inovação e a Universidade marcaram presença. Inicialmente, o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Dr. Fernando Jaime González, conduziu um bate-papo com Michel Costa, sobre o futuro dos Ecossistemas de Inovação.
Michel é empreendedor, mentor, palestrante e já foi jurado em diversos eventos de empreendedorismo, nacionais e internacionais. Formado em Administração, com especialização em Gestão, Empreendedorismo e Marketing, é fundador Techpar Investments e atua como responsável pela expansão e estratégia de "Soft Landing" do ExoHub.
Michel expôs a importância do envolvimento da chamada quádrupla hélice (sociedade civil, governo, iniciativa privada e as universidades), para potencializar, especialmente, o ecossistema de inovação local. “Podemos dizer que Ecossistema de Inovação é um conjunto de ferramentas, pessoas e entidades, que potencializam a inovação de um determinado local, para atingir um objetivo em comum: melhorar a qualidade de vida. Utilizamos a inovação e o empreendedorismo para isso”, afirmou o empreendedor.
A Unijuí, por meio de seu envolvimento e incentivo ao empreendedorismo e a inovação, também convidou o professor Dr. Daniel Knebel Baggio, para participar da conversa. Ele representou os docentes que se envolveram com mentorias em eventos de inovação, neste ano: Patricia Carolina Pedralli, Diorges Carlos Lopes, Peterson Clayton Avi, Taciana Paula Enderle, Edson Luiz Padoin e Ivan Ricardo Carvalho.
Também foi aberto um espaço para menção das equipes vencedoras dos eventos de inovação promovidos pela Unijuí e parceiros: com equipes em primeiro lugar no Hackapower, Startup Weekend e Rally Latino Americano de Inovação; também destaque para a equipe PET - Engenharia Civil que conquistou o segundo lugar Internacional do Rally Latino Americano de Inovação, com mentoria do professor Diorges Carlos Lopes.
Toda a programação também foi acompanhada pela coordenadora da Craitec de Ijuí, Maria Odete dos Santos Garcia Palharini, que ressaltou a importância de participar de atividades que envolvem desafios como um diferencial para os estudantes. “Uma competência muito valorizada no mercado é a capacidade de resolver problemas e os acadêmicos que participam dos desafios de inovação que a Universidade promove vão desenvolvendo essa capacidade”, acrescenta.
A transmissão na íntegra está disponível no YouTube da Unijuí: https://www.youtube.com/watch?v=Uh_09ox7h8E
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Na tarde desta quinta-feira, 28 de outubro, aconteceu o terceiro e último encontro do Seminário Nacional “A implementação local da Agenda 2030: desafios e perspectivas de atores institucionais”. Integrando o Salão do Conhecimento 2021, o evento contou com o tema “Desafios locais para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, sendo transmitido pelo canal da Unijuí no Youtube.
“Hoje foi um dia particularmente especial, porque reunimos pessoas que se empenham em concretizar, em seus lugares de origem, uma agenda tão pretensiosa quanto a Agenda 2030”, explicou o vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, professor Fernando Jaime González, ao apresentar a prefeita Renata Sene, de Francisco Morato, município de São Paulo; o secretário de Administração da Prefeitura de Gravatá e Vitória do Santo Antão em Pernambuco, Joseides Pereira; e o prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin.
Conforme explicou o vice-reitor, desde 2019 a Unijuí trabalha com um conjunto de ações voltadas aos ODS. “Quando construímos nosso Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2020-2024, entendemos que a Agenda 2030 da ONU estava alinhada aos compromissos institucionais. Por isso, decidimos colocá-la dentro dos nossos objetivos gerais, reforçando o compromisso de alinhar as ações da Universidade com os ODS. Mesmo com a pandemia, mantivemos essa agenda, realizando, desde o ano passado, experiências formativas que buscam impactar professores, funcionários e estudantes”, explicou o professor.
A prefeita Renata Sene fez um relato da estratégia de trabalho de Francisco Morato sob a ótica dos ODS. A Agenda 2030, segundo ela, surge no programa de governo da gestão 2017-2020, quando foi eleita, e se intensifica com a sua reeleição, no programa que trata dos anos de 2021 a 2025.
No município, foi realizada formação de servidores e da sociedade civil; desenvolvidos mecanismos, decretos e leis que corroboram com a Agenda 2030; criada uma comissão de acompanhamento e monitoramento dos ODS; e definido que todos os gastos do municípios devem apontar um ODS para que haja viabilidade. O próprio Plano Plurianual foi estabelecido conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Para conferir o evento na íntegra, acesse:

Fazendo parte da programação do Salão do Conhecimento 2021, a palestra “Ciência e Relativismo em tempos de fake news'' ocorreu na noite desta quarta-feira, 27 de outubro.
O painel foi transmitido pelo canal da Unijuí no YouTube e contou com a participação dos professores doutores Doglas Cesar Lucas e Paulo Evaldo Fensterseifer, docentes nos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Humanos e Educação nas Ciências, respectivamente.
O debate girou em torno da razão e da busca por respostas, seja a partir da ciência ou do diálogo, em um período atual denominado pós-verdade. O professor Paulo Evaldo Fensterseifer recordou em sua fala o professor e idealizador da Unijuí, Mário Osório Marques, que afirmava que “louco não é quem perdeu a razão, mas quem acha que tem razão sozinho”.
O professor Doglas Cesar Lucas afirmou que a questão das fake news - ou notícias falsas - está ganhando espaço na sociedade. “Estamos discutindo projetos de leis sobre fake news, temos inquéritos de fake news no STF e verificamos que esse termo tem ganhado um volume significativo, a ponto da própria palavra ‘verdade’ ser suspensa em determinada medida”, explica.
Doglas fez questão de lembrar que o direito de se expressar, que todos possuem, não interfere nos crimes que ocorrem nas manifestações, sejam elas virtuais ou não. “A liberdade de expressão é fundamental nas democracias. Hoje em dia não possuímos uma censura prévia. As pessoas podem falar o que quiserem, mas o fato de, ao falarem, cometerem crimes, isso pode fazer com que sejam responsabilizadas,” finaliza.
O Salão do Conhecimento segue com diversas palestras e painéis até esta sexta-feira, dia 29 de outubro. Para acompanhar as apresentações e a programação, acesse o link.
Para conferir o evento na íntegra, acesse este link.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí

Na contramão de outros países, o Brasil parece estar recuando na área da Educação Superior. Com um número cada vez menor de jovens nas universidades ou já graduados, o País patina para sair da crise, agravada pela pandemia de covid-19. O índice de desemprego é alto e a falta de mão de obra qualificada só aumenta. O que está acontecendo, afinal?
Para discutir o tema “O drama do Ensino Superior no Brasil”, o Rizoma Temático desta quinta-feira, 28 de outubro, convidou o presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung) e reitor da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Evaldo Antônio Kuiava; o vice-reitor de Administração da Unijuí, professor Dieter Siedenberg; e o professor de Economia da Universidade, Argemiro Luís Brum.
De acordo com Evaldo, há uma preocupação com a desorganização da sociedade e a falta de um projeto de formação de Estado, de País. “Vivemos um processo, na área do Ensino Superior, de comoditização. A educação passou a ser vendida por muitos como um saco de soja, de milho, como ações na bolsa. Como se a formação humana pudesse ser vendida à luz destes critérios. Nos preocupa a falta de rumo que estamos tendo no contexto brasileiro”, afirmou o presidente do Comung.
O vice-reitor de Administração, Dieter Siedenberg, lembra que o Brasil não possui nem 20% da população de jovens, que deveriam estar no Ensino Superior, cursando uma graduação. Há diversas instituições - sejam públicas, privadas ou comunitárias que prestam uma educação de qualidade. No entanto, algumas, que tratam a educação como mercadoria, acabam colocando todo o restante em xeque. “Precisamos pensar o que está afastando o jovem do Ensino Superior. Muitas pessoas deixam de estudar em razão da dificuldade, mas, por outro lado, existem vagas ociosas na universidade pública e o acesso facilitado em comunitárias. Há, portanto, também um desânimo diante da formação superior”, aponta o professor.
Como lembra o professor Argemiro Brum, toda a vez que temos uma sociedade mal formada, no sentido da educação, do conhecimento e da ética, caminhamos mal na economia e na igualdade. “As decisões econômicas são tomadas por pessoas mal preparadas e todo despreparo gera consequências, em qualquer setor da vida. E o Brasil tem sido ‘contemplado’ com gerências muito ruins. A política educacional é um desastre e a situação do Ensino Superior mostra isso”, afirma o professor, lembrando que o País só vai se desenvolver por meio da educação. “Como vamos querer que o Brasil cresça, se desenvolva, com 33% da sua população sendo analfabeto funcional, conforme aponta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e 6,6% de analfabetos totais?”, questiona.
Para conferir o Rizoma na íntegra, acesse:

Visando a divulgação da produção em pesquisa e extensão e a reflexão sobre as atividades desenvolvidas na Unijuí e demais instituições participantes, acontece nesta semana o Salão do Conhecimento 2021, promovido pela Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão. Em meio à ampla programação, que envolve debates e a apresentação de trabalhos a partir dos Desafios de Desenvolvimento Sustentável (ODS), está a participação de bolsistas no XI Seminário de Inovação e Tecnologia, que destina-se à exposição de pesquisas com potencial de inovação, desenvolvidas por pesquisadores e estudantes.
Durante o evento ocorre a avaliação dos bolsistas de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC/PIBITI) - Ciclo 2020-2021, feita através de um comitê externo, com apresentações distribuídas por áreas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.
“O Salão do Conhecimento é de extrema importância para o ensino, a pesquisa e extensão universitária, pois permite que a Universidade e outras instituições mostrem seus trabalhos para a comunidade. Para o bolsista é importante pois ele apresenta em 10 minutos o resumo de suas atividades de um ano de pesquisa em uma apresentação científica”, comenta a coordenadora da sala das Ciências Agrárias, professora Cleusa Bianchi, onde foram apresentados 10 trabalhos, e que contou com a presença do avaliador externo, professor Alessandro Dal Col Lucio, da Universidade Federal de Santa Maria.
Um dos trabalhos apresentados trabalhou as “Características da aveia branca que influenciam o rendimento de grãos em tratamentos com e sem fungicida”. A pesquisa foi desenvolvida pelo estudante do 9º semestre de Agronomia e bolsista CNPq, do grupo de pesquisa de Melhoramento Genético Unijuí, Marlon Vinicius da Rosa Sarturi. O objetivo foi verificar as implicações de diferentes variáveis, correlacionadas ao rendimento de grãos da cultura de aveia, e quais destas variáveis sujeitaram-se a alterações pelos diferentes tratamentos.
O estudante já havia participado de outras edições do Salão do Conhecimento, no entanto, pela primeira vez apresentou-se para o avaliador da bolsa CNPq. “Apresentar o trabalho neste grande evento permite que haja uma troca de ideias e um agregar de novos conteúdos e descobertas, promovendo as pesquisas que ocorrem dentro da Instituição, inclusive ao público externo. É uma oportunidade ímpar. Tive a oportunidade de saber sobre trabalhos de todas as áreas, trocando informações, saindo um pouco das temáticas do dia a dia e vivenciando novos conhecimentos. Isso é muito importante para o crescimento profissional e pessoal, e acredito que se aplica a cada um dos participantes”, finaliza o acadêmico.
Por Susan Pereira, estagiária da Assessoria de Marketing da Unijuí
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