Mulheres ganham espaço e são maioria entre colaboradores e docentes na Fidene/Unijuí - Unijuí

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A representatividade feminina em universidades de todo o Brasil tem aumentado de forma gradual nos últimos anos. Conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 47,6% do corpo docente das instituições de ensino superior do Brasil é formado por mulheres, o que representa aproximadamente 157 mil professoras em universidades públicas e privadas.

Entre os cargos técnico-administrativos, o crescimento da presença feminina também é percebido. Em muitas instituições, levantamentos apontam que as mulheres já representam mais da metade do quadro, especialmente em áreas administrativas, acadêmicas e de apoio à pesquisa.

Na Fidene/Unijuí, a presença feminina entre colaboradores e docentes é significativa e maior percentualmente do que a média nacional. Entre os docentes, conforme números do último ano, são 218 professoras, que representam 57% do quadro total. Entre os cargos administrativos, as mulheres representam 67,8%. 

Nos cargos de gestão, ao contrário do cenário nacional, as mulheres são maioria, Ao todo, a Fidene conta com 55 mulheres ocupando este posto, 60% de todo o quadro de chefia institucional. No mercado de trabalho brasileiro de forma geral, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 39,3% dos cargos gerenciais no Brasil são ocupados por mulheres, mesmo com o aumento da participação feminina no mercado formal.

Vice-reitora de Graduação na Unijuí, professora Bruna Comparsi destaca que esses números são importantes, mas não refletem sozinhos a equidade. “São muitos desafios no nosso dia a dia. Como mulher, no lugar que ocupo neste momento, reconheço a importância simbólica desse “lugar à mesa”. Busco diariamente trabalhar com foco na excelência profissional, sem distinção de gênero, e valorizo os espaços que ocupo, da mesma forma que desejo que todos façam. Cada mulher que ocupa um espaço de decisão abre uma porta, não apenas para si, mas para muitas outras que virão depois”, comenta. 

Segundo a professora, é preciso levantar a bandeira da reflexão, a qual não tem gênero e faz parte de todas as pessoas. “Respeito não tem gênero. Competência não tem gênero. Responsabilidade também não tem gênero. Historicamente, no entanto, o acesso das mulheres a muitos espaços teve barreiras. E é por isso que a construção de uma sociedade mais justa precisa ser feita por todos”, completa. 

O avanço da participação feminina entre as funcionárias em instituições de Ensino Superior indica uma transformação em curso na estrutura institucional. Ainda que desafios persistam na ocupação de cargos estratégicos, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento gradual da presença feminina na gestão acadêmica e administrativa nos próximos anos.


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