Rondonistas da Unijuí retornam após participação na Operação Carimbó - Unijuí

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Após três semanas de atividades na Operação Carimbó, realizada no município de Palestina do Pará, a equipe da Unijuí que integrou o Projeto Rondon retornou a Ijuí neste domingo, 26 de julho. O grupo foi formado por dez participantes, com atuação interdisciplinar, entre professores, uma doutoranda, uma mestranda e estudantes de graduação, que desenvolveram oficinas e ações voltadas ao fortalecimento das comunidades locais.

Para a doutoranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direitos Humanos, Fernanda Viero da Silva, participar da centésima edição do Projeto Rondon foi uma experiência que ultrapassou os limites da formação acadêmica. "O Rondon vai muito além da formação profissional. É uma experiência sobre relações humanas e sobre conhecer outras realidades. Voltamos com uma nova percepção sobre o País, sobre nossa profissão e sobre o nosso papel como seres humanos", destacou Fernanda.

Durante a missão, o grupo executou oficinas elaboradas a partir das demandas identificadas previamente no município. As atividades contemplaram temas do Conjunto B, como saúde, gastronomia, educação, empreendedorismo, cooperativismo, direitos humanos, neurodiversidade, saúde mental, planejamento de carreira, recreação infantil e empoderamento feminino, sempre reunindo diferentes áreas do conhecimento para atender a públicos de diversas faixas etárias.

Entre as atividades realizadas, os participantes destacaram as oficinas sobre saúde mental e neurodiversidade. Para os acadêmicos Leonardo Dias Schreiber, do curso de Fonoaudiologia, e Érika Gianluppi Villani, do curso de Psicologia, a experiência permitiu colocar em prática conhecimentos adquiridos durante a graduação. "Na universidade aprendemos sobre essas realidades, mas, quando uma pessoa está à sua frente compartilhando sua história, tudo muda. A teoria prepara, mas a prática exige sensibilidade, escuta e acolhimento", relataram os acadêmicos. 

Além das ações desenvolvidas, os rondonistas enfrentaram desafios relacionados ao clima, à logística e ao intenso cronograma. Para Fernanda, no entanto, essas dificuldades fazem parte da extensão universitária e são recompensadas pela receptividade da comunidade. "Fomos extremamente bem recebidos. Ensinamos, mas também aprendemos muito, em uma troca muito rica de saberes, de cultura e de experiências. Em poucos dias, as pessoas já nos reconheciam, sabiam nossos nomes e demonstravam o quanto estavam felizes com a nossa presença e em participar das oficinas", complementou.

A experiência também deixou marcas na formação dos estudantes. Para a acadêmica de Agronomia, Maria Eduarda Schmidt, os aprendizados adquiridos durante a operação foram muito além do aspecto técnico. "As vivências transformaram profundamente a forma como enxergamos a profissão e as pessoas."

Ao falar sobre as próximas edições do Projeto Rondon, Fernanda afirmou que toda a equipe recomenda a experiência, mas ressaltou a importância de compreender a essência da extensão universitária. "Quem participa precisa entender que a extensão trabalha com o imprevisível. É preciso estar preparado para lidar com mudanças de planejamento, limitações de recursos, desafios climáticos e, principalmente, para atuar em equipe. O Projeto Rondon é sobre convivência, colaboração e compromisso com o coletivo", finalizou.

A Operação Carimbó foi realizada simultaneamente em 16 municípios do Pará e integrou a 100ª edição do Projeto Rondon, iniciativa nacional de extensão universitária que promove ações voltadas ao desenvolvimento social, à cidadania e à troca de conhecimentos entre universidades e comunidades de diferentes regiões do Brasil.


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