
Ofertado nos campi de Ijuí e Santa Rosa, o curso de Psicologia da Unijuí prepara o estudante para intervir no campo da saúde mental, tanto clinicamente quanto em aspectos que envolvem questões organizacionais, de saúde mental no trabalho, processos educacionais e sociais, a fim de que possa desenvolver ações de prevenção e promoção à saúde.
Desde o primeiro semestre, o acadêmico tem contato com diferentes trabalhos que um psicólogo pode desenvolver. Com a Graduação Mais, novo modelo de cursos de graduação da Universidade, os estudantes têm acesso a um currículo por competências e módulos, disciplina de Formação Pessoal e Profissional e Projetos Integradores.
“Essa nova proposta, voltada para as habilidades, atende à demanda deste novo contexto em que vivemos. Estamos sempre conectados com novos desafios profissionais, impostos pelas demandas da comunidade. Construímos uma proposta curricular a partir de módulos com temáticas que refletem essas demandas e que possibilitam a construção de propostas a problemas desencadeados por processos sociais e psíquicos, que se atravessam na área de psicologia”, explicou a coordenadora do curso no Campus Santa Rosa, professora Simoni Antunes Fernandes.
Com cinco anos de duração, o curso se renova, mas mantém a mesma qualidade, conforme observa a coordenadora no Campus Ijuí, professora Sonia Aparecida da Costa Fengler. “O curso mantém a qualidade que sempre teve, mas apresenta a diferença de poder trazer para os estudantes essa organização em módulos, a apresentação de novas áreas que estão no mercado”, destacou a docente, lembrando que o estudante tem a possibilidade de realizar toda a graduação à noite, somente com estágios durante o dia.
Na Unijuí, o estudante de Psicologia tem a possibilidade de viver experiências profissionais na Clínica Escola de Psicologia, atuando em atendimentos psicoterapêuticos, acolhendo diversas questões de sofrimento psicológico em crianças, adolescentes e adultos. Na área de saúde mental, pode realizar práticas de elaboração de psicodiagnóstico, acompanhamento terapêutico, construção de grupos de apoio e vivências nos Centros de Atenção Psicossocial e na Atenção Básica; e ainda pode ter contato com práticas na área da psicologia organizacional e do trabalho, estudando e atuando diretamente nas empresas da região, em trabalhos de rotina de recursos humanos e de saúde do trabalhador.
O acadêmico também encontrará, na área da psicologia educacional, o contato direto com os principais temas de trabalho do psicólogo nesse contexto, como relações entre professor e aluno, dificuldades de aprendizagem e bullying.
Para além da Clínica Escola de Psicologia, o curso também conta com Centros de Ensino, Pesquisa e Extensão em Psicologia e Processos Educacionais, da Infância e Adolescência e de Avaliação Psicológica, nos quais os estudantes desenvolvem as habilidades requeridas para o exercício da profissão. Além disso, há espaços de iniciação científica, em projetos de pesquisa e extensão, grupos de estudos e monitoria.
Para saber mais sobre o curso de Psicologia da Unijuí, acesse este link.
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Acadêmicos do curso de Psicologia da Unijuí estão realizando estágio em Projeto Terapêutico Singular no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II – Novo Rumo, em Santa Rosa. O serviço possui uma equipe multiprofissional e realiza atendimentos psicossociais individuais e familiares, além de promover atividades em diversos grupos e oficinas terapêuticas.
Devido à pandemia de covid-19, as atividades em grupo tiveram que ser suspensas, intensificando-se o acompanhamento terapêutico, que já era uma atividade desenvolvida pelos profissionais. O CAPS II é responsável pelo atendimento de usuários com transtorno mental grave e/ ou persistente no âmbito do SUS. Experiência que pode ser vivenciada pela acadêmica do 9º semestre, Jaqueline Sirluei Zuk, que participa do projeto desde o mês de abril.
“A proposta, ao desenvolver meu estágio no CAPS II, era de realizar o acompanhamento terapêutico. Assim, participo do projeto juntamente com outros estagiários, onde somos supervisionados pela psicóloga Adriane Cristine Oss-Emer Soares Alpe. O acompanhamento terapêutico é uma prática voltada à autonomia do paciente e à (re)inserção social que desenvolve-se fora de locais tradicionais como consultórios, acontecendo assim nos locais do cotidiano daquele que é acompanhado. O profissional se desloca para encontrar o paciente, podendo ser na casa, entre outros ambientes, possibilitando o estar e fazer junto, o falar, o escutar e o compartilhamento de experiências”, destaca Jaqueline.
O acompanhamento terapêutico pode ter tarefas específicas, mas o profissional pode, juntamente com o usuário, criá-las, possibilitando formas de se relacionar com espaço e outras pessoas, experimentando e expandindo além do seu cotidiano. Os atendimentos são realizados em conjunto com outros profissionais, de diferentes áreas que fazem parte da equipe multidisciplinar do CAPS ou da Rede Psicossocial (RAPS), criando assim uma rede de suporte para este usuário.
Para Jaqueline, a sua participação como bolsista neste projeto irá proporcionar o desenvolvimento ético. “Vivenciando essas experiências durante a graduação, consigo adquirir uma visão crítica e politizada referente aos desafios que temos em uma clínica ampliada e também a reinserção psicossocial. O acompanhamento terapêutico revela e oferece caminhos para a saúde, que antes passavam despercebidos, construindo um recurso fundamental para a promoção de saúde. Essa prática abrirá caminhos para ser pensado o fazer clínico fora do tradicional, sendo vista a clínica com um outro entendimento, proporcionando um aprendizado rico que amplia horizontes e agrega, assim, à minha experiência e ao meu conhecimento”, finalizou a estagiária.
Por Evelin Ramos, bolsista de Popularização da Ciência da Unijuí

Uma escada, localizada no Campus de Ijuí, recebeu um projeto de intervenção que visa chamar a atenção para o crescente número de casos de violência contra as mulheres. O trabalho, finalizado na tarde desta terça-feira, dia 22 de dezembro, foi realizado pela professora Irís Campos e pela acadêmica do 10º semestre do curso de Psicologia, Joana Patias Goi, que atua como estagiária junto ao Estágio em Psicologia e Processos Sociais.
“A escada reproduz como a violência evolui dentro dos ambientes domésticos. Há uma escala, nomeada ‘violentômetro’, utilizada para a explicação dos casos que, a cada dia, se tornam mais graves”, explicou a acadêmica, lembrando que, junto à escada, foi fixado um cartaz com números da violência no Rio Grande do Sul, o ‘violentômetro’. Ele mostra que, em 2019, 37.381 mulheres foram ameaçadas; 20.989 sofreram lesão corporal; 359 sofreram tentativa de feminicídio e 97 acabaram perdendo a vida.
O objetivo da ação é chamar a atenção das pessoas que passam pelo local, fazendo-as refletir sobre o agravamento da violência dentro de casa e sobre a importância da denúncia. “A violência doméstica é naturalizada e, além disso, temos o fato de muitas mulheres se calarem”, destacou Joana.
Segundo a acadêmica, as ideias surgiram após contato com o material do projeto Sala de Espera, que realiza uma ação junto a agressores e vítimas de violência, antes das audiências referentes à Lei Maria da Penha, com exposição de material audiovisual, palestras e acolhimento com profissionais especializados.
Um grupo de professoras e estudantes do curso de Psicologia da Unijuí, interessados em conhecer como está sendo a experiência docente durante a pandemia provocada pela covid-19 e como os professores estão se sentindo diante de mudanças na rotina e no fazer profissional, estão coletando dados para uma pesquisa sobre o tema.
Este estudo será realizado de forma online e está dividido em duas etapas. Na primeira, o participante responderá um questionário com algumas perguntas sobre formação profissional, carga horária de trabalho e sobre as atividades nesse tempo de pandemia. Isso pode levar em torno de 10 minutos. Clique aqui para responder.
Após responder esse questionário, caso seja do interesse, um integrante da equipe de pesquisa entrará em contato convidando para participar da segunda etapa do estudo, que é composta por uma conversa online sobre a experiência docente durante a pandemia, sobre como tem se sentido e como tem percebido os processos de ensino e aprendizagem e a relação com os alunos. A entrevista será realizada via Google Meet ou WhatsApp e será gravada e posteriormente transcrita. Pode ter duração entre 30 min e 1 hora, sendo agendada previamente em uma data e horário de sua preferência.
Para participar deste estudo é preciso ter mais de 18 anos. Também é importante que esteja em trabalho remoto e tenha realizado as atividades pedagógicas na modalidade online durante a pandemia, em pelo menos um dos diferentes níveis de ensino (Educação Infantil, Educação Básica, Ensino Fundamental, Ensino Superior). A participação neste estudo é voluntária, não terá nenhum custo e/ou despesa financeira e o profissional pode desistir a qualquer momento, retirando o seu consentimento, sem nenhum prejuízo. Os dados serão utilizados somente para fins de pesquisa e será mantido o sigilo e a confidencialidade de todas as informações compartilhadas.
A coordenação é das professoras Amanda Schöffel Sehn, Ana Maria de Souza Dias, Angela Maria Schneider Drügg, Simoni Antunes Fernandes, Solange Castro Schorn, Sônia da Costa Fengler e Taís Cervi.
Para obter mais informações, contate com a equipe pelo e-mail pesquisaeducacional.unijui@gmail.com ou pelo telefone (55) 33323021. É possível contatar o Comitê de Ética da Unijuí pelo telefone: (55) 3332-0301 ou no e-mail cep@unijui.edu.br.
Os relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde mostram grupos da população mais suscetíveis à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Nesse conjunto de vulneráveis estão a população idosa e pessoas com doenças crônicas. No que se refere aos idosos, observa-se um impacto potencialmente arrasador e, portanto, devem permanecer em casa, em isolamento e distanciamento social, enquanto a disseminação não for controlada, são as recomendações das autoridades médicas. A pandemia do novo coronavírus transformou a realidade de todos em isolamento social. No caso dos idosos, considerando que a maioria não tem familiaridade com os instrumentos tecnológicos que permitem interação virtual, as restrições sociais e a falta de contato podem produzir quadros de depressão e sentimentos de solidão. O mal-estar que envolve a sociedade nesse contexto pode ressaltar o sentimento de desamparo e a angústia que acompanha o sujeito idoso.
Com essa compreensão, as professoras do Curso de Psicologia da Unijuí, Carolina Gross, Elisiane Schonardie, Kenia Freire e Solange Schorn, que compõem o Grupo Interdisciplinar de Apoio à Terceira Idade – GIATI, vêm em um estudo crescente com acadêmicas do Curso, refletindo sobre o envelhecimento no contexto da pandemia, considerando o fato de que as pessoas idosas são propensas a viverem perdas e a se deprimirem nesse período da vida. As professoras compreendem que “este é o momento em que as pessoas idosas precisam da escuta acolhedora do Outro, encontrando um lugar de endereçamento das questões subjetivas que perpassam a experiência de distanciamento social” diz a professora Solange Schorn.
As discussões propostas no grupo de estudos, organizado pelas docentes do Curso de Psicologia, vão ao encontro das atividades realizadas pelo GIATI, que surge como uma proposta interdisciplinar com a área da saúde no contexto universitário, coordenado pela Vice-Reitoria de Pós-Graduação Pesquisa e Extensão, como uma tentativa de produzir um trabalho de apoio e acolhimento à população idosa, oferecendo-lhes suporte neste difícil período que todos se encontram. A atuação das acadêmicas do Curso de Psicologia que compõem o grupo, além do contato inicial para o acolhimento do idoso, “consiste no acompanhamento dos idosos que apresentam maior fragilidade emocional decorrente das privações produzidas pela pandemia”, afirma a coordenadora do Curso, professora Elisiane Schonardie. As professoras salientam que, além do contato com os idosos, este trabalho interdisciplinar constitui um momento importante no processo formativo de todos os acadêmicos envolvidos no projeto.
Com o objetivo de integrar a primeira escuta clínica com a teoria e exposta aos graduandos em psicologia, dando ênfase ao sincronismo teórico-prático presente na futura profissão, aconteceu, na quarta-feira, 19, no Centro de Eventos do Campus Ijuí, o evento Falas da Clínica, reunindo estudantes e professores do Curso de Psicologia.
O evento iniciou-se às 14h com a discussão “A escuta do sujeito na clínica - Comissão de Pesquisa”, na sequência, “Resistência como mecanismo de defesa no tratamento clínico - Comissão de Registros”. A programação teve, ainda, o debate “O choro e suas possíveis interpretações - Comissão de Eventos”, seguido da temática “Pagamento na clínica psicanalítica: um estudo a partir das experiências na Clínica Escola - Comissão de Patrimônio”. O encerramento aconteceu no turno da noite, após a discussão “O corte como ato analítico - Comissão de Publicações”.
O evento não teve taxa de inscrição, apenas recolheu, daqueles que puderam colaborar, itens de higiene para doar a entidade de Lar Bom Abrigo, de Ijuí.







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