
Estudantes de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unijuí desenvolveram, no último semestre, uma série de conteúdos informativos para adolescentes de Ijuí. O trabalho foi feito por meio do Projeto Integrador "Criação de Conteúdos e Narrativas", em parceria com a 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e as escolas estaduais Centenário e Polivalente. Como resultado, os alunos criaram o perfil "PPRT - Papo Reto" no Instagram e uma websérie de quatro episódios no YouTube.
O projeto abordou temas de saúde e comportamento que cercam a rotina dos jovens, como gravidez na adolescência, métodos contraceptivos, higiene pessoal, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), dependência emocional, sororidade e menstruação. A definição dos assuntos partiu de uma mentoria pedagógica com a 36ª CRE, que identificou as principais dúvidas e necessidades dos estudantes das escolas parceiras.
A assessora pedagógica da 36ª CRE e mentora da iniciativa, Maristela Righi Lang, ressalta a relevância da ação e destaca que os debates sobre educação sexual, sororidade e prevenção à violência trazem assuntos que precisam ser trabalhados desde o 6º ano do Ensino Fundamental.
"Essa abordagem precoce é fundamental para que meninos e meninas desenvolvam consciência sobre o próprio corpo, compreendam a importância do respeito e do autocuidado, e saibam como se prevenir contra a violência sexual, ISTs e a gravidez precoce”, salienta a mentora. “O fato de os estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda também serem jovens e dominarem a linguagem do público-alvo facilita a comunicação e potencializa a eficácia das ações de conscientização".
Para traduzir conceitos científicos e sociais em uma linguagem que fizesse sentido para os adolescentes, os acadêmicos integraram os aprendizados de três disciplinas práticas do módulo: a disciplina do PI e a disciplina de Criação e Produção em Comunicação Digital, ministradas pela professora Rúbia Schwanke e a disciplina de Produção Audiovisual Multiplataforma, ministrada pela professora Márcia Almeida.
Como canal principal, os estudantes criaram o perfil @pprt_paporeto no Instagram, espaço destinado para publicar conteúdos desenvolvidos no semestre e interagir com os adolescentes.
A professora e coordenadora dos cursos, Rúbia Schwanke, explica que a turma foi dividida em quatro grupos para dar conta da complexidade de cada tema. O planejamento começou em abril com um diagnóstico junto às direções das escolas e reuniões de debate (focus group) com os alunos do Ensino Médio das escolas participantes.
"Na conversa com os estudantes eles mencionaram que só lêem ou interagem com conteúdos que tenham uma linguagem simples e jovem", explica Rúbia. "A partir disso os grupos trabalharam os conteúdos de forma dinâmica e com informações diretas, papo reto, sem rodeios. Os acadêmicos representaram o cotidiano desses alunos, o que tornou o resultado do trabalho muito real e atrativo”, complementa.
Além das postagens em redes sociais, o projeto culminou na produção de uma websérie de quatro episódios focada nas temáticas principais. Além disso, foram produzidos vídeos especiais dedicados ao combate à violência contra a mulher. Esta última produção ganhou ainda mais força com a colaboração do Projeto de Extensão do curso de Direito da Unijuí, coordenado pela professora Joice Nielsen, garantindo embasamento jurídico e social às narrativas. A condução dos roteiros e a direção técnica do audiovisual ficaram a cargo da disciplina específica da área.
O desafio de dialogar diretamente com estudantes do Ensino Médio impôs aos universitários o compromisso de criar conteúdos de forma atraente e responsável.
O estudante de Publicidade e Propaganda, Pedro Wildner, conta que o processo foi desafiador, mas muito rico por conectar o aprendizado de diferentes disciplinas desde a pesquisa até a produção dos materiais para atender a uma necessidade real.
“Muitas vezes os trabalhos da universidade ficam restritos à avaliação da disciplina, então ver o Papo Reto sendo apresentado para estudantes e se efetivando em um perfil ativo no Instagram mostra que o conhecimento produzido na universidade pode gerar impacto real na sociedade”, destaca Pedro. Saber que nosso trabalho pode informar, incentivar o diálogo e ajudar adolescentes a tomarem decisões mais conscientes torna toda a dedicação ainda mais recompensadora e traz a sensação de que nosso trabalho foi efetivo e valeu a pena”.
A acolhida do projeto nas escolas estaduais Centenário e Polivalente superou as expectativas. As educadoras envolvidas no projeto afirmam que a linguagem jovem e ilustrativa eliminou distâncias, permitindo que os estudantes entendessem a mensagem e se sentissem representados pelos conteúdos.
Para a diretora do Instituto Estadual de Educação Guilherme Clemente Koehler (Polivalente) Catia Liliane Brzozovski Nunes, o material se consolidou como uma ferramenta valiosa para iniciar conversas delicadas no ambiente escolar:
"Os materiais produzidos pela Unijuí funcionam como uma excelente 'porta de entrada'. Eles desarmam os alunos e abrem espaço para o diálogo de forma natural. Em vez de começarmos com uma palestra formal, começamos assistindo à websérie ou analisando o perfil PPRT. Isso valida a visão deles primeiro, facilitando o nosso papel de guiar a reflexão pedagógica e aprofundar o debate sem parecer uma cobrança ou um julgamento. É uma ferramenta pedagógica de valor imensurável para os dias de hoje", ressalta Catia.
Da mesma forma, a vice-diretora da Escola Estadual Centenário, Márcia Regina Sloczinski, destaca que a abordagem leve e acessível facilita a condução das atividades pedagógicas em sala de aula.
"Ajuda muito pois o ponta pé inicial foi dado. Agora fica mais acessível e fácil, pois já é do conhecimento deles, e essa forma jovem e ilustrativa que foi utilizada foi bem aceita por eles, pois os representa", conclui a professora Márcia.
Com os conteúdos à disposição das escolas e da comunidade escolar, a iniciativa segue cumprindo seu papel de informar e gerar diálogo com a juventude. Para acompanhar as postagens interativas e assistir aos episódios da websérie, acesse o perfil @pprt_paporeto no Instagram.
Por Keila Rosa, jornalista da Usina de Ideias.

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Os estudantes do curso de Publicidade e Propaganda da Unijuí participaram, no dia 16 de junho, de uma atividade voltada à fotografia noturna na disciplina de Linguagem e Produção Fotográfica, ministrada pela professora Lays Borges. A aula contou com a participação da fotógrafa da Central de Eventos da Unijuí, Natália Carvalho, que compartilhou suas experiências com a turma.
Durante a aula, os acadêmicos realizaram registros ao ar livre durante à noite, experienciando na prática os desafios de fotografar em ambientes com pouca iluminação. Além disso, eles aprenderam sobre a técnica light painting (pintura com luz), que consiste em utilizar fontes luminosas, como lanternas, durante uma exposição prolongada da câmera, permitindo que os movimentos sejam registrados diretamente na fotografia.
Segundo a fotógrafa da Central de Eventos da Unijuí, Natália Carvalho, “a fotografia noturna entrega fotos belíssimas, mas é um pouco mais complexa. Neste sentido, abordamos com a turma o uso correto das técnicas em ambientes escuros e os ajustes de configuração necessários para capturar um momento e garantir o máximo de luz possível para o registro da imagem usando o modo manual da câmera através do triângulo de exposição”, pontuou.
Para a professora responsável pela disciplina, Lays Borges, ações como essa enriquecem o aprendizado. “Durante a atividade, os acadêmicos tiveram a oportunidade de compreender como os ajustes técnicos influenciam na qualidade da imagem, além de explorar a criatividade para fazer a composição fotográfica. A participação da fotógrafa Natália Carvalho proporcionou a eles uma aproximação com a realidade do mercado, permitindo a troca de experiências sobre os desafios encontrados na cobertura de eventos e na criação de imagens em diferentes condições de iluminação”.
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A Unijuí recebeu, nesta quinta-feira, 18 de junho, os estudantes do 2º Ano da Escola Estadual de Educação Básica Margarida Pardelhas, de Cruz Alta. Durante todo o dia, eles participaram de oficinas realizadas pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade.
A proposta das oficinas é qualificar os estudantes que participam do projeto Pequenas Grandes Histórias, que visa a produção de curtas-metragens durante o ano letivo. As oficinas foram realizadas nos turnos da manhã e da tarde e englobaram fotografia, edição, áudio, vídeo e, ainda, dicção e oratória. Participam, ao todo, cerca de 130 alunos.
Conforme a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e de Jornalismo da Unijuí, professora Nilse Maldaner, a parceria já auxiliou a cinco turmas da escola a desenvolverem os seus curtas. “É uma parceria consolidada e que faz diferença sim para o trabalho que é desenvolvido, que ajuda a eles a participarem do festival e que envolve muitas pessoas”, destaca.
A coordenadora do projeto, professor Alessandra Ribas, explica que todos os anos os alunos aguardam com expectativa para fazerem as suas produções audiovisuais, e que a participação nas oficinas é muito importante para o desenvolvimento das atividades. “Este é um projeto que começou em 2022 e que vem crescendo ano a ano, sempre abordando uma temática diferente. A Unijuí é nossa parceira desde o início e é um dos momentos mais importantes do projeto”, ressalta.
A professora também comenta que os estudantes adoram fazer o curta-metragem e é satisfatório ver a felicidade deles e o envolvimento que têm quando conseguem ver o resultado na tela do cinema. “É um projeto muito gratificante, que une a escola e toda a comunidade escolar”, completa Alessandra.
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Na terça-feira, 9 de junho, a turma do curso de Publicidade e Propaganda da Unijuí recebeu, na disciplina de Linguagem e Produção Fotográfica, ministrada pela professora Lays Borges, a visita do jornalista e fotógrafo esportivo Fernando Cezar.
O jornalista também atua no Núcleo de Marketing da Unijuí e compartilhou suas experiências com cobertura de diferentes modalidades esportivas, apresentando técnicas e compartilhando suas experiências com a fotografia em eventos esportivos. O profissional contextualizou o cenário atual da prática profissional e a importância da qualificação acadêmica para este trabalho.
“A fotografia esportiva é um gênero que cresce a cada dia, pois é uma área que oferece a possibilidade de se trabalhar em grandes palcos e abre uma infinidade de oportunidades. Ela exige técnicas apuradas sobre a composição e uso do equipamento, e também serve para contar histórias a partir dos registros. Neste sentido, repassar um pouco do conhecimento profissional é importante para os estudantes, uma vez que eles têm a possibilidade de conhecer não somente a técnica, mas também os desafios que a fotografia exige no dia a dia. Por isso, foi gratificante poder participar e contribuir com a formação desses futuros profissionais”, pontua Fernando Cezar.
Além do bate-papo, os acadêmicos realizaram uma atividade prática, por meio da técnica splash, que visa congelar o movimento de líquidos em alta velocidade. Para a professora Lays Borges, “a fotografia em movimento tem como objetivo registrar cenas dinâmicas e está presente em diferentes gêneros fotográficos, entre eles a fotografia esportiva. Neste sentido, a participação do convidado foi enriquecedora onde ele pôde compartilhar a prática profissional e o cenário atual como uma possibilidade de atuação. Ter essa troca com quem já está no mercado é importante e contribui para a formação dos estudantes”, explica.

Estudantes do curso de Publicidade e Propaganda desenvolveram um conjunto de ações para a Associação dos Familiares, Amigos e Autistas de Ijuí (TEAmor), para qualificar a comunicação sobre o autismo e desmistificar conceitos ainda pouco compreendidos pela sociedade. A demanda chegou aos acadêmicos por meio da plataforma Sou Mais e foi trabalhada no componente curricular, na disciplina Projeto Integrador: Criação de conteúdo e narrativas, com a orientação da professora Rúbia Schwanke, e que envolveu também outras disciplinas do módulo 3 da Comunicação.
O trabalho incluiu desde a criação de uma nova marca, planejamento de comunicação digital e desenvolvimento de site www.teamorautismo.com.br até a produção de conteúdos educativos para redes sociais, vídeos em formato storytelling e até mesmo mascotes personalizados, pensados para representar diferentes características do espectro autista. A proposta foi oferecer não apenas materiais prontos, mas também orientações para que a associação pudesse seguir produzindo e compartilhando informações de qualidade por iniciativa dos próprios acadêmicos.
Segundo a professora Rúbia, a experiência foi marcante justamente por unir propósito social e prática profissional: “Quando a gente trabalha em nome de causas sociais, contribuindo e agregando o nosso conhecimento da área da comunicação para somar na vida das pessoas, esse sempre é o maior aprendizado. Cada causa social, cada problema ou dor que a gente consegue auxiliar a resolver é sempre muito valoroso e um novo aprendizado. E ver o brilho nos olhos dos alunos ao desenvolver esse trabalho e o orgulho que eles sentiram do resultado final é maravilhoso. É um trabalho maravilhoso, que me encheu de orgulho como professora”.
Além de atender necessidades imediatas da associação, o projeto impactou os estudantes ao proporcionar contato direto com famílias atípicas, especialistas e realidades até então pouco conhecidas. Essa vivência prática somou técnica, empatia e reflexão sobre como a comunicação pode transformar realidades.
Para Laura Dornelles Farias Coracini, uma das alunas participantes, a vivência trouxe aprendizado técnico e sensível. “A gente acaba aprendendo muita coisa na prática, mas também aplicou bastante conteúdo de aula. Também aprendemos a trabalhar com cliente real, com prazo apertado, com trabalho em grupo, que nem sempre é fácil, com produção de conteúdo de verdade. Mas um momento marcante foi a apresentação final, ver tudo pronto e a reação do demandante, dava pra ver que eles ficaram tocados, fez todo esforço valer a pena”.
O projeto se destacou não apenas pelo volume e qualidade das entregas, mas pela forma integrada como uniu diferentes áreas do conhecimento, alinhando estratégia, criação e tecnologia. O resultado foi um conjunto consistente de soluções que fortalece a comunicação da TEAmor e contribui para qualificar o debate público sobre o autismo, ampliando alcance, clareza e impacto social.
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Estudantes de Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Básica Margarida Pardelhas, de Cruz Alta, participaram, nesta terça-feira, 17 de junho, de uma série de oficinas promovidas pelos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unijuí, e pelo projeto de extensão Comunicação, Tecnologia e Empreendedorismo.
As oficinas tiveram a proposta de ensinar elementos da comunicação aos estudantes da escola, que participam do projeto “Pequenas Grandes Histórias”, o qual visa a produção de curtas-metragens pelos próprios alunos. As oficinas foram realizadas nos turnos da manhã e da tarde e englobaram fotografia, edição, áudio e vídeo. Também foram feitas oficinas maiores sobre dicção e oratória e stop motion.
Conforme a coordenadora dos cursos de Publicidade e Propaganda e de Jornalismo da Unijuí, professora Nilse Maldaner, este é um momento ímpar para estes estudantes, pois eles se aproximam mais dos elementos da comunicação audiovisual e, também, da Universidade. “Esperamos que essas oficinas possam agregar conhecimento e gerar mais ideias no processo de criação deles”, comenta.
De acordo com a coordenadora do projeto, a professor Alessandra Ribas, este é o quarto ano de projeto e de parceria com os cursos de Comunicação da Unijuí. “É um momento único, que merece atenção de todos pelo que foi dito, feito e falado e, depois, ocupado no trabalho final. É hora de colocar a mão na massa a partir de agora”, completa.
Ao todo, mais de 130 alunos da escola participaram das atividades e oficinas.
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