
Cristiano Alex Künas
Acontecerá nesta sexta-feira, 8 de outubro, a apresentação do egresso do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Cristiano Alex Künas, Conferência de Computação de Alto Desempenho da América Latina (Carla 2021), que acontecerá na Universidade de Guadalajara, no México, durante o mês de outubro. O egresso vai apresentar o resultado do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que trata da “Utilização de redes neurais artificiais para reconhecimento de sentimentos em textos”, entre 13h30 e 15h pelo horário de Brasília, de forma online, via Zoom. Para acompanhar o painel, que conta o título Improving Performance of Long Short-Term Memory Networks for Sentiment Analysis Using Multicore and GPU Architectures (Melhorando o desempenho de redes de memória de longo prazo para análise de sentimento usando arquiteturas multicore e GPU), basta acessar este link e realizar o registro.
A monografia aborda o uso de Inteligência Artificial (IA) para análise de sentimentos em textos e teve como objetivo analisar a implementação e treinamento de um modelo capaz de, a partir de um feedback, predizer se o sentimento expressado era positivo ou negativo; além de acelerar o treinamento usando unidades de processamento gráfico (GPU). Ao final, a implementação foi bem sucedida e apresentou acerto de até 89%, e o tempo de treinamento foi reduzido cerca de 61% usando GPU.
“A Inteligência Artificial é um tema que está em alta no momento. Nós mesmos usamos a IA no dia a dia, com assistentes pessoais ou recomendações personalizadas, e muitas vezes não percebemos as experiências diárias. Parte desse sucesso se deve à disponibilidade de grandes quantidades de dados. A ideia de poder transformar estes dados em informações úteis chamou minha atenção. Então decidi aprofundar meus conhecimentos nesta temática”, explica o egresso, hoje mestrando no Programa de Pós-Graduação em Computação (PPGC) no Instituto de Informática (INF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Cristiano também teve sua monografia aceita na revista Spring LNCC, e acredita que estas aprovações garantem oportunidades. "Vejo como algo positivo para meu crescimento e desenvolvimento profissional." Para o futuro, o cientista da computação pretende aprofundar suas pesquisas nesta temática, buscando, se possível, envolver com computação de alto desempenho (HPC) e computação em nuvem.
Por Susan Pereira, estagiária da Assessoria de Marketing da Unijuí
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Danielly Karyne Schrammel vai se formar somente no fim deste ano, em Ciência da Computação na Unijuí, mas já conta, em seu currículo, com importantes experiências profissionais. Ela explica que iniciou na área de Tecnologia da Informação quando ainda cursava o Ensino Médio e ingressou no curso Técnico em Informática. Antes mesmo de se formar, já estava trabalhando como analista de suporte de sistemas.
“Foi então que iniciei o curso em Ciência da Computação e já pude confirmar que estava na área certa. A graduação envolve o conhecimento em ciências exatas e matemática, aliando à minha paixão pela lógica e solução de problemas. Já tenho seis anos de experiência com gestão do agronegócio e também com a computação, sempre aprimorando meus conhecimentos em Business Intelligence”, explicou a estudante.
Antes mesmo de estar formada, Danielly já recebeu uma ótima proposta: atualmente trabalha como consultora de negócios na Infogen Sistemas de Chapecó, que atende diversas empresas e cooperativas de todo o Brasil. “Atuo diretamente com os clientes, identificando as dificuldades e buscando soluções para os problemas e processos do dia a dia, na gestão de seus negócios”, comenta a acadêmica, lembrando que a evolução da tecnologia trouxe diversas ferramentas e oportunidades, e exige que esteja sempre em busca de inovação, para melhor atender às necessidades dos clientes.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Danielly também está ligado à sua área de atuação. Com o título “Análise de dados para gestão de estoque em rede de supermercados utilizando redes neurais artificiais”, o trabalho apresenta uma pesquisa, desenvolvida pela acadêmica, onde aplicou uma solução de Business Intelligence para a necessidade de uma gestão de estoque mais eficiente, que permitirá à empresa visualizar as informações.
“A minha expectativa, após a conclusão, é seguir com o Business Intelligence e cursar um MBA na área, para aprimorar meus conhecimentos. Além disso, quero seguir trabalhando em projetos inovadores, buscando as melhores soluções de análise para que as empresas possam atuar de maneira mais estratégica, de forma competitiva e eficiente no mercado dos negócios”, completou.
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Foto ilustrativa e realizada antes da pandemia
Dezesseis acadêmicos da Unijuí, dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia de Software, dos campi Ijuí e Santa Rosa, foram selecionados para participar do programa que será realizado a partir da parceria entre a Unijuí e a empresa Compasso, do Grupo UOL, que oferece serviços de tecnologia com o intuito de contribuir com a transformação digital das empresas.
Cada estudante selecionado receberá uma bolsa de estudos, no valor de R$ 500, e participará de um programa de estudos com duração de três meses. De acordo com o professor doutor Edson Luiz Padoin, responsável pela conquista do convênio, os acadêmicos vão assinar o contrato e iniciar as atividades, de forma remota, no dia 26 de julho. Eles ainda podem ser selecionados para trabalhar na empresa.
O objetivo do programa de bolsas é ampliar a disponibilidade de pessoas em tecnologias de estado da arte; fomentar o mercado regional de Tecnologia da Informação próximo das instituições de ensino; reforçar e ampliar os vínculos com o meio acadêmico e encontrar novos talentos para ampliar o time da empresa.
Para os estudantes selecionados será uma oportunidade única. Rafael Eduardo Kepler, acadêmico do 8º semestre de Ciência da Computação, diz que se inscreveu por causa da tecnologia da trilha de capacitação. “É uma tecnologia que eu já tenho contato, mas que nunca tive a oportunidade de trabalhar em alguma empresa”, disse.
De acordo com Rafael, para seleção, a empresa reuniu todos os candidatos em uma webconferência e pediu para que se apresentassem, para que falassem sobre suas experiências com programação. “Foi possível conhecer muita gente boa, com um futuro brilhante”, afirmou o estudante, que tem a expectativa de ter contato com projetos maiores durante o programa. “Vou ganhar uma experiência valiosa, o que não seria possível somente nos cursos que estava fazendo”, completou.
Os estudantes foram selecionados em quatro áreas: para o Programa Oracle ATG Web Commerce foram selecionados Felipe Ernesto Schmidt, Igor Gonçalves, Natália Krein, Rafael Kepler, William Hertz, Gabriel Walker, Fernanda Zanfra Sereno e Jesiel Neves. Para o Programa Front-end ReactJS, Carlos Cassol, Gabriel Fischer Burmann e Gustavo Bueno. Para o Programa Back-end Java Spring Boot, Suriel Gonçalves, Gabriel Facchini e Jose Eduardo Mattioni. Já para o Programa Javascript com KnockOut, Gabriel Thome da Cruz Schirmer e Vinicius Fuhrmann.

Com duração de cinco anos, o curso de Ciência da Computação da Unijuí, ofertado nos campi de Ijuí e Santa Rosa, prepara o profissional para propor soluções inovadoras para problemas da sociedade, por meio do desenvolvimento de produtos e tecnologias eficientes e sustentáveis. O estudante é preparado para encontrar e desenvolver novas aplicações para os diferentes sistemas, sejam eles servidores, computadores pessoais, dispositivos móveis e sistemas embarcados, por exemplo.
Com a Graduação Mais, nova metodologia de ensino da Unijuí, há novidades no currículo, conforme explica o coordenador do curso, Edson Padoin. “Os estudantes de Ciência da Computação vão poder cursar disciplinas em três eixos: Eixo de Formação Profissional, que busca o desenvolvimento de competências que complementarão a formação profissional; Eixo de Formação Pessoal, que almeja o desenvolvimento de competências de cunho de enriquecimento do indivíduo; e o Eixo de Formação para Cidadania, que visa o desenvolvimento de competências de formação crítica, relativos à compreensão da sociedade e da ciência”, explicou o professor.
O projeto pedagógico do curso está organizado em módulos, com temas geradores, e orientado na formação por competências. Segundo Padoin, os módulos buscam pensar e resolver problemas a partir de temas como Arquitetura de sistemas e programação básica; Gestão, projeto e desenvolvimento de sistemas; Sistemas interativos e imersivos; Cidades e sistemas inteligentes; Empreendedorismo, ciência e inovação. A Proposta Pedagógica Curricular está em sintonia com as diretrizes curriculares nacionais do Conselho Nacional de Educação e com as orientações da Sociedade Brasileira de Computação.
“Os estudantes contam com o Projeto Integrador, onde podem colocar em prática os conteúdos teóricos estudados nas disciplinas, o que possibilita qualificar ainda mais a sua formação”, comenta Padoin, lembrando que a comunidade regional acaba beneficiada de duas formas: primeiro, por contar com profissionais mais preparados para enfrentar desafios atuais das cidades que estão cada vez mais conectadas e, segundo, com a execução de projetos. “Tais projetos buscam atender demandas da população, permitindo aos estudantes a aplicação dos conteúdos estudados com o acompanhamento e a supervisão dos professores”, completou o professor.
Outro diferencial é que, durante a graduação, o estudante pode colocar em prática os conteúdos estudados no conjunto de laboratórios que a Universidade possui - Laboratório de Hardware, Sistemas Operacionais, Linguagem de Programação, Redes de Computadores, Simulação Digital, Eletrônica Digital, Computação Pervasiva, Laboratório de Robótica Aplicada, Laboratório de realidade virtual e Laboratório de IoT. “Além de toda essa estrutura, os estudantes também contarão com o Espaço Mais Inovação, que será um centro de inovação para o desenvolvimento de projetos que envolvem Inteligência Artificial, Segurança de Dados, Data Science, Internet das Coisas e Cidades Inteligentes”, lembrou o coordenador.
Os estudantes também podem utilizar os softwares que o curso disponibiliza através de convênios com grandes empresas estrangeiras, como a NVidia, Intel, Amazon, Google, Tableau e Qlik para desenvolver soluções, proporcionando mais experiências e uma melhor qualificação profissional.
Para saber mais sobre o curso de Ciência da Computação da Unijuí, acesse o link.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do agora egresso do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Gabriel Ullmann, surgiu durante seu estágio curricular em 2019, realizado na empresa GH Branding, em Santa Rosa, onde começou a trabalhar com sistemas de recomendação de produtos e Inteligência Artificial. Sob a orientação do professor doutor Edson Luiz Padoin, a sua pesquisa foi intitulada como “Sistema de sugestão de produtos para e-commerce utilizando Inteligência Artificial''.
“Durante meu estágio, tive a oportunidade de aplicar esses conhecimentos na prática. Foi uma experiência muito interessante e que me motivou a dar continuidade ao estudo dessas áreas em meu TCC”, explicou Gabriel.
O trabalho consistiu no planejamento, criação e treinamento de um modelo de Inteligência Artificial capaz de recomendar produtos para usuários de uma aplicação de comércio eletrônico, levando em consideração somente o histórico de compra de cada usuário e sua região de origem. Com a ideia de que clientes da mesma região recebem recomendações semelhantes, o objetivo de criar esse modelo e aplicá-lo aos produtos de lojas reais foi alcançado no decorrer do estudo.
“Os repositórios Kaggle e UCI Machine Learning foram fundamentais no meu trabalho. Eles oferecem conjuntos de dados públicos que podem ser utilizados para pesquisa em diferentes áreas do conhecimento. No meu estudo, utilizei históricos de pedidos de lojas reais que disponibilizaram seus dados de forma anonimizada nessas plataformas. Fóruns como o Stack Overflow e o Cross Validated são também ótimos locais para buscar respostas para questões específicas de desenvolvimento de software”, ressaltou.
O diferencial do sistema de recomendação proposto no trabalho é que ele consegue gerar recomendações aos compradores mesmo sem saber muitas informações sobre eles. Apenas os históricos de compra dos clientes da loja e suas regiões de origem são considerados pelo algoritmo. Não é necessário que o cliente indique quais produtos mais gosta, o que é exigido em muitos sistemas desse tipo. Através disso, mesmo sistemas de comércio eletrônico que sejam antigos ou muito simplificados podem implementar recomendações utilizando a Inteligência Artificial, permitindo que esse tipo de tecnologia possa beneficiar ainda mais pessoas e empresas.
Para Gabriel, com a criação de bons sistemas de recomendação, tanto consumidores quanto lojistas saem ganhando. “Sugestões precisas permitem que compradores encontrem com maior facilidade os produtos que desejam e que melhor se adaptam às suas necessidades. Para os vendedores há também um ganho, pois passam a vender mais e de forma mais assertiva. Em tempos de pandemia, onde muitos comércios dependem de suas vendas online, esse é um ponto fundamental”, explica o recém-formado.
Gabriel foi selecionado neste ano para receber uma bolsa de estudos no programa de mestrado em Engenharia de Software na Concordia University, em Montreal, no Canadá. “Recebi essa oportunidade após dois anos de estudos e publicações em conjunto com um grupo de pesquisa formado por Cristiano Politowski (egresso da Unijuí, atualmente doutorando na Concordia University), o doutor Fabio Petrillo (UQAC) e o doutor Yann-Gaël Guéhéneuc (Concordia University)”, finalizou.
Por Evelin Ramos, bolsista de Popularização da Ciência da Unijuí
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Egressa do curso de Ciência da Computação da Unijuí, Gabriela Linck de Jesus está vivenciando uma grande experiência: trabalhar numa das maiores empresas de e-commerce do País, a Dafiti. Atuando como engenheira de software no departamento de Tecnologia da Informação (TI), no time de Order da Dafiti, a profissional tem a atribuição de contribuir para a manutenção e reestruturação do código que trata os pedidos da empresa. A Dafiti hoje tem sede em Barra Funda, São Paulo, mas Gabriela trabalha de forma remota, em Porto Alegre.
“Trabalhei em vários projetos até chegar à Dafiti. Comecei como bolsista de Iniciação Científica na Unijuí e, então, fui estagiária em uma empresa de desenvolvimento de sites, onde aprendi o básico da programação e o contexto de uma empresa. Tive a oportunidade de trabalhar em uma startup assim que me formei e foi uma experiência que me ajudou muito a crescer no mercado de trabalho e a entender como a área de TI funciona. Foi uma experiência que me ensinou a ser uma profissional de TI”, afirmou Gabriela, que também teve a oportunidade de trabalhar em um projeto internacional distribuído, e de viajar a trabalho, a partir do projeto de uma empresa Australiana. “Tive a oportunidade de ficar um mês trabalhando na Austrália e foi fantástico. Depois dessa experiência, trabalhei em outro projeto internacional e em um projeto do setor financeiro. Em dezembro de 2020, tive a oportunidade de trabalhar na Dafiti e tem sido uma experiência sem igual”, disse.
Segundo Gabriela, o estágio que realizou foi fundamental para que pudesse ter experiência e para que pudesse buscar uma vaga em Porto Alegre, antes mesmo de estar graduada. “Eu tinha muitos conhecidos em Porto Alegre que me disseram para quais empresas eu poderia mandar currículo, e que me ajudaram com a preparação para a entrevista. Sem isso eu não teria conseguido. Eu estava naquele período onde eu não tinha mais aulas, mas eu ainda não tinha defendido meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)”, conta a egressa, que diz ser uma pessoa privilegiada por ter contado com o apoio dos pais para realizar a mudança à Capital do Estado.
Um dos principais planos de Gabriela é ter conhecimento suficiente para poder ajudar pessoas do interior, que cursam TI, a ter acesso ao mercado de trabalho – retribuindo, assim, a ajuda que teve. “Quero continuar em iniciativas que capacitem mulheres e pessoas LGBTQIA+ na Tecnologia da Informação e ajudem a mudar um pouco o cenário masculino que a TI tem”, disse.
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