
No dia 10 de maio, a professora do curso de Direito da Unijuí, Nelci Meneguzzi, realizou uma palestra online para os profissionais da Unimed Noroeste/RS. Com o tema “Legislação previdenciária: o que você precisa saber”, a docente trouxe esclarecimentos sobre o assunto.
“O tema abordado voltou-se para a atual conjuntura previdenciária, especialmente quanto aos requisitos necessários para acessar os benefícios previdenciários e a importância da busca de um profissional de confiança do segurado no momento do encaminhamento dos mesmos”, explicou a professora.
Para Nelci, atividades como essa, aproximam a Unijuí e a comunidade. “É uma oportunidade mutuamente benéfica, momento em que permite atos de compartilhamento de conhecimento com uma maior conexão com as demandas que se apresentam no mundo real”, frisou.

Na última sexta-feira, 12 de maio, as professoras do curso de Direito da Unijuí, Ester Hauser e Patrícia Borges Moura, participaram de um encontro na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deolinda Barufaldi, onde estiveram presentes o deputado estadual Jeferson Fernandes e o vereador Beto Noronha. Aos representantes dos Poderes Legislativos do Estado e do Município, foram relatados os resultados do trabalho que vem sendo desenvolvido no educandário e que prevê a implantação da Justiça Restaurativa.
As docentes da Unijuí desenvolvem, desde o início do ano, a formação de 40 professores da escola sobre Práticas Restaurativas e Mediação de Conflitos, por meio de um curso de extensão de 40 horas/aula. A atividade faz parte do projeto “Práticas Restaurativas e Mediação de Conflitos nos ambientes escolares: ações de formação e assessoramento para professores de escolas públicas do Município de Ijuí”, contemplado com recursos do Fundo Estadual da Criança e do Adolescente (FECA) e elaborado em conjunto pelos Projetos de Extensão Cidadania para Todos e Conflitos Sociais e Direitos Humanos, além do projeto vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito da Unijuí, Diálogos: Tecendo Vidas sem Violência de Gênero.
Ao falar sobre a formação, a professora Ester Hauser, que coordena a iniciativa, recordou que sempre foi muito angustiada com os resultados das práticas punitivas tradicionais, que acabam, na maioria das vezes, duplicando a violência e excluindo os sujeitos, sem oferecer uma solução de cura. Desde 2005, ela dedica-se ao estudo da Justiça Restaurativa, que ganhou força em Ijuí após a formação de um grupo de estudos. “A Justiça Restaurativa é mais do que um método, é uma pedagogia que serve não apenas para enfrentarmos situações difíceis, mas como uma estratégia poderosa de construção da cultura de paz, da democracia e dos direitos humanos”, disse, lembrando que o diferencial da formação está em propor uma discussão sobre os fundamentos da Justiça Restaurativa aos participantes, começando pela comunicação não violenta e passando por práticas que podem ser utilizadas em qualquer situação.
Diretora do educandário, a professora Elisandra Baiotto explicou que a Escola Deolinda recebe muitos estudantes com baixa ou baixíssima renda, que possuem diversos problemas ligados à violência e, até mesmo, à drogadição. Entre os anos de 2017 e 2018, foram realizados círculos de Justiça Restaurativa na escola e, depois, cinco professores participaram da formação para serem facilitadores. Após a pandemia, observou-se um cenário diferente, de violência e de bullying entre os estudantes, e de fragilidade da saúde mental entre os professores. Foi então que a equipe viu a necessidade de receber uma formação em Justiça Restaurativa para todos os educadores, a fim de lidar com essas questões.
“Eu e minha coordenadora realizamos uma formação para sermos facilitadoras. Mas entendemos, em conversas no ano passado, que seria necessária uma formação para os professores em Justiça Restaurativa. Para que eles também entendessem que, por trás de um comportamento, existe a necessidade de ser ouvido, acolhido. Existe a necessidade de um abraço, de comida. Necessidades que passam despercebidas. Agora, estamos engatinhando no curso. Precisamos saber lidar com as nossas emoções e ter o olhar para entender as necessidades dos outros", relatou a diretora, lembrando que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também trouxe a necessidade de trabalhar competências socioemocionais com estudantes do Ensino Fundamental.
A cultura da Justiça Restaurativa vem sendo difundida nas escolas municipais de Ijuí através do Programa Conexões de Justiça Restaurativa, coordenado por Cristiane Barasuol, e que está em sintonia com o projeto desenvolvido na Unijuí. As ações foram compartilhadas com os convidados e o deputado estadual, Jeferson Fernandes, não só elogiou o trabalho, como prometeu a destinação de emenda, via Fundo Estadual da Criança e do Adolescente, para fortalecer o projeto que vem sendo desenvolvido. “Me comprometo a articular o valor de R$ 50 mil para este projeto, pois entendo que o momento da história brasileira e mundial exige que as pessoas sejam transformadas e que a cultura da paz seja difundida”.

A Unijuí campus Santa Rosa recebe, até o dia 22 de maio, a exposição itinerante "Nossas Marias: Um olhar sobre o feminino". A iniciativa foi organizada pela Assessoria de Políticas para as Mulheres e Serviço Social do Comércio (Sesc), com o propósito de divulgar trabalhos artísticos produzidos por mulheres que nasceram ou que residem em Santa Rosa.
A Unijuí, por meio do curso de Direito, preparou um espaço amplo para receber as obras de arte, além de acolher os estudantes e visitantes que desejam apreciar uma mostra com tantas histórias para contar.
Segundo a coordenadora do curso de Direito, campus Santa Rosa, professora Fernanda Serrer, todas as obras são importantes e necessárias para refletir sobre a violência de gênero. “É uma exposição extremamente impactante, que nos toca profundamente e nos faz perceber as diferentes formas de violência contra as mulheres. A arte pode ser um espaço para expressar as falas recolhidas”, pontuou a coordenadora.
A exposição é aberta ao público de segunda a sexta-feira, e está disponível no hall de entrada do campus, em frente ao Auditório Central, das 13h30 às 22h.

Na última terça-feira, 9 de maio, acadêmicos do curso de Direito da Unijuí participaram de audiências didáticas junto à Sala do Júri, no Fórum de Ijuí. Os estudantes fazem parte da disciplina Prática Civil I, que é coordenada pelo professor César Busnello.
Conforme explicou o docente, a partir da condução da juíza da Segunda Vara Cível da Comarca de Ijuí, doutora Simone Brum Pias, os estudantes puderam acompanhar audiências de instrução de casos reais, com orientações e comentários ao final de cada caso.
“Essa é a oportunidade em que os acadêmicos podem vivenciar muito mais do que a parte técnica do ato processual, que é complexo e desafiador. Eles podem sentir a temperatura, o clima de uma situação que estarão vivenciando logo ali na frente, na vida profissional”, destacou o professor, lembrando que a audiência didática de instrução, oportunizada pelo curso de Direito da Unijuí, é baseada em casos reais, presidida por um magistrado(a), com a presença do Ministério Público e as partes.
“Portanto, a dinâmica das audiências oportuniza que os acadêmicos de Direito possam observar e analisar a postura, o comportamento dos atores envolvidos no processo (juiz, MP, partes e testemunhas) e aprimorar seus conhecimentos, considerando a teoria aliada à prática”.
Para a acadêmica do curso de Direito, Andrieli de Oliveira Franco, as audiências didáticas são extremamente necessárias aos estudantes. “Assim nós aplicamos tudo aquilo que aprendemos na teoria. Conseguimos criar relações entre os conteúdos e a prática”, afirmou.
.jpeg)
.jpeg)
O curso de Direito, em parceria com o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito (PPGD), recebeu na noite desta quarta-feira, 3 de maio, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), desembargador do trabalho e professor de Direito do Trabalho na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Francisco Rossal de Araújo. A atividade foi realizada no Centro de Eventos, com transmissão pelo canal do Youtube do PPGD.
Conforme destacou a professora Nelci Meneguzzi, o principal objetivo do evento foi debater o tema “As perspectivas da Justiça do Trabalho no Pós-Pandemia”, abordando os reflexos no âmbito da sociedade e da área trabalhista.
Ao fazer a saudação institucional, a vice-reitora de Graduação, professora Fabiana Fachinetto, destacou que a Universidade, assim como outros setores da sociedade, precisou se reinventar durante a pandemia. Em três dias, os professores tiveram que se adaptar a um novo modelo de ensino, que perdurou pelos anos de 2020 e 2021.
“Hoje, estamos colhendo os frutos positivos e negativos da pandemia. Enquanto os avanços tecnológicos nos permitiram avançar com nossos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu para outros Estados, por exemplo, trabalhamos para reverter os prejuízos pedagógicos, não só entre os estudantes que estavam conosco, mas os alunos que estamos recebendo do Ensino Médio. Estamos, enquanto Vice-reitoria de Graduação, realizando um trabalho de qualificação, de nivelamento”, destacou a professora.
O presidente do TRT-4 destacou, em sua fala, que o Direito do Trabalho é uma forma de ver o mundo e de corrigir desigualdades. “O mundo por si só é injusto. Se vocês pararem para pensar, na história da humanidade sempre lutamos contra as adversidades. Coisas que são tão simples hoje, antigamente não eram para os nossos pais, para os nossos avós. E nossa sociedade segue sendo muito desigual", afirmou o palestrante, lembrando que uma pessoa que não sabe ler, que não tem saúde, educação, emprego digno, ela não consegue se desenvolver.
Para acompanhar a discussão na íntegra, acesse:
Agora egresso do curso de Direito, Guilherme alcançou excelente média no Exame

Guilherme Mateus Pohl estava na reta final do curso de Direito na Unijuí, no segundo semestre do ano passado, quando realizou o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Optou pelo Direito Tributário na segunda fase, uma das áreas mais difíceis, e foi aprovado com uma excelente média: 9,20.
“Muitos consideram o Direito Tributário difícil, mas acredito que isso se deve ao fato de ser uma área que aparece com menor frequência nos estágios e que ainda é pouco explorada pelos profissionais da região. Por isso a dificuldade de alguns alunos em associar o conhecimento teórico da sala de aula com a aplicação prática da disciplina. Contudo, o Direito Tributário sempre me despertou muito interesse, e acredito que quando estudamos algo que é do nosso interesse, o estudo se torna mais fácil e também mais efetivo. Penso que, por esse motivo, consegui acertar todas as questões dissertativas e ter o mínimo de descontos na pontuação da peça prático-profissional”, explica o agora egresso.
Guilherme conta que era um objetivo seu ser aprovado no Exame da Ordem ainda na graduação. Tanto que se preparou para fazer qualquer peça que fosse cobrada no dia da prova, além de se preparar da melhor forma possível para responder às questões. “No Direito Tributário são poucas as opções de peças processuais que podem ser cobradas e, por isso, a melhor opção é estar preparado para todas, e foi o que eu fiz. Algumas peças não vemos durante a graduação com muita frequência, a exemplo de Exceção de Pré-Executividade, peça cobrada no exame em que fui aprovado. Portanto, não existe segredo a não ser estar preparado para elaborar todas as peças possíveis e que podem ser exigidas”.
De acordo com Guilherme, para a primeira fase do Exame os conteúdos vistos em sala de aula foram suficientes para a sua preparação. Para a segunda fase, especificamente para a elaboração da peça prático-profissional, destaca que teve ótimos professores na disciplina de prática processual, que lhe ajudaram na preparação. “Assim como os professores que ministraram a disciplina de Direito Tributário, que me deram uma boa bagagem e que me influenciaram positivamente na escolha desta área do direito para a realização da segunda fase”, disse. Como a disciplina de Direito Tributário é ofertada apenas uma vez no curso, Guilherme optou por aprofundar seus estudos em direito processual e direito material tributário para realizar a segunda fase.
“Ainda sobre a preparação para a peça prático-profissional, não posso deixar de citar o estágio obrigatório no Escritório Modelo da Unijuí, que me proporcionou o conhecimento prático necessário para a realização da peça processual exigida no exame”, completou. “Sem sombra de dúvidas, o Escritório Modelo foi um divisor de águas na minha vida acadêmica e profissional. Se hoje me sinto preparado para iniciar na advocacia, devo muito ao Escritório, que me proporcionou a vivência prática jurídica como operador do Direito, algo que eu não tive em nenhum outro lugar”, finalizou.
Guilherme diz que vai seguir no ramo do Direito Tributário, voltado para o público empresarial. O egresso quer iniciar uma especialização na área e formatar parcerias para abrir um escritório de advocacia voltado à recuperação de tributos e planejamento tributário.
Utilizamos cookies para garantir que será proporcionada a melhor experiência ao usuário enquanto visita o nosso site. Ao navegar pelo site, você autoriza a coleta destes dados e utilizá-los conforme descritos em nossa Política de Privacidade.