
Foi durante as aulas do curso de Nutrição da Unijuí que a acadêmica Luana Wochniscki Lamarque descobriu que uma área de atuação do nutricionista lhe chamava mais a atenção: a de maternoinfantil. Tanto que em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) abordou o tema “Aleitamento materno e introdução alimentar em crianças com lábio leporino e fenda palatina”.
“Durante as aulas, descobri essa área de atuação e me encantei por ela. Porém, a descoberta do tema aconteceu no projeto de TCC, quando decidi falar sobre o aleitamento materno exclusivo e a introdução alimentar, e me deparei com a malformação de lábio leporino e fenda palatina. Achei muito interessante estudar o tema e descobrir um pouco mais sobre como os pais e familiares fazem na hora de alimentar as crianças que nascem com essa condição”, explicou a estudante, que teve a ideia de elaborar uma cartilha com orientações nutricionais voltadas a este público. “Quero divulgar e deixar este material para que profissionais da saúde, estudantes, pais e familiares possam utilizá-la como uma ferramenta de apoio”, completa.
Para a elaboração do seu TCC, Luana fez uso de artigos e observou a importância do profissional nutricionista no acompanhamento de crianças com malformação. “Essa condição pode ser corrigida através de cirurgia logo após os primeiros meses de vida da criança. Com isso, a alimentação precisa mudar durante o pré e o pós-cirúrgico, período em que o acompanhamento de um nutricionista é fundamental para auxiliar a família”, destacou a estudante, lembrando que para os bebês que possuem dificuldades na pega do seio devido a uma malformação, existem bicos especiais para a mamadeira, cuja utilização pode ser realizada com a orientação do nutricionista e suporte de outros profissionais.
Após a formatura, agendada para março deste ano, Luana pretende seguir na área maternoinfantil e, ainda, realizar uma pós-graduação em Nutrição Clínica Maternoinfantil.

Recentemente graduada no curso de Nutrição da Unijuí, Ana Carolina de Castro Santos desenvolveu o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) acerca de um tema bastante presente em sua vida e na vida de centenas de pessoas: “Alterações cognitivas e comportamentais em pacientes celíacos”.
Ela explica que o paciente com a doença celíaca sofre uma reação autoimune após o consumo de glúten - proteína encontrada em cereais como o trigo, malte, centeio e cevada -, apresentando, geralmente, sintomas como dor de barriga, diarréia, distensão abdominal e anemia. Entretanto, muitos pacientes apresentam outros tipos de sintomas, menos comuns, e tendem a ter o diagnóstico atrasado pela falta de conhecimento de alguns profissionais de saúde sobre todas as possíveis apresentações dessa doença. Foi o seu caso.
“Sou celíaca e já tive, em diferentes momentos da vida, todos os sintomas que analisei no meu TCC, sem nunca desconfiar que poderia ter alguma relação com a minha alimentação. Depois do meu diagnóstico tardio, comecei a me atentar a esta possibilidade, e ao conversar com outros pacientes celíacos, percebi que muitos tinham sintomas semelhantes aos meus, mas por desconhecimento dos profissionais da saúde, não recebiam tratamento e orientações adequadas”, explicou Ana Carolina.
Para a realização do seu TCC, Ana Carolina realizou uma revisão de literatura, onde analisou todos os artigos científicos de domínio público sobre o tema, publicados nos últimos cinco anos. A autora se deteve a pesquisar sobre a relação da doença celíaca com a fadiga, depressão e o comprometimento cognitivo. “A literatura demonstra a associação entre a doença celíaca e o aparecimento destes sintomas, mas ainda faltam estudos que esclareçam através de quais mecanismos essa relação acontece. Em muitos casos, os sintomas continuam mesmo após um ano da adoção de uma dieta livre de glúten. Mas, apesar da necessidade de mais pesquisas sobre o tema, a reunião destas pesquisas acentua a importância de uma maior vigilância clínica. Profissionais da saúde mais conscientes da apresentação heterogênea da doença celíaca podem ajudar no processo de diagnóstico de pacientes com sintomas menos específicos”, completa.
Conforme destaca Ana Carolina, a necessidade dos profissionais estarem atentos a estas manifestações também é importante após o diagnóstico. Um estudo de coorte com mais de 13 mil indivíduos associou o diagnóstico de doença celíaca na infância com risco aumentado para distúrbios psiquiátricos, apontando a importância da vigilância em saúde mental ser parte integrante do tratamento da doença celíaca, algo que não ocorre hoje em dia.
Graduada, Ana Carolina quer atender pacientes com sintomas mentais, como depressão, ansiedade, fadiga e dificuldade de concentração, utilizando todas as ferramentas que a nutrição oferece para alívio destes sintomas, melhorando a qualidade de vida destas pessoas. “A alimentação pode ser uma grande aliada, em conjunto com outros hábitos saudáveis e terapia medicamentosa, se necessário. Já estou realizando uma pós-graduação em Nutrição e Saúde Mental e continuarei estudando e empreendendo meus esforços para que as pessoas deixem de se preocupar com a alimentação apenas quando quiserem emagrecer, mas a percebam como uma ferramenta terapêutica para melhora da saúde e bem-estar geral”, finalizou.

O curso de Nutrição da Unijuí forma, há mais de 40 anos, profissionais com excelência para atuar nas mais diversas oportunidades do mercado de trabalho da área. Com quatro anos de duração, a formação ofertada pela Universidade busca preparar o estudante para executar o cuidado de nutrição, com foco na segurança alimentar, preservando a qualidade de vida, avaliando as necessidades nutricionais das pessoas e prescrevendo planos alimentares adequados.
O profissional pode atuar como nutricionista nas áreas de Nutrição Social; Nutrição Clínica; Alimentação Coletiva; além da rotulagem nutricional de alimentos, empreendedorismo e inovação em alimentação e nutrição, marketing em nutrição e gastronomia aplicada à área. O curso é ofertado no turno da noite, no campus de Ijuí, e está com inscrições abertas no Vestibular Contínuo 2024. As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de fevereiro, por meio do site unijui.edu.br/vestibular.
Entre os diferenciais, a graduação disponibiliza de laboratórios e equipamentos que possibilitam a experiência e prática profissional em técnica dietética, microbiologia, anatomia, fisiologia, análise de alimentos, bioquímica, semiologia e avaliação nutricional em laboratórios modernos com equipamentos de nível internacional, além do Consultório Escola de Nutrição. Há, ainda, a integração com outros cursos da área da Saúde, que garante uma formação completa ao estudante.
Segundo a coordenadora do curso, a professora Karina Ribeiro Rios, além da estrutura, há o diferencial de os estudantes vivenciarem situações reais a partir da sua vivência e experiência durante o curso, seja no Consultório Escola, ou em estágios curriculares. “No primeiro semestre os graduandos já podem vivenciar experiências práticas. Os estágios curriculares podem ser feitos em hospitais, empresas e nas redes de saúde e de ensino. A inserção precoce com a comunidade qualifica a formação do estudante”, comenta.
A docente destaca, ainda, que os acadêmicos podem participar de projetos de pesquisa e extensão como voluntários ou bolsistas. Além disso, há estímulo para participação em eventos científicos e produção do conhecimento.

Na última sexta-feira, 15 de setembro, acadêmicos do Estágio em Saúde Coletiva II, do 10º semestre do curso de Nutrição da Unijuí, realizaram uma visita à Unidade de Saúde Prisional da Penitenciária Modulada de Ijuí.
O grupo esteve acompanhado da professora Maristela Borin Busnello, supervisora do Estágio, e foi recebido pela diretora da Modulada, Darlen Bugs, pelo coordenador de Projetos e Trabalho Prisional, Paulo Luft, e pela nutricionista Ana Paula Bourscheid.
Durante a visita, os estudantes puderam conhecer a estrutura da Unidade de Saúde Prisional e observar como ocorrem as ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade em âmbito local.
Também foi possível dialogar com a nutricionista do serviço, Ana Paula Bourscheid, a fim de compreender o papel do profissional nutricionista na gestão dos cardápios e da alimentação ofertada na casa prisional.
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Na noite desta quinta-feira, 13 de abril, foi realizada mais uma edição do IntegraNutri, tradicional evento do curso de Nutrição da Unijuí, que reuniu, no CTG da AFFI, estudantes e professores. O evento contou com jantar especial e música ao vivo.
Foram os próprios professores do curso que prepararam um risoto de filé ao gorgonzola para o jantar. Como convidados, participaram da integração estudantes do curso de Psicologia, que participam de atividades conjuntas com os acadêmicos de Nutrição.
“O evento já é tradição no curso e cumpriu com seu objetivo, que é promover a integração entre os estudantes de diferentes semestres. É uma atividade muito enriquecedora para todos”, destacou a coordenadora do curso de Nutrição da Unijuí, professora Adriane Huth.

Estudantes do curso de Nutrição da Unijuí participaram nesta segunda-feira, 27 de maio, de um bate-papo sobre empreendedorismo. A atividade ocorreu de forma online, via Google Meet, na disciplina de Gestão em Organização de Alimentos e Nutrição e contou com a fala da egressa do curso de Nutrição, Diovana Noremberg, proprietária da empresa Comida de Verdade, da cidade de Horizontina.
O encontro teve como objetivo principal a troca de experiências sobre o processo de empreender. Em sua fala, Diovana apresentou a história da empresa, os desafios e as conquistas desde que iniciou o empreendimento. A egressa também abordou suas expectativas para o futuro.
Para a professora responsável por ministrar a disciplina, Sandra Albarello, o encontro foi importante para todos os envolvidos. “Acredito que a participação dela permitiu que os acadêmicos pudessem conhecer a trajetória da empreendedora e compreender que a formação em Nutrição permite inúmeras oportunidades. Além disso, foi um momento de trocas de experiências e perspectivas de novos negócios”, frisou.
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