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Coronavirus

Unijuí recebe equipamento do CISA que vai ampliar o número diário de testes para o coronavírus

               

A testagem é uma das medidas prioritárias no combate ao coronavírus, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, as lideranças e autoridades têm buscado alternativas para ampliar e agilizar as testagens na região. Nesta segunda-feira, 31 de agosto, a Fidene/Unijuí recebeu mais um equipamento do Consórcio Intermunicipal do Noroeste do Estado (Cisa) para que o Laboratório de Análises Clínicas (Unilab) possa realizar essas importantes testagens. 

Desta vez, trata-se de um equipamento automatizado para Biologia Molecular, destinado à extração e purificação do DNA/RNA, bem como insumos que totalizam o valor total de R$180.000 (cento e oitenta mil reais). O equipamento irá ampliar os testes do novo coronavírus que já vêm sendo realizados pelo Unilab. Com a nova máquina, o Laboratório poderá aumentar sua capacidade para até 100 testes diários. Esta ampliação do número de testes contribuirá para que o diagnóstico da doença seja mais rápido e, consequentemente, auxiliará nas ações em saúde dos municípios que integram o Consórcio. “Estamos realizando esta parceria que auxilia os 41 municípios do Consórcio. Com este equipamento vamos conseguir atender a demanda de todos os municípios com mais agilidade, o que vai refletir diretamente no combate a pandemia”, salienta o presidente do Cisa e prefeito de Vista Gaúcha, Celso José Dal Cero. 

A entrega ocorreu na Biblioteca Mario Osorio Marques, no campus Ijuí, com a presença de autoridades locais e regionais, bem como representantes do Sicredi das Culturas, que subsidiou parte da compra deste equipamento. Realizaram a assinatura de comodato do equipamento, o presidente e o vice-presidente do Cisa, Celso José Dal Cero e Eduardo Buzatti, além de Antenor Vione, presidente do Sicredi da Culturas. Pela Unijuí, assinaram o professor Dieter Siedenberg, diretor executivo da Fidene e Vice-Reitor de Administração da Unijuí, e o professor Matias Frizzo, chefe do Departamento de Ciências da Vida. “Isso mostra, com muita clareza, o importante envolvimento de todos os atores da região no objetivo comum de viabilizar uma qualidade de vida para a população. A Instituição assumiu o compromisso de disponibilizar a sua estrutura de laboratórios e pessoal, no sentido de qualificar o atendimento à comunidade e auxiliar no combate ao coronavírus, além de oportunizar momentos de aprendizado aos nossos estudantes, futuros profissionais que vão atuar diretamente na região”, afirma o professor Dieter Siedenberg.

Entidade envolvida no processo, o Sicredi das Culturas realizou aporte financeiro para auxiliar a aquisição do equipamento e material necessário para o funcionamento. "Logo no início desta pandemia nos reunimos no Conselho e destinamos recursos para hospitais da região. E, com a necessidade do Consórcio de ampliar esta oferta de testes importante para a região, auxiliamos nesta aquisição”, observa Antenor Vione, presidente da Instituição. 

Testes começaram em julho

No mês de junho, por meio desta mesma parceria com o Cisa, a Fidene/Unijuí recebeu o equipamento QPCR, importado dos Estados Unidos. Em contrapartida, ficou responsável por organizar o espaço físico e a equipe técnica para liberação dos laudos. Um setor de biologia molecular foi implantado na Universidade, dentro do Laboratório Escola de Análises Clínicas (Unilab), onde agora são realizados testes pelo método RT-qPCR. O investimento realizado em junho, por parte dos municípios que compõem o Consórcio, foi de aproximadamente duzentos e vinte mil reais. E desde a primeira quinzena de julho, o laboratório realiza cerca de 30 análises por dia com 10 técnicos capacitados para a operação. Esta operação ganhará um aumento significativo com este novo equipamento, que deverá passar a funcionar efetivamente nos próximos dias, após testes e adequações dos profissionais envolvidos no trabalho. “Este equipamento consegue reduzir o tempo de trabalho e vai permitir atender o Consórcio com mais eficiência e agilidade nos resultados”, observa o chefe do Departamento de Ciências da Vida, Matias Frizzo.

 

Estiveram no evento as seguintes autoridades:

  • Diretor executivo da Fidene e vice-reitor de Administração da Unijuí, professor Dr. Dieter Siedenberg

  • Prefeito de Ijuí, Valdir Heck

  • Presidente do Cisa e prefeito de Vista Gaúcha, Celso José Dal Cero

  • Vice presidente do Cisa, prefeito de Pejuçara e presidente da Amuplam, Eduardo Buzzatti

  • Diretora executiva do Cisa, Elizabete Rolim

  • Assessor Jurídico do Cisa, Gilberto Scapini

  • Presidente do Sicredi, Antenor José Vione 

  • Gerente da Agência do Sicredi Ijuí Centro, senhora Michele Ruver Guarda 

  • Chefe do Departamento de Ciências da Vida, professor Matias Frizzo

  • Prefeito de Condor, Valmir Lander

  • Prefeito de Chiapetta, Eder Both


Proporção de infectados pela covid-19 cresce e atinge uma a cada 82 pessoas no RS, estima pesquisa

                 

A prevalência da infecção por coronavírus ultrapassou o percentual de 1% da população, pela primeira vez, no Rio Grande do Sul, de acordo com o mais recente levantamento do estudo Epicovid19-RS. A nova etapa estima que a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 é de 1,22% no estado (de 0,92 a 1,59%, pela margem de erro), o que corresponde a um total de 139.055 habitantes (que pode variar de 104.902 a 180.665) que têm ou já tiveram o vírus na população gaúcha. A relação é de um caso real de infecção por coronavírus a cada 82 pessoas no RS. 

Para realizar o levantamento, os pesquisadores conduziram, no último fim de semana, 4,5 mil testes rápidos e entrevistas em nove cidades gaúchas. Desse total, 55 tiveram resultado positivo. Doze testes positivos foram em Canoas, e onze, em Porto Alegre, confirmando a predominância de casos na região metropolitana. Pelotas apresentou oito positivos – o município registra aceleração da curva de contágio e do número de internações em estatísticas oficiais. Passo Fundo e Caxias do Sul tiveram seis testes positivos, já Santa Maria e Ijuí registraram quatro em cada cidade. Santa Cruz do Sul e Uruguaiana tiveram dois testes positivos cada.

Em caso de resultado positivo do teste com o participante, os pesquisadores testam também todos os moradores da casa. Em conjunto, os dados das sete etapas apontam que cerca de um terço das pessoas (33%) que residem com alguém que tenha testado positivo apresenta o mesmo resultado para o teste.

A análise da relação entre estimativa de casos reais e casos notificados ao longo do tempo aponta que a notificação está mais próxima do total de casos estimados, por aumento da testagem no Estado. Os dados mais recentes apontam que a estimativa de casos reais é 1,4 vez o número de notificados. Na primeira etapa, esse diferença havia sido de oito vezes; e, na segunda, de doze vezes.

            

Recomendações

Os coordenadores do estudo reforçam a necessidade de ampliar a testagem por RT-PCR e realizar a busca ativa de contatos das pessoas que tiverem resultado do teste positivo, para frear a disseminação do contágio. 

Em relação às práticas de distanciamento social, o estudo mostra que um terço (32,6%) da população sai de casa diariamente, 54,6% saem para atividades essenciais, como compra de alimentos e medicamentos, e 12,8% se mantém sempre em casa.

Sobre o estudo

A pesquisa, único estudo populacional no mundo a realizar sete fases de acompanhamentos com a população das mesmas cidades, tem mais uma etapa prevista: a oitava deve acontecer de 5 a 7 de setembro. 

O EPICOVID19 é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas e pelo Governo do Estado Rio Grande do Sul, com apoio de doze universidades públicas e privadas. O objetivo do estudo é estimar o percentual de gaúchos infectados pela Covid-19; avaliar a velocidade de expansão da infecção; fornecer indicadores precisos para cálculos da letalidade e determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas. O estudo conta com financiamento do Banrisul, do Instituto Serrapilheira, da Unimed Porto Alegre e do Instituto Cultural Floresta.

Fonte: Universidade Federal de Pelotas.

 


Pesquisa realizou os 500 testes para coronavírus em Ijuí no fim de semana

             

No fim de semana, voluntários do estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Rio Grande do Sul (Epicovid19-RS) realizaram a sétima rodada de entrevistas e testes rápidos do coronavírus em nove cidades gaúchas, entre elas Ijuí, onde foram realizados 500 testes. Os resultados oficiais serão divulgados ao longo desta semana, a partir de quarta-feira, em dia e horário a serem ainda divulgados pela coordenação.

O Epicovid19-RS, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com o Governo do Estado, estima o percentual da população gaúcha infectada pelo novo coronavírus, obtém cálculos precisos da letalidade e avalia a velocidade de disseminação do contágio ao longo do tempo. Em Ijuí a pesquisa é realizada com a coordenação da Unijuí, por meio do Mestrado em Atenção Integral à Saúde e dos cursos de Graduação do Departamento de Ciências da Vida (DCVida).

Os dados mais recentes da pesquisa identificaram que a proporção de pessoas com anticorpos para o coronavírus dobrou no Rio Grande do Sul no intervalo de um mês. O número estimado de pessoas que têm ou já tiveram o coronavírus passou de 55.904 (de 32.891 a 81.059, pela margem de erro), na última semana de junho, para 108.716 (de 78.774 a 146.196), na última semana de julho. Esse aumento motivou a coordenação do estudo, em decisão conjunta com o Governo do Estado, a antecipar em uma semana a realização da sétima etapa.

Esta etapa de coleta será muito importante para avaliação da realidade dos casos na população e o avanço do coronavírus nas diferentes regiões em relação à etapa anterior. Em cada município do estudo, a seleção das residências e dos moradores que irão fazer o teste para o coronavírus ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

Além do exame, o participante responde a uma breve entrevista sobre ocorrência de sintomas relacionados à Covid-19, busca por assistência médica e rotina das famílias em relação às medidas de distanciamento social. A pesquisa tem apoio das secretarias de saúde e dos órgãos de segurança dos municípios e segue todos os protocolos de biossegurança para proteger a saúde dos entrevistadores e participantes. 

O estudo mobiliza doze universidades públicas e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

A partir da próxima fase, o Banrisul também irá participar do financiamento do estudo, junto com a Unimed Porto Alegre, o Instituto Cultural Floresta, também da capital, e o Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. 

 


Discussão sobre paradoxos da pandemia marca o retorno do Rizoma

         

Nesta quinta-feira, dia 13 de agosto, o Rizoma retomou as discussões temáticas, após uma breve pausa nas últimas semanas. O tema debatido nesta semana foi “Paradoxos desta pandemia: a normalidade numa realidade anormal”, que trouxe os convidados: Ana Menezes, médica e epidemiologista, integrante da coordenação do Epicovid19 pela UFPEL. A professora Evelise Berlezi, professora da Unijuí, que coordena este mesmo estudo aqui na Universidade. E o professor Thiago Heck, também envolvido com este importante e estudo, coordenador do Mestrado em Atenção Integral à Saúde da Unijuí.

Confira na íntegra:

           

Resumo do tema: O mundo está desde o início do ano enfrentando a pandemia de coronavírus. No Brasil, infelizmente já passamos dos 100 mil mortos oficialmente, isso sem contar a subnotificação, mantendo-se há mais de um mês uma média diária de mais de mil no país. Enquanto os números continuam a crescer, já tivemos a volta do futebol, por exemplo, além da revisão e relaxamento de muitas regras que visavam efetivar um distanciamento social. E ainda tem a grave crise econômica e o ano político\eleitoral no meio deste furacão.

São muitos os Paradoxos desta pandemia, tema do Rizoma temático desta semana, que está de volta após uma breve pausa nas últimas semanas. A discussão girou em torno a normalidade numa realidade anormal: em ponto da pandemia estamos? o que apontam as pesquisas e estudos, como a EPICOVID, iniciativa do Governo Estadual, encabeçada pela Universidade federal de Pelotas, com a participação da Uninjuí? Também sobre o que pode e DEVE ser feito daqui para a frente, tendo em vista essa “normalização”, com muitas ressalvas, do problema. 


Pesquisa sobre coronavírus realiza sétima etapa de testes no fim de semana

Profissionais voluntários da área da saúde voltam às ruas para a testagem do coronavírus em 4,5 mil moradores do Estado, entre os dias 15 e 17 de agosto.

             

O estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Rio Grande do Sul (Epicovid19-RS) realiza a sétima rodada de entrevistas e testes rápidos do coronavírus no próximo fim de semana em nove cidades gaúchas, entre elas Ijuí, onde serão realizados 500 testes. Nos dias 15, 16 e 17 de agosto, profissionais voluntários da área da saúde, sob coordenação do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), vão visitar quinhentos domicílios, em cada cidade, e convidar os moradores a fazer o teste rápido para o coronavírus. 

O Epicovid19-RS, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com o Governo do Estado, estima o percentual da população gaúcha infectada pelo novo coronavírus, obtém cálculos precisos da letalidade e avalia a velocidade de disseminação do contágio ao longo do tempo. Em Ijuí a pesquisa é realizada com a coordenação da Unijuí, por meio do Mestrado em Atenção Integral à Saúde e dos cursos de Graduação do Departamento de Ciências da Vida (DCVida).

Nesta sexta-feira, dia 14, as equipes vão passar por uma rodada de testes e treinamento no campus da Unijuí, em Ijuí, antes de iniciarem o trabalho de campo.

 Dados

Os dados mais recentes da pesquisa identificaram que a proporção de pessoas com anticorpos para o coronavírus dobrou no Rio Grande do Sul no intervalo de um mês. O número estimado de pessoas que têm ou já tiveram o coronavírus passou de 55.904 (de 32.891 a 81.059, pela margem de erro), na última semana de junho, para 108.716 (de 78.774 a 146.196), na última semana de julho. Esse aumento motivou a coordenação do estudo, em decisão conjunta com o Governo do Estado, a antecipar em uma semana a realização da sétima etapa.

A próxima coleta será muito importante para avaliação da realidade dos casos na população e o avanço do coronavírus nas diferentes regiões em relação à etapa anterior. Em cada município do estudo, a seleção das residências e dos moradores que irão fazer o teste para o coronavírus ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

           

Além do exame, o participante responde a uma breve entrevista sobre ocorrência de sintomas relacionados à Covid-19, busca por assistência médica e rotina das famílias em relação às medidas de distanciamento social. A pesquisa tem apoio das secretarias de saúde e dos órgãos de segurança dos municípios e segue todos os protocolos de biossegurança para proteger a saúde dos entrevistadores e participantes. Em caso de dúvida, os moradores podem entrar em contato com a Guarda Municipal ou Brigada Militar para obter informações sobre as visitas às casas.

O estudo mobiliza doze universidades públicas e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

A partir da próxima fase, o Banrisul também irá participar do financiamento do estudo, junto com a Unimed Porto Alegre, o Instituto Cultural Floresta, também da capital, e o Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Os resultados vão ser divulgados por integrantes da coordenação do estudo e do Governo do RS em aproximadamente 72 horas após a finalização da coleta de dados.

Fonte: Universidade Federal de Pelotas