Com o objetivo de tematizar a educação e a formação no horizonte do ciberespaço e das políticas públicas para a Educação Básica e debate sobre os desafios e as perspectivas da educação no contexto social atual, foi realizada, nesta semana, a V Semana Acadêmica das Licenciaturas da Unijuí juntamente com a Formação Geral e Humanista no Campus Ijuí.
A programação englobou temas como “Psicopolítica da sociedade informacional: alguns impactos na educação”, com o palestrante mestre Leandro Beck Freiberg, já na abertura do evento. “A arte no contexto do projeto Fraternidade sem Fronteiras”, com a artista visual Valéria Pinheiro. E a palestra “A Reforma do Ensino Médio: desafios e potencialidades para pensara educação”, com o Dr. Sidinei Pithan da Silva e a Dra. Vânia Lisa Fischer Cossetin.
Também fez parte da programação da Semana, uma série de oficinas, segmentadas por assuntos pertinentes aos diferentes cursos de Licenciatura da Universidade.










Segundo a coordenadora do evento, professora Maria Regina Johann, a Semana complementa o currículo dos cursos de licenciaturas e visa ampliar os estudos e debates que se realizam na especifidade de cada componente curricular. “Os temas que foram tratados contribuem para a reflexão acerca das mudanças na educação básica, de modo especial, em relação ao currículo do Ensino Médio. Neste sentido, entendemos de fundamental importância o diálogo com os colegas da escola básica que nos ajudam a pensar os desafios da formação inicial no contexto das políticas públicas de educação e de formação de professores”, observa.
Ainda de acordo com a professora, as oficinas ofertadas pelos acadêmicos e professores tiveram o objetivo de dar visibilidade as especificidades dos cursos e estimular o protagonismo dos acadêmicos como agentes formação, de educação e de inter-relação entre a Universidade e a Escola.
Santa Rosa
O evento também ocorreu no Campus Santa Rosa, com programação específica. Confira uma galeria de fotos das oficinas realizadas:












Alunos da região e professores da Unijuí embarcam na terça-feira, 22, rumo ao Acre para a VI Feira Nacional de Matemática que acontece dos dias 23 a 25 de maio. O grupo é constituído por 27 pessoas e é responsável por representar o Rio Grande do Sul com oito trabalhos. Esses trabalhos foram selecionados na I Feira Regional de Matemática do Rio Grande do Sul que aconteceu no Ginásio da Unijuí no dia 25 de agosto de 2017.
As categorias, municípios e escolas dos oito trabalhos que vão representar o Rio Grande do Sul estão no quadro seguinte:
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CATEGORIA |
MUNICÍPIO |
INSTITUIÇÃO - ESCOLA |
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Ensino Fundamental - Anos Finais |
Ijuí |
Escola Municipal Fundamental Dr Ruy Ramos |
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Ensino Fundamental - Anos Finais |
Coronel Barros |
Escola Municipal de Ensino Fundamental Miguel Burnier |
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Ensino Fundamental - Anos Iniciais |
Panambi |
E.M.E.F Dona Leopoldina |
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Ensino Fundamental - Anos Iniciais |
Ijuí |
E.E.E.F. Giovana Margarita |
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Ensino Médio e/ou Profissionalizante |
Panambi |
Instituto Federal Farroupilha - Campus Panambi |
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Ensino Médio e/ou Profissionalizante |
Ijuí |
Colégio Tiradentes da Brigada Militar |
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Ensino Médio e/ou Profissionalizante |
Ijuí |
Colégio Tiradentes da Brigada Militar |
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Ensino Superior |
Ijuí |
UNIJUÍ |
Na comitiva estão três professores da Unijuí, Peterson Cleyton Avi, Claudia Piva e Vanessa Faoro, que serão avaliadores na Feira Nacional e estão vinculados ao projeto de extensão da Unijuí – Feiras de Matemática no RS: consolidação e expansão. Os professores são representantes do Rio Grande do Sul na Comissão Nacional.
A Feira Nacional de Matemática está na sua sexta edição e acontece de dois em dois anos. Serão um total de 106 trabalhos apresentados dos estados de: Santa Catarina (40), Acre (24), Amapá (09), Rio Grande do Sul (08), Bahia (08), Tocantins (06), Pará (04), Espírito Santo (02), Minas Gerais (02), Pernambuco (02) e Ceará (01).
Um evento que já está se tornando tradição e que veio para marcar o 20 de setembro e seus simbolismos na Unijuí, a Tertúlia Universitária, em 2018, está selecionando talentos para o evento. Quem possui vínculo institucional e tem talento de sobra para realizar uma performance artística pode participar da seleção e se apresentar para o público. Neste ano a Tertúlia Universitária será realizada durante o domingo no campus, dia 2 de setembro.
Subirão ao palco da "3ª Tertúlia Universitária: descobrindo talentos" 15 (quinze); expressões/performances artísticas, selecionadas a partir de triagem realizada pela banca organizadora. O evento será transmitido ao vivo pela UNIJUÍ FM.
Os objetivos do evento são de promover um evento artístico e cultural por meio de um intercâmbio universitário entre professores, estudantes e técnicos administrativos e de apoio da Instituição a fim de revelar talentos artísticos buscando registar, preservar e expressar o legado da cultura gaúcha.
Quem pode participar da seleção?
Professores, técnicos-administrativos e de apoio e estudantes dos 4 Campi da Unijuí; *somente o artista/intérprete principal deverá ter vínculo, os demais integrantes não é necessário possuir vínculo. No caso de solos, duetos e trios, estes deverão possuir vínculo.
Quais expressões artísticas terão espaço?
Dança (tradicional gaúcha);
Interpretação Vocal;
Música Instrumental;
Trova;
Declamação (Poesia Regional Gaúcha).
Até quando é possível se inscrever?
Até o dia 31 de julho, pelo Portal da Unijuí, na Página do evento Tertúlia Universitária: descobrindo talentos.
A organização é da Vice-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, através do Coral Unijuí, com apoio da Unijuí FM e Coordenadoria de Marketing. Dúvidas e informações adicionais pelo cultura@unijui.edu.br ou pelo telefone 3332-0346 ou ramal 2042.
A Fidene/Unijuí e o 27º Grupo de Artilharia de Campanha – Grupo Monte Caseros, assinaram a renovação da parceria que garante desconto para militares lotados no Grupo de Artilharia em Cursos de Graduação ofertados pela Universidade.
O convênio entre as duas Instituições tem o objetivo de gerar condições para a mútua cooperação educacional, técnica e científica, por meio do desenvolvimento conjunto de atividades específicas de ensino, pesquisa, extensão e de capacitação.
De acordo com o Vice-Reitor de Administração da Unijuí, Dieter Rugard Siedenberg, a parceria visa estreitar as relações com o Grupo e proporcionar o acesso ao conhecimento. “Por meio deste convênio é viabilizado, por um lado, o acesso ao ensino acadêmico sobretudo de jovens que estão prestando o serviço militar, beneficiando aproximadamente 30 pessoas e, por outro lado, é possibilitada a realização de atividades conjuntas e pesquisas nas áreas de nutrição, educação física, psicologia e ações sociais, entre outras”, comenta.
Com o objetivo de promover o intercâmbio de experiências entre pesquisadores, agricultores e estudantes, e para contribuir no fortalecimento, viabilidade e sustentabilidade da agricultura, com foco na bovinocultura de leite, foi realizado, na tarde desta quinta-feira, o 8º Dia de Campo.
O evento foi promovido pelo Departamento de Estudos Agrários (DEAg) da UNIJUÍ e a Rede Leite e aconteceu no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR), localizado na localidade de Boca da Picada, em Augusto Pestana.
O público presente pode conferir quatro estações de trabalho:
Forrageiras e alimentação animal no período de vazio forrageiro de outono
Produção e qualidade de silagem
Sanidade animal – doenças reprodutivas e o uso do ultrassom
Atuação da Rede Leite em Unidades de Produção e os avanços obtidos
Segundo Cesar Oneide Sartori, engenheiro agrônomo que atua no DEAg e foi um dos organizadores do evento, atualmente a produção leiteira é uma atividade que exige bastante aprimoramento. “É importante estar a par das tecnologias disponíveis. Além disso, o Dia de Campo foi uma oportunidade de pesquisadores, produtores e estudantes trocarem experiências”, observa.














Sobre a Rede Leite
É um Programa de Pesquisa-Desenvolvimento que tem o objetivo principal de contribuir para o fortalecimento e viabilidade da agricultura familiar na Região Noroeste do Rio Grande do Sul, a partir da geração de conhecimento em um processo de integração entre pesquisadores, extensionistas e famílias de agricultores. João Schommer, superintendente regional da Ascar/Emater, que fez uma das falas do Dia de Campo no IRDeR, salienta que um dos grandes objetivos é trazer a pesquisa para dentro das unidades de produção familiar. Participam diretamente na Rede Leite aproximadamente 56 famílias de agricultores, 140 extensionistas rurais e 30 pesquisadores.
Nesta quarta-feira 16 de maio, a UNIJUÍ realizou no Centro de Eventos do Campus Ijuí, o Ciclo de Formação para a Pesquisa e Extensão 2018. O evento recebeu a palestra: “Empreender em um mundo globalizado: desafios e oportunidades”, uma realização da TOPWAY English School, com apoio da Unijuí FM, que teve como objetivo proporcionar aos estudantes mais informações sobre empreendedorismo, além de sugerir que se desafiem em startups e busquem resultados acima da média. O evento também pontuou sobre diferenciais de mercado, como o domínio do inglês e todas as oportunidades advindas dessa qualificação.
A palestra foi gratuita e ministrada por Israel Riella, diretor de expansão do grupo TOPWAY; mentoring em desenvolvimento humano; MBA em Liderança e Coaching em Gestão de Pessoas; com mais de 22 anos dedicados à formação executiva e empreendedorismo em alta performance.
Em entrevista à Rádio Unijuí FM, Israel colocou sua posição: “Para esse perfil de público é importante entender o que o mercado oferece, acredito que as pessoas que saem de um ambiente acadêmico se perguntam quais os caminhos seguir após esse momento. O que fazer? Empreender ou trabalhar numa empresa são dúvidas bem pertinentes, e eu acredito que posso contribuir de alguma forma, esclarecendo alguns fatores relacionados nessa questão de empreender num ambiente globalizado”. Ele complementa: “Nós somos um povo empreendedor, todo aquele que não tem uma carteira assinada é empreendedor: o pedreiro, a diarista, o vendedor, o autônomo, todos eles são empreendedores. Nós temos isso desde a nossa veia infantil, quando nos perguntam: o que você quer ser quando crescer? Ali é despertada essa veia empreendedora”.



O quarto ano da EFA, sob orientação da professora Sônia Kinalski, está realizando um estudo sobre o Sistema Monetário Brasileiro, cujo o objetivo é reconhecer o sistema de medida decimal e suas regras, e assim discutir as relações trabalho/consumo que fazem parte da vida das pessoas usando a matemática para promover melhor compreensão dessas relações.
O trabalho da turma começou a ganhar evidência na semana do consumidor, em que as crianças receberam a mãe e advogada, Maria Luiza Viana, para falar sobre o consumo consciente, consumismo e suas responsabilidades. Já na última quarta feira, 16, para dar continuidade ao estudo, a turma foi visitar a agência do Sicredi das Culturas, que fica localizada próxima à escola. Lá as crianças receberam materiais educativos e conversaram com os funcionários da agência sobre educação financeira e a importância de administrar de forma consciente o dinheiro.
Segundo a professora Sônia, o projeto terá continuidade durante o ano e irá realizar outras atividades especiais, dentre elas, uma visita a um supermercado. A partir daí os alunos irão escolher um produto para pesquisar onde e como é produzido, se prejudica a saúde, o ambiente, entre outros fatores. A professora vê esse trabalho desenvolvido com as crianças fundamental para formar cidadãos conscientes e responsáveis nas questões ligadas ao consumo.
No Mês do Rock, em julho, a cidade de Três Passos recebe o 4º Cine Rock, um festival de Rock no Cinema. O evento acontece no dia 28 de julho no Cine Teatro Globo e a Unijuí é apoiadora do evento.
Com o objetivo de promover espaços para novos talentos musicais e bandas, o 4º Cine Rock terá início às 17h e término às 5h. A expectativa é reunir mais de 20 bandas e um grande público.
De acordo com o coordenador geral do evento, Tiago Zagonel, a parceria entre Cine Rock e Unijuí foi muito propositiva desde as primeiras edições. “A Unijuí foi parceria, ela entendeu a proposta do evento e a partir daí viabilizou o evento”, comenta.
As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de junho por meio do preenchimento de uma ficha. Elas podem ser solicitadas pelo e-mail cinerocktp@hotmail.com. O Festival será gravado em Full HD e transmitido ao vivo pelo Youtube no canal Cine Globo Cinemas. Outras informações na página do Festival.
Por Vera Raddatz
Comitiva em frente ao complexo de prédios de Innsbuck, onde fica o Instituto de Geografia
Professores da Unijuí realizaram missão acadêmica na Europa de 23 de abril a 4 de maio, para estabelecer e estreitar relações com universidades da Áustria, Espanha e Portugal, na perspectiva da internacionalização da universidade, a partir do intercâmbio e da pesquisa. Participaram da comitiva os professores Dilson Trennepohl, Martinho Luis Kelm, Jorge Oneide Sausen, Vera Raddatz, Vera Trennepohl, Romualdo Kohler, Sandra Fernandes, Leonir Teresinha Uhde, Lídia Inês Allebrandt e a doutoranda do PPGDR – Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional Roseli Fistarol Krüger.
As reuniões de trabalho iniciaram pela Universidade de Innsbruck, Áustria, dias 23 e 24 de abril, ocasião em que o grupo foi acompanhado pelo Prof. Dr. Martin Coy, diretor do Instituto de Geografia da Universidade de Innsbruck, com a qual já existe um convênio institucional. A recepção ocorreu na Assessoria de Relações Internacionais, com a presença do diretor Mathias Schennach e da responsável pelos intercâmbios da universidade Sandra Scherl.
Na oportunidade, Sandra Scherl salientou o interesse em receber os estudantes da Unijuí para intercâmbio. Hoje, a Universidade de Innsbruck conta com 28 mil estudantes, 175 cursos, desde o profissionalizante até a pós-graduação, e 16 Faculdades, para assim atender as demandas das mais amplas áreas. A Innsbruck é uma universidade de caráter regional e a mais importante do oeste do Tirol, do Tirol do Sul e do Principado de Lichtenstein. No momento, são 39% de estudantes estrangeiros, salientou Schennach, sendo 4.800 alemães e quatro mil italianos. Um dos enfoques de pesquisa da Universidade de Innsbruck é determinado pela sua condição geográfica, ou seja, tem como foco a questão alpina, considerando o homem na sua relação com o meio ambiente, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional.
O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) Dilson Trennepohl situou a Unijuí como universidade e salientou o caráter regional das duas universidades, esclarecendo o foco comunitário da instituição ijuiense, em atividade há 60 anos.
A Universidade de Innsbruck completa 250 anos em 2019 e para tal ocasião está sendo preparada a Escola de Verão, com a possibilidade de comunicação em português e espanhol. Antes disso, no mês de julho desse ano, Innsbruck estará presente na Unijuí, no I Simpósio Latino-Americano de Desenvolvimento Regional, que ocorre de 16 a 18 de julho, quando o Prof. Dr. Martin Coy fará a conferência de abertura na noite do dia 16/07, sobre “O papel das políticas públicas e atores locais no desenvolvimento em territórios periféricos no âmbito da União Europeia”. Na mesma oportunidade também serão realizadas as atividades da Escola de Inverno na Unijuí.
O encontro em Insbruck reuniu a comitiva da Unijuí com os professores e alunos do Instituto de Geografia, com a apresentação de suas pesquisas com o intuito de se reconhecerem como pares e desenvolver atividades conjuntas. A comitiva foi recebida também no Instituto de Sociologia.
Ao avaliar a visita da Unijuí, Martin Coy destacou a importância do convênio que existe com a universidade há dois anos e o interesse em realizar pesquisas sobre questões do desenvolvimento regional, como por exemplo, as de incentivo à produção regional e como realizar a sustentabilidade e a produção local, embora as abordagens do sul do Brasil sejam diferentes das da Europa. “Eu acho que nós temos boas perspectivas de cooperação na área da pesquisa”, acentua Coy.
O Instituto de Geografia de Innsbruck desenvolve uma série de pesquisas sobre o Brasil, especialmente sobre o meio urbano e o meio ambiente, contribuindo para a veiculação de imagens positivas e diferenciadas sobre o país. Coy explica que isso tem relação com um passado acadêmico desde os anos 40 e há um grupo que continua nessa tradição, o que se reflete em convênios que existem com várias universidades brasileiras, entre as quais, a Unisc, a Furb e a Unijuí. O professor Coy afirma ainda que o Brasil tem uma produção científica muito importante e que é missão do Instituto que ele coordena promover o conhecimento e o acesso a essas obras pelos alunos de pós-graduação europeus.
De Insbruck o grupo se dirigiu à Espanha, onde foi recebido no IGOP, o Instituto de Governo e Políticas Públicas, da Universidade Autônoma de Barcelona, quando se fez acompanhar do Prof. Tenório, professor da FGV e colaborador do PPGDR/UNIJUI. A diretora do Instituto Raquel Gallego explicou que a UAB é uma universidade que neste ano completa 50 anos e se organiza em forma de Departamentos, Institutos e Faculdades. Os Departamentos são a estrutura mais antiga e as Faculdades são responsáveis pela docência. Os Institutos têm como principal função a investigação, ou seja, a pesquisa, e reúnem pesquisadores de diferentes áreas com um foco. Buscam sempre inserção na comunidade e financiamentos de agências de fomento para sustentação. O IGOP se desenhou como um Instituto que busca interagir com os territórios, faz pesquisas aplicadas, e se preocupa com movimentos sociais, redes de economia solidária e políticas públicas.
Reunião de trabalho na Autônoma de Barcelona
“É preciso pensar o desenvolvimento numa perspectiva mais crítica e em como desenvolver políticas públicas e estratégias econômicas para serem aplicadas pelo poder público. É importante repensar o próprio modelo de desenvolvimento e intervenção social”, afirma Ernesto Morales, pesquisador do IGOP.
A diretora do IGOP, Profª Raquel Gallego considerou muito importante a reunião com os pesquisadores da Unijuí: “Pudemos conhecer em primeira mão os seus interesses na pesquisa e na formação. Descobrimos que temos muitas coisas em comum e é uma oportunidade muito boa para poder pensar em futuras colaborações”. O Grupo do OGOP acompanhou com atenção o relato da Unijuí quanto às pesquisas realizadas aqui e a diretora salientou que se pode pensar em atividades de intercâmbio como conferências, eventos e projetos conjuntos, porque há muitos temas relacionados ao desenvolvimento do território e às políticas públicas que são de interesse comum.
Ainda na Espanha, a comitiva ijuiense viajou a Zaragoza para uma reunião no Departamento de Contabilidade e Finanças, da Universidade de Zaragoza, instituição de ensino que tem 450 anos. A diretora Profª Lurdes Torres explicou o foco de pesquisa da instituição e a proposta das linhas de pesquisa do Departamento, salientando o interesse crescente de agregar ainda mais valor ao trabalho realizado. Explicou que há um compromisso com uma pesquisa científica para os índices mais altos de publicação, acompanhando e atendendo às exigências europeias. Destacou o interesse pela internacionalização da universidade e a importância de receber intercambistas e alunos para doutoramento, tanto de universidades europeias como latino-americanas. O Prof. Daniel Bagio, do PPGDR/UNIJUI, cumpriu créditos de Doutoramento nessa universidade.
“Entendo que podemos estabelecer algumas linhas de trabalho comuns em algumas questões como as políticas públicas e o setor empresarial”, afirma Lurdes Torres, explicando as possíveis conexões que visualiza com pesquisadores doutores da Unijuí, além do intercâmbio e de produções conjuntas.
A última etapa da viagem contemplou duas universidades portuguesas: a Universidade Lusófona do Porto e a Universidade Trás-Os-Montes e Alto Douro.
Na Lusófona, o grupo foi recebido pela reitora Isabel Babo, pelo vice-reitor Joaquim Barbosa e por professores pesquisadores da Faculdade de Ciências Econômicas, Sociais e de Empresas e do Departamento de Ciências da Comunicação e Humanidades, onde há um Programa de Pós Graduação em Comunicação para o Desenvolvimento.
No encontro houve espaço para a exposição das propostas de ensino e pesquisa das duas universidades, com ênfase para as questões relacionadas ao desenvolvimento local e regional. A cidade do Porto hoje está voltada para o turismo e há um enfoque muito forte de pesquisa para entender o que este turismo está significando para o desenvolvimento e quais os impactos sobre a vida na cidade. Outro traço da pesquisa na Lusófona é o marketing e o vinho. A região tem alta sustentabilidade pela produção em vinhos e interessa à universidade estudar o impacto do vinho e a importância das rotas do vinho para o desenvolvimento regional.
Nos estudos de comunicação, o foco é o digital. A reitora Isabel Babo, que é da área da comunicação resume: “o futuro é o digital e o futuro é agora”, destacando a emergência dos estudos da área.
A Reitora avalia a reunião com a Unijuí como muito positiva. Disse que sua universidade tem uma vocação para o lusófono e destacou que o maior número de estudantes estrangeiros é de Angola e do Brasil (81 estudantes brasileiros na graduação e na pós). Em 2017, o Doutoramento em Comunicação para o Desenvolvimento trabalhou 90% com estudantes brasileiros que estiveram em Portugal, realizaram o seu ano curricular e obtiveram avaliação positiva e com sucesso. Estão agora no Brasil produzindo suas teses e depois devem retornar a Portugal para defendê-las, cumprindo assim a mobilidade de estudante da internacionalização das universidades.
Já a mobilidade docente da internacionalização das universidades se cumpre na Lusófona com o intercâmbio de profissionais. Hoje, há um professor da USP na universidade portuguesa, mas outros docentes do Brasil também cumprem temporadas de docência na Lusófona, especialmente nos Programas de Doutoramento. A reitora Isabel Babo disse ainda que os docentes da Lusófona também estão prontos para atuar em universidades brasileiras, inclusive na Unijuí, salientou.
“Em relação aos laços com a Unijuí, é um caminho a percorrer, mas me parece que o encontro de hoje será muito proveitoso especialmente para a área da administração, que nós em Portugal, chamamos de gestão. E também para a área da comunicação”, afirmou a reitora. A professora Vera Raddatz e a pesquisadora Maria José Brittes, do Programa de Doutoramento em Comunicação em Desenvolvimento reuniram-se para tratar de suas pesquisas relacionadas a jovens, jornalismo e cidadania, sinalizando o propósito de realizarem pesquisas afins na área da comunicação.
Na Faculdade de Ciências Econômicas, Sociais e de Empresas da Lusófona acenou-se para estudos conjuntos. A Professora Carla Magalhães avaliou como extremamente positivo o encontro com os professores ijuienses. “Para nós é sempre um prazer trocar este tipo de ideias, intercâmbios com colegas de outras instituições, ainda mais de outros países e ainda mais do Brasil que é um país, que para nós portugueses é muito especial”.
Carla Magalhães afirmou que o encontro é muito significativo para o futuro intercâmbio de professores e alunos. E no cenário da pesquisa muitas portas podem se abrir. “Portanto, agora é uma questão de nos organizarmos”, salienta Carla que disse ter ficado com a sensação de que o desejo é de ambos os lados.
O principal ponto de intersecção da pesquisa com a Lusófona parece ser mesmo a gestão e a administração, mas sempre com o foco no desenvolvimento regional. “Creio que a comunicação também, e nesta área a Lusófona está muito desenvolvida”, salientou a professora Carla Magalhães.
A missão acadêmica da Unijuí viajou por último até Vila Real, em Portugal, para estabelecer contatos com a Universidade Trás-Os-Montes e Alto Douro - UTAD -, onde duas egressas do Mestrado do PPGDR/UNIJUI estão fazendo Doutorado: Fabíola Polita e Rosângela Oliveira Soares Lanes.
A UTAD, cujo lema é uma Eco-Universidade para o futuro, mantém um Programa de Doutoramento em Agronegócios e Sustentabilidade em parceria com a Universidade de Évora. Seus principais objetivos visam à produção do conhecimento com o objetivo de compreender e responder aos desafios da cadeia agroflorestal e alimentar, tendo em vista a inovação e a sustentabilidade da região.







São preocupações das pesquisas, questões como o turismo, o patrimônio cultural, o mercado, o território, os recursos e as políticas públicas. A intenção da pesquisa científica é de incidir sobre os territórios na tentativa de compreender seus problemas e desenvolver competências para interagir com empresas e a sociedade.
Fabíola Polita deu um belo depoimento sobre a trajetória da Unijuí e a importância da universidade aqui na região durante o encontro. A ex-aluna da EFA – Escola Francisco de Assis e egressa do PPGDR/UNIJUI faz seu Doutoramento na universidade portuguesa, e disse que procura fazer por lá um trabalho competente e qualificado que nos represente. A partir dessa aproximação, Fabíola disse estar pronta para fazer o acolhimento aos estudantes da Unijuí que forem para a Trás-Os-Montes e os professores que possam vir a fazer intercâmbio docente naquele país.
“Muito significativo esse intercâmbio e a experiência que estou vivendo é única”, afirma Rosângela Lanes, outra egressa da Unijuí, que também cumpre o segundo ano de doutoramento na mesma Universidade portuguesa.
A Profª Livia Madureira, coordenadora do Programa de Doutoramento em Desenvolvimento, Sociedade e Território da Universidade de Trás-Os-Montes, que acolheu a comitiva ijueinse, manifesta sua satisfação em relação à iniciativa do grupo de realizar esta reunião e encontro de intercâmbio: “ São muitas as possibilidades de cooperação, seja aqui ou lá, no âmbito de outras cooperações que já foram estabelecidas a nível europeu e portanto podemos começar a trabalhar em pesquisas concretas e pesquisas comparadas, publicações, participar na Escola de Verão Internacional”.
A Coordenadora acredita que temos muitos pontos em comum, uma visão interdisciplinar, um corpo de professores com percursos variados que criam a base para essa investigação interdisciplinar. “Interessa muito essa questão de articular a escala local com a escala global com o que se passa na macro escala. No fundo temos questões comuns, embora com perspectivas diferentes, mas com potencial de explorar essas diferenças”, explica Lívia Madureira.
A partir desses encontros e reuniões nas universidades europeias a comitiva da Unijuí observa a importância de articular sua pesquisa de caráter local e regional, articulando-a com as instâncias de nível macro, observando os movimentos circunstanciais produzidos nos diferentes contextos, mas que têm influências significativas principalmente na organização das comunidades e nas formas de sustentabilidade.
O enfoque pode ser os negócios, empresas, mercados, inovação, tecnologia, escalas de produção e consumo, meio urbano e rural, mas do ponto de vista da pesquisa, são os recursos naturais e humanos que precisam ser considerados como a maior riqueza do planeta e por isso respeitados e valorizados.
Pensar o presente e o futuro - com olhos digitais - pode significar a necessidade que temos de buscar para além daquilo que estamos visualizando, um compromisso ainda maior com a cooperação, as redes numa perspectiva internacional, mas sem perder de vista a terra, as raízes e as culturas nativas.
Investir em pesquisa é a base para a geração do conhecimento e o estímulo à produção do desenvolvimento.
Na manhã de quarta-feira, dia 16 de maio, Sérgio Luis Allebrandt, professor da pós-graduação em desenvolvimento e Roselí Fistarol Kruger, Doutoranda de Desenvolvimento, estiveram na Unijuí FM e falaram sobre a missão. Confira em vídeo abaixo, na íntegra:
Os estudantes do curso de Biomedicina realizaram visita técnica ao Hemocentro Regional de Santa Rosa, no dia 02 de maio. A atividade faz parte do programa da disciplina de Introdução à Biomedicina, ministrada pela professora Bruna Comparsi.
De acordo com a professora Bruna, na oportunidade os estudantes puderam se familiarizarem com uma das áreas de habilitação do Biomédico, por meio da atuação em banco de sangue.
Durante a visita os estudantes conheceram as instalações do banco de sangue, o processo de triagem de candidatos a doação, o fluxo do sangue doado e também tiveram a oportunidade de realizar doação de sangue e cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
Sobre o Hemocentro Regional de Santa Rosa
O Hemocentro Regional de Santa Rosa atende uma área de abrangência dos serviços hemoterápicos para 52 municípios, com uma população aproximada de 600.000 habitantes. Possui contrato firmado com 27 estabelecimentos hospitalares. Realiza as provas imuno-hematológicas pré-transfusionais para 16 agências transfusionais. A coleta média é de 700 bolsas/mês. São realizadas coletas externas que são responsáveis por 40% dos estoques.









Teatro, música, dança, arte. Expressões artísticas que revelam a essência de um povo. A UNIJUÍ, entendendo a importância da cultura na sociedade como forma de entretenimento, lazer e conhecimento, busca, através de projetos específicos, incentivar toda a forma de expressão artística.
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