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UNIJUÍ FM e Goldentur divulgam vencedor do Concurso Cultural Férias de Ouro

              

Para comemorar 17 anos, a UNIJUÍ FM preparou com muito carinho o Concurso Cultural "Férias de Ouro", que contou com um parceiro super especial, a Goldentur Viagens e Turismo.

Na programação da emissora, ouvintes puderam conferir sugestões de roteiros, dicas culturais, gastronômicas e turísticas, locais para conhecer. Depois de preencher um cupom com dados de identificação, destino desejado e uma frase criativa sobre o porquê curtir férias de ouro, o participante já concorria a um voucher de R$2.500,00 para viajar com a Goldentur.

Na última semana, a Comissão de Avaliação esteve reunida para eleger o campeão: representando a Rádio UNIJUÍ FM, Cláudia Gesing Bohrer e Carine Prediger Da Pieve; representando a Goldentur, Cleusa Pavani Wazlawick; representante do curso de Letras da UNIJUÍ, Maristela Lang; e a publicitária da Coordenadoria de Marketing da UNIJUÍ, Amanda Ritter.

             

A ouvinte e turista escolhida foi Áurea Bigolin, que respondeu “Por que você merece curtir essas Férias de Ouro” com a seguinte frase: “Para poder descansar, por aí andar e uma boa música escutar” e sugeriu Santa Catarina como destino de viagem. Conforme o regulamento, a vencedora tem o prazo de um ano para utilizar o voucher disponibilizado pela Goldentur, não sendo obrigatória o uso no destino indicado no cupom de participação.

A UNIJUÍ conversou com a vencedora, que falou sobre o processo de criação da frase, a escolha do destino turístico e a possibilidade de utilizar a Goldentur como agência de viagem. 

Dos destinos escolhidos pelas pessoas que participaram da promoção “Férias de Ouro”, 4% correspondiam ao Rio Grande do Sul (Gramado), 15% sugeriram passar férias em Santa Catarina, 32% escolheram praias do Nordeste, 9% optaram pelo Mato Grosso do Sul (em Bonito e no Pantanal), 10% no Rio de Janeiro e Minas Gerais, 2% sugeriram viagem para o Norte e 28% dos cupons preenchidos optaram por um destino de viagem no exterior, com destaque para Buenos Aires, Portugal, Espanha e Disney, entre outros locais.

                         


MEC avaliou estruturas para autorização final do curso de Medicina em Ijuí e na Unijuí

                    

No início desta semana, Ijuí e a Unijuí receberam a visita de avaliadores do MEC para a autorização final do curso de Medicina. Uma equipe do Ministério da Educação esteve, na segunda e terça-feira, avaliando o Projeto de Melhorias do município e as estruturas da rede de saúde, do Hospital de Caridade de Ijuí, do Hospital Bom Pastor e da Unijuí. Esta é a última etapa antes da homologação do curso e da autorização para a oferta do Vestibular, que ainda não tem data para ser realizado.

Foram visitadas estruturas da Rede de Atenção Básica do Município, estrutura hospitalar, biblioteca, estruturas laboratoriais, além de diversas reuniões com as instituições e o poder público, que estão envolvidos na  implantação do curso em Ijuí e região. “Agora estamos aguardando a Portaria do MEC que nos autorizará a abertura do curso. Saímos da visita com muitos elogios e observações, no sentido de que estamos organizados e possibilitados à ofertar o curso. Esperamos que, em breve, tenhamos a resposta do MEC e possamos dar prosseguimento ao processo”, observa a Reitora da Unijuí, professora Cátia Nehring.

A Unijuí já esteve, ao longo dos últimos meses, em intensa preparação para a implantação do curso. Diversas reuniões foram realizadas em preparação à visita e à implantação do Curso. Nelas, a Unijuí e a Secretaria de Saúde do Município de Ijuí buscaram definir as Unidades Básicas de Estratégia de Saúde da Família que serão campo de práticas nos três primeiros anos do Curso e que foram visitadas pelos avaliadores.

A Reitoria e o Núcleo Docente Estruturante do Curso de Medicina – NDE, também se reuniram com os representantes das instituições parceiras, Hospital de Caridade de Ijuí, Hospital Bom Pastor, Hospital Sociedade Panambi e Prefeitura de Ijuí, para apresentação técnica do projeto do Curso. Para além disso estão nas tratativas das questões financeiras necessárias. 

A Comissão Própria de Avaliação – CPA da Unijuí, o NDE e o Núcleo de Apoio Pedagógico e Experiência Docente do Curso – NAPED, também abordaram, em reunião, os aspectos de avaliação previstos no Projeto Pedagógico do Curso e evidenciaram a importância desses processos institucionais, bem como o uso dos resultados dos processos de avaliação desenvolvidos junto aos professores, estudantes, técnicos-administrativos e comunidade externa para a constante qualificação do curso.

“Este momento é de agradecer à todas as pessoas que se implicaram no processo, preparando para que tudo fosse mostrado e explicitado a partir da proposta já avaliada pelo MEC, que habilitou a instituição em primeiro lugar no Edital e o município de Ijuí. Estamos, de fato, acreditando que poderemos iniciar o curso o mais rápido possível, e proporcionar uma excelente formação aos futuros médicos da região, com impacto na atenção primária, secundária e terciária e contribuir com o desenvolvimento regional pelo impacto da instalação de um curso de Medicina”, avalia a Reitora. 

                        

Projeto Pedagógico

O projeto pedagógico do curso é fruto de um coletivo de professores e uma demanda da comunidade regional, envolvendo principalmente a Prefeitura de Ijuí e seu sistema de atenção básica, os hospitais de Caridade e Bom Pastor de Ijuí e Hospital de Panambi. Ele está alinhado à política do Sistema Único de Saúde, sendo que o acadêmico começará a estabelecer relação com os cenários de prática, já nos primeiros semestres do curso. 


Quinto ano da EFA realiza atividades de aventura no Campus

Trabalhar com as Atividades de Aventura na natureza, é uma das propostas nas aulas de Educação Física na EFA. A vivencia junto a natureza é uma opção de atividade física, esporte e lazer com objetivos de acrescentar novos conhecimentos.

Com essa intenção, no decorrer do ano de 2018 foram realizadas diferentes interações que contemplaram esse desejo, abrangendo todos os níveis da escola, com situações próprias para a idade e contextualização dos alunos. Assim, enfatizando um projeto pensado na construção de saberes por meio de atividades físicas em meio a natureza que busca uma formação de sujeitos que possam se relacionar de maneira saudável com o meio.

Dessa forma, a turma B51, turma que conclui os anos iniciais, finalizou o estudo sobre as Atividades de Aventura na Natureza realizando na última quarta-feira dia 05/12, Rapel, Canoagem e Esporte de Orientação no Campus da Unijuí. Segundo a professora da turma, Eduarda Virginia Burckardt, esta ação veio culminar com as pesquisas realizadas pelo grupo desde novembro, as quais, buscaram descobrir os locais de práticas, os materiais usados e os equipamentos de segurança de cada modalidade, gerando debates, novas informações, trocas de conhecimento e acima de tudo o desejo de vivenciar essas modalidades.

Sendo assim, a vivencia pratica foi realiza com a parceria do Curso de Educação Física da UNIJUÍ, com a coordenação do Professor Mauro Bertollo e uma equipe de acadêmicos, as atividades foram realizadas com satisfação, segurança e um ótimo desempenho, tendo uma grande participação dos alunos.

A professora Eduarda finaliza, contando que nesse contexto é enfatizado mais uma vez a importância de aproximar os alunos dessas atividades e do universo acadêmico que estuda e se envolve com esta prática, destacando o valor de possibilitar a reflexão e a vivência ao ar livre de forma organizada, acrescida de novos conhecimentos, contribuindo de forma efetiva, na relação de cooperação do grupo, nos valores pelo semelhante, na superação de desafios e na relação de parceria com a natureza.


Unijuí promove Seminário sobre Processamento de Hortaliças Orgânicas

                   
 

Com o objetivo de apresentar os resultados obtidos durante a execução do projeto de pesquisa Agroindustrialização de hortaliças orgânicas cultivadas na região noroeste do RS, a UNIJUI promoverá um Seminário direcionado para agricultores e familiares, cooperativas, agroindústrias, técnicos e estudantes

A pesquisa, que contou com financiamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (SDECT-RS) e apoio da UNICOOPER, SETREM e IFF-Santo Augusto, foi desenvolvida com hortaliças processadas a partir de matérias-primas orgânicas cultivadas na região.

Durante a execução do projeto foram realizados experimentos visando ao desenvolvimento de produtos industrializados a partir de hortaliças orgânicas, destacando-se o estudo do processo de desidratação de batata-doce, cenoura, berinjela e abóbora - com vistas à produção de farinhas -, e também um mix de hortaliças pré-cozidas e congeladas, a partir de seis espécies de hortaliças. Como forma de avaliar a qualidade, tanto nas matérias-primas como nos produtos desenvolvidos, foram determinados e analisados parâmetros da composição química e nutricional e também dos teores de resíduos de agrotóxicos.

O seminário acontecerá no dia 18 de dezembro, terça-feira, a partir das 14 horas, na Sala de Palestras e Treinamentos A112, da Unijuí, em Santa Rosa, tendo como ministrante o coordenador do projeto, professor Dr. Raul Vicenzi, do Departamento de Ciências da Vida da UNIJUI.

O evento tem entrada gratuita. Confirme sua participação pelo telefone 3512-5100 Ramal 5109

 


Especial: os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

                

Foto: Acervo ONU/Divulgação

Há 70 anos, no dia 10 de dezembro, era publicada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Três anos após o fim dos horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados-membros da Organização das Nações Unidas, entre eles o Brasil, aprovaram o documento. São 30 artigos que defendem os direitos essenciais, como o direito à vida, à integridade física, à livre expressão e à associação, sem qualquer distinção de raça, cor, sexo, religião ou visão política.

Para marcar a data, professores e estudantes do curso de Direito da Unijuí comentaram o tema no Programa Rizoma, da Unijuí FM. Confira a íntegra na live publicada no Facebook da emissora.

                          

A Unijuí também possui o Mestrado em Direitos Humanos, que tem como objetivo a geração e a consolidação da pesquisa e da produção científica, por meio da formação de pesquisadores, de docentes e de outros profissionais qualificados para atuação na área do direito e afins, tendo como referência metodológica a interdisciplinaridade e como temática fundamental a questão do reconhecimento, institucionalização e proteção dos direitos humanos. Recentemente a Universidade teve aprovado o Doutorado em Direito, que vai ampliar as pesquisas na área. Em breve será publicado, no Portal da Unijuí, um edital para o processo seletivo de ingresso ao curso.

Confira um vídeo da ONU sobre o tema

                               

 Confira a íntegra dos 30 artigos no site da ONU.


Unijuí entrega premiação da 1ª Competição MathGo

Mais de 80 escolas participaram da 1ª Competição MathGo de Matemática na Unijuí em 2018. A Competição, voltada aos alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, teve o objetivo de aproximar esses indivíduos do aplicativo MathGo, um jogo que ensina matemática de forma interativa. Neste mês de dezembro, a Unijuí, por meio do projeto Disefem, desenvolvedor do aplicativo, entregou a premiação às escolas das equipes vencedoras.

Foram distribuídos computadores para as seguintes escolas: em Ijuí, para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Ijuí, Colégio Tiradentes e o Instituto Municipal de Ensino Assis Brasil. Em Panambi, para a Escola Estadual de Ensino Básico Poncho Verde.

A professora Rosane Marquioro, diretora da Escola Ijuí, afirma que a matemática sempre foi uma dificuldade. “Nós fizemos um trabalho de exercícios, reforços e recuperação durante o ano e essa premiação é o resultado de uma caminhada”, comenta.

Cláudio da Cruz Souza, coordenador da 36ª Coordenadoria Regional de Educação, destacou a parceria com a Universidade e a importância do aplicativo para o desempenho dos alunos no aprendizado da matemática. “ MathGo é uma ferramenta que usa tecnologia e trabalha o raciocínio lógico com uma metodologia diferente dentro da sala de aula”, salienta.

A realização da 1ª Competição MathGo teve a participação da Secretaria Municipal de Educação de Ijuí - SMED, 36ª Coordenadoria Regional de Educação - CRE e Unijuí, por meio do projeto Desenvolvimento e Implementação de Software Educacional para o Ensino Fundamental e Médio – Disefem.

Equipes vencedoras da 1ª Competição MathGo:

É o comenta da EEEB Poncho Verde - Panambi

Equipemgm da EEEF Ijui - Ijuí

 

Equipes Ganhadoras do Ensino Médio:

Sevige do Colégio Tiradentes Ijuí

CTInajuwi do Colégio Tiradentes Ijuí

 

Escola com maior pontuação agregada:

IMEAB - Ijuí

 


EFA realiza inauguração de memorial

Nesta sexta feira, 7 de dezembro, aconteceu na EFA – Centro de Educação Básica Francisco de Assis, a inauguração do memorial alusivo aos 50 anos da Escola.

A ocasião foi pensada em dois atos, um no turno da manhã, outro no turno da tarde, onde, alunos, professores, funcionários e a comunidade escolar puderam participar da ação que consistiu em depositar no memorial, a revista dos 50 anos, fotos e  cápsulas do tempo que continham cartas, desenhos,  que foram construídas em sala de aula, trabalhadas sob a perspectiva da reflexão, com proposta é que daqui há 50 anos, em 2068, seja realizada a abertura dessas cápsulas.

O evento se caracterizou também por ser a última etapa da jornada de pesquisa que perpassou o ano, buscando através da invertigação, pesquisa e reconhecimento da EFA no presente, as marcas do passado trilhado em 50 anos e o que o futuro nos reserva ( projeções e sonhos). A Jornada de Pesquisa  foi pensada pelos professores de história, Josei Pereira e Gian Ruschel, pela professora de Sociologia e Filosofia, Sandra Nunes,  pelo professor de Geografia, Gilmar Walker e equipe diretiva.

Segundo Diretora da EFA, professora Maria do Carmo Pilissão, até aqui foram 50 anos de uma história pensada e construída por mãos de pessoas que acreditaram e acreditam em um projeto educacional ousado e desafiador. A EFA se sustentou, ao longo deste meio século, a partir de um projeto ousado, o qual primou sempre pela dialogia, pela busca do estudo in loco, pela preservação do meio natural e da relação de respeito do homem com seu lugar de convivência, a humanização das pessoas, e quer continuar com estes princípios por muitos anos.  Assim caminhando e contribuindo na transformação social por meio da educação.


Unijuí e Prefeitura de Coronel Barros firmam Termo de Cooperação Técnica

A Unijuí, representada pela Reitora, Professora Drª Cátia Maria Nehring e a Prefeitura de Coronel Barros, representada pelo Prefeito Sr. Edison Osvaldo Arnt, assinaram um Termo de Cooperação Técnica para realização de estágios curriculares do curso de Agronomia no município.

O primeiro momento do trabalho ocorrerá no primeiro semestre de 2019 e irá contemplar a realização de uma análise-diagnóstico da agricultura do município e será desenvolvido por estudantes do Curso de Agronomia da Unijuí, coordenados pelo professor Nilvo Basso, com apoio técnico do Engenheiro Agrônomo Felipe Esteves Oliveski, do Departamento de Estudos Agrários da Universidade. Esse estudo faz parte da disciplina de Estágio I Análise Diagnóstico de Sistemas Agrários e compreende além do trabalho de campo a sistematização e análise dos dados coletados e a elaboração de um relatório com os resultados do trabalho, que serão apresentados para as entidades locais e agricultores participantes posteriormente.

O segundo momento do trabalho ocorrerá no segundo semestre de 2019, tendo por objetivo a análise agronômica e zootécnica dos sistemas de produção dos agricultores, e faz parte da disciplina de Estágio II - Análise Técnica e Econômica de Sistemas de Produção, coordenada pelo professor Roberto Carbonera.

A entrega do termo de cooperação foi feita diretamente ao Prefeito Municipal pela professora coordenadora do Curso de Agronomia, Drª Cleusa Adriane Menegassi Bianchi, em visita da autoridade ao DEAg – Departamento de Estudos Agrários.

 


Reitoria cumpre agendas em Santa Rosa

A Reitoria da Unijuí esteve cumprindo agendas na manhã de hoje, dia 07, em Santa Rosa, na Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa (Fumssar) e para a Comissão Central da Feira Nacional da Soja (Fenasoja).

Na oportunidade estiveram presentes nas visitas a Reitora da Unijuí, professora Cátia Maria Nehring, a Vice-Reitora de Graduação, professora Cristina Eliza Pozzobon, o Pró-Reitor do Campus Santa Rosa, professor Ariosto Sparemberger e a professora do curso de Educação Física, Moane Marchesan Krug.

A agenda de trabalho com a Fumssar objetivou estreitar a relação e a parceria existente a partir dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Residência em Medicina de Família e Comunidade, para além de um novo projeto para 2019, focado nos cursos de Educação Física e Fisioterapia envolvendo práticas integradas. Na pauta também esteve a implantação do curso de Medicina a partir da retomada de convênios já estabelecidos.

O encontro que envolveu a Comissão Central da Fenasoja, representada pelo Presidente, Elias Dallalba e o Coordenador Geral, Cléo Antônio Rockenbach, teve como pauta a definição de ações que envolverão a Unijuí durante toda a programação da feira em 2020. Para isso, a Universidade, a partir destas definições, iniciará as ações desse projeto ainda em 2019.


Museu: a história de uma Árvore Genealógica

Família que pesquisa unida, permanece unida. Daiane Bender e Lorena Wüst, mãe e filha, chegaram no Museu Antropológico Diretor Pestana com o objetivo de montar a árvore genealógica sobre a sua família realizando pesquisas na Genealogia, uma subclasse do Arquivo Ijuí preservado pelo MADP.

Neste dia 08 de dezembro é comemorado o dia da família, conheça a trajetória de mãe e filha para desvendar a história de um bisavô solteirão, quieto e tímido. Leia o relato de Lorena Wüst:

“Fazer pesquisas de uma geração inteira não é nada fácil. Imagina, então, de várias gerações, cada uma mais antiga que a outra. Esse é o árduo trabalho para se montar uma árvore genealógica. Seguir as pistas, supor teorias e buscar as provas de onde moravam, o que faziam, porque se mudavam tanto, onde cada um dos filhos foi morar e constituir sua própria família... e assim por diante.

Por exemplo: só descobri o registro de nascimento do meu bisavô na Suíça porque uma das primas mais velhas da minha mãe que lembrava dele deixou escapar que ele era um "solteirão quieto e tímido quando veio para cá". Essa informação comportamental poderia ser insignificante para ela, mas para nós foi o que juntou todos os pontos da história.

Até então procurávamos o nascimento dele no Brasil, porque sabíamos que a família veio inteira (mãe, pai e todos os filhos nascidos na Alemanha) por volta de 1880. E o casal não tinha nenhum filho com o nome de Gottfried, logo, ele teria nascido no Brasil.

Achamos seu registro de casamento com minha bisavó em 1916. Ela tinha 20 anos e ele não apresentou documento algum. Quando essa prima da minha mãe disse isso percebemos que a família toda veio e o deixou para trás, porque ele simplesmente já era adulto. Era muito mais velho que minha bisavó, deveriam ter uns 20 anos de diferença de idade.

Não era normal naquela época casamentos assim, de homens "quarentões" com mocinhas que ainda eram menores de idade, por isso, tínhamos descartado essa possibilidade e procurávamos incansavelmente o nascimento dele no Brasil nos anos de 1890 em diante, pois fazia mais sentido.

Descobrir essa peculiaridade de comportamento nos fez imaginá-lo como se o conhecêssemos. Tentamos imaginar que ele tinha um modo diferente de pensar, de ver o mundo, as coisas, de sentir, de se expressar e que decidiu ficar sozinho na Alemanha quando toda a família partiu e só decidiu vir muito tempo depois. Isso nos fez levar em conta essa possibilidade e.... Pimba!

Estava lá o tempo todo o registro do seu nascimento. No ano de 1876, na Suíça.

Essa foi uma das descobertas mais importantes dessa viagem que fiz com minha mãe do dia 06/07/2018 à 18/07/2018 pelas cidades do Rio Grande do Sul onde eles passaram.

Em Ijuí infelizmente não conseguimos muita coisa porque os livros da Igreja Luterana foram confiscados e destruídos durante a ditadura militar. Os cemitérios estavam praticamente todos destruídos. Anos e anos sem o devido respeito e cuidado por parte do governo municipal, sem contar a ação de vândalos, que parece estar fora de controle nesta cidade, tornaram impossíveis a verificação de túmulos importantes para nossa pesquisa.

O apoio e a dedicação do Museu Antropológico Diretor Pestana foi, sem dúvidas, fantástico! Todos estavam muito animados e não mediram esforços para ajudar, trazendo mais materiais do que aqueles que solicitei. Infelizmente só tinha o censo do ano de 1896, e não era o que precisávamos. Com isso gostaria de ressaltar à comunidade a importância de levar ao Museu informações, fotos e documentos antigos que às vezes estão em sótãos ou baús esquecidos. Esse é o lugar onde esses objetos permanecem vivos e contando a sua história. É lá que as futuras gerações vão descobrir quem fomos eu e você em tempos remotos”.