O Marketing de Cidades é uma área de aplicação do Marketing, com crescente importância para o desenvolvimento e crescimento de cidades, regiões e países, no limite de qualquer lugar. É o processo de gestão desenvolvido pelas cidades para atender à satisfação das necessidades e desejos de indivíduos e organizações. Neste sentido, o acadêmico do curso de Administração da Unijuí - campus Santa Rosa, Marcio Lorenço da Silva Junior, realizou seu Trabalho de Conclusão de Curso estudando o marketing de lugares, tendo o município como foco de pesquisa.
Os objetivos do trabalho foram verificar, por meio das ferramentas de Marketing de Lugares, a percepção dos moradores referente à imagem, o nível de atração do município de Santa Rosa, além de conhecer a percepção dos moradores em relação à infraestrutura e marketing de serviços.
O estudo foi conduzido a partir da pesquisa com residentes do município, com uma amostra de 327 participantes. O questionário foi aplicado de forma online e apresentou um conjunto de indicadores, onde o respondente concordava ou não com o atributo.
Os resultados mostram que, na visão dos moradores, quanto às estratégias de atrações do município, que os itens foram considerados positivos e os moradores entendem que a cidade está muito bem em relação à realização de exposições e feiras, com 95,1% de concordância. Quanto à opção do cinema, o percentual foi de 95%; locais para camping e parques 84,4%; e o museu 74,6%, além de possuir uma história rica (60%) e pontos turísticos famosos (58,1%) de concordância. As estratégias de atração de uma cidade envolvem a criação de características especiais para satisfazer os moradores e atrair visitantes e turistas. E neste aspecto Santa Rosa teve uma avaliação positiva.
Quanto ao marketing de infraestrutura, foram avaliados alguns serviços básicos e estruturas essenciais para o funcionamento do município, desde suas calçadas, ruas, iluminação pública e sinalização e trânsito, que são os bens públicos municipais, até os serviços essenciais como coleta de lixo, segurança, saúde e educação.
Os serviços mais bem avaliados foram o fornecimento de energia elétrica (83,5%), de água (82,5%), sinal de internet (71%) e educação pública (70,3%), com destaque para as faculdades e cursos técnicos de instituições públicas (65,1%), praças públicas (75,5%) e academias ao céu aberto (65,7%). Quanto ao marketing de serviços, se destacam: postos de combustíveis (95,1%), estéticas e barbearias (94,5%), estabelecimentos de comida e bebida (93,6%), supermercados (93,3%), comércio de roupas e calçados (93,3%) e bancos (92,7%), sendo necessárias melhorias no shopping e centro comercial e no teatro da cidade.
Quanto ao marketing de imagem, as características destacadas pelos pesquisados foram que o município de Santa Rosa se destaca por sua beleza (57,8%), hospitalidade (35,8%), segurança (33,6%) e limpeza (27,8%), se constituindo de um lugar interessante para se viver ou passear, considerada uma cidade onde as pessoas são felizes. Em relação aos aspectos que a gestão pública do município, segundo a pesquisa, deve melhorar, estão: atração de investimentos para parcerias na construção de centros de convenções adequados, de parques tecnológicos e científicos, além de melhorar a fluidez no trânsito, a reciclagem de lixo, as estradas de terra e a pavimentação das ruas do município, o que já vem ocorrendo.
O trabalho foi orientado pelo professor doutor Ariosto Sparemberger, que também é pesquisador do tema Marketing de Lugares. Para o professor, estudos desta natureza conseguem captar elementos importantes e estratégicos de uma cidade, segundo o pensamento dos seus moradores. Os resultados servem de análise principalmente para o poder público, que é o principal responsável pela gestão da cidade.
Pesquisa foi realizada por estudantes do curso de Administração da Unijuí com clientes que realizam compras em Ijuí

A partir de uma demanda apresentada pela diretoria do Sindilojas Noroeste, os estudantes do curso de Administração da Unijuí, Eduarda Dahmer e Arthur Matter, integrantes do ao Projeto Integrador de Marketing e Relações com o Mercado, realizaram uma pesquisa com 440 clientes que fazem compras no comércio de Ijuí. O objetivo era identificar quais eram as competências que os clientes consideram mais importantes em um atendente e/ou vendedor e também hierarquizar os motivos que os levam a escolher as empresas em que efetuam suas compras. Além disso, buscou-se avaliar de que maneira as pessoas se comportam quando são bem ou mal atendidas e como elas reagem a isso.
Os resultados evidenciaram algumas preferências em comum, tanto para as mulheres quanto para os homens entrevistados. Eles eram orientados a colocar em ordem de importância um conjunto de competências dentre 15 que eram listadas. Considerando as cinco que foram consideradas mais importantes, o item “Simpatia, cordialidade e habilidade de encantar o cliente”, ficou em primeiro lugar para clientes de ambos os sexos. A “Agilidade no atendimento” também obteve a mesma colocação para ambos os grupos, ficando em quarto lugar. Já os outros itens apresentaram diferenças em termos de importância na opinião das mulheres e dos homens entrevistados.
Para as mulheres, o segundo item mais importante é a “Habilidade de ouvir e descobrir a necessidade do cliente (empatia)”, em terceiro o “Nível de conhecimento com relação ao produto” e em quinto o “Interesse e disposição durante a demonstração das mercadorias”. Já para os homens, o “Nível de conhecimento com relação ao produto” vem logo em segundo lugar, em terceiro a “Postura dos atendentes e vendedores” e em quinto a “Apresentação pessoal”.
Ao serem questionados sobre os motivos que levam os clientes a escolherem as empresas em que realizam suas compras, dos 15 itens listados, mulheres e homens consideraram a “Qualidade dos produtos” como sendo o atributo mais importante. Ambos os grupos também definiram em quarto lugar a “Variedade de produtos e marcas” das empresas. Já com relação às demais variáveis, houve algumas diferenças nas ordem de importância de acordo com o sexo dos entrevistados.
Considerando os cinco itens importantes, as mulheres colocaram em segundo lugar o “Atendimento e confiabilidade de vendedores e atendentes”, em terceiro o “Preço e condições de pagamento”, e em quinto a “Agilidade no atendimento”. Já para os homens, o “Preço e condições de pagamento” vem em segundo lugar, seguido do “Atendimento e confiabilidade de vendedores e atendentes”, enquanto que o quinto atributo mais importante para eles é a “Tradição e confiabilidade da empresa”.
Os clientes ainda foram questionados como reagem quando vivenciam um mau atendimento, sendo que 47% afirmam que jamais voltam a comprar na empresa e 51% diminuem a frequência e a quantidade de compras. Além disso, 38% afirmam que sempre comentam com amigos sobre lojas em que foram mal atendidos e outros 48% dos entrevistados disseram que o fazem na maioria das vezes. Os entrevistados foram questionados sobre como agiram com relação à última experiência que tiveram de mau atendimento, sendo que 60% disseram que “Não reclamou com ninguém e pretende nunca mais comprar na empresa”. Dentre os que reclamaram, 12% o fizeram para o gerente/proprietário da empresa, 8% diretamente com o atendente/vendedor e 7% publicaram sua reclamação em alguma mídia social.
Com relação às experiências de bom atendimento, 54% dos pesquisados dizem aumentar suas compras em uma empresa quando são bem atendidos. Além disso, 58% sempre indicam para amigos as lojas em que tiveram boas experiências de atendimento e 37% o fazem na maioria das vezes, em média, para sete pessoas.
A pesquisa destaca a importância das empresas investirem em qualificação para que possam prestar um atendimento de excelência, pois 76% dos entrevistados afirmam estarem dispostos a aumentar suas compras no comércio local em função disso. Até mesmo quando questionados sobre a compra de produtos que podem ser encontrados tanto no comércio de Ijuí como na internet, 64% dos clientes afirmam que dariam preferência para compras no comércio local, caso fossem atendidos de forma excelente.
O presidente do Sindilojas Noroeste, Juarez Neme da Costa, informou que a pesquisa trouxe informações que são de grande importância para que a entidade possa planejar ações que contribuam com as organizações associadas, no sentido de melhorar cada vez mais o atendimento aos clientes que compram nas empresas do município. Ele informou ainda que pesquisas como essa são fundamentais para as empresas e que espera que muitas outras possam ser realizadas futuramente.
De acordo com o professor Luciano Zamberlan, “além dos dados coletados pela pesquisa serem muito importantes para que as empresas possam compreender o comportamento dos clientes, projetos como esses conectam os estudantes a problemas e demandas reais das organizações, permitindo mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes, além de reforçarem o comprometimento e o protagonismo dos estudantes durante todo o processo”. A síntese dos resultados está disponível junto ao Sindilojas Noroeste e também no Núcleo de Suporte ao Curso de Administração da Unijuí.


Um dos maiores símbolos da cultura gaúcha, o chimarrão acompanha a formação histórica da região sul do Brasil há centenas de anos, com os primeiros relatos datando do século XVI. Também conhecido como “mate”, o chimarrão nasce da ideia de se criar uma infusão (ou um chá) a partir da união de água quente e erva-mate - originada do processamento das folhas de erva-mate, trituradas a fim de facilitar o consumo e a utilização como chá. Atualmente, cerca de 90% da erva-mate processada no Rio Grande do Sul é utilizada para o chimarrão.
Com o objetivo de compreender o comportamento dos consumidores de chimarrão, o acadêmico do curso de Administração, do campus Santa Rosa da Unijuí, Bruno Felipe Fröhlich Bencke, desenvolveu uma pesquisa que investigou o modo, tradição e uso da erva-mate, a partir de uma amostra de 244 pessoas da região. O estudo foi elaborado na disciplina de Pesquisa de Mercado, ministrada pelo professor Ariosto Sparemberger.
Dos participantes da pesquisa, 38,6% possuem de 46 a 60 anos de idade e 25% estão na faixa etária de 31 a 45 anos, sendo 52,5% do sexo masculino e 47,5% do sexo feminino. A maioria dos entrevistados (60,6%) consomem erva-mate todos os dias da semana e 80,9% deles responderam que o local de preferência para o consumo é em casa. Em relação ao horário, 66,1% das pessoas responderam que preferem tomar chimarrão pela parte da manhã.
Geralmente, entende-se que o fator preço influencia na decisão de compra do consumidor. Porém, o estudo mostrou que 70% dos respondentes discordam que a escolha da erva-mate se dá em função do valor: 90% escolhem a erva-mate em função da qualidade e 49% disseram ser fiel à marca. Outro dado revelado pela pesquisa é que 69% dos participantes preferem erva-mate com açúcar.
Além disso, 83% das pessoas entendem que o chimarrão faz bem à saúde e 59% entendem que o hábito não causa problemas de saúde, como gastrite e úlcera. 82% dos entrevistados preparam o chimarrão que tomam. Em relação ao período de pandemia, 49% dos participantes responderam que houve um aumento no seu consumo de erva-mate.
O orientador do estudo, professor Ariosto Sparemberger, explica os objetivos da disciplina, que propõe que cada estudante realize uma pesquisa de mercado. “A pesquisa é uma ferramenta indispensável para o processo de tomada de decisão nas organizações. Entender os resultados é captar o sinal que o consumidor está emitindo em relação a avaliação do produto e/ou do serviço que ele utiliza ou consome”, destaca.

Buscando analisar o perfil dos líderes de empresas familiares, a recém-graduada no curso de Administração da Unijuí, Ana Carolina Lacerda Wirzbick, desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com a temática “O perfil de liderança dos empresários de empresas familiares em Ijuí”. O TCC foi orientado pela professora Fernanda Pasqualini e avaliado pela professora Sandra Regina Albarello.
Segundo Ana Carolina, por trabalhar em uma empresa familiar, surgiu a curiosidade de saber como era a questão da liderança em outras empresas familiares. “A pesquisa buscava inicialmente conhecer melhor a questão do liderar e os desafios de equilibrar o lado emocional com o racional nas empresas familiares, assim como conhecer o tipo de líder e os estilos de liderança dos empresários dessas instituições”, relata.
Um questionário foi respondido por 54 participantes e elaborado em dois blocos, com questões pessoais e da empresa, além de questões situacionais. “O resultado final foi positivo porque, além de trazer os resultados dos objetivos propostos inicialmente, o empresário também teve um tempo para refletir sobre sua maneira de liderar”, destaca.
De acordo com Ana, a pesquisa permitiu também conhecer um pouco mais sobre o perfil de liderança destas empresas que representam parte importante na economia do município. “Os empresários líderes das empresas familiares de Ijuí possuem um estilo de liderança democrático, que é aquele que sabe ouvir os seus funcionários”, afirma.
Além disso, a autora afirma que esse caráter apresentado pela maioria dos entrevistados é aquele que está sempre motivado a dar o máximo pela sua empresa. “É um perfil que se envolve com a equipe e que está disposto a ter uma equipe equilibrada e alinhada com os objetivos da empresa”, comenta.
Ana Carolina conta que seu objetivo no momento é colocar a mão na massa, aplicando os aprendizados recebidos. “O planejamento, por enquanto, é colocar em prática toda a carga de conhecimento que a graduação ensinou na empresa na qual trabalho. Finalizar essa etapa é motivo de orgulho, pois conciliar o estudo com a vida profissional é mais desafiador ainda, então concluir mais essa etapa da minha vida foi e sempre será gratificante”, finaliza.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí

Na noite desta terça-feira, dia 27 de setembro, acadêmicos do curso de Administração da Unijuí, do campus Santa Rosa, participaram do Workshop de Vivências Empresariais. A atividade, que ocorreu na Sala Coworking, integra o cronograma da disciplina Estratégias de Gestão de Pessoas, ministrada pela professora Cláudia Werle Rockenbach.
O workshop contou com a presença de representantes do Hospital Vida e Saúde e da empresa Libidus, que falaram sobre suas respectivas empresas, as práticas de Gestão de Pessoas e os desafios desta área de atuação. Após as apresentações, os estudantes tiveram a oportunidade de tirar suas dúvidas em um bate-papo com os convidados.
Segundo a professora Cláudia, o objetivo da atividade foi promover a aproximação dos acadêmicos com a realidade do mundo empresarial. “Buscamos proporcionar a interação entre as temáticas estudadas na disciplina e as experiências práticas das organizações, além de possibilitar aos alunos o contato com representantes de empresas da região”, destacou.

Na noite desta quarta-feira, dia 14 de setembro, foi realizada a palestra “Oportunidades e ameaças envolvendo criptoativos”, com o PhD em Ciência da Computação e líder do Tecnopuc Startups, Rafael Chanin. O evento, que ocorreu de forma online, foi promovido pela Associação dos Administradores do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Anors), com apoio da Unijuí, por meio do curso de Administração.
Na fala de abertura do evento, o presidente da Anors, Antônio Ternes, destacou o motivo pelo qual a associação trouxe o tema criptoativos para ser discutido. “Buscamos elucidar, trazer uma visão mais acadêmica e precisa sobre a gestão de criptoativos, tanto para acadêmicos quanto para associados”, relatou.
Durante a palestra, Rafael, que também é professor na Escola Politécnica da PUCRS e instrutor de Empreendedorismo na Apple Developer Academy, esclareceu, entre outras questões, como interessados podem adquirir criptomoedas e o que é mineração de bitcoin. Ele também explicou quais são as características e como é o funcionamento da blockchain, o banco de dados das transações com bitcoins.
Rafael falou ainda sobre as propriedades do dinheiro e que, a ideia por trás do bitcoin e das criptomoedas, sempre foi tentar replicar essas propriedades. “Independente se o bitcoin será o futuro ‘ouro digital’, o ponto é: a blockchain de fato conseguiu replicar essas propriedades dentro do contexto digital e pela primeira vez se criou o dinheiro digital de uma forma que não tivesse um agente central validando as transações”, ressaltou o palestrante.
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