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Entre os dias 16 e 20 de maio, nos campi de Ijuí e Santa Rosa, acontece a Semana Acadêmica do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí. Interessados podem se inscrever em unijui.edu.br/eventos, sendo que o pagamento da taxa de inscrição é diferente entre os dois campi: participantes de Ijuí devem procurar o Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica - CAEGE, nos dias 10, 11 ou 12 de maio, das 18h30 às 19h20, na recepção do Espaço + Inovação Unijuí. Já os acadêmicos de Santa Rosa devem procurar o estudante Gabriel Henrique Danielsson, membro do CAEGE.
A conferência de abertura acontece de forma concomitante nos dois campi, e reunirá estudantes dos cursos de Engenharias Elétrica, Civil e Química. O tema “Cidades Inteligentes" será discutido pelo professor doutor Ricardo Mendes Jr., cuja palestra será transmitida para o Centro de Eventos, em Ijuí, onde haverá mediação dos professores Cristina Pozzobon e Mauricio de Campos; e para o auditório do campus Santa Rosa, com mediação dos professores Taciana Paula Enderle e Eder Claro Pedrozo.
No dia 17, a mesma dinâmica: o tema “Support and Data Communication in Smart Grids - PLC Technologies and Wireless” será discutido pelo palestrante, professor doutor Alexandre Cunha Oliveira, com transmissão para o Espaço + Inovação Unijuí, em Ijuí, e para o Miniauditório SR-112, em Santa Rosa, a partir das 19h30. Às 21h, no campus Ijuí, acontece a palestra “Análise da influência da inserção da geração eólica na rede elétrica”, a cargo do professor doutor Fabiano Salvadori, no Espaço + Inovação.
Na quarta-feira, dia 18, acontece em Santa Rosa, no Miniauditório SR-112, a palestra “Mobilidade elétrica: tendências, desafios e a participação da mulher na engenharia”, com a mestre Patrícia Gomes Dallepiane. Paralelamente, o minicurso “PCB - Printed Circuit Board (Placa de Circuito Impresso)”, a cargo do professor mestre Luis Fernando Sauthier, na Sala DT - 007. Em Ijuí, no mesmo horário, ocorrerá o minicurso “Instrumentação - Osciloscópio e Gerador de Função”, com Giovanna de Oliveira de Brito e Gustavo Eckhardt, na Sala DT - 003.
Na quinta-feira, em Santa Rosa, às 19h30, ocorrerá o minicurso “PCB - Printed Circuit Board (Placa de Circuito Impresso)”, com o professor mestre Luis Fernando Sauthier, no Laboratório SR A-107; enquanto que em Ijuí será realizada a palestra sobre “Mobilidade elétrica: tendências, desafios e a participação da mulher na engenharia”, com a mestre Patrícia Gomes Dallepiane, no Espaço + Inovação Unijuí. Às 21h, em Ijuí, ocorre a palestra “Engenharia Assistida por Computador: Uma contribuição ao desenvolvimento de projetos”, ministrada pelo professor doutor Vitor Cristiano Bender, no mesmo local.
Fechando a programação, na sexta-feira, será realizada uma confraternização de encerramento, às 19h30, em ambos os campi.

Carros elétricos são uma tendência mundial, principalmente pela performance, custo de produção, sustentabilidade e redução da emissão de gás carbônico. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2021 foram comercializados 34.990 veículos elétricos, superando todas as previsões para o ano. Para 2022, a ABVE prevê que a marca de 100 mil carros elétricos em circulação seja atingida.
Esse tipo de veículo pode ser totalmente recarregado nas tomadas aterradas de 110 volts, 220 volts ou por WallBox, um aparelho destinado a carregar o veículo, chegando a 80% da capacidade total da bateria entre 6 e 8 horas. Nesse processo de carregamento nascem algumas dúvidas, principalmente quando se trata da rede de distribuição da energia elétrica.
Pensando nas possibilidades e circunstâncias que cercam o sistema elétrico, o estudante Henrique Kronbauer Fischer, do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí, desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com o tema “Avaliação dos impactos causados pelo carregamento dos veículos elétricos na rede de distribuição de energia elétrica baseado em um cenário real”.
O trabalho consiste na análise dos futuros impactos que podem ser causados pelos veículos elétricos em um sistema de distribuição. “Desse modo, foi utilizado como objeto de estudo a inserção de veículos em um condomínio no município de Ijuí. Buscou-se estudar os possíveis problemas quanto à potência, tensão e perdas que a rede de distribuição sofrerá devido ao acréscimo destes veículos”, explica Henrique.
A pesquisa foi feita utilizando dois softwares: um deles é responsável por implementar todos os elementos que compõem a rede de distribuição do objeto de estudo; o outro realiza as análises de cálculos e gera as curvas de resposta. “Utilizando os programas e um método científico foi possível verificar a probabilidade de acontecimentos de certos fenômenos na rede”, afirma.
A partir disso foi possível verificar que a rede de distribuição de energia elétrica do condomínio não apresentou problemas de quedas nos níveis de tensão. “Nenhum cenário simulado apresentou problemas de sobrecarga, deixando a entender que a rede elétrica do condomínio de estudo está bem dimensionada para o atual número de consumidores presentes.”
Henrique está em busca de sua primeira experiência como engenheiro eletricista, mas afirma que deseja voltar ao meio acadêmico posteriormente. "Primeiramente, o plano é conseguir um emprego na área e depois, mais adiante, continuar os estudos em um curso de mestrado”, finaliza.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí
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Gabriel Henrique Danielsson é concluinte do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí - campus Santa Rosa e desenvolveu um importante sistema durante seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A pesquisa intitulada “Inteligência Artificial aplicada na segurança de subestações de média tensão: desenvolvimento de um sistema para controle e liberação de acesso através de Reconhecimento Facial” foi orientada pelo professor Eliseu Kotlinski
O trabalho apresentou o desenvolvimento de um sistema de identificação, controle e liberação de acesso para áreas controladas, no caso da pesquisa, subestações de energia elétrica. O principal objetivo foi a resolução de problemas na área de Segurança do Trabalho, pois o sistema melhora processos de liberação de funcionários para áreas classificadas como prevenção de acidentes de trabalho. Com isso, atende de forma automática requisitos das normas técnicas e de segurança (ABNT NBR 5410, ABNT NBR 14039, NR-10).
Para o desenvolvimento do sistema, o estudante aplicou conceitos de Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Foi implementada uma solução com reconhecimento facial, por meio de uma Rede Neural Convolucional, que realiza o processamento e observação de imagens digitais. Com o uso da tecnologia, o sistema idealizado por Gabriel, realiza a liberação dos profissionais previamente habilitados e autorizados para acessar o espaço. O resultado da pesquisa gerou um algoritmo de reconhecimento facial e, posteriormente, um protótipo utilizando a plataforma Raspberry Pi.
Gabriel destaca que os resultados de sua pesquisa podem ser aplicados em diversas áreas, pela amplitude e maior necessidade de segurança em muitos locais. “Com o sistema, podemos ter uma forte contribuição para a comunidade. Posso citar, por exemplo, o uso de conceitos de Internet das Coisas para Cidades Inteligentes e o desenvolvimento de um sistema de reconhecimento facial, que pode ser modificado e utilizado em outras aplicações na segurança pública”, explica o estudante.
O concluinte também destaca como pontos importantes em sua trajetória como acadêmico do curso de Engenharia Elétrica, a oportunidade de ter atuado como bolsista em um projeto de pesquisa (2018) e num projeto de extensão (2019), além do estágio de dois anos em uma multinacional. “A possibilidade de trabalhar com pesquisa e extensão dentro da Unijuí e posteriormente aplicar os conhecimentos na prática durante o estágio, tiveram um impacto muito positivo na minha formação”, finaliza Gabriel.
O santarosense Nícolas Bernardo de Lima, de quatro anos, agora conta com uma esteira adaptada às suas necessidades físicas

O curso de Engenharia Elétrica da Unijuí faz parte de uma importante conquista da família de Nícolas Bernardo de Lima, de quatro anos, natural de Santa Rosa. Os pais, Roceli Oliveira de Lima e Josoé Morais de Lima, buscaram ajuda para adaptar uma esteira que foi doada à família, para auxiliar na fisioterapia da criança. Nícolas nasceu prematuro e com um quadro clínico de paralisia com quadriparesia espástica, ou seja, com comprometimento nos quatro membros e na fala.
Devido às condições físicas da criança, a velocidade de rolagem da plataforma da esteira era muito alta para o tratamento de fisioterapia, que auxilia no retorno da mobilidade das pernas. O custo para aquisição de uma esteira adaptada às necessidades de Nícolas é elevado, segundo a família. “Enquanto seus amiguinhos correm, brincam e se desenvolvem, Nícolas permanece imóvel em sua cadeira. A esteira permitirá que ele seja estimulado à marcha, com treino de passos juntamente com o andador. Isso irá permitir uma melhor qualidade de vida, maior autonomia e interação”, explica Roceli.
Ao receber a demanda, o curso de Engenharia Elétrica da Unijuí iniciou os ajustes necessários. Estiveram envolvidos nesta ação o coordenador do curso, professor Eliseu Kotlinski, e os professores Luís Fernando Sauthier e Taciana Paula Enderle. Foram utilizados recursos disponíveis no Laboratório de Acionamento e Controle, do campus Ijuí, e o Laboratório de Eletrônica, campus Santa Rosa. A adaptação não teve custo para a família de Nícolas.
Eliseu explica que foi confeccionado um novo conjunto de polias, utilizando uma impressora 3D; refeito o circuito de controle; adaptada a programação e colocado um novo motor. “A proposta de formação dos nossos estudantes contempla três linhas do conhecimento: Eixo de Sistemas de Energia Elétrica, Eixo de Eletrônica e Eixo de Automação e Controle. Hoje, a Engenharia Elétrica, a Medicina e a Fisioterapia são áreas que se complementam e se desenvolvem juntas, buscando melhorar a nossa saúde e a nossa qualidade de vida. Um dos segmentos da Engenharia Elétrica que mais têm se desenvolvido e contribuído para as áreas da saúde refere-se à melhoria das condições de instalações elétricas hospitalares e o desenvolvimento, aperfeiçoamento e manutenção de equipamentos eletromédicos”, afirma o coordenador.
Exercício realizado com supervisão e orientação de fisioterapeuta.

A equipe Rua da Lulu, integrada por estudantes e professor do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí, foi a vencedora do 8º Desafio Modelagem Matemática e Computacional ESSS & Bosch - que teve como intuito estimular o intercâmbio de informações e conhecimentos entre a indústria e a comunidade acadêmica. Com alcance em toda a América Latina, a competição envolveu 312 estudantes, em 104 equipes, representando 68 universidades e sete países.
A equipe da Unijuí foi integrada pelos acadêmicos Gustavo Eckhardt e Leonardo Luan Moreira Serpa Sá, e o professor João Manoel Lenz, do curso de Engenharia Elétrica e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Modelagem Matemática e Computacional da Universidade, membro do Grupo de Automação Industrial e Controle (GAIC).
“O desafio foi muito complexo e trazia um problema real de engenharia aplicada. Foram pouco mais de três meses de muitas atividades, encontros duas vezes por semana e até em alguns sábados e domingos. A organização do evento divulgou que foram 104 equipes participantes e, destas, somente oito conseguiram terminar o desafio e entregar uma solução, e a nossa foi julgada como vencedora”, explica o professor João Manoel Lenz.
O docente acredita que o mérito se deve ao fato de a equipe ter apresentado uma solução valorizada pela indústria: com o mínimo de custo e modificações do projeto inicial com o máximo de desempenho possível, atendendo a todos os critérios do projeto. “Para isso, gastamos bastante tempo estudando técnicas diferentes e aumentamos a complexidade do projeto, o que resultou em uma solução robusta e de fácil implementação”, explicou. A equipe vencedora recebeu troféu e 1500 dólares em dinheiro.
“O desempenho da equipe foi sensacional e, claro, estou feliz pela vitória. Mas, mais feliz ainda pelo envolvimento dos estudantes e por ter conseguido despertar a importância do processo de Pesquisa & Desenvolvimento neles, que serão a futura geração da Engenharia”, completou o professor.
Equipe do curso de Engenharia Elétrica conta com votação popular para compor nota no 8º Desafio Modelagem Matemática
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Estudantes e professor do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí integram uma das oito equipes que concluíram o 8º Desafio Modelagem Computacional ESSS & Bosch, que tem o intuito de estimular o intercâmbio de informações e conhecimento entre a indústria e a comunidade acadêmica. Com alcance em toda a América Latina, a competição envolveu os acadêmicos Gustavo Eckhardt e Leonardo Luan Moreira Serpa Sá, e o professor João Manoel Lenz, do curso de Engenharia Elétrica e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Modelagem Matemática e Computacional da Unijuí, membro do Grupo de Automação Industrial e Controle (GAIC).
De acordo com o professor, a ideia por trás do desafio era bem simples: em conjunto com a Bosch, foi apresentado um problema real de engenharia e solicitado que uma solução fosse encontrada, atendendo requerimentos técnicos como temperatura de operação, espaço físico disponível e análise de vibração. Cada equipe tinha liberdade de qual rumo tomar. Era necessário apresentar a teoria, método e os cálculos que embasaram a solução proposta em um relatório técnico e, acima de tudo, validar esta solução utilizando o software Ansys - sendo que outros três ainda foram utilizados.
“O desafio tinha como objetivo utilizar simulação multifísica por método de elementos finitos para encontrar e validar uma solução a um problema de engenharia aplicado na indústria automotiva. Quem promove o desafio é a ESSS em parceria com a Ansys e Bosch, e nos foi disponibilizada uma licença temporária do Ansys Electronics Desktop, que é um dos softwares para simulação em engenharia mais avançados atualmente”, explicou o professor.
O desafio começou no início de agosto e em meados de outubro acabou o prazo para entrega do relatório técnico e vídeo com a explicação. Agora, a equipe - que leva o nome de Rua da Lulu - está na fase de avaliação, por parte da ESSS e Bosch, dos relatórios e soluções. No entanto, a comunidade pode ajudar a escolher os melhores trabalhos, em votação no Youtube até o dia 19 de novembro. “A votação do público, por meio de like no vídeo publicado, conta como 30% da nota final na avaliação do desafio. O restante da nota será avaliada pela nossa solução proposta para o desafio, detalhada no relatório entregue”, explicou um dos acadêmicos envolvidos, Gustavo Eckhardt.
“Foi desafiador pensar em uma solução viável, observando vários aspectos e também o tamanho do dispositivo, além de, claro, tê-la funcionando perfeitamente conforme o esperado. E tudo isso aprendendo a utilizar um software que tem um imenso potencial de aplicabilidade, mas que também não é tão simples de utilizar”, reforçou Leonardo Luan Moreira Serpa Sá.
O desafio conta com prêmios em dinheiro, licenças para a universidade, além de certificado de participação para todas as equipes.
“Independente do resultado, estamos felizes com o nosso desempenho, pois a parte técnica era extremamente complexa e envolvia tópicos interdisciplinares. O desafio foi promovido para o Brasil e América Latina, não sabemos quantas pessoas se inscreveram, mas o fato de somente oito equipes terem concluído e entregue alguma solução indica o quão complexo foi. Especialmente porque esse tipo de software ainda é pouco difundido no meio acadêmico e tem uma longa curva de aprendizado”, ressalta o professor, completando que o evento trouxe uma oportunidade ímpar para os estudantes aplicarem os conhecimentos de sala de aula na resolução de problemas reais, além do aprendizado que nunca é tão simples ou "ideal" como visto na teoria.
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