
No dia 5 de junho de 2021, quando a Trilha Vó Preta foi oficialmente inaugurada, foram iniciadas as atividades do Projeto de Extensão Resgate Histórico e Ambiental da Trilha Vó Preta. A partir desse momento, muitas ações foram desenvolvidas, como a limpeza do local, que resultou no recolhimento de cerca de 300kg de resíduos sólidos na trilha e nas margens do arroio Espinho.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Juliana Maria Fachinetto, assim como os outros projetos de extensão da Universidade, o Resgate Histórico e Ambiental da Trilha Vó Preta também foi prejudicado pela pandemia de covid-19, que atrasou a realização de algumas atividades relacionadas à instalação dos equipamentos de segurança e o contato com as escolas.
Dentre as atividades executadas, destacam-se a recuperação dos acessos à Trilha; a construção e instalação dos equipamentos de segurança, a fim de auxiliar no deslocamento das pessoas que desejam conhecer e desfrutar do espaço. “Diante disso, avalio 2021 como um ano muito positivo. Com muita divulgação para a comunidade em geral e escolas. Todas as metas propostas nos projetos financiados foram atingidas”, avalia.
O processo de revitalização contou com a participação de diferentes cursos da Unijuí, que auxiliaram na produção de diferentes materiais. “Estiveram envolvidos estudantes do curso de Jornalismo e os bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia Civil, além do PET e da graduação em Ciências Biológicas”, comenta a professora.
De acordo com Juliana, o projeto vem auxiliando os acadêmicos a desenvolverem-se pessoalmente e profissionalmente. “Para estes estudantes, certamente é uma experiência importante, pois permite aplicar os conhecimentos adquiridos durante a graduação para materializar um projeto que beneficia a comunidade”, afirma.
Nos finais de semana, a Trilha recebe diversos visitantes que desejam caminhar ao ar livre e observar a natureza. Ainda no ano passado, oito escolas, com cerca de 634 estudantes, passaram pelo local. Para 2022, as visitas guiadas na Trilha seguem sendo ofertadas para a comunidade. “Além disso, estamos prevendo uma nova limpeza da trilha, além de atividades de pesquisa, ensino e extensão”, finaliza a docente.
As visitas podem ser solicitadas junto à Vice-Reitoria de Pós-Graduação Pesquisa e Extensão, pelo e-mail extensao@unijui.edu.br ou pelo telefone (55) 3332-0200 - Ramal 2042.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí
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Dentro da programação da Semana Mundial do Meio Ambiente da Unijuí, o Núcleo de Gestão Ambiental (NGA) e o Programa de Educação Tutorial - PET Biologia realizaram na tarde desta sexta-feira, 3 de junho, a limpeza das margens e do Arroio Espinho, que se desloca ao longo da Trilha Vó Preta. Além disso, foi instalada uma ecobarreira no curso d'água, próxima à Rua Guilherme Timm, com o intuito de evitar que o lixo entre na Área de Preservação Permanente (APP).
De acordo com a professora Juliana Maria Fachinetto, do curso de Ciências Biológicas da Unijuí, o campus possui uma localização privilegiada em termos de biodiversidade e áreas naturais. “É um espaço que detém recursos hídricos e APPs diversas, como a Trilha Vó Preta. Sem contar as áreas verdes planejadas, como os jardins temáticos”, comenta.
Guardar em seu espaço belezas naturais como as que a Universidade possui gera uma responsabilidade de cuidado, que seguidamente é trabalhada junto com a comunidade. “Ter áreas preservadas no ambiente de trabalho e de estudo é fundamental para toda a comunidade acadêmica, pois esta relaciona-se à saúde e bem-estar, permitindo um espaço de convivência agradável, que pode ser usufruído também por toda sociedade”, afirma a professora.
A programação do evento segue até segunda-feira, 6 de junho, quando ocorre no Museu Antropológico Diretor Pestana (MADP), às 15h, a abertura da exposição Conhecer para Preservar: crise climática, que ficará exposta durante todo o mês de junho. “É algo que estamos vivenciando como, por exemplo, o excesso ou escassez de chuva e a súbita mudança de temperatura”, salienta.
Segundo a professora Juliana, a Semana Mundial do Meio Ambiente da Unijuí busca impactar positivamente os participantes. “As atividades foram pensadas para trazer temas de relevância para a sociedade, que pudessem atingir da melhor maneira a comunidade da Unijuí”, finaliza.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí
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Na noite da última quarta-feira, 20 de abril, o curso de Ciências Biológicas da Unijuí promoveu sua aula inaugural junto ao Centro de Eventos. A atividade foi promovida pelo curso e idealizada pelo Centro Acadêmico de Biologia (CABio).
Com a temática “Um diálogo entre estudantes e egressos: vivências da graduação e mercado de trabalho”, o evento recebeu como convidados Julia Figueira Fontoura, Rafaela Apolinário e Zenon Ratzlaff, egressos do curso.
“É muito importante para o curso receber estes profissionais, que são motivos de inspiração para nossos estudantes. Os acadêmicos observam a trilha percorrida por eles após terem saído da Unijuí”, explica a coordenadora do curso, professora Bruna Comparsi, que fez uma saudação aos estudantes veteranos e ingressantes, que participaram do evento de forma presencial e online.
“Diante do contexto em que estamos vivendo, de tragédias nas áreas da saúde e do meio ambiente, precisamos da atuação de um biólogo qualificado, motivado, inovador, que consiga se articular nestes diferentes contextos. Ao mesmo tempo, de um profissional que está por dentro das inovações na área de biotecnologia, de novos produtos. Nesse sentido, nossos convidados vêm compartilhar um pouco das experiências que tiveram ou que estão vivenciando”, completou a coordenadora.
Após a aula inaugural, aconteceu o IntegraBio - evento de integração dos estudantes do curso.

O curso de Ciências Biológicas da Unijuí realiza no dia 20 de abril, das 19h30 às 21h, a aula inaugural com o tema “Um diálogo entre estudantes e egressos: vivências da graduação e mercado de trabalho”.
Tendo como sede o Centro de Eventos da Universidade, a aula contará com os convidados Julia Figueira Fontoura, Rafaela Apolinário e Zenon Ratzlaff.
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A estudante do curso de Ciências Biológicas da Unijuí, Anik Fauerharmel, pesquisou em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), “ Atividade antifúngica de óleos essenciais de Cymbopogon flexuosus e Cymbopogon winterianus no controle de Aspergillus flavus”. Por meio de testes in vitro, a acadêmica avaliou o potencial antifúngico dos óleos essenciais de Capim-limão e Citronela, contra o fungo Aspergillus flavus, que causa deterioração em grãos como milho, soja e feijão.
Uma importante pesquisa para toda a comunidade, tendo em vista a elevada produção de grãos na área de atuação da Unijuí. Os resultados de Anik demonstram que os óleos essenciais pesquisados apresentam atividade inibitória contra o fungo. A partir de testes, a estudante descobriu a concentração inibitória mínima ideal do óleo essencial, que foi capaz de parar o crescimento fúngico.
“O uso desses óleos essenciais, Capim-limão e Citronela, se torna uma alternativa viável e sustentável, quando comparada ao uso de defensivos agrícolas. Em um primeiro momento, podem ser usados em conjunto com agrotóxicos e, futuramente, somente os óleos essenciais, com bons resultados e ainda contribuem para a diminuição dos impactos ambientais causados pelos químicos”, explica a acadêmica.
Em suas pesquisas, Anik utilizou a infraestrutura do Laboratório de Microbiologia da Unijuí. Em sua trajetória acadêmica, destaca como um diferencial a participação no Programa de Educação Tutorial (PET), do curso de Ciências Biológicas. “Ter a oportunidade de fazer parte do PET, com certeza me possibilitou inúmeras vivências dentro da Biologia, ampliando meu conhecimento sobre diversas áreas de atuação que podemos seguir depois de formados” acrescenta a acadêmica.
A pesquisa foi orientada pela professora Christiane de Fátima Colet e também participou como banca avaliadora em sua apresentação, a professora Juliana Fachinetto.

Foto: Leonardo Carlini
Desde que o incêndio foi noticiado na noite da última segunda-feira, 24 de janeiro, muitas dúvidas surgiram quanto à denominação correta do local: Ijuí, afinal, tem um lixão ou um aterro sanitário? Questionado, o professor de Ciências Biológicas da Unijuí e biólogo na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ijuí, João Pedro Gesing esclareceu que o município possui um lixão abandonado. E por lixão entende-se o local em que se depositam resíduos de qualquer maneira, sem qualquer tipo de separação ou controle.
“Os lixões predominavam no País até alguns anos, até que foi feita uma normativa buscando regularizar essa situação. Hoje temos uma lei que proíbe estes espaços e que indica às cidades a utilização de aterros”, explicou o professor.
Um aterro possui um sistema de impermeabilização, como destaca João Pedro. O lixo não fica em contato direto com o solo e há o aterramento entre as camadas de materiais. “No aterro você nunca tem o lixo exposto a céu aberto. Chega o caminhão com materiais pela manhã, por exemplo, deposita certa quantidade, e ao final do dia vai a patrola e coloca uma porção de solo. Isso evita a presença de aves, roedores e outros vetores”, esclarece.
Outro ponto, presente nos aterros sanitários, é o sistema de drenagem de fluídos, que coleta o chorume - o líquido resultante da decomposição da matéria orgânica. “Existe também um sistema de drenagem de gases, porque a decomposição acaba formando metano e outros gases. O metano, neste caso, acaba por ser o mais prejudicial em razão do seu potencial de aquecimento global. Ele é um gás de efeito estufa muito forte, entre 16 e 20 vezes mais poluente do que o gás carbônico. E nada disso existia no lixão, abandonado desde o ano de 2013”, afirma.
De acordo com o professor, existe um projeto de recuperação do local que ainda não entrou em execução, mas que foi cobrado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Ele explica que matéria orgânica e chorume praticamente não existem mais no lixão. Existem centrais de monitoramento e nenhuma delas apresenta alta contaminação. Pode haver, no entanto, contaminação por metais pesados e por outras toxinas no solo, inclusive no lençol freático. “O grande problema está na quantidade de material depositado, grande parte com risco de queima”, disse.
Ainda não se sabe a causa exata do incêndio, mas, segundo o professor, a possibilidade é de que tenha ocorrido uma combustão espontânea. “Isso porque foi levada uma grande quantidade de vidro para o local. O vidro, com a incidência do sol muito forte, do calor, da umidade baixa, pode agir como uma lupa, uma lente, dando o estopim para a queima”, explicou.
Emergencialmente, os materiais estão sendo cobertos com terra - aproximadamente 100 cargas de caminhão já foram levadas para o lixão. Não há mais chamas, mas o lixo depositado por décadas segue com uma combustão incompleta, segundo o professor. A expectativa, aponta, é que a situação melhore com temperaturas mais brandas e a chuva. “Esse foi o maior desastre ambiental que tivemos em Ijuí nos últimos anos”, finaliza.
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