
Pensando em aliar a teoria com a prática profissional para os estudantes da disciplina de Espaço Construído e Sustentabilidade do curso de Arquitetura e Urbanismo, a professora mestra Tenile Rieger Piovesan trouxe a palestra online “Arquitetura: será que a sustentabilidade custa caro mesmo?”, com as arquitetas e urbanistas e consultoras em Inovação, Design e Sustentabilidade, Gisa Fabris e Maria Carolina Barreto, do Escritório Personnalité Arquitetura, falando ao vivo da cidade de Sinop-MT na noite da última quarta-feira, dia 26 de maio.
As arquitetas, com 17 anos de Personnalité, abordaram os principais conceitos de sustentabilidade ambiental e sustentabilidade na arquitetura, além de comentar sobre alguns valores de implantação e da certificação de sua obra mais famosa, a Casa Azul- um marco da arquitetura bioclimática, sendo a primeira residência unifamiliar do Centro-Oeste do Brasil a receber o selo PBE Edifica (Programa Brasileiro de Etiquetagem) nível “A” do Inmetro. Com esta palestra a questão bioclimática foi vista na prática pelos estudantes, visto que há pouco terminou a disciplina de Conforto Ambiental I (Conforto Térmico) recentemente ministrada pela professora Tenile Piovesan, onde os acadêmicos aprenderam as principais estratégias bioclimáticas, aliando ao desempenho térmico e eficiência energética. “A palestra foi muito importante e necessária para o nosso futuro profissional”, comenta o acadêmico da disciplina, Eduardo Rodrigues de Oliveira
Conforme a professora Tenile, “as arquitetas, muito queridas, comentaram dos benefícios de uma construção ter padrões de sustentabilidade, entre eles, fatores econômicos, sociais e ambientais, e também sobre novidades e inovações na construção”. Também comentou que foi uma palestra maravilhosa e de troca de experiências profissionais. “Tive a oportunidade de rever online, direto de Salvador-BA ,nossa ex-aluna do curso da Engenharia Civil da Unijuí, Angélica Fornari, que hoje é sócia-proprietária de uma empresa de energia solar fotovoltaica, que resolveu prestigiar o evento e que falou sobre os custos e a importância de pensarmos em estratégias sustentáveis para nossas construções.”
Também participou o professor José Paulo M. da Silva, que comentou que trouxe sua turma de Ergonomia, mas que também faz Materiais e Processos (Design) para participar da palestra. “O assunto casou muito bem, pois estávamos conversando na última aula sobre análise do ciclo de vida dos produtos”, disse.


O Papercraft é a arte de construir formas tridimensionais a partir de papel. Para a elaboração destes objetos, são aplicados conhecimentos de geometria, que fazem parte do programa da disciplina de Desenho Descritivo, dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Design da Unijuí. Diante disso, o professor Matheus Cargnelutti, responsável pela disciplina, organizou um evento chamado “Oficina de Papercraft”, com o artista paulista Tico Volpato, no último mês.
O evento foi transmitido direto de São Paulo, iniciando com uma explanação do artista sobre a técnica do Papercraft, materiais utilizados, aplicações e apresentação de trabalhos executados. O artista já participou de programas de televisão, exposições, campanhas publicitárias, cenografia de grandes eventos como o São Paulo Fashion Week, e já fez a comunicação visual de um projeto musical do cantor Junior Lima, entre várias outras atuações. Na sequência, foi desenvolvido um papercraft em conjunto com os participantes da oficina, onde foram desenhados moldes e executados modelos físicos, seguindo as instruções do artista. Tico Volpato gentilmente irá presentear o melhor trabalho desenvolvido durante a oficina com uma obra sua.
“A oficina foi muito animada e produtiva. É muito bom poder contar com artistas atuantes interagindo com os nossos estudantes, e o período de aulas online nos possibilitou essa interação. Só tenho a agradecer ao Tico pela disponibilidade e empenho para o sucesso do nosso evento na Unijuí”, disse o professor Matheus Cargnelutti.

Nesta terça-feira, dia 6 de abril, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí promoverá a sua aula magna, a partir das 19h10.
Participará o arquiteto Marcelo Ferraz, formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP). Ele é sócio-fundador do escritório Brasil Arquitetura e da Marcenaria Baraúna, onde tem realizado vários projetos, com premiações no Brasil e no exterior.
Marcelo Ferraz foi colaborador de Lina Bo Bardi, de 1977 a 1992, participando de todos os seus projetos no período, com destaque para o Sesc Pompéia. Foi também colaborador de Oscar Niemeyer em 2002. Dirigiu o Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, de 1992 a 2001, e o programa Monumenta do Ministério da Cultura, para recuperação das cidades históricas, entre 2003 e 2004.
Lecionou na Washington University em Saint Louis (USA) em 2006, como professor convidado, e é professor da escola da cidade, em São Paulo. Publicou os livros Arquitetura Rural na Serra da Mantiqueira (1992), Lina Bo Bardi (1993) e Arquitetura Conversável (2011).
A aula magna, que será online, é aberta e pode ser acompanhada acessando este link.

Egressa do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, Tatiane Vanessa Zamin vive um momento de dúvida e alegria. Isso porque ela foi aprovada no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Regional da Unijuí, com bolsa integral, e também conquistou o terceiro lugar na seleção do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – Campus Santa Maria.
“Sinto-me feliz e imensamente honrada pelas oportunidades e por ter sido selecionada para o mestrado em duas universidades que eu tanto admiro”, destacou a jovem.
Para Tatiane, tanto o curso de graduação quanto a Unijuí foram de suma importância para este processo, já que aprendeu muito durante os anos em que esteve na Universidade. “Os professores do curso de Arquitetura e Urbanismo são profissionais maravilhosos, éticos, com elevada qualidade e excelência do ensino ofertado. Faço um agradecimento especial ao meu orientador, professor Tarcisio Dorn de Oliveira, que me auxiliou e acompanhou durante a trajetória do Trabalho de Conclusão de Curso, ao professor Matheus Cargnelutti de Souza e à professora Tenile Rieger Piovesan, pelas orientações dos estágios curriculares”, reforçou.
Durante a graduação, Tatiane realizou estágio extracurricular no escritório Caza Engenharia, na cidade de Três de Maio, onde trabalha atualmente.

Para aproximar seus alunos do mercado profissional e aprofundar os conhecimentos sobre especificações de lâmpadas, luminárias e complementos para projetos luminotécnicos, os professores Matheus Cargnelutti e Cláudia Legonde organizaram um evento online, no último semestre, intitulado “Projeto Luminotécnico: Especificando Lâmpadas e Luminárias”, com os acadêmicos das duas turmas da disciplina de Conforto Ambiental, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí. Para isso, os professores convidaram uma especialista no assunto para explanar ao público e realizar uma visita técnica online. A palestrante participou da transmissão ao vivo das dependências da Frazzon Iluminação, uma das mais importantes empresas do ramo de iluminação artificial no Rio Grande do Sul, com instalações em Santa Maria e Porto Alegre.
A palestra/visita técnica foi ministrada por Valéria Marostega, que é arquiteta e urbanista, especialista em Gestão Ambiental e atualmente é mestranda em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde também já atuou como professora substituta no campus de Cachoeira do Sul. Durante o evento, a arquiteta apresentou as instalações da Frazzon Iluminação, mostrando detalhadamente os diferentes tipos de luminárias e lâmpadas aplicadas em arquitetura e urbanismo. Foi uma conversa animada, onde os acadêmicos puderam realizar perguntas enquanto a palestrante percorria os ambientes da loja.
Segundo o professor Matheus Cargnelutti, além de uma excelente profissional, Valéria também é uma grande amiga. “Inclusive já dividimos a sala de aula como professores em outra instituição. Isso tornou a visita mais descontraída, como uma conversa informal, motivando os alunos a participarem e interagirem ao longo da noite. Certamente os conhecimentos adquiridos neste evento trarão resultados positivos no desenvolvimento das atividades dos alunos na disciplina de Conforto Ambiental, onde estão desenvolvendo um projeto luminotécnico. Aproveito para agradecer o empenho e dedicação da arquiteta Valéria neste evento, bem como, o amigo Adriano Fruet, proprietário da Frazzon Iluminação, que gentilmente nos oportunizou realizar a transmissão nas instalações da loja em Santa Maria. Faço, ainda, um agradecimento especial à Luísa Venturini, que cuidou da parte audiovisual durante a transmissão.”

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do acadêmico de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, João Vicente Machado Schmitz, é resultado de uma identificação com a temática que sempre esteve presente em sua vida: a história da colonização de Ijuí. Sob a orientação da professora Bruna Fuzzer de Andrade, a sua pesquisa tratou da Intervenção no Moinho Glitz S.A.
O acadêmico teve o primeiro contato com a temática na disciplina de Projeto de Arquitetura VI, no 7º semestre do curso, voltada a projetos de intervenção em um bem material existente. Pouco tempo depois, também trabalhou o assunto junto ao Grupo de Pesquisa Espaço Construído: Sustentabilidade e Tecnologias - GTEC, da Unijuí, e, desde então, vem desenvolvendo pesquisas na linha, voltadas à educação patrimonial e preservação de bens de interesse histórico.
“Tenho um grande carinho pelo tema, pois gosto muito de ouvir as histórias que meus pais e meus avós contam sobre Ijuí, de como era a cidade e como ela se desenvolveu. Acho incrível poder imaginar como ela foi concebida, analisando fotografias antigas e relatos. Meus avós maternos eram fotógrafos, então sempre estive em contato com essas imagens, como forma de preservação de visuais urbanos das épocas. Assim, vi a necessidade - e oportunidade - de estudar o tema, pois acho essencial que ele seja colocado em evidência, para que possamos continuar levando a história ao longo dos anos e, de certa maneira, continuar representando da forma mais pura possível, todo o trabalho que os imigrantes tiveram durante e após a Colônia Ijuhy”, explica.
Durante as pesquisas, o acadêmico teve como objetivo salientar a importância da preservação do patrimônio material, especificamente dos objetos construídos, buscando um incremento cultural de Ijuí que, em sua visão, tem grande potencial na área e também no turismo. “Também quis demonstrar as possibilidades plásticas e funcionais, aliando um prédio existente a um contemporâneo. Os estudos de caso são fundamentais durante o processo de TCC, pois podemos analisar, de forma crítica, os projetos arquitetônicos realizados tanto a nível nacional, quanto internacional, buscando evidenciar os acertos de cada um”, comenta.
Segundo João Vicente, a própria união de uma edificação histórica, única e imponente a uma construção contemporânea é um diferencial, além de todos os espaços pensados para reunião de público, como áreas internas e externas, que possibilitam o contato direto entre as pessoas e, também, para a realização de diferentes atividades de cunho cultural, buscando fortalecer o nome que Ijuí carrega, de Capital Nacional das Etnias e Terra das Culturas Diversificadas. “Para mim, trabalhar com intervenção no patrimônio construído é sempre um desafio. Precisamos estar em constante verificação das escolhas que fazemos durante o período do projeto, buscando sempre evidenciar a preexistência, que é a edificação principal, a razão pela qual a intervenção está sendo pensada. Nesse sentido, esse tipo de projeto permite avaliar o edifício, buscando resgatar a história e justificar a necessidade de preservação para que as futuras gerações consigam entender melhor o processo histórico através desses objetos construídos, auxiliando, assim, em uma educação patrimonial. Pretendo trabalhar na área da Arquitetura e Urbanismo e, em paralelo, ampliar o conhecimento em nível acadêmico, buscando um mestrado na área de planejamento urbano ou patrimônio cultural”, finaliza.
Por Evelin Ramos, bolsista de Popularização da Ciência da Unijuí
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