
Nascido em um berço metal mecânico, o campus da Unijuí em Panambi tem nos cursos de Engenharia Mecânica e de Produção um grande apoio de mão de obra no próprio município, tendo na cidade grandes indústrias que promovem o desenvolvimento de toda região. Para dar suporte à formação dos estudantes, a Universidade montou seus laboratórios com equipamentos de última geração, com objetivo de subsidiar os ensinamentos de sala de aula à prática profissional.
Durante o processo formativo, os acadêmicos têm a oportunidade de ter aulas nos laboratórios de Ensaios Mecânicos e Análises Metalográficas; de Soldagem e Tratamentos Térmicos; de Projetos, de Automação Industrial; de Metrologia e Instrumentação; de Informática; de Fabricação Assistida; de Fenômenos de Transporte; e de Física e Química.
Os cursos de Engenharia Mecânica e de Produção tem duração de cinco anos cada um e são ofertados no turno da noite. A Unijuí tem o curso certo para sua transformação. Inscreva-se no vestibular contínuo: www.unijui.edu.br/vestibular.

O curso de Engenharia de Produção da Unijuí, presente nos campi de Panambi e Santa Rosa, está ainda mais completo. Com um formato ainda mais integrado e inovador, o currículo é dividido em módulos e competências, o que possibilita ao estudante assumir o protagonismo de seu aprendizado. Além disso, o novo modelo de ensino propõe Projetos Integradores e disciplinas de Formação Pessoal e Profissional, a fim de tornar a experiência do estudante mais íntegra e de acordo com o que a profissão necessita.
Os Projetos Integradores, ofertados desde o primeiro módulo do curso, são uma forma de inserir o estudante de maneira prática na resolução de problemas a partir de um tema gerador. “A realização de Projetos Integradores desde o primeiro módulo, em parceria com os cursos de Engenharia Mecânica, Administração e Ciências Contábeis, permite ao estudante aplicar os conhecimentos para construção de propostas e solução para desafios reais enviados pela comunidade”, comenta a coordenadora do curso de Engenharia de Produção nos dois campi, professora Patricia Carolina Pedrali. A partir destas ações, desde o início do seu processo formativo, o estudante cria uma relação com a comunidade regional, contribuindo com o desenvolvimento das comunidades nas quais as ações são aplicadas.
Com uma formação teórica e prática integrada, o curso de Engenharia de Produção forma profissionais com habilidades e competências para atuar nas áreas de gerência de produção, gestão de qualidade, gestão ambiental, projeto do produto, finanças, organização do trabalho e gerência da manutenção em diversas organizações. Além disso, o estudante tem à sua disposição laboratórios virtuais e presenciais para ter o real contato com a atuação profissional e para a realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Com duração de cinco anos, o curso oferece quatro disciplinas de forma presencial e uma na modalidade EaD, oferecendo maior flexibilidade e inovação ao futuro bacharel em Engenharia de Produção.
Para saber mais sobre o curso de Engenharia da Produção da Unijuí, acesse o link.
Por Krislaine Baiotto, acadêmica de Jornalismo da Unijuí

A acadêmica Eduarda Berno Palharini, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, desenvolveu um Trabalho de Conclusão de Curso que une arquitetura, memória histórica e justiça social. Intitulado “Tekoha: Centro de Resistência e Cultura Indígena do Rio Grande do Sul”, o projeto foi orientado pelo professor Tarcísio Dorn de Oliveira e propõe a criação de um complexo cultural voltado à valorização e à preservação dos povos indígenas.
A escolha do tema surgiu a partir de reflexões profundas sobre a história e a realidade local, especialmente relacionadas às violências e injustiças sofridas pelos povos indígenas desde o período da colonização. “Esse processo impôs mudanças forçadas que destruíram grande parte das formas de organização social e cultural dos povos indígenas, resultando na perda de terras, na marginalização e na dificuldade de acesso a recursos essenciais para a manutenção de seus modos de vida”, explica Eduarda.
Outro fator decisivo para a definição do tema está ligado à história do município de Ijuí, em especial do distrito de Itaí. Entre os anos de 1957 e 1968, o local abrigou dois internatos onde ocorreram práticas de apagamento cultural indígena, marcadas pela retirada de crianças de suas aldeias e pela negação de suas línguas, tradições e identidades. “Esse projeto também carrega um significado simbólico muito forte, sendo pensado como uma forma de lembrar e honrar todas as crianças que passaram por esse processo”, destaca a acadêmica.
Eduarda ressalta ainda a contradição existente entre a identidade multicultural do município e a invisibilidade histórica dos povos indígenas. “Ijuí é reconhecida como a Capital Mundial das Etnias, e, diante disso, torna-se contraditório não dar visibilidade aos povos que habitavam essas terras antes da colonização. Valorizar os povos indígenas é também reconhecer a origem de grande parte da cultura gaúcha”, afirma.
Para o desenvolvimento do trabalho, a estudante utilizou pesquisas bibliográficas como principal recurso, aprofundando-se em estudos relacionados à cultura indígena, à arquitetura e à ocupação do território. O processo de produção do TCC foi descrito por ela como transformador. “A cultura indígena é extremamente ampla e rica, e o melhor desse percurso foi reaprender a enxergar a arquitetura. Somos formados dentro de uma lógica ocidental, e para que o projeto estivesse coerente com o tema, foi necessário pensar tudo a partir de uma visão indígena”, relata. Esse novo olhar orientou todas as decisões projetuais, desde o layout das plantas e a relação entre os espaços, até as volumetrias, fachadas e escolha de materiais. “Ao final do TCC, saí com uma percepção completamente diferente sobre o ato de projetar, mais sensível, consciente e conectada ao significado do espaço”, complementa.
Como resultado, o trabalho propõe a concepção de um complexo cultural com aproximadamente 10 mil metros quadrados, pensado para garantir aos povos indígenas condições reais de uma vida digna. O espaço contempla áreas para o cultivo, para a produção artesanal e para a comercialização dos produtos, além de ambientes destinados à educação e à continuidade da cultura indígena. O projeto busca fortalecer a transmissão de conhecimentos entre gerações e contribuir para que essa cultura siga viva, em constante crescimento, sem o risco de apagamento.
A colação de grau de Eduarda Berno Palharini ocorre no dia 7 de março de 2026, marcando o encerramento de sua formação acadêmica. Após a formatura, a arquiteta pretende seguir atuando na área de projetos, campo no qual se identifica profissionalmente.

A acadêmica Patrícia Grubert de Quadros, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, desenvolveu um Trabalho de Conclusão de Curso que evidencia o papel da arquitetura como ferramenta de inclusão e promoção do bem-estar. Intitulado “UNI-DUNI-TEA: Centro de Atendimento Multidisciplinar para Crianças e Adolescentes com Transtorno do Espectro Autista”, o projeto foi orientado pelo professor Tarcísio Dorn de Oliveira e propõe a criação de um espaço especializado, planejado para atender às necessidades sensoriais, emocionais e funcionais de pessoas com TEA.
A escolha do tema surgiu do entendimento da arquitetura como um campo que vai além da estética, podendo impactar diretamente a qualidade de vida das pessoas. “Sempre acreditei que a arquitetura vai além da estética e da construção, sendo capaz de impactar diretamente a qualidade de vida das pessoas. No contexto do autismo, identifiquei uma grande carência de espaços projetados especificamente para atender às necessidades desse público”, destaca Patrícia. Segundo a acadêmica, o objetivo do projeto foi desenvolver um ambiente que promovesse acolhimento, inclusão e conforto, contribuindo para o desenvolvimento e a autonomia de crianças e adolescentes com TEA, além de oferecer suporte às famílias e aos profissionais que atuam na área.
Para a construção do trabalho, foram utilizadas principalmente pesquisas bibliográficas, com base em artigos científicos, livros, normas técnicas, legislações e referências projetuais nacionais e internacionais. Patrícia também realizou análises de projetos existentes e buscou orientações com profissionais da área e familiares de pessoas com diagnóstico de autismo. “Esse contato direto possibilitou uma compreensão mais aprofundada das demandas reais dos usuários, auxiliando na tradução dessas necessidades em soluções arquitetônicas adequadas”, explica.
O desenvolvimento do TCC ocorreu ao longo de dois semestres, seguindo as etapas previstas no curso de Arquitetura e Urbanismo. Inicialmente, foi realizado um aprofundamento teórico sobre o autismo e a arquitetura humanizada, o que resultou na criação do conceito norteador do projeto. “Desenvolvi o conceito denominado Arquitetura do Invisível, que orientou as decisões relacionadas às sensações, emoções e ao conforto espacial”, relata. A partir desse conceito, foram realizadas as etapas de definição do programa de necessidades, estudos preliminares, partido arquitetônico e desenvolvimento do anteprojeto. Todo o processo envolveu revisões e ajustes constantes, buscando alinhar teoria, técnica e sensibilidade no desenvolvimento das soluções propostas.
Como principal resultado, o trabalho apresenta o anteprojeto arquitetônico de um Centro Multidisciplinar voltado ao atendimento de crianças e adolescentes com autismo, com ambientes planejados para garantir conforto sensorial, segurança, acolhimento e estímulo ao desenvolvimento. O estudo também reforça o potencial da arquitetura como agente de transformação social, contribuindo para a qualificação dos espaços terapêuticos e para a construção de ambientes mais inclusivos.
Após a formatura, Patrícia pretende atuar profissionalmente em diferentes áreas da arquitetura, com foco no desenvolvimento de projetos que aliem qualidade espacial, funcionalidade e sensibilidade. A arquiteta também planeja dar continuidade à formação acadêmica por meio de cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação, ampliando sua qualificação técnica e humanizada.

Os acadêmicos da disciplina Conforto e Desempenho: Acústica e Iluminação, ministrada pela professora arquiteta mestre Tenile Rieger Piovesan, participaram de uma palestra com o arquiteto e urbanista Igor Silveira, consultor da Saint Gobain, multinacional referência em materiais de construção e soluções acústicas.
Durante o encontro, o palestrante compartilhou conhecimentos sobre o papel da acústica no conforto dos ambientes e destacou como o design pode contribuir para o desempenho e a qualidade sonora dos espaços. O arquiteto, que é mestrando em Sustentabilidade e Gestão de Risco, trouxe exemplos práticos e experiências profissionais para os estudantes.
A atividade integra o conteúdo da disciplina, que desafia os alunos a desenvolverem, como projeto final, o projeto de um auditório com foco em conforto e desempenho acústico. Além dos acadêmicos, o evento também contou com a presença de profissionais da área, como engenheiros civis, arquitetos e engenheiros de segurança, reforçando a importância do tema para diferentes campos da construção civil.
Segundo a professora Tenile, a palestra proporcionou uma oportunidade valiosa para os alunos compreenderem como aplicar os conceitos de acústica e conforto ambiental tanto em seus projetos acadêmicos quanto na futura atuação profissional.

Ao desenvolver seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a recém-formada em Arquitetura e Urbanismo pela Unijuí, Sandy Fernanda Toledo Navroski, decidiu olhar com carinho para o lugar onde nasceu e cresceu: o Bairro Modelo, em Ijuí. Orientada pela professora Paula Weber Prediger, Sandy elaborou o projeto “Renovação Urbana: Projeto Pousar – um novo capítulo para o Bairro Modelo na cidade de Ijuí/RS”, propondo uma transformação urbana significativa e afetiva.
“Escolhi esse tema porque, entre todas as opções que considerei, esse tem um significado especial para mim. Moro no Bairro Modelo desde que nasci e, por conta do comércio da minha mãe, sempre estive em contato com muitas pessoas da comunidade. Cresci em um ambiente onde todos se conheciam, algo que sempre achei único, principalmente ao perceber que em outros bairros essa proximidade não era tão comum. Minha motivação para o projeto veio da vontade de retribuir, de alguma forma, ao bairro que me viu crescer”, destacou a egressa.
A proposta foi construída com base em pesquisas bibliográficas e documentais, e abrange duas praças da região: a Praça Modelo, principal espaço público do bairro, e a Praça do Silêncio, localizada na diagonal da primeira. Segundo Sandy, esta última sempre foi marcada por baixa movimentação, vandalismo e pouca atratividade — o que justifica o nome pelo qual é conhecida. “Desde o início, sabia que seria um projeto amplo. Meu objetivo foi integrar as duas praças, transformando a Praça do Silêncio em uma extensão da Praça Modelo e resgatando seu potencial”, explicou.
Entre os maiores desafios enfrentados durante o desenvolvimento do projeto, Sandy destaca a modelagem dos traçados curvos em terrenos com grandes desníveis, principalmente na Praça do Silêncio que, apesar de menor, apresenta um declive acentuado. A acessibilidade também foi um dos focos principais do trabalho, com soluções que tornassem os espaços mais inclusivos, superando as limitações topográficas que hoje representam uma fragilidade em ambas as áreas.
A preocupação com a viabilidade técnica e financeira também esteve presente em todas as escolhas do projeto. “Sempre priorizei soluções executáveis e respeitosas com o caráter comunitário da proposta. Por exemplo, para o novo centro comunitário (sede do bairro), propus uma estrutura térrea, de menor custo e fácil construção. Elementos curvos foram aplicados com moderação nas fachadas, buscando equilíbrio entre estética e praticidade. O mesmo vale para as intervenções nas praças: canteiros, passeios internos curvos, floreiras, mobiliário... tudo foi pensado de forma a ser economicamente sustentável e tecnicamente viável, evitando estruturas complexas ou de alto custo”, detalhou.
Para Sandy, a proposta reforça a importância dos espaços públicos como locais de convivência, identidade e pertencimento. “Essas praças não são apenas pontos de encontro: são vitais para promover o bem-estar dos moradores, preservar a história local e enriquecer a experiência urbana. Renová-las é mais do que embelezar o bairro: é fortalecer laços comunitários, atrair visitantes e investir em um futuro mais sustentável, inclusivo e humano para Ijuí”, concluiu.
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