
Acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, da disciplina de Conforto Ambiental II, realizaram uma visita técnica virtual à loja Ambient Design de Ijuí.
Conforme explicou a professora, Cláudia Legonde, o componente trata do conforto luminoso das edificações e do ambiente urbano. Como parte da avaliação da disciplina, os estudantes estão elaborando um projeto de iluminação, que conta com sala de estar, jantar e cozinha integrados. No projeto, devem ser propostas estratégias de iluminação natural e artificial, esta última contendo os tipos de luminárias, lâmpadas e os cálculos luminotécnicos, visando uma maior eficiência e baixo consumo energético, com a utilização de pelo menos cinco tipos de iluminação, tanto para iluminação geral, como para iluminação decorativa.
Com a finalidade conhecer os diversos tipos de luminárias e lâmpadas à venda no mercado, foi realizada uma visita técnica virtual à loja. Na ocasião, a responsável pelo setor de iluminação, Talita Huth, apresentou a Ambient Design e os produtos, explicando as suas características e mostrando o efeito gerado pela luz, quando acesas.
Os estudantes tiveram contato com luminárias de diversos modelos, como plafons, spots, pendentes, arandelas, fitas e perfis de LED, além de diferentes modelos de lâmpadas. Dessa forma, puderam escolher os tipos de iluminação que mais se encaixam na sua proposta de projeto e que possuem uma maior eficiência energética.


Na segunda-feira, dia 13 de setembro, as turmas do 4º Ano do Ensino Fundamental da EFA, B41 e B42, juntamente com a professora de Arte, Vivian Belter Lunardi, tiveram a oportunidade de conversar com a arquiteta e urbanista, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, Bruna Fuzzer de Andrade, sobre Patrimônio Cultural.
O evento ocorreu no auditório do Espaço Mais Inovação, onde os alunos iniciaram a conversa sobre patrimônio cultural, que eles têm contato cotidianamente, e visualizaram os tipos de patrimônio material e imaterial.
Na sequência, os estudantes receberam um jogo de “quebra-cabeça” sobre edificações de interesse histórico cultural da cidade de Ijuí, nas diversas fases de sua existência. De acordo com a professora, este momento foi muito rico, já que os estudantes interagiram com imóveis que fazem parte do seu cotidiano e interações com a cidade.
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Com a volta às aulas presenciais, e mantendo todas as medidas de segurança, os estudantes da disciplina de Projeto de Urbanismo III, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, estão desenvolvendo uma proposta de intervenção, com renovação e revitalização urbana, priorizando a potencialização de usos adequados dos espaços públicos, exaltando a história, a cultura e a qualidade de vida da população, aliadas à legislação vigente. Pensando nisso, o professor Matheus Cargnelutti, responsável pela disciplina, organizou um evento exclusivo para a sua turma, no início deste mês, intitulado “Área de Intervenção do Projeto de Urbanismo III”, sendo um momento de discussão e troca de informações sobre a legislação municipal e a preservação patrimonial em Ijuí, contando com a presença do egresso do curso de Direito da Unijuí e vereador Bira Erthal, que também é especialista em Trânsito e pós-graduando em Cidades Inteligentes.
Durante a conversa, o vereador pôde sugerir pontos de atenção na escolha da área de intervenção proposta pelos estudantes, destacar potencialidades e fragilidades do município e, ainda, auxiliar na delimitação da área a ser diagnosticada na disciplina, que consequentemente receberá propostas de intervenção pelos estudantes. A oportunidade também foi um importante momento de discussão sobre questões sociais, culturais e históricas de Ijuí, despertando reflexões e questionamentos dos acadêmicos, especialmente relacionadas às políticas públicas para a implantação de obras urbanísticas.
“É importante estimular o protagonismo e a autonomia dos nossos estudantes, especialmente neste momento de transformação que a universidade vem passando, atualizando as metodologias de ensino, trazendo valores que estimulam as competências profissionais, para que tenhamos egressos ainda mais preparados e seguros no mercado de trabalho. Agradeço a presença e a disponibilidade do vereador Bira. Tenho certeza que o diálogo entre universidade e Poder Legislativo é enriquecedor para a formação acadêmica na área de urbanismo”, destacou o professor Matheus.
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Na segunda-feira, dia 1º de setembro, foi realizada mais uma edição da Caminhada Arquitetônica Noturna, dentro da disciplina de Projeto de Urbanismo I, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí. Na ação, os estudantes circularam pelas imediações da Praça da República, área na qual irão intervir propondo uma reforma urbana: de forma macro, no que se refere a transportes e diretrizes urbanas para a área; e de forma micro, na praça e ruas adjacentes.
O objetivo foi vivenciar o contexto do local, de modo que os usuários experimentem formas que não estão habituados a circular, podendo, assim, traçar novas percepções a respeito do espaço urbano construído.
A professora responsável pela disciplina, Bruna Fuzzer de Andrade, comenta que umas das características do curso de Arquitetura e Urbanismo é atuar com problemas reais, reforçando a importância de se trabalhar com o tecido construído ambientado.
As reflexões críticas foram orientadas pela professora e complementadas com a percepção dos estudantes, tornando o momento um rico espaço de discussão acerca do tratamento dado ao Centro da cidade e das possibilidades urbanísticas para a área, capazes de qualificar o espaço, deixando-o mais atrativo a todos, de forma inclusiva e representativa.
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A acústica arquitetônica faz parte dos conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento de projetos arquitetônicos. Pensando nisso, no mês de maio, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí promoveu a palestra “Ensaios laboratoriais e de campo de parâmetros acústicos aplicados à acústica de edificações”. O evento ocorreu de forma online e foi organizado pelo professor Matheus Cargnelutti, responsável pela disciplina de Conforto Ambiental III.
A palestra foi realizada por uma dupla de doutorandos da área de Acústica, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): o arquiteto e urbanista Willian Magalhães de Lourenço e a engenheira civil e egressa da Unijuí, Gabriela Meller. Além da explanação sobre acústica de edificações, os doutorandos apresentaram aos estudantes uma visita online aos laboratórios de acústica da UFSM.
“A palestra/visita online foi muito produtiva e o engajamento dos estudantes foi visível. É muito bom poder contar com profissionais e pesquisadores interagindo com os nossos acadêmicos. Só tenho a agradecer à Gabriela e ao Willian pela disponibilidade e empenho para o sucesso do nosso evento na Unijuí”, disse o professor Matheus Cargnelutti.
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O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da recém-formada no curso de Arquitetura e Urbanismo da Unijuí, Caroline Prediger da Pieve, partiu da perspectiva de que o espaço onde o indivíduo se encontra afeta seu bem-estar, deixando marcas até mesmo em sua personalidade. Ela trabalhou "A arquitetura como a arte do bem-estar: projeto de uma Casa Lar para crianças e adolescentes na cidade de Ijuí”, sob orientação do professor Tarcísio Dorn de Oliveira.
Conforme explicou Caroline, o acolhimento institucional é o afastamento da criança ou do adolescente de seu contexto familiar devido a uma situação de risco ou violação de um dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Essa medida de proteção revela uma triste realidade no atual cenário em que vivemos. Problemas financeiros, violência, drogas ou abandono levam diariamente jovens a crescerem em instituições estatais, não poucas vezes, por um grande período de tempo”, explica.
As melhores projeções direcionam o futuro de quem está num local de acolhimento, para o seu retorno ao lar de origem após a solução da problemática que levou à sua saída ou a sua inserção em um lar substituto, por meio da adoção. Num pior cenário, entretanto, estes permanecem durante anos da infância e juventude nesses locais até que possam completar a maioridade.
“O tempo em que crianças e adolescentes permanecem institucionalizadas já acarreta, por si só, marcas profundas em suas personalidades. Cabe aos envolvidos amenizarem os impactos negativos que o afastamento de suas casas e o estremecimento dos laços familiares causam. Nessa perspectiva, a arquitetura pode – e deve – intervir ao encontro desses esforços para promover o bem-estar àqueles que habitam estes espaços”, ressalta.
O objetivo geral da pesquisa foi o de desenvolver uma proposta arquitetônica, em nível de anteprojeto, de uma Casa Lar no município de Ijuí, destinada a acolher crianças e adolescentes, com idades entre 0 e 18 anos, que se encontram em situação de acolhimento institucional.
Em busca de solução para os problemas propostos, Caroline utilizou pesquisas bibliográficas, documentais, estudos de caso, de campo e, no que tange especificamente à arquitetura, ainda a fase de criação. O trabalho apresentou o diagnóstico atual da situação do serviço de acolhimento institucional no Estado do Rio Grande do Sul, divulgado em março de 2020 através do Plano Estadual Decenal de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária 2020-2030, que é desconhecido por grande parte da população gaúcha.
Também, trouxe ao conhecimento da sociedade a relação direta entre o espaço físico edificado e o bem-estar físico, mental e emocional dos indivíduos, destacando a importância cada vez maior que a arquitetura assume no mundo contemporâneo, e abordou temas atuais e inovadores dentro da área da arquitetura, como a neuroarquitetura e design biofílico. Caroline desenvolveu um projeto arquitetônico e de interiores voltado ao conforto e bem-estar, que possa minimizar eventuais dificuldades, impactos psicológicos, desafios ou experiências negativas que os usuários possam vir a encontrar durante o período em que estiverem provisoriamente sob a tutela do Estado.
Segundo a graduada, estudos recentes na área da Neurociência comprovaram que o espaço físico edificado tem o poder de alterar o comportamento, a personalidade, as emoções e as relações humanas. Elementos como o design biofílico podem ser empregados em uma nova forma de fazer arquitetura e trazem inúmeros benefícios físicos, mentais e comportamentais aos indivíduos. Além disso, intervenções relacionadas às cores, ao mobiliário, à acústica, às texturas e as formas, podem ser empregadas com a finalidade de estimular as emoções humanas positivas das crianças e adolescentes sobre o local no qual se encontram inseridos.
“O projeto desta Casa Lar virá, num primeiro momento, suprir as demandas institucionais existentes na região, acolhendo de forma temporária as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Mas, muito além disso, pretende, através de uma nova forma de fazer Arquitetura, oferecer um local humano, digno e acolhedor a todos aqueles que se necessitam, momentaneamente, permanecer nesse local”, explicou.
Por Evelin Ramos, bolsista de Popularização da Ciência da Unijuí

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