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Nesta terça-feira, dia 8 de novembro, ocorreu o encerramento oficial do curso Introdução à Robótica Educacional, na Escola Estadual de Ensino Médio Pedro Meinerz, localizada no município de Santa Rosa. Desenvolvido pelo curso de Engenharia Elétrica da Unijuí com escolas das regiões de Santa Rosa e Ijuí, o projeto tem como intuito apresentar aos estudantes regras básicas da linguagem de programação e possibilitar a montagem de circuitos e dispositivos robóticos, bem como promover a criatividade e o estudo de conceitos multidisciplinares.
Na Escola Pedro Meinerz, o curso foi realizado com duas turmas, compostas por alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio. O projeto teve início no dia 23 de agosto e foi finalizado no dia 25 de outubro, com a organização de uma gincana a partir das montagens feitas pelos participantes. Já nesta terça-feira foi promovida uma solenidade de encerramento, que contou com a presença de estudantes, pais e professores.
O coordenador de Engenharia Elétrica, professor Eliseu Kotlinski, relata que o curso está sendo executado em diversas cidades: além de Ijuí e Santa Rosa, estão sendo contemplados escolas de municípios como São José do Inhacorá, Pirapó, Cruz Alta, Caibaté e, no próximo ano, o objetivo é expandir o projeto para região de Panambi.
“O objetivo principal do projeto é desmistificar esse conteúdo referente ao universo da eletrônica e possibilitar que esses jovens ocupem os espaços disponíveis nas empresas da região, que buscam pessoas com conhecimentos relacionados à robótica e a essas novas tecnologias. Então a ideia é apresentar para os estudantes as noções de sensores, atuadores e programação, com as quais eles terão que conviver nos próximos anos, pois a robótica está presente hoje em vários processos”, destaca o professor Eliseu.

Recém-graduado em Engenharia Elétrica no campus Santa Rosa da Unijuí, Leonardo Rafael Willers elaborou em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) um monitor de plantio. Como o nome sugere, o aparelho auxilia o produtor no momento do plantio, monitorando a quantidade de sementes por metro e trazendo ao usuário mais segurança e menos desperdício, o que proporciona melhores resultados na colheita.
O trabalho, intitulado “Implementação de monitor de plantio com sensores de sementes de alta precisão”, dividiu-se em pesquisa bibliográfica, análise, projeto de modelos de sensores, montagem, testes em bancada e análise dos resultados. “Escolhi esse tema pela necessidade de um equipamento com essas funções na agricultura, pois as versões disponibilizadas no mercado possuem alto custo e baixa precisão”, salienta Leonardo.
O engenheiro eletricista relata ainda que seu objetivo principal era conseguir modelar sensores de semente com alta precisão, mesmo com sujidades nos dutos de sementes. “Além de transmitir esses dados e fornecer ao operador, em tempo real, informações importantes para a operação, sejam alarmes causados por possíveis problemas ou dados estatísticos do plantio”, complementa.
Sua pesquisa permitiu desenvolver não apenas um modelo de sensor de alta precisão, utilizando emissores laser e com margem de erro de aproximadamente 1%, como também abaixo do preço dos aparelhos já comercializados. “Fez-se um levantamento de custos e o valor ficou aproximadamente R$ 700. Já o preço dos equipamentos disponíveis no mercado é de cerca de R$ 4.000”, comenta.
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Recém-graduado no curso de Engenharia Elétrica da Unijuí, Bruno Muraro Perondi foi aprovado em primeiro lugar no Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Universidade do Porto (UP), em Portugal. Ele conta que escolheu a instituição por ser referência em quase todos os cursos de Engenharia, inclusive de Engenharia Elétrica, e que não esperava um resultado tão positivo.
“Para falar a verdade, ainda não caiu a ficha. Eu achei que teria uma chance de entrar na universidade, mas não que passaria como primeiro colocado no processo seletivo. Estou muito feliz em saber que todo meu esforço em manter boas notas, durante a graduação, compensaram e muito. Tudo valeu a pena”, afirmou o egresso que, para participar da seleção, apresentou seu histórico acadêmico, diploma e uma carta explicitando os motivos de escolher a UP.
“Fico com receio de ir, porque deixarei minha família e muitos amigos para trás, mas é algo que preciso fazer para crescer pessoalmente e profissionalmente. Sei que a adaptação inicial vai ser difícil, mas também sei que tudo vai dar certo no final e que as pessoas que fazem parte da minha vida hoje continuarão fazendo, mesmo a distância, o que me deixa mais determinado a me jogar de cabeça nesta oportunidade”, completou.
Com o mestrado, Bruno espera ampliar seus conhecimentos e vivências. “Quero passear pela Europa, conhecer novas línguas, explorar um mundo novo de oportunidades e, se tudo ocorrer bem, continuar lá até obter o título de PhD”, finalizou.

O curso de Engenharia Elétrica da Unijuí possui turmas nos campi de Ijuí e Santa Rosa. Nesta semana, entre os dias 16 e 20 de maio, os estudantes participaram da Semana Acadêmica do curso, com minicursos e palestras online e presenciais, com temáticas extremamente atuais, ligadas aos desafios da profissão e a tecnologia que está presente no dia a dia dos estudantes e dos profissionais. O evento foi organizado pelo Diretório Acadêmico, secretaria e coordenação do curso.
A conferência de abertura tratou sobre Cidades Inteligentes e foi acompanhada pelos acadêmicos nos dois campi da Universidade, com o palestrante, professor doutor Ricardo Mendes Junior. Os estudante também tiveram outra atividade simultânea na segunda noite de evento, em que acompanharam a palestra “Support and Data Communication in Smart Grids - PLC Technologies and Wireless”. Outras temáticas também foram abordadas em palestras e minicursos. No campus Ijuí, o Espaço Mais Inovação recebeu os acadêmicos para atividades. Hoje, dia 20, os estudantes participaram de confraternizações de encerramento.
O coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí, professor Eliseu Kotlinski, destaca que as atividades foram proveitosas para os estudantes de todos os semestres. “Começamos a Semana Acadêmica falando sobre Cidades Inteligentes, um tema muito importante, e no decorrer das noites, os estudantes tiveram contato com outros temas e palestrantes de outras universidades, além de minicursos. Destaque também às palestras sobre mobilidade elétrica e a Engenharia assistida por computador, que foram proferidas por egressos, hoje doutorandos na UFSM”, avaliou o docente.
Para a acadêmica do terceiro módulo, do campus Santa Rosa, Sabrina Jurach, a principal contribuição do evento foi a interação entre colegas. “A Semana Acadêmica promoveu debates e trocas de ideias, para mim, reforçando a importância dos eventos presenciais. As atividades agregaram um conhecimento que, num futuro breve, será posto em prática nas disciplinas. Dessa forma, ajudou a aumentar o engajamento entre os colegas, que foi afetado durante os semestres de atividades remotas, em função da pandemia”, comenta a estudante.
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Entre os dias 16 e 20 de maio, nos campi de Ijuí e Santa Rosa, acontece a Semana Acadêmica do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí. Interessados podem se inscrever em unijui.edu.br/eventos, sendo que o pagamento da taxa de inscrição é diferente entre os dois campi: participantes de Ijuí devem procurar o Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica - CAEGE, nos dias 10, 11 ou 12 de maio, das 18h30 às 19h20, na recepção do Espaço + Inovação Unijuí. Já os acadêmicos de Santa Rosa devem procurar o estudante Gabriel Henrique Danielsson, membro do CAEGE.
A conferência de abertura acontece de forma concomitante nos dois campi, e reunirá estudantes dos cursos de Engenharias Elétrica, Civil e Química. O tema “Cidades Inteligentes" será discutido pelo professor doutor Ricardo Mendes Jr., cuja palestra será transmitida para o Centro de Eventos, em Ijuí, onde haverá mediação dos professores Cristina Pozzobon e Mauricio de Campos; e para o auditório do campus Santa Rosa, com mediação dos professores Taciana Paula Enderle e Eder Claro Pedrozo.
No dia 17, a mesma dinâmica: o tema “Support and Data Communication in Smart Grids - PLC Technologies and Wireless” será discutido pelo palestrante, professor doutor Alexandre Cunha Oliveira, com transmissão para o Espaço + Inovação Unijuí, em Ijuí, e para o Miniauditório SR-112, em Santa Rosa, a partir das 19h30. Às 21h, no campus Ijuí, acontece a palestra “Análise da influência da inserção da geração eólica na rede elétrica”, a cargo do professor doutor Fabiano Salvadori, no Espaço + Inovação.
Na quarta-feira, dia 18, acontece em Santa Rosa, no Miniauditório SR-112, a palestra “Mobilidade elétrica: tendências, desafios e a participação da mulher na engenharia”, com a mestre Patrícia Gomes Dallepiane. Paralelamente, o minicurso “PCB - Printed Circuit Board (Placa de Circuito Impresso)”, a cargo do professor mestre Luis Fernando Sauthier, na Sala DT - 007. Em Ijuí, no mesmo horário, ocorrerá o minicurso “Instrumentação - Osciloscópio e Gerador de Função”, com Giovanna de Oliveira de Brito e Gustavo Eckhardt, na Sala DT - 003.
Na quinta-feira, em Santa Rosa, às 19h30, ocorrerá o minicurso “PCB - Printed Circuit Board (Placa de Circuito Impresso)”, com o professor mestre Luis Fernando Sauthier, no Laboratório SR A-107; enquanto que em Ijuí será realizada a palestra sobre “Mobilidade elétrica: tendências, desafios e a participação da mulher na engenharia”, com a mestre Patrícia Gomes Dallepiane, no Espaço + Inovação Unijuí. Às 21h, em Ijuí, ocorre a palestra “Engenharia Assistida por Computador: Uma contribuição ao desenvolvimento de projetos”, ministrada pelo professor doutor Vitor Cristiano Bender, no mesmo local.
Fechando a programação, na sexta-feira, será realizada uma confraternização de encerramento, às 19h30, em ambos os campi.

Carros elétricos são uma tendência mundial, principalmente pela performance, custo de produção, sustentabilidade e redução da emissão de gás carbônico. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2021 foram comercializados 34.990 veículos elétricos, superando todas as previsões para o ano. Para 2022, a ABVE prevê que a marca de 100 mil carros elétricos em circulação seja atingida.
Esse tipo de veículo pode ser totalmente recarregado nas tomadas aterradas de 110 volts, 220 volts ou por WallBox, um aparelho destinado a carregar o veículo, chegando a 80% da capacidade total da bateria entre 6 e 8 horas. Nesse processo de carregamento nascem algumas dúvidas, principalmente quando se trata da rede de distribuição da energia elétrica.
Pensando nas possibilidades e circunstâncias que cercam o sistema elétrico, o estudante Henrique Kronbauer Fischer, do curso de Engenharia Elétrica da Unijuí, desenvolveu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) com o tema “Avaliação dos impactos causados pelo carregamento dos veículos elétricos na rede de distribuição de energia elétrica baseado em um cenário real”.
O trabalho consiste na análise dos futuros impactos que podem ser causados pelos veículos elétricos em um sistema de distribuição. “Desse modo, foi utilizado como objeto de estudo a inserção de veículos em um condomínio no município de Ijuí. Buscou-se estudar os possíveis problemas quanto à potência, tensão e perdas que a rede de distribuição sofrerá devido ao acréscimo destes veículos”, explica Henrique.
A pesquisa foi feita utilizando dois softwares: um deles é responsável por implementar todos os elementos que compõem a rede de distribuição do objeto de estudo; o outro realiza as análises de cálculos e gera as curvas de resposta. “Utilizando os programas e um método científico foi possível verificar a probabilidade de acontecimentos de certos fenômenos na rede”, afirma.
A partir disso foi possível verificar que a rede de distribuição de energia elétrica do condomínio não apresentou problemas de quedas nos níveis de tensão. “Nenhum cenário simulado apresentou problemas de sobrecarga, deixando a entender que a rede elétrica do condomínio de estudo está bem dimensionada para o atual número de consumidores presentes.”
Henrique está em busca de sua primeira experiência como engenheiro eletricista, mas afirma que deseja voltar ao meio acadêmico posteriormente. "Primeiramente, o plano é conseguir um emprego na área e depois, mais adiante, continuar os estudos em um curso de mestrado”, finaliza.
Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí
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