
Uma escada, localizada no Campus de Ijuí, recebeu um projeto de intervenção que visa chamar a atenção para o crescente número de casos de violência contra as mulheres. O trabalho, finalizado na tarde desta terça-feira, dia 22 de dezembro, foi realizado pela professora Irís Campos e pela acadêmica do 10º semestre do curso de Psicologia, Joana Patias Goi, que atua como estagiária junto ao Estágio em Psicologia e Processos Sociais.
“A escada reproduz como a violência evolui dentro dos ambientes domésticos. Há uma escala, nomeada ‘violentômetro’, utilizada para a explicação dos casos que, a cada dia, se tornam mais graves”, explicou a acadêmica, lembrando que, junto à escada, foi fixado um cartaz com números da violência no Rio Grande do Sul, o ‘violentômetro’. Ele mostra que, em 2019, 37.381 mulheres foram ameaçadas; 20.989 sofreram lesão corporal; 359 sofreram tentativa de feminicídio e 97 acabaram perdendo a vida.
O objetivo da ação é chamar a atenção das pessoas que passam pelo local, fazendo-as refletir sobre o agravamento da violência dentro de casa e sobre a importância da denúncia. “A violência doméstica é naturalizada e, além disso, temos o fato de muitas mulheres se calarem”, destacou Joana.
Segundo a acadêmica, as ideias surgiram após contato com o material do projeto Sala de Espera, que realiza uma ação junto a agressores e vítimas de violência, antes das audiências referentes à Lei Maria da Penha, com exposição de material audiovisual, palestras e acolhimento com profissionais especializados.
Um grupo de professoras e estudantes do curso de Psicologia da Unijuí, interessados em conhecer como está sendo a experiência docente durante a pandemia provocada pela covid-19 e como os professores estão se sentindo diante de mudanças na rotina e no fazer profissional, estão coletando dados para uma pesquisa sobre o tema.
Este estudo será realizado de forma online e está dividido em duas etapas. Na primeira, o participante responderá um questionário com algumas perguntas sobre formação profissional, carga horária de trabalho e sobre as atividades nesse tempo de pandemia. Isso pode levar em torno de 10 minutos. Clique aqui para responder.
Após responder esse questionário, caso seja do interesse, um integrante da equipe de pesquisa entrará em contato convidando para participar da segunda etapa do estudo, que é composta por uma conversa online sobre a experiência docente durante a pandemia, sobre como tem se sentido e como tem percebido os processos de ensino e aprendizagem e a relação com os alunos. A entrevista será realizada via Google Meet ou WhatsApp e será gravada e posteriormente transcrita. Pode ter duração entre 30 min e 1 hora, sendo agendada previamente em uma data e horário de sua preferência.
Para participar deste estudo é preciso ter mais de 18 anos. Também é importante que esteja em trabalho remoto e tenha realizado as atividades pedagógicas na modalidade online durante a pandemia, em pelo menos um dos diferentes níveis de ensino (Educação Infantil, Educação Básica, Ensino Fundamental, Ensino Superior). A participação neste estudo é voluntária, não terá nenhum custo e/ou despesa financeira e o profissional pode desistir a qualquer momento, retirando o seu consentimento, sem nenhum prejuízo. Os dados serão utilizados somente para fins de pesquisa e será mantido o sigilo e a confidencialidade de todas as informações compartilhadas.
A coordenação é das professoras Amanda Schöffel Sehn, Ana Maria de Souza Dias, Angela Maria Schneider Drügg, Simoni Antunes Fernandes, Solange Castro Schorn, Sônia da Costa Fengler e Taís Cervi.
Para obter mais informações, contate com a equipe pelo e-mail pesquisaeducacional.unijui@gmail.com ou pelo telefone (55) 33323021. É possível contatar o Comitê de Ética da Unijuí pelo telefone: (55) 3332-0301 ou no e-mail cep@unijui.edu.br.
Os relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde mostram grupos da população mais suscetíveis à Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Nesse conjunto de vulneráveis estão a população idosa e pessoas com doenças crônicas. No que se refere aos idosos, observa-se um impacto potencialmente arrasador e, portanto, devem permanecer em casa, em isolamento e distanciamento social, enquanto a disseminação não for controlada, são as recomendações das autoridades médicas. A pandemia do novo coronavírus transformou a realidade de todos em isolamento social. No caso dos idosos, considerando que a maioria não tem familiaridade com os instrumentos tecnológicos que permitem interação virtual, as restrições sociais e a falta de contato podem produzir quadros de depressão e sentimentos de solidão. O mal-estar que envolve a sociedade nesse contexto pode ressaltar o sentimento de desamparo e a angústia que acompanha o sujeito idoso.
Com essa compreensão, as professoras do Curso de Psicologia da Unijuí, Carolina Gross, Elisiane Schonardie, Kenia Freire e Solange Schorn, que compõem o Grupo Interdisciplinar de Apoio à Terceira Idade – GIATI, vêm em um estudo crescente com acadêmicas do Curso, refletindo sobre o envelhecimento no contexto da pandemia, considerando o fato de que as pessoas idosas são propensas a viverem perdas e a se deprimirem nesse período da vida. As professoras compreendem que “este é o momento em que as pessoas idosas precisam da escuta acolhedora do Outro, encontrando um lugar de endereçamento das questões subjetivas que perpassam a experiência de distanciamento social” diz a professora Solange Schorn.
As discussões propostas no grupo de estudos, organizado pelas docentes do Curso de Psicologia, vão ao encontro das atividades realizadas pelo GIATI, que surge como uma proposta interdisciplinar com a área da saúde no contexto universitário, coordenado pela Vice-Reitoria de Pós-Graduação Pesquisa e Extensão, como uma tentativa de produzir um trabalho de apoio e acolhimento à população idosa, oferecendo-lhes suporte neste difícil período que todos se encontram. A atuação das acadêmicas do Curso de Psicologia que compõem o grupo, além do contato inicial para o acolhimento do idoso, “consiste no acompanhamento dos idosos que apresentam maior fragilidade emocional decorrente das privações produzidas pela pandemia”, afirma a coordenadora do Curso, professora Elisiane Schonardie. As professoras salientam que, além do contato com os idosos, este trabalho interdisciplinar constitui um momento importante no processo formativo de todos os acadêmicos envolvidos no projeto.
Com o objetivo de integrar a primeira escuta clínica com a teoria e exposta aos graduandos em psicologia, dando ênfase ao sincronismo teórico-prático presente na futura profissão, aconteceu, na quarta-feira, 19, no Centro de Eventos do Campus Ijuí, o evento Falas da Clínica, reunindo estudantes e professores do Curso de Psicologia.
O evento iniciou-se às 14h com a discussão “A escuta do sujeito na clínica - Comissão de Pesquisa”, na sequência, “Resistência como mecanismo de defesa no tratamento clínico - Comissão de Registros”. A programação teve, ainda, o debate “O choro e suas possíveis interpretações - Comissão de Eventos”, seguido da temática “Pagamento na clínica psicanalítica: um estudo a partir das experiências na Clínica Escola - Comissão de Patrimônio”. O encerramento aconteceu no turno da noite, após a discussão “O corte como ato analítico - Comissão de Publicações”.
O evento não teve taxa de inscrição, apenas recolheu, daqueles que puderam colaborar, itens de higiene para doar a entidade de Lar Bom Abrigo, de Ijuí.







O mês de outubro tem um significado especial para as mulheres. Campanhas de conscientização são realizadas no Brasil e no mundo, com o objetivo de alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.
A Unijuí participou da programação da Câmara Municipal de Vereadores de Santa Rosa, na quarta-feira, dia 23, por meio do curso de Psicologia. A palestra “Aspectos psicológicos envolvidos no adoecimento”, foi ministrada pela coordenadora do curso de Psicologia, Simoni Antunes Fernandes.
O encontro contou com a participação de mulheres da comunidade santa-rosense e entidades envolvidas com a campanha, que na oportunidade receberam informações referentes a saúde física e emocional na prevenção de doenças.
“É importante trabalharmos as questões subjetivas para enfrentarmos algumas doenças e até mesmo para elas não aparecerem”, destacou Simoni.
Confira a palestra no vídeo transmitido pela Câmara Municipal de Vereadores de Santa Rosa:
A temática “Violência contra a Mulher: questões históricas e clínicas” estará em debate durante o dia de hoje no auditório da Unijuí, no campus Santa Rosa. O curso de Psicologia, por meio de sua Clínica, está promovendo mais uma jornada para os estagiários, estudantes, professores e comunidade externa.
Durante a tarde de hoje o professor do curso de História da Unijuí, Josei Fernandes Pereira, trouxe reflexões sobre práticas de violência contra as mulheres na história. Participaram do debate a professora Janete Teresinha de Aquino Goulart e o acadêmico Felipe Brentano Caneppelle.
A Coordenadora da Clínica de Psicologia, professora Taís Cervi, destaca que o evento tem como foco levantar questões históricas referente à violência contra a mulher e discutir a relevância do profissional de psicologia diante dessas situações. “A temática do evento foi trazida pelos estagiários que vivenciam na prática atendimentos na clínica de relatos de violência. Debater esse assunto é fazer com que reflitamos sobre o porquê a mulher se mantêm nesse ciclo, qual o desejo dela e por que ela não consegue muitas vezes se libertar desse vínculo. A partir disso, iremos fazer um recorte para o trabalho do profissional de psicologia e qual o seu papel nessa questão”, ressaltou a coordenadora.
A programação continua durante a noite de hoje, a partir das 19h30, com a psicanalista, Lucy Linhares da Fontoura, que abordará a temática “Violência: o que nos silencia, submete e aliena?”, também participam da atividade a professora Carolina Baldissera Gross e a acadêmica Niquéle Caroline Monteiro Dutra de Moraes.




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